Coleção pessoal de andressa_medeiros

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Escolher é sempre tocar o invisível. Não se trata apenas de optar entre um caminho e outro, mas de aceitar que, ao avançar, algo fica para trás. É como colher uma flor e, ao mesmo tempo, renunciar ao jardim inteiro. Há doçura nisso, mas também uma pontada de dor.

A angústia nasce nesse intervalo: no espaço em que os possíveis se multiplicam, mas só um deles se torna destino. A angústia não é inimiga — é sinal de abundância. Só sofre quem percebe que poderia ser muitos, e, no entanto, precisa se limitar a um.

Com o tempo aprendi que as escolhas não são decisões definitivas, mas conversas íntimas com a vida. Algumas falam alto, exigem coragem; outras sussurram tão baixinho que, se não estou atento, passam despercebidas. E mesmo assim, todas me transformam.

Escolher é também confiar: no acaso, no tempo, no mistério. Porque não há como saber aonde cada decisão levará. Há apenas o coração que pulsa e, nele, um delicado chamado que me pede para seguir.

E talvez seja isso o mais belo: perceber que não há escolha perfeita, mas há escolhas que me aproximam de quem realmente sou. A angústia, então, deixa de ser peso e se torna claridade: uma luz suave que me lembra que viver é, antes de tudo, arriscar.

Que o tempo ensine a nós, que vivemos em desamparo,
que a vida adulta não é tamanho fardo.
Você pode ser, para si, o abrigo nunca encontrado,
o afago, por vezes, negado.
Orgulhe-se: o tempo de outrora, é passado.

Sou feita de fragmentos indomáveis,
de partes que sangram poesia e sobrevivem ao caos.
Não sou calma — sou mar em ressaca,
sou lucidez depois do excesso,
sou o que fica quando tudo vai.

Carrego amores mal resolvidos no bolso,
cigarros que nunca acendi,
promessas quebradas no fundo do peito
feito garrafa jogada no asfalto da memória.

Tem dias que me reconheço inteira no espelho,
noutros, só vejo estilhaços.
Mas ainda assim eu vou —
de salto, de risco, de coragem torta,
porque parar nunca foi opção pra mim.

Me perco fácil nos olhos de quem sente demais,
me encontro rápido na música alta,
num verso cru, num gole amargo,
num “fica” dito sem planejamento.

Sou feita de falhas bonitas,
de ruínas que aprenderam a florescer.
E mesmo em pedaços, eu ardo,
eu canto, eu erro, eu amo —
porque ser inteira nunca foi sobre perfeição,
sempre foi sobre intensidade.

Um olhar que lê o seu coração;
que suspende o tempo
e semeia a euforia,
que antes já não existia,
silenciada no abrigo da emoção.

Maldito o seu dom, de me fazer sonhar
Abrigar tudo o que você nunca quis realizar
O amor por sua pobre e ingênua poesia,
Soava falsa, todavia, eu já sentia...

Mais um ensaio, um cuidado, um abraço
Nada daquilo era raso, mas a profundidade também da casa ao estrago.

Por fim, o mais mentiroso foi eu
Me vesti de você e me fiz refém de suas dores
Essa dança começou e a rendição nos submeteu.

Estavamos perdido, afinal
isso nunca foi mentira, foi real.

Sonhos falidos não servem abrigo
Outrora era tudo, agora, um bom amigo.

O Silêncio como Morada do Ser

Oh, o silêncio…
Não apenas a ausência de sons,
mas a presença plena do que é essencial.
Quando tudo ao redor se cala,
o ser humano reencontra a si mesmo —
e compreende que a quietude
não é um vazio, mas uma forma mais alta de existência.

No silêncio, a consciência se expande.
Ali descobrimos que a paz não é algo a ser alcançado,
mas algo que sempre esteve disponível,
embora oculto sob o peso do barulho e da pressa.
O silêncio nos devolve o centro,
recoloca cada pensamento em seu devido lugar
e revela a profundidade que o cotidiano tenta encobrir.

O tempo, nesse espaço silencioso,
mostra-se não como inimigo,
mas como mestre da revelação.
Ele nos ensina que só existe um instante real: o agora.
E é somente nele que podemos agir, compreender e transformar.

É por meio do tempo
que a sabedoria se desdobra lentamente,
quase imperceptível,
como uma chama que cresce sem alarde.
Essa sabedoria — a mais elevada das virtudes humanas —
não se adquire por excesso de palavras,
mas pela escuta atenta do próprio ser.

E, quando finalmente silenciamos,
percebemos que há em nós
algo que não é afetado pelo tumulto do mundo:
uma centelha do divino,
uma presença íntima e eterna
que só se revela a quem tem coragem de ouvir o próprio silêncio.

Talvez eu simplesmente parta.
Mas, desde que tenho você, a partida me assusta.

Não é que ela não me atraia,
é só que me dói imaginar você sozinha.
Me dói amar tanto, temer tanto te deixar para trás,
e ao mesmo tempo desejar tanto ir embora.

Que covardia…
Me sinto uma contradição ambulante,
uma verdade que se culpa por parecer mentira.

Porque não dá pra racionalizar
o vazio que mora no meu peito.
E o que machuca ainda mais
é perceber que nem esse amor imenso
consegue preencher o buraco que me engole por dentro.

"Primeiro, lembre de olhar para as estrelas e não para seus pés. Segundo, nunca desista do trabalho. O trabalho dá a você significado e propósito para a vida. Terceiro, se você tiver a sorte de encontrar o amor, lembre-se que está lá e não o jogue fora."

Não há morte que não seja
plena, cheia, absoluta,
para quem se vai e leva
todo o universo consigo

O universo é o pensamento divino materializado.

Tudo aquilo que o homem ignora, não existe para ele. Por isso o universo de cada um, se resume no tamanho de seu saber.