Coleção pessoal de amargarita

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E solidão é não precisar. Não precisar deixa um homem muito só, todo só.

Eu, que simbolicamente
morro várias vezes só para
experimentar a ressurreição.

Meus dias são um só clímax: vivo à beira.

Mas nem sempre é necessário tornar-se forte. Temos que respeitar a nossa fraqueza. Então, são lágrimas suaves, de uma tristeza legítima a qual temos direito. Elas correm devagar e quando passam pelos lábios sente-se aquele gosto salgado, límpido, produto de nossa dor mais profunda.

Coragem e covardia são um jogo que se joga a cada instante.

Eu sou mansa mas minha função de viver é feroz.

Queria saber: depois que se é feliz o que acontece? O que vem depois?

– Ela é tão livre que um dia será presa.
– Presa por quê?
– Por excesso de liberdade.
– Mas essa liberdade é inocente?
– É. Até mesmo ingênua.
– Então por que a prisão?
– Porque a liberdade ofende.

Vivo de esboços não acabados e vacilantes. Mas equilibro-me como posso entre mim e eu, entre mim e os homens, entre mim e o Deus.

Aprendi com as primaveras a deixar-me cortar e a voltar sempre inteira.

Também temos saudade do que não existiu, e dói bastante.

O essencial é viver!

Cuidado por onde andas, que é sobre os meus sonhos que caminhas.

Chegou um tempo em que não adianta morrer. Chegou um tempo que a vida é uma ordem.

Um dia desses, eu separo um tempinho e ponho em dia todos os choros que não tenho tido tempo de chorar.

Se você sabe explicar o que sente, não ama, pois o amor foge de todas as explicações possíveis.

Entre a dor e o nada o que você escolhe?

Entre as diversas formas de mendicância, a mais humilhante é a do amor implorado.

Eterno é tudo aquilo que vive uma fração de segundo mas com tamanha intensidade que se petrifica e nenhuma força o resgata.

Necessitamos sempre de ambicionar alguma coisa que, alcançada, não nos torna sem ambição.