Coleção pessoal de AllamTorvic

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Vi o fim
na imagem da árvore
o cair das folhas sem significados
a grandeza das manhãs
a arte no chão da vida
pisada e confundida
com sujeitana calçada
esse é o fim.

A terra da poesia é o oleiro que faz
O quadro é a imagem da arte e da paz
Beleza e mesa é lindo arvorar
filosofo com olhos de nuvens é ar.

O chão surgiu como uma necessidade!
Uma maneira invisível
de enxergar a humildade.
Pisar descanso no brilho do chão
e perguntar à estrada:
Onde é o fim do mundo?

Pelo perfume tão belo
de tuas flores
a tarde se despediu
de um sol

Esses aforismos são para Peregrinos
Caminhantes
e tradutores de estrada.

Muros e nuvens
mergulhadas de tardes
Escrevia no livro do chão
a história do futuro

A tarde é feita de janelas
O sol brilhou no amanhã

O sol se pôs atrás dos prédios
Passou uma moça com tristeza nos olhos
Será que é o medo do futuro?
Ou será que é a esperança do presente?

O sol da tarde entre a janela
À árvore lá fora
À rua silenciosa
Repleta de amanhã

Um Jesus humano.
Deus-homem
Que viveu a beleza
Do ordinário
-
A eternidade
de menino
a vontade do pai
foi seu alimento


o vento lírico
e as folhas de orvalho
o seu poema


fez dos lírios
canção
e do chão
história
ele é
Cristo

Contemplar a beleza
do fim de tarde
o sol no horizonte
é ser tocado pela eternidade
de Cristo que há em nós.

Quanto mais verdadeiro e mais poético, mais essa beleza se parece com Cristo.

A verdadeira beleza
Em todas as estações é Cristo.
Jesus menino era belo, peregrino
Nasceu da viagem; fez-se caminho.


Da experiência de nascer.
Brilhou o mundo.
Da experiência de morrer
Nasceu a vida!

A sociedade atual está tão distante de seu propósito que o coaching diz: venham, venham! Sei ensinar a vocês a serem egoístas, porque sou egoísta. E ser egoísta é uma riqueza. Ué, não há ninguém que levante a mão e pergunte: mas em que momento o ser humano foi criado para ser egoísta?

As folhas verdes
da árvore,
o pôr do sol dourado
da tarde,
é um retrato,
um espelho
do nordeste.

Ao fim de tarde,
uma árvore, um sol sobre as casas
uma esperança do amanhã

Embaixo da árvore
um carro, um pássaro
gente indo e vindo
e o pôr do sol

Deixo-me fluir
ao findar da tarde
sem ruídos ao tempo
apenas contemplando
a beleza do horizonte

Esses prédios um dia foram árvores
a tarde relembram essas histórias
trocaram as janelas
essas casas não estavam aqui

Na beleza de Cristo, reside amplas dimensões que ilumina não apenas
o nosso ser, mas direciona e equilibra a nossa existência.