Coleção pessoal de ademilton_batista_1
HOMENAGEM AO DIA DA MULHER.
Rosa Mulher
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Por que reduzir,
diminuir a um simples dia,
o que é eterno.
Tu és a razão das cores,
da vida e de todos
os amores que há.
Onde os dias e as noites sem vós,
não haveria um amanhã,
nem teria formas,
esperanças e vida.
O Dia não começaria,
a noite não teria fim.
Nem a mais escura delas,
a luz apareceria.
És geradora de universos,
de todos os sentimentos e
sentidos da própria existência.
Onde muitos te oferecem pouco,
do que a ti, deveria pertencer.
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Ademilton Batista
Brasil Bahia Itabuna
Do Livro Vencendo o Tempo pg44
DR08032017
Convivência!
Se a pessoa a quem amamos ou
convivemos não nos aceita como
estamos...
Então, não nos merece do jeito
que somos ou poderemos vir
a ser algum dia.
Seja o que for, agrada-te primeiro.
Depois siga no caminho do bem
em busca da sua felicidade,
sem descuidar das suas escolhas.
Ser melhor, não é ser superior a
ninguém, não é ter mais ou menos.
É simplesmente ser verdadeiro
consigo mesmo.
É ser fiel aos seus pensamentos,
suas convicções, suas atitudes,
seus sentimentos.
Siga a caminhada no intuito de ser
feliz consigo e com os demais a sua volta.
Seja o próprio exemplo de delicadeza,
de sensatez.
Sem se importar com o que ou quem,
lhe dirá o que fazer, sem interferir nas
escolhas alheias, as quais não
lhes pertencem.
Porquê: Quanto menor a sua Razão,
maior será a sua liberdade.
Seja o seu próprio espelho.
A sua própria identidade.
Dê o direito a sua alma de respirar,
livre das suas amarras.
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Ademilton Batista
Brasil Bahia Itabuna
DRA21022017
Mais uma Noite
Eu poderia lhe dizer o que pensei hoje!
Mas, não direi! Deixarei o meu hoje
somente para mim!!
Entretanto, agora que tudo passou,
eu lhe direi somente o que a su
ausência me deixou, por não ter
vindo a mim.
Mais uma noite não pude me cobrir
de você. Sem você, o meu coração
dormiu sem abrigo.
Já estando adormecido veio o frio
atormentar-me o corpo sem avisar-me.
Você de mim se ausentou por não querer
me amar. Sem você e o seu amor,
não pude aquecer-me.
E para não sofrer, ao meu coração pedi,
confessei e me acalmei, até que adormeci, ausentando-me de mim.
Era apenas mais uma noite!
O frio passou por mim e se foi, dissipou,
e eu sobrevivi.
Por não te-la junto a mim, sozinho fiquei.
Sem você e o seu amor, o meu coração
dormiu sem abrigo.
Sem você, sem amor e sem cobertor,
resisti a mais uma noite, me refugiei,
me aquecendo do frio, no colchão nu!
Ademílton Batista
Brasil Bahia Itabuna
DRA21022020
Novas Horas
.
Não preciso estar perto de ti,
para conhecer o teu coração!
Entretanto, gostaria muito,
de poder abraçá-lo e beijá-lo,
sentir todo o teu calor junto
ao meu!
Neste pequeno espaço de tempo
que ele estivesse junto a mim...
Deixá-lo-ia descansar as tuas
badaladas de todo o teu
tempo vivido!
O entenderia e reaprenderíamos
juntos, a dividir um novo sonhar,
um novo recomeço de todas
as novas horas.
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Ademilton Batista
Brasil, Bahia. Itabuna
Do Livro Contos de Amor "trechos"
DR21022023
Lembranças Azuis!
.
Nada mais importa agora!
O que se foi, se foi!
Dos momentos de antes,
só restaram lembranças!.
É tudo agora, nada mais!
O tempo afastou você de mim!
Talvez! Um novo dia possa vir e
com ele, venha, um outro olhar,
em minha direção. Florescendo,
os velhos desejos, que foram
levados, junto ao sol de verão!
Na primavera! Onde voaram e
pousaram as borboletas azuis...
Só restaram, casulos embolorados,
encobertos pela névoa fria,
sem alegrar os meus olhos!
São apenas lembranças azuis!
Os ventos que nos veneraram,
sopraram e bateram forte nas suas
janelas, e lá, você não mais estava,
para reabri-la para mim. Então!...
Nesse momento triste, entendi...
Que você, não me queria por perto.
E assim, parti! Envolto a brisa fria,
que envolvia o lugar! Agora!...
Mesmo que reabra as suas janelas,
aos novos raios do sol...
Certamente, eles virão trazê-la
os novos ventos...
Mas, nesses momentos!...
Perto de você!...
Eu, não mais estarei.!!
.
Ademilton Batista
Brasil, Bahia, Itabuna.
Do Livro O Meu Céu
DR10052023.
O Velho Tempo.
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Nada mais importa agora,
tudo passou despercebido.
Para que lembrar do tempo,
que já foi esquecido!
.
O velho tempo ficou nas estórias,
em telas sem as memorias,
nas versões antigas.
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Para pintar os novos quadros
visualize as novas paisagens
que façam sentidos.
.
Construa um novo universo,
um outro tempo em si,
com instantes únicos e verdadeiros,
valendo a pena serem vividos.
.
Neles faça um novo Sol, uma nova Lua.
Nas novas Estrelas e constelações,
Construa sonhos de ideais iluminados,
a serem explorados.
.
Porque, se não esquecer as velhas partidas,
não haverá novas chegadas,
para as novas despedidas.
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Ademilton Batista,
Brasil, Bahia, Itabuna.
Do Livro Vencendo o Tempo
DR21022018
O Corpo Sabe Antes: Reflexos da Dor:
.
O corpo é um sussurro antes do grito.
Antes da gente "saber" de algo, ele já fez.
Toca algo quente? A mão já tirou.
A vesícula dói? O Corpo já deu o sinal.
É o reflexo, essa resposta automática
que precede a consciência.
"Como diz a neurociência, o corpo reage
em ~50ms, enquanto a consciência
demora ~200ms para processar."
Então, nesse raciocínio;
O corpo é o primeiro a saber.
A consciência vem depois, como um
segundo passo. Registra a dor, avalia,
decide. Mas, o reflexo já aconteceu.
É como se o corpo "sentisse" primeiro,
e a gente "entendesse" depois.
Sentimos e depois pensamos,
o corpo é o primeiro a reagir.
E essa sensação é a base de tudo:
O corpo é o "eu" antes do "eu penso".
E quando a dor aperta e não tem
remédio? A consciência tenta ajudar:
Respira, distrai, relaxa. O corpo, por sua
vez, solta endorfinas, tenta modular a dor
via gate control theory – aquela "porta"
que pode fechar o sinal de dor.
Juntos, eles tentam dar um jeito.
Estudos mostram que mindfulness e
técnicas de relaxamento podem reduzir
percepção da dor em até 50%.
Mas será que é fuga ou aceitação?
A pergunta filosófica fica: Quem manda?
O corpo que reage, ou a consciência que "administra"? Talvez seja um trabalho
em equipe. O corpo dá o alerta,
e a consciência cuida do resto.
"Como diz Merleau-Ponty,
"o corpo é o veículo do ser-no-mundo"."
O que sei é que Ele nos conecta com o
ambiente antes da gente "pensar".
E talvez seja por isso que, quando
o corpo dói, tudo dói. E se a dor for crônica?
O corpo se acostuma (neuroplasticidade).
E a mente? Como lidar com o incessante
sinal de alerta? A consciência pode
se cansar....Mas, o corpo segue.
É aí que a psicologia entra:
Aceitação, reinterpretação da dor,
foco em valores, estratégias para não
deixar a dor definir a vida.
"Como diz Drew Lanham, "o corpo guarda
histórias que a mente esquece"."
E o que é dor, afinal? Uma sensação,
um aviso, ou um reflexo? Talvez seja,
o conjunto de tudo isso. Por isso que,
às vezes, a gente precisa parar e ouvir
o que o corpo tem a dizer.
Não só ouvir, mas, sentir.
"Como diz Carlos Drummond de Andrade,
"o corpo é a única coisa que não mente"."
Faz sentido parar e ouvir? Ou a gente segue ignorando os sinais, até que o corpo não
aguente mais? A dor vai continuar.
O corpo vai reagir. E a consciência?
Vai tentar entender, administrar, aliviar.
É um ciclo sem fim.
E você, como lida com a dor?
O corpo sussurra, a consciência esculta?
A dor é um idioma que o corpo fala,
e a gente, aprende a traduzir? Ou fica
perdido nas entrelinhas?
O corpo dói, a mente interpreta.
E a alma, o que faz? Ela sente, respira,
some ou transforma tudo em poesia?
O silêncio do corpo é um barulho surdo.
Quando ele fala, a gente treme.
Quando dói, a gente sente.
E quando ele para de doer?
A gente esquece? Ou agradece?
O corpo ainda é um mistério.
E a dor, uma grande lição.
E se a dor for a porta? E se ela abrir para
algo novo? E se o corpo sussurrar "mude"!
E se a gente ouvir? E se a gente sentir?
E se a gente renascer? O corpo sabe antes.
A consciência certamente virá depois.
"Como diz V.S. Ramachandran, "o corpo é
um fantasma que habita o cérebro"."
Eu digo que a dor, É o fantasma que nos
lembra de que estamos vivos.
No exemplo do "membro fantasma",
o corpo "sente" dor em algo que não existe
mais? Será isso? Ou tudo é entregue
a alma para dá o veredicto final?
A dor para nós, também, pode ser
um professor.
"Como disse Buda, "a dor é inevitável,
o sofrimento é opcional". Como no exemplo
de Viktor Frankl em Auschwitz:
É preciso encontrar sentido na dor extrema.
"Maya Angelou, disse "faça o que você tem
medo de fazer, e a morte do medo é certa"."
Se o corpo sente medo, mas a consciência
pode agir apesar dele. Então, a gente,
escolhe sofrer ou aprender?
O certo é: O corpo dói, mas a mente pode transcender. E se a dor for um caminho
para a compasão?
A relação entre corpo e consciência é
como uma dança constante.
O corpo sente, a consciência interpreta.
O corpo reage e a consciência responde.
É um diálogo sem fim.
"Como diz Maurice Merleau-Ponty,
"o corpo é o veículo do ser-no-mundo"
Para mim, o corpo nos conecta com o
ambiente antes de a gente "pensar".
O corpo é o primeiro a saber de tudo,
a consciência vem depois para entender
e agir. E quando o corpo e a
consciência estão em sintonia?
A gente se sente inteiro, presente, vivo.
Mas, quando eles estão desalinhados?
A gente pode sentir o desconforto da instabilidade, que gera ansiedade e dor.
A consciência pode até tentar controlar
o corpo. Mas, o corpo, também
influência a consciência.
"Como disse Antonio Damasio,
"o corpo é a base da consciência"."
Talvez, seja por isso que as sensações
corporais moldam como a gente pensa
e sente. E se a gente parar e ouvir o corpo?
Ele sussurrará necessidades, limites,
desejos. A consciência pode aprender
a escultar esses sussurros e responder
a nós de forma mais harmoniosa.
O corpo sabe antes. A consciência vem
depois. E a alma? Onde fica nesse processo?
A alma sente, respira, transcende.
Ela se encaixa nesse diálogo entre corpo e consciência vivenciando, cada fio de seda,
sendo o elo principal de ligação.
A alma, é o próprio silêncio que vive entre
corpo e consciência, fortalecendo e engrandecendo os laços dos pensamentos,
evoluindo em sua silenciosa jornada.
Diante de tudo isso aqui descrito...
Eu finalizo essa crônica dizendo que;
O corpo é o início e a consciência o
caminho, e a alma, é o destino final.
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Ademilton Batista
Brasil, Bahia, Itabuna
DRA03022026.
A Noite.
A noite tudo se espera,
Mas, só os sonhos passam.
O meu coração, dorme na mente,
levando as batidas andantes.
Passam-se nas horas,
todos os abraços do tempo.
Nas estrelas calvas, deslizam
as brisas frias, dos arredores.
Como pode ser?
Como posso soprar os ventos?
Se a noite insiste, em elevar,
todo o ar quente?
Ah, Noite! Ah, Noite!
Sempre dizem que és a culpada,
por estar presente, aonde passam,
todas as vozes ausentes.
Em mim, só elevas o meu olhar.
Por isso! Lhe entrego!
Os meus mais íntimos segredos!
Sempre deixo-me levar.
Sabe! Lhe Confesso! Livre fico!
Porquê liberta-me pelas frestas,
deixadas, pelos seus sublimes,
eternos e iluminados portais.
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Ademilton Batista
Brasil, Bahia, Itabuna.
Do Livro O Meu Céu
DR02022023
