Citações Românticas
A maior lição do sertão é a superação
Essa superação certeira como a ribeira,
Que como a veia do coração renova
Com bondade e nos enche de paixão,
E invade com a sua pujante pulsação
Colocando o amor em plena flutuação.
O doce amor da minha vida
Dança ao som da viola menina,
Nunca vi nada igual nessa vida
O amor que ele sente por [Jacobina,
Cidade com nome de mulher bonita
Com saia esvoaçante rendada,
Doce rebolado de baiana apaixonada
E com a cabeça com laço de fita.
Quem dera se nessa vida toda cidade,
Ao menos tivesse 31 cachoeiras
Não passariam pelejas d’alma,
O mundo seria invadido de amor
E todo mundo viveria com paz n’alma,
Um dia vou até [Jacobina só para
colocar o meu amor na garupa
Eu irei amá-lo com toda a calma.
Quem dera se as guerras fossem de outro [jeito,
Se elas tomassem a forma de cantoria nordestina,
O mundo inteiro seria perfeito - e tomaria [jeito,
Todos viveriam com a boa fé do povo [sertanejo,
Fé que enfrenta a seca com vibração e beleza,
Porque ele vive o amor com doçura e grandeza,
Essas cachoeiras de [Jacobina parecem rendas,
Que provocam uma cobiça que não se explica,
Ouço cada barulho como uma sinfonia [cristalina.
Sei escrever essa saudade
- sobrenatural -
Bem aqui no peito
De um jeito sem igual,
Só por este beijo fatal.
Sei remar entre os canais,
Em busca de você não é,
E nunca será demais...
O amor vira arte:
Literatura,
Conquista,
Cultura,
E semeia com ternura.
Sei amar, e sei ser cais:
De um novo ponto de partida,
Para que tenhas fé na vida...
O amor é um canteiro delicado
De finas tulipas
Que com jeito e trato,
Cabe poesias floridas
De uma poesia interminável
Desta primavera incontestável.
Sei também que o amor reforça a fé
Fazendo de nós uma fortificação,
Nos levando na mesma galé...
Mergulhados um no olhar do outro,
Não há pecado que nos detenha,
Submergidos um no outro aos poucos,
Não há dogma que nos contenha,
Sabemos bem o que queremos:
juntos somos fogo e a boa lenha...
Não tenho pressa...
Tocando em meus poemas,
Tu me sentes silenciosamente
Na tua pele e ao teu lado;
Fazendo-te renovado sempre
O restante já faz parte do passado,
Eu sei que sou o teu maior presente;
Longe de ser um instante:
Eu sei que sou o teu futuro certo
O restante já não mais te interessa
Eu sei que sou o teu amor seguro.
Não tenho pressa...
Entretidos naquilo que dizem ser jogo,
Não há intenção que não se realize;
O melhor do jogo é violar as regras.
Neste curso não há quem se delicie,
- criamos o nosso próprio fetiche
Sabemos bem para onde ir:
juntos somos o altar e o rito...
Não tenho pressa...
Escrevendo o melhor conto,
- em segredo
Tu segues os meus versos
- eróticos
Ora santos, e ora desalinhados,
Tu me carregas como pupila
E o sorriso de canto...,
Sou a canção que fascina,
O sol da manhãzinha,
E a estrela que tanto admira.
Nunca vi flores tão bonitas,
- todas bem perfeitas
Lindas flores infinitas,
- super perfumadas
Pareciam até pintadas!
Todas muito bem nascidas
Na cidade de Colinas;
Rodeada por cursos d'água,
Coroadas por cascatas,
Todas bem regadas!
Sim, nestes versos inventados,
Bem intencionados,
Para arrancar das colinas,
Mil sorrisos,
Para semear felicidade
No meu canteiro.
Se um dia eu vier ao encontro
Do teu povo,
Da tua cidade que é um jardim,
Eu seja reconhecida
Não como uma simples turista;
Mas como alguém que ama,
A sua gente e a sua cidade
Ainda quando os conhecia
Nos campos de flores e da poesia.
Um peixinho colorido
em cima das conchas
brincando de faz-de-conta.
....
O pequeno bagre
bem parado
é feito de biscuit.
Sobre a cadeira de vime,
Suavemente o xale russo,
Repousa certo e sublime,
Tal como um sono profundo.
Sobre o segredo de vidro,
Secretamente tu partiste,
Carinhosa tu deixaste-me,
Sonhando o teu regresso,
E cada pedaço tu repartiste.
Sobre a cadeira de vime,
Fortemente a saudade,
Bate forte e senta o peito,
Com a força da cavalaria
Reclama a tua falta - nostalgia.
Em busca do teu apoio
O azul celeste se acolchoa
Só para fugir do joio,
E de tudo o que atordoa.
A pomba ali na praça
O Sol carinhosamente
Só acenando para você
De uma vez passar com graça.
Ao te ver, vejo o céu
Ao te sentir, provo o mel
Ao te escrever, saboreio o trigo
És meu presente mais divino,
E o meu carinhoso abrigo.
Eu te acaricio, e te desalinho
És ouro fino, e raro tecido
Tão caro e macio linho,
E assim de ti me aproximo
Da tua alma eu me acarinho.
O vento sopra devagar
A duna muda de lugar
O amor pleno a ocupar
A coruja aninhada lá
É protegida pela duna
No seu lugar de aconchegar.
O Sol beija a duna
A duna se abre ao Sol
Num verso de amor total
Abre a poesia em festa
Em louvor celestial
É um espetáculo sem igual.
A poesia está escrita
O verso está feito
Ali na duna cuidada com jeito
No intocável ninho da coruja
É sempre o lugar perfeito
A duna cuida do que está feito.
O teu olhar sobre a duna
O teu cuidar do ninho da coruja
O teu amor pelo mar
O teu jeito de preservar
O teu doce sonhar
Escrevem o destino do lugar...
As folhas que caíram da árvore,
Viraram anjos dançando ao vento,
Inspirando a consagração do soneto,
Que eu hei de ouvir através de você.
O vento canta doce no meu ouvido,
Sinal de que você não está comigo,
Mas resguardado de todo o perigo
Recordando do nosso precioso carinho.
Ninguém irá vilipendiar a imaculada poesia,
Porque sou filha da Terra e dos astros,
- sinestesia angelical
- Que chegou para dar tom outonal! -
As folhas que caíram da árvore,
Viraram sonetos desenhados,
Enfeitando o céu, e dando cores,
Aos meus olhos poéticos e apaixonados.
O delírio me carrega,
É certeiro e atrevido,
É quase um asilo,
Que me refugio.
A férvida tentação,
Não desmantela,
É flutuante paixão,
A domar a pantera.
Gostaria de saber
- escrever
Do jeito que sei
- atentar
Para você me amar.
Além das linhas,
Sou um tesão,
Além do corpo,
Sou o teu coração.
É o delírio que me leva,
Seduz e cativa,
E sempre te abriga
Em cada linha escrita.
A origem do amor está
nos planos dos deuses,
Creia fortemente,
cruze os [oceanos];
Mergulhe nos teus favoritos
olhos castanhos.
O amor concreto que vira
história antes de [ser],
Além mar, navegando
com as gaivotas,
Desenhando letras para viver
o que há de [nascer.
É a miragem de nós que eu
louvo no versos,
Além e concretamente
dos [tercetos],
Carrego a crença que amar
só traz acertos.
O amor verdadeiro é dádiva
que livra e [salva],
De todos os males,
assim na Terra como no Céu,
É plenitude de braços
abertos e toda a [alma].
E devota desse caminho
que cruzará o mundo,
Vou semeando flores
em meu [jardim,
Para estar tudo no jeitinho
quando vieres para mim.
Senhora de todas as letras,
Escrevo para o amor que virá,
Como um canto baixinho
- embalando -
O amor que comigo está.
Poetisa intimista,
Escrevo sobre o amor que virá,
Lindo me iluminará,
Mais brilhante do que as estrelas,
E tão vibrante quanto o luar,
Creio que comigo você ficará.
Senhora do meu próprio destino,
Sonho com o teu amor divino,
Com o arco-íris do teu olhar,
- magistral -
Com a delicadeza das minhas
- letras -
Irei te encantar...
Para escrever,
- basta crer
No amor que está para nascer,
E no fermento poético,
Que é capaz de fazê-lo alvorecer,
Acredite no amor como eu acredito,
- ele vive dentro de você
Só assim você fará o amor acontecer.
Cumpra-se a vontade do destino,
Ele é obra e graça do divino,
- dono do tempo -
Senhor dos ritmos,
- e do sentimento
Eu creio na força dos sonhos,
Nascidos dos meus olhos
- castanhos -
Não menos lindos,
Mas infinitos e capazes
De realizar todos os planos;
E por eles cruzar oceanos.
Tudo, tudo, tudo...,
Tudo pelos sonhos,
Ainda somos moços,
Temos um futuro,
Flores no peito,
E um amor bruxo.
Aos passos ritmados,
Brindados pelas castanholas,
Trocas de olhares,
E feitiços nos provocando,
Passos marcados,
E braços alternados,
Prendendo o desejo ao prazer,
- libertando os corpos -
Tocam os violões emocionados,
Nessa suíte espiritual,
Somos o esquadro e o compasso,
Não tememos mais o desenlace,
Atingimos o ápice,
Flutuamos com essa sinfonia,
Com a certeza e a total alegria
De estarmos completamente apaixonados.
Eu me abro imensamente
- só para você -
A rua é testemunha abaixo
A vontade morro acima
Faço uma obra prima
Para não sair da tua mente.
Essas distâncias
- não separam -
Os nossos corações
E as nossas mentes.
Eu me mostro carinhosamente
- só para você -
Em cores alegres
Em versos serenos
Faço tudo para te ter
- eternamente -
Com arte e perfumes
- amorosamente -
Para refrescar e te aquecer
- sensualmente -
Nas asas da minha plenitude
- amiúde -
Na minha pele com solicitude.
A gaivota está sobrevoando,
- acrobaticamente -
Concedendo o seu espetáculo,
- em círculos -
Celebrativos,
Plenificando o céu acinzentado.
A gaivota está se aproximando,
- certamente
Para alcançar o seu sustento,
- indiscutível
Sobrevivendo,
Exigência do momento.
A gaivota está me fazendo pensar,
Sobre a distância e o tempo,
A verdade que pode ser uma,
- duas -
Diferentes,
Convergentes,
E sobreviventes.
Modesta flor em tuas mãos,
Não menos delicada,
Não menos flor,
- maravilhada
De tanto amor,
Desabrochando em esplendor.
Eflorescida do teu sorriso,
Preciso do teu colo,
Do teu gozo,
Do teu mimo,
Do teu carinho,
É do teu amor que eu preciso.
Eu apenas escrevo,
O poeta é você,
Que sente e me cativa,
E sobretudo sente,
Não existe coisa melhor
Na vida de toda a gente.
Deslumbrante afeto púrpura,
Que esbanja ternura,
Doação de doçura,
Canto, sossego e riso,
És o meu paraíso,
Guardião do nosso templo,
Berço de nosso sentimento,
- indivisível -
Dádiva celeste e incrível.
Nas entrelinhas leio o mundo
Nelas resolvi te namorar,
E dessa forma (estrelar).
Nas entrelinhas leio o rumo
Nelas virei o teu porto seguro,
E dos melhores para se (atracar).
Nas entrelinhas, tenho asas,
Tenho tudo para ser...,
Trigo posto à mesa a te endoidecer.
Talvez seja a navegação,
Ou apenas solidão,
Talvez sim, talvez não.
Coisa de quem sente, vibra e se entrega
Ao amor embarcação, tão doce tentação.
Deste-me o teu coração,
Completo e derramado
Em secreta devoção
Completamente livre.
A sombra do teu amor
Trazes-me com solenidade;
A vitória de ser só tua
Vivendo na imensidade.
Concebido, desenhado e feito
Contorno dos teus lábios lindos
Com o carinho do meu beijo.
Augurando reencontrar-te
No paraíso dos teus abraços,
Tenho por tanto tempo segredado
Receando fazê-lo desagradado.
Desejado, concebido e perfeito,
Imagino estes teus olhos lindos
Olhando o meu lateral trejeito.
Carrego por ti um interminável
- desejo
Uma sensual escravidão
- reverbero
Caí na tua sedução
- sem receio
Eu me entregarei de forma inefável,
De um jeito leviano jamais visto,
E sem nenhum retoque eu te quero...
A partida nunca existiu,
Em nós sempre um elo há,
Nunca houve despedida,
Comigo para sempre ficará
O teu riso igual o [meu,
- Verdadeiro
Você não me esqueceu,
E nem muito menos [eu.
Te espero inteiro,
No encaixe do nosso beijo,
No laço dos nossos corpos
Realizar todos os sonhos:
- Santos e profanos
Amar você está nos meus planos.
Alcançada por ti
Iluminada fiquei
Só de me leres
Com os teus raios
Dóceis e solares:
Sim, eu te beijei!
Apaixonada por ti
Enfeitiçada fiquei
Só de me segurares
No fundo do teu olhar
Mergulhei no oceano
Do teu jeito de me amar.
Iluminada por ti
Não há como se deslumbrar
Escrevo o meu poema
Já que não há como conversar.
Falamos a mesma língua
A atração é sobrenatural
Sabemos o que queremos
É além do intelectual
Rejeitamos o banal
Do nosso cardápio particular
Colhemos no jardim dos beijos
Guardamos os nossos desejos
A hora certa acontecerá sensual.
Tomada por ti
Seduzida fiquei
Com os ouvidos
Só nos teus tons
- brotaram os meus
Semitonados, expressei.
Gotejam licores de Musa
Extasiada por nós
Sussurro devagar
Um versinho de Neruda
Para você se aproximar...
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