Citações de Livros

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Pode haver erudição na escolha da lei, pertinência no precedente e elegância na argumentação, sem que exista demonstração suficiente da premissa. A solidez aparente da construção não corrige a fragilidade do fundamento.

Acolher a narrativa não dispensa examiná-la. Defender o cliente não obriga a adotar suas conclusões.

Definir mal os fatos e exigir da prova mais do que ela demonstra podem comprometer a causa, o cliente e o próprio defensor.

Para aqueles que esperam Jesus voltar, mais um dia se passou.


Para aqueles que sabem que Jesus está dentro de si, mais um dia Ele abençoou

Há causas em que a maior vitória não está em vencer o impossível, mas em descobrir que o impossível era apenas um problema ainda não inteiramente compreendido - e fazer com que, ao fim, o Direito encontre aquele a quem pertence.

Pensamento lateral não é inventar uma saída. É investigar se o problema foi formulado corretamente.

Antes de impor a alguém o peso de uma condenação, é preciso demonstrar que a responsabilidade por aquele fato lhe pertence.

A liberdade não se preserva apenas pela proclamação de princípios. Preserva-se também conferindo um nome, confrontando uma data e recusando que a suspeita tome o lugar da prova.

Entre a suspeita e a condenação existe uma distância que só a prova pode vencer; quando a liberdade de um homem está do outro lado, nenhum nome, nenhum relatório e nenhuma autoridade têm o direito de saltá-la.

Definir incorretamente os fatos e interpretar além do que a prova demonstra são erros aparentemente simples que podem comprometer uma causa e expor o próprio defensor.

O grande advogado procura também o pequeno detalhe, porque aprendeu, depois de algum tempo, que processos enormes podem girar sobre fatos diminutos; fortunas podem depender de uma cláusula; recursos podem sobreviver por uma linha; uma contradição aparentemente lateral pode alterar a compreensão de toda a controvérsia.

A excelência na advocacia talvez não esteja no grande ato, mas na capacidade de pensar melhor, encontrar o fato decisivo e buscar a máxima eficiência — ato por ato, minúcia por minúcia.

No Direito, o detalhe não é o contrário do essencial. Muitas vezes, é o lugar onde o essencial se esconde.

Uma causa complexa pode conter milhares de páginas e, ainda assim, depender de uma única circunstância. Uma data. Uma assinatura. Um pagamento. Uma cláusula. Uma intimação. Uma contradição. Um documento que estava nos autos desde o princípio e cuja verdadeira consequência ninguém percebeu.

O processo pode conter uma multidão de fatos; a inteligência do advogado está em descobrir quais deles o Direito transforma em decisivos.

Advocacia não consiste em demonstrar que nossa tese é bela quando contemplada sozinha. Consiste em fazê-la permanecer de pé depois que alguém inteligente, interessado e preparado recebe a missão de derrubá-la.

Advocacia não é a arte de encontrar uma justificativa para qualquer conclusão. É a responsabilidade de construir, dentro do Direito e da prova, a melhor defesa possível do interesse confiado.

O advogado extraordinário deve possuir coragem para fazer algo intelectualmente desconfortável: atacar sua própria tese antes que o adversário o faça.

O bom advogado não força os fatos a caberem na tese. Constrói a tese que os fatos demonstrados e o Direito permitem sustentar.

Existe uma tentação perigosa na profissão: apaixonar-se pela própria tese.