Citações de Filósofos

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⁠" As pessoas se irritam com aqueles que adotam padrões de vida muito individuais;elas se sentem humilhadas, reduzidas a seres ordinários, com o tratamento extraordinário que eles dispensam a si mesmos."

⁠O corpo flexível e convincente, o dançarino cujo símbolo e epítome é a alma que se compraz em si. O prazer consigo desses corpos e almas chama a si mesmo 'virtude'.

Friedrich Nietzsche
Assim falou Zaratustra. São Paulo: Companhia das Letras, 2011.

⁠Não permanecer preso a uma pessoa, porque toda pessoa é uma prisão.

Friedrich Nietzsche
Além do bem e do mal (1886).

⁠Uma coisa é necessário ter: um espírito leve por natureza ou um espírito aliviado pela arte e pelo saber.

Friedrich Nietzsche
Humano, Demasiado Humano. São Paulo: Companhia das Letras, 2000.

Embora poucas pessoas o saibam, deve-se ter todas as virtudes para dormir bem.

O grande segredo para colher da existência o mais fecundo e o maior prazer é viver perigosamente.

Todo pensador profundo tem mais receio de ser compreendido que de ser mal compreendido.

Primeiro princípio: é preciso ter necessidade de ser forte, caso contrário, nunca se chega a sê-lo.

Ninguém é livre para se tornar cristão: não se é "convertido" ao cristianismo — é preciso ser doente o bastante para tanto...

Não nos deixemos enganar: grandes espíritos são céticos.

Friedrich Nietzsche
O Anticristo e Ditirambos de Dionísio. São Paulo: Companhia das Letras, 2007.

Nota: O pensamento pertence ao livro “O Anticristo”.

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O essencial, em toda invenção, é feito pelo acaso, mas a maioria dos homens não encontra esse acaso.

Que importa um pensador, se ocasionalmente não sabe escapar de suas próprias virtudes?

Quantas ações genuinamente individuais são omitidas porque, antes de fazê-las, percebemos ou suspeitamos que serão mal compreendidas!

⁠Quando morre alguém, em geral necessitamos de motivos de consolo, não tanto para mitigar a dor quanto para ter uma desculpa por nos sentirmos tão facilmente consolados.

Friedrich Nietzsche
Humano, Demasiado Humano. São Paulo: Cia das Letras, 2000.

⁠A potência intelectual de um homem se mede pela dose de humor que ele é capaz de usar.

Friedrich Nietzsche
SANTOS, Rosângela Isabel Teixeira Coelho dos. Rosa Dourada. Joinville: Clube de Autores, 2006.

Nota: Citação atribuída. Autoria não confirmada.

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Viva hoje mais do que ontem melhor que amanhã. cada dia é, por si só, uma vida.

Foges em companhia de ti próprio: é de alma que precisas mudar, não de clima>

DESCARTES ENSINOU A DUVIDAR. KANT, A EXAMINAR A RAZÃO. FREIRE, A QUESTIONAR A OPRESSÃO. MAS QUEM EXAMINA A AUTORIDADE QUE CONCEDEMOS AOS NOSSOS PRÓPRIOS PENSAMENTOS?

A história da filosofia e da educação é atravessada por uma inquietação permanente: como distinguir conhecimento de opinião, liberdade de submissão e consciência de ilusão?

Sócrates fez do questionamento um caminho para reconhecer os limites do próprio saber. Sua contribuição permanece fundamental: não basta possuir respostas quando desconhecemos a fragilidade das perguntas que as sustentam.

René Descartes sistematizou a dúvida metódica, submetendo crenças à investigação antes de aceitá-las como conhecimento seguro.

Immanuel Kant examinou as condições e os limites do conhecimento humano, além de defender a autonomia da razão diante da tutela intelectual.

Paulo Freire compreendeu a educação como prática de liberdade, vinculando consciência crítica, diálogo e transformação das relações de opressão.

John Dewey aproximou pensamento reflexivo, experiência e investigação, demonstrando a importância de examinar problemas e consequências na construção do conhecimento.

Daniel Kahneman, em suas pesquisas sobre julgamento e tomada de decisão, evidenciou como processos intuitivos e vieses cognitivos podem comprometer nossas avaliações, mesmo quando acreditamos estar raciocinando corretamente.

Essas contribuições não são equivalentes, tampouco constituem etapas de uma mesma teoria. Mas permitem reconhecer um problema que atravessa diferentes épocas: a capacidade de pensar não assegura a qualidade daquilo que pensamos.

É nesse campo de investigação que situo minhas propostas científicas.

No METADISCERN, examino o discernimento como uma operação de segunda ordem, voltada à avaliação dos critérios pelos quais pensamentos, interpretações e crenças recebem autoridade funcional.

Na Pedagogia do Discernimento, investigo uma formação educacional que não se limite à aquisição de conteúdos, mas desenvolva a capacidade de examinar, justificar e revisar as razões pelas quais determinados conhecimentos são aceitos.

Na Alfabetização do Discernimento Consciente (EADC), proponho uma abordagem formativa para reconhecer informações enganosas, avaliar evidências, identificar influências e desenvolver maior autonomia diante da desinformação.

Na pesquisa sobre evocação e desautorização, examino um problema frequentemente negligenciado na aprendizagem cotidiana: recuperar uma informação da memória não significa que ela permaneça válida ou mereça orientar novas conclusões.

No estudo sobre discernimento na regulação da relação entre emoção e ação, abordo a necessidade de distinguir intensidade emocional de autoridade decisória. Sentir algo intensamente não comprova que a interpretação associada ao sentimento esteja correta.

No Método PROTAGONISTA, desenvolvo uma proposta centrada na consciência, na responsabilidade pelas escolhas e na autoria da própria trajetória.

Não reivindico que esses problemas tenham sido ignorados pelos grandes pensadores. A metacognição, a epistemologia, a psicologia cognitiva e as teorias educacionais já oferecem contribuições fundamentais para compreendê-los.

A especificidade que proponho está na articulação entre discernimento, autorização funcional, calibração de critérios e possibilidade de desautorização de conteúdos anteriormente aceitos.

A dúvida cartesiana não é o mesmo que a calibração discernitiva. A autonomia kantiana não se confunde com a autoria proposta no Método PROTAGONISTA. A conscientização freireana não é idêntica à Alfabetização do Discernimento Consciente. E o estudo dos vieses cognitivos não esgota a investigação sobre os critérios pelos quais uma interpretação recebe autoridade para orientar uma ação.

Há aproximações, diferenças e possibilidades de complementaridade que precisam ser examinadas, não presumidas.

“O senso comum comumente mente.”

Uma pessoa pode conhecer filosofia e permanecer intelectualmente dependente. Pode defender a liberdade e obedecer cegamente às próprias convicções. Pode reconhecer os erros dos outros e continuar incapaz de identificar os seus.

O problema não é apenas aprender a pensar. É aprender a reconhecer quando aquilo que pensamos perdeu o direito de continuar governando nossas decisões.

“A mente mente e o discernimento desmente.”

“Se penso, resisto; se resisto, existo.”

Carlos Eduardo Garcia Moreno Balcarse

Carlos Eduardo Balcarse

Psicanalista, Escritor e Pesquisador

19 de outubro de 2026

2369 📜 "Nietzsche, Hegel e Tales de Mileto nunca tiveram Duas Contas em Redes Sociais para poder aparecer. Apareceram (e ainda Aparecem) porque eram (e são) Talentosos!"

“... Cada um de nós é como um homem que
vê as coisas em um sonho e acredita
conhecê-las perfeitamente, e então desperta
para descobrir que não sabe nada...!”.