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Imensurável

Desejei, eu sei, por longa data,
Encontrar em minha marcha infante
O alvor da vida de maneira errante,
Qual embarcação no cais abandonada.

Migram as aves vindas do norte
Sobre minha cabeça, vazia de ilusões,
Enquanto soldados disparam canhões,
A inocência caminha pelo vale da morte.

Perdidos os homens nesse tempo vil,
Pelas ruas, criaturas metálicas, robóticas,
Perigosas e armadas engenhocas,
Irão cavar, em breve, o meu covil.

Enquanto a carne frágil se refugia,
Os mesmos velhos loucos enrijecem,
Covardemente, em seus palácios riem,
E nenhum Deus qualquer se pronuncia.

Cruzaremos, então, a linha intransponível.
Já não haverá, então, nenhuma poesia.
Rir-se-á de nós, em breve, a criatura fria.
Encontraremos o limite, o imensurável.

Vladimir Wingler

Sem Disfarce.

Eu, do espelho em minha face,
do escarro frio também no chão,
sei que não existe disfarce
para enganar o coração.

Do osso que se ergue na carne,
da sombra que o corpo projeta ao sol,
sei que a vida é um pacto de carne
com o pó que nos espera no final.

Não há perfume que cubra o cheiro
da matéria que nos compõe e nos leva,
nem palavras de amor que não queiram
alimentar a fome do verme na terra.

Eu, do dente que treme na gengiva,
da veia azul que se ergue na mão,
sei que a mentira é só uma folha viva
sobre o esqueleto do que há de ser sempre igual.

O olhar do espelho é cruel e puro,
não tem piedade nem compaixão;
mostra o rosto que o tempo amadurece
e o coração nu, sem ilusão.

Do suor salgado na testa aberta,
do ar que entope a garganta seca,
sei que nada vale a falsa certeza
que a alma carrega como um peso pesado.

Não há deus que cure a dor da carne,
nem anjo que vista o ósseo nu;
a verdade é um espinho que arranca a pena
e deixa o homem nu diante do que é seu.

Não sei o quê, que eu gosto mais em você
E nem porquê, que eu gosto tanto de você
Só sei dizer que eu não me canso de querer
Talvez teu cheiro, que eu desejo o dia inteiro
Eu viajo até no teu nome
Tornei-me outro homem depois de você
Creio que seja este teu jeito bonito
A maneira que você me olha
Não me deixa escolha, não me dá saída
Por você eu mudei minha vida
Pra estar com você
Eu mudo até de crença
Saber que você vai chegar
é a coisa mais legal que tem
Depois de você
Não vai haver mais ninguém.

A Matemática dos Fins


Não sei ao certo quando comecei a não gostar dos fins de ano. Talvez tenha sido no dia em que percebi que o nome já carrega uma despedida embutida: fim.
Ou talvez tenha sido quando o tempo passou a correr mais rápido do que eu.


Cada pessoa lê o próprio calendário de um jeito. Há quem veja dezembro como festa, luz e promessa. Eu vejo como uma espécie de espelho — daqueles que não mentem, mesmo quando a gente gostaria que mentissem um pouquinho.


Aos 41, faço as contas da vida. E, mesmo com conquistas que um dia imaginei inalcançáveis, ainda me visita essa sensação de que está faltando algo. Não é falta de teto, de trabalho ou de sonhos… é outra falta. Uma lacuna que nenhuma realização profissional consegue preencher.


Casa própria, por exemplo. Para muita gente, é o fim do jogo, a prova de que deu tudo certo. Para mim, é só um quebra-cabeça incompleto, como se eu tivesse montado todas as bordas, mas o centro — a parte mais bonita — ainda estivesse espalhado por aí, perdido em algum canto do tempo.


E aí chega dezembro, com seu peso e seu brilho, lembrando que mais um ano passou. Não sei explicar direito, mas enquanto o mundo comemora o que vem, eu penso no que vai.
Na matemática que inventei pra mim mesmo, o ano que chega não soma — ele diminui.


Faço contas que talvez ninguém devesse fazer. Tiro fatalidades, subtraio doenças, divido esperança por realidade. Se eu tiver sorte, digo para mim mesmo, talvez eu tenha mais uns vinte anos vivendo bem, com saúde, com lucidez. E então eu me pego imaginando algo que aperta o peito de um jeito difícil de dizer em voz alta.


Se minha filha viesse ao mundo no próximo ano, quando eu tivesse sessenta, ela teria dezenove.
Dezenove.
E eu talvez não estivesse aqui para ver a formatura dela, para ouvir o primeiro “pai, deu certo”, para fingir que não chorei quando ela desse o primeiro passo fora de casa.


É uma conta simples… mas que me destrói como se fosse impossível.


Talvez seja isso que eu não gosto nos fins de ano: eles me obrigam a olhar para dentro, para esse vazio que não se preenche com compras, viagens ou promessas. O vazio de quem sabe que o tempo não volta, e que cada desejo adiado custa mais do que parece.


Ainda assim, aqui estou, atravessando mais um dezembro.
E, no fundo, torcendo para que a vida me surpreenda — quem sabe com peças novas para esse quebra-cabeça, quem sabe com alguém que transforme essa matemática dura numa conta que finalmente faça sentido.

- Eu sei, as coisas estão difíceis, mas precisamos conversar! - Seria mais honesto, não?

Não me subestime!

Se me calo, é porque sei que o silêncio fala por mim.... Não abuse da minha bondade, não é porque sou bondoso que sou babaca.

Posso ser uma boa pessoa, mas isso não te dar o direito de ser aproveitador.

Respeite minha origem! Pois é ela que me faz ser diferente de muitos...

Eu não sou pior e nem melhor, sou apenas mais um na fila em busca de um lugar ao sol.

Se ando tranquilo entre becos e vielas pela vida é porque sei que não estou sozinho, em minha volta há uma legião de anjos que
zelam por mim...

Não me provoquem!
Minha paz de espírito não é alvo para atirarem flechas venenosas de pessoas mal amadas, podem até atirarem sobre mim, mas saiba que nunca me atingirão, tenho um escudo chamado Deus que sempre me livrará.

Posso não devolver o mal que me faça, mas cobrarei ao meu criador por toda minha vida por justiça!


Posso até te perdoar, mas uma vez perdida a confiança, nunca mais confiarei em você!

Posso parecer solitário, mas fique sabendo que fol na solidão que fiz de Deus meu melhor amigo e amante de todas as horas... Como se atreve a me chamar de perdedor?
Se venço todos os dias a mim mesmo.

Posso parecer inocente, ingénuo ou até mesmo bobo,simplesmente por acreditar em anjos, e porque não em você? mas sei que os demônios existem, e sei que há mais demônios entre nós, do que a nossa sã consciência possa imaginar.

Não me venha armado com sua malicia e maldade para cima de mim, pois eu aprendi arte de desarmar delinquentes, que só os sábios são capazes de aprender.

Você pode até me apunhalar pelas costas, mas aprenda uma lição comigo, é melhor ser ferido do que ferir.

Você pode me dar de presente os espinhos, eu te darei as flores, não com as lágrimas de um adulto, mas com um sorriso de uma
criança, que aprendeu a arte do amor.

Por que me chama de fraco? Minhas cicatrizes não são sinais de fraqueza, mas de força, de alguém que se reconstruiu em meio ao caos.

Chegue mais perto de mim, olhe no fundo dos meus olhos e verá a verdade que transborda em meu olhar.

Pegue minhas mãos e sentirá da onde vem minha força. Venha, toque em meu peito e saberá da onde pulsa tanto amor. Se quer me julgar, primeiramente tenha a integridade de me conhecer.

Te convido a ser a minha pessoa por 31 dias, mas para isso é necessário que você pratique aquilo que se chama de empatia: desnude sua alma, abra sua mente, desate as amarras do seu preconceito, quebre a barreira egocêntrica do seu coração e tire à venda orgulhosa da sua visão. Só assim me conhecerás por completo e não me julgará.

Me julgar é fácil, difícil é ser eu.

Onde você estiver, eu sempre vou pensar em você. Sei que a gente terminou por besteira minha e assumo que não sou perfeito, mas o que sinto por você é inesquecível, avassalador, sagrado e infinitamente maior do que qualquer erro. Sei que a distância que nos separa hoje é imensa, e cada segundo longe de você só faz a minha pele ansiar pelo seu toque e o meu peito queimar com uma paixão incandescente e eterna que o tempo jamais vai apagar, porque o meu amor por você está cravado na minha própria alma.Por mais que a minha alma clame desesperadamente por te ver, o orgulho me trava e o medo da sua reação me impede de dar um passo. Sei que esse silêncio faz mal para mim, mas eu me coloco totalmente no seu lugar: eu sinto a sua dor profunda, respeito profundamente o seu espaço e acolho o seu silêncio com toda a empatia, ternura e o cuidado mais puro do meu coração. Queria tanto que você compreendesse o meu lado: meu recolhimento não é frieza e nunca, jamais será falta de amor; é o medo genuíno de ferir um coração que eu só queria proteger, venerar, cuidar e cobrir com o mais infinito e incondicional carinho. Eu te amo além das palavras, amo cada detalhe seu, e amar você é a única certeza que carrego comigo todos os dias.No fundo, a minha vida transborda de um afeto imensurável e de uma eterna, viva e inabalável esperança de que o nosso laço seja forte o suficiente para curar essas feridas, derrubar todas as barreiras que nós mesmos criamos e nos devolver a felicidade plena, radiante e verdadeira de estarmos juntos outra vez. Eu só quero ver você feliz e sorrir, seja como for, porque a sua alegria é a única coisa que dá sentido à minha, e o meu amor por você é tão grande que só quer o seu bem, acima de tudo.Eu sei que um dia você vai ler este texto e vai reconhecer a verdade em cada palavra, porque tudo o que está escrito aqui vem do mais profundo da minha alma. E saiba que, se eu estivesse agora na sua frente, eu falaria cada uma dessas palavras olhando bem no fundo dos seus olhos, para que você pudesse enxergar toda a minha sinceridade. Eu sei que o seu coração não é de gelo, conheço a sua sensibilidade e o calor do seu afeto, e é por isso que confio no que fomos e no que ainda podemos ser. Você é, e para sempre será, a minha saudade mais bonita, o meu porto seguro, a minha alma gêmea, a minha vida inteira e o único, absoluto, eterno e grande amor da minha vida.

Não sei como sair dessa crise que se instalou no momento de sua partida... ⁠

Tenho tantos traumas, tantos fantasmas dentro de mim, sei que um psicologo apenas não basta. Então: Escrevo.

"O seu paraíso é tão artificial, tão cheio de ilusões que somente você cria. (Não sei por qual motivo)... Isso me faz sorrir"
Ou talvez eu já sabia e apenas prefiro me manter com meu meticuloso silêncio.

"Não falo, só sinto"


Não digo o que sinto,
pois não sei dizer.
Mas sei que é preciso,
porém não consigo.


Sou conhecida como alguém
distante e fria.
Mas não sou assim,
só aparento ser.


Às vezes, gostaria
de ser vista como sou,
não como
acham que sou.


Isso é uma grande
loucura.

"Ao te ver, me encontrei"


Quando te vi,
algo em mim despertou.
Não sei quem você é,
mas algo em você
me chamou.


Talvez seja por causa
dos seus olhos castanhos
ou do seu sorriso,
radiante e brilhante.


Não conheço seu mundo,
mas queria fazer parte.
Porém, não faço,
e compreendo.


Esse sentimento
me traz paz.
Por isso me sinto
tão leve.


Penso em você,
imagino você,
desejo você,
mas sei da realidade
e do que acontece nela:
não passamos
de dois estranhos.

Esforca-te
até o teu limite,
não basta tentar,
sei que tu
és forte
e ainda estás
por atingir
o ímpeto vital;
Depois...
Bem, depois
continue sendo você,
siga avante
com calma
de guerreiro
e coração
de gigante.

(A)mar
os males
que vem
pra bem,
sei de mim agora
que toda perplexidade possível
não seria suficiente
para expressar
por mim
o mais dócil
dos sentimentos
e a voz
que grita
na maioria
das vezes
pede socorro
de forma sutil.⁠

AMOR,EU SEI QUE TU ESTÁS AÍ.
Catarina Labouré.
Filho é para ti que insuflo estas palavras empregnadas de amor e o amor é inegavelmente coragem para todos os momentos.
Recorda-ti desse sentimento no âmago do teu íntimo e diante da dor mais profunda que te faz verter lágrimas dorídas, mergulhes na solidão que sentes em teu inexprimível sofrimento para dizeres: _ Amor! Eu sei que tu estás aí. Vem ser minha companhia visível.
No momento da raiva incontrolável que fadiga as fibras de todo o teu cérebro à afetar teu corpo o entorpecendo em dormência estática. Vai no teu íntimo e evoques esse puro sentimento inato a todos,mas tão postergado,o amor, digas tu em profunda e emocionada rogativa: _ Amor, eu sei que estas aí.
Diante da ofensa que lançan-ti sem misericórdia na face vos procurando fulminar maldosamente os teus sagradas idéias refugia-ti no pensamento próprio procurando se firmar vai secretamente em teu caminho entronizado ainda pela luz que tu amas sem ser enfadonho e grite para dentro de ti: _ Amor, eu sei que estás aí.
Quando as perseguições te espreitarem por onde quer que vás, nutra-ti de coragem,siga adiante mal grado os perigos penses alegre e evoques as figuras dos perseguidos injustamente e aparentemente vencidos, libertes junto as vozes e exemplos desses mártires repetindo--lhes a inolvidável vivência e cantes junto a esse coral: _ Amor, eu sei que estas aí.
Na alegria que vives mesmo que embora poucas vezes,pois a presença da solidão não vos esqueces, não olvides a missão da simples flor que mesmo na escuridão e esquecida não deixa de evolar a beleza e o perfume que lhe faz sobrepor o desprezo e com a mesma resiguinaçao fazes emitir de tua fala tristonha,mas confiante no porvir: _ Amor,eu sei que estas aí.
Segue meu filho! Redimido porque em todos os instantes nunca permitista estares só e revoltado.O amor te acompanha e vos atende. As noites poderão ser solitarias,exteriormente frias mas em ti fostes fiel e o amor vos dirá:-Amado,eu aqui em tua porta,ansioso para que tu a abras para mim e ser contigo.
Votos de muita paz.

"A verdade pode ser solitária. A falsidade é sempre acompanhada do não sei o quê."

Eu sei que te magoei. Sei que estamos ambos atormentados por essa distância que nós mesmos criamos. Mas, sinceramente, o que mais podemos fazer além de admitir que somos melhores juntos?
Eu queria poder carregar o seu sorriso guardado dentro do meu coração como um amuleto. Nos dias ruins, é ele que me faria acreditar no amanhã; porque hoje, sem você, o presente é incerto e o futuro parece vazio.
Eu admito: você estava certa o tempo todo. Você acreditou em nós por tanto tempo, e eu demorei para entender o que estava em jogo. Eu estava errado, muito errado. E dói admitir que precisei ficar "completamente sem amor" para entender que você é o meu lar.
O que sou eu sem você? Apenas alguém perdido em noites longas e solitárias, procurando por você em cada pensamento. Se eu te ligasse agora, o que você diria? Eu não quero mais esperar. Não existe um jeito fácil de dizer isso, e cada dia que passa fica mais difícil, mas eu preciso que você saiba: eu quero que você volte e me leve para casa.
Por favor, não deixe que seja tarde demais. Eu não sou nada sem o seu amor.

Hoje o brinde é esquisito, eu sei, mas é sincero: por esses minutos roubados de alívio, mesmo que a gente ainda não saiba se merece ficar bem.

Hoje eu preciso escrever os meus sentimentos ,
porque amanhã eu não sei se terei este pobre coração!

veneno.

Sei como ele desce pela garganta e como parece ficar preso no meio do peito antes de chegar no estômago. No começo é quase nada, só um gosto amargo na boca. Depois vem o calor. A barriga começa a apertar, como se tivesse alguma coisa se espalhando por dentro, queimando devagar.

Eu sei que ele está ali porque começo a pensar diferente.

Qualquer coisa ganha outro peso. Uma coisa pequena fica grande. Um silêncio parece esconder alguma coisa. Uma ausência começa a incomodar. Uma conversa que eu nem ouvi parece ter mil possibilidades dentro dela. E eu fico tentando descobrir o que aconteceu sem ter como saber.

Quanto mais eu penso, mais ele queima. Quanto mais tento entender, mais parece que preciso entender outra coisa antes. Eu volto para os mesmos pensamentos, lembro de coisas que já aconteceram, misturo com coisas que poderiam acontecer e, quando percebo, já estou sentindo no corpo alguma coisa que ainda nem aconteceu de verdade.

Minha boca fica seca. A respiração muda. O estômago fecha. Fica aquela sensação quente e ruim, como se eu tivesse engolido alguma coisa que meu corpo sabe que não deveria estar ali.

E eu não sei exatamente do que tenho medo.


Eu tenho medo do que não conheço, do que não consigo ver, do que acontece quando não estou perto. Tenho medo das coisas que não consigo controlar e das coisas que não consigo perguntar sem parecer que estou procurando um problema onde talvez não exista nenhum.

Mas o corpo não entende muito de talvez.

Ele sente primeiro.

Sinto, eu.

Sinto mesmo quando uma parte de mim sabe que pode não significar nada. Sinto mesmo quando não tenho uma resposta concreta. Sinto porque existem coisas que já vivi, coisas que ficaram em mim de algum jeito, e quando alguma coisa toca nesse lugar o gosto do veneno volta.

Eu não escolho sentir isso.

Queria conseguir simplesmente olhar para alguma coisa e deixar passar. Não ficar imaginando, não procurar significado, não sentir aquela pressão no estômago. Só que eu não consigo mandar a sensação embora só porque sei que ela pode estar errada.

Eu sei o quanto esse veneno pode me fazer mal, mas não sei se vou conseguir impedir que ele entre.

Porque não é só uma coisa que eu penso.

Eu sinto no corpo.

Sinto a garganta fechar um pouco, o peito pesar, a barriga queimar. Sinto vontade de me afastar, de ficar quieto, de não falar enquanto tento entender o que está acontecendo dentro de mim.


Guerra interna e é só dentro que acontece tudo.

Eu não quero viver assim. Não quero transformar tudo que não conheço em alguma coisa que preciso temer. Não quero que o medo faça com que eu enxergue perigo onde talvez exista apenas uma coisa que eu ainda não entendo.

Mas também não consigo fingir que não sinto.

Então acho aue é isso que eu ainda não sei fazer, sentir o gosto do veneno sem deixar que ele me convença de que tudo ao redor está contaminado.

Porque algumas vezes ele vai voltar.

E eu ainda não sei quanto tempo vou levar para aprender a sentir a queimação sem precisar descobrir de onde ela veio.