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A primeira derrota do Direito ocorre quando a sociedade deixa de acreditar que a lei vale a pena.

Uma sociedade não se corrompe quando alguns violam a lei, mas quando muitos passam a considerar a violação normal.

O corrupto acredita comprar apenas uma vantagem; raramente percebe que está ajudando a vender a própria República.

Quando o cidadão precisa conhecer alguém para obter aquilo a que tem direito, o Direito já começou a falhar.

O clima não conhece fronteiras; por isso, a justiça climática também não pode conhecê-las.

A natureza não comparece aos tribunais, mas todas as futuras gerações comparecerão para julgar nossas decisões.

O Direito do futuro será julgado menos por sua capacidade de punir o passado do que por sua capacidade de impedir danos irreversíveis.

A história julgará nossas leis não pelo tamanho dos códigos, mas pelo tamanho do mundo que elas conseguiram preservar.

O algoritmo conhece padrões; o Direito conhece exceções.

Nenhum algoritmo deveria conhecer o destino de uma pessoa melhor do que a própria pessoa pode contestá-lo.

A inteligência artificial poderá conhecer milhões de decisões; ainda assim, cada decisão justa continuará sendo singular.

O algoritmo conhece nossos hábitos; o Direito ainda precisa aprender a reconhecer nossas fragilidades.

O perigo não está apenas em alguém saber quem somos, mas em uma máquina acreditar que já sabe quem seremos.

A maior ameaça à autonomia talvez não seja uma máquina que ordena, mas uma máquina que conhece tão bem nossas fragilidades que consegue antecipar nossas escolhas.

Quando a máquina conhece nossas preferências melhor do que nossos amigos, o problema já não é tecnológico; é antropológico e jurídico.

O Direito existe para limitar o poder precisamente quando o poder acredita não precisar de limites.

A maior vitória de uma ditadura é fazer o cidadão acreditar que a prudência exige silêncio.

“O jurista que conhece os limites do próprio conhecimento compreende melhor os limites do próprio poder.”

“Toda norma humana é provisória diante de uma realidade que nenhum legislador conhece por inteiro.”

“O Direito não precisa conhecer o sentido último da existência para proteger a existência de quem pergunta por ele.”