Citações
Enquanto sossego, vivo. Quem conhece o próprio sossego chega a habitar-se, e não ao desassossego do meio.
Que loucura é essa que está acontecendo comigo, como isso é possivel, é dificil acreditar em tal coisa, mas pra tudo existe sentido, você já se sentiu assim, então poderá me compreender.
Me diga como é possivel sentir saudades do seu olhar, se os nossos olhos não se cruzaram.
Me diga como é possivel sentir falta da sua pele, se os nossos corpos ainda não se tocaram.
Me diga como é possivel sentir saudades da sua voz, se só nos falamos por mensagens no whatsapp.
Me diga como é possivel sentir falta do seu perfume, se nunca cherei os seus cabelos.
Me diga como é possivel sentir saudades dos seus beijos, se os nossos lábios nunca se encontraram.
Me diga como é possivel sentir milhões de borboletas a voar no meu estômago, se nos encontramos uma unica vez.
Me diga como é possivel sentir esse turbilhão de sentimentos, e mesmo assim ser feliz.
Me diga como isso é possivel, deveras que nunca me senti assim.
Se você já se sentiu assim, por favor me diga, pois não confio em ninguém, mas pra ser sincero, sinto que posso confiar em você deste daquele dia em que eu te vi
Então é isso...
A gente acredita em algo
Mesmo que seja impossível,
E as coisas realmente acontecem...
"O silêncio da presa não é rendição; é a armadilha que faz o predador acreditar na própria vitória."
O valor maior é a somatório dos conhecimentos, e que juntos possamos crescer de mãos dadas.
(CLARIANO DA SILVA, 2016)
## Capítulo XXII
# A Conversa Depois
Durante vinte anos acreditara que o encontro seria o fim da espera.
Descobriu que era apenas o início de outra forma de tempo.
Saíram da cafeteria sem combinar destino algum. Heidelberg permanecia envolvida pela serenidade discreta das cidades que aprenderam a conviver com os séculos. As ruas estreitas conservavam o rumor distante do rio, e o vento da primavera movia lentamente as copas das árvores como se também ele tivesse decidido caminhar sem pressa.
Nenhum dos dois parecia disposto a romper o silêncio.
Não porque lhes faltassem palavras.
Mas porque certas presenças exigem primeiro o reconhecimento da realidade antes de aceitarem a linguagem.
Durante duas décadas haviam conversado através de livros, críticas, perguntas e ausências. Agora precisavam aprender uma tarefa infinitamente mais difícil.
Estar um diante do outro.
Foi Ariadne quem sorriu primeiro.
— Você continua caminhando como quem pensa.
Ele riu.
— E você continua observando como quem escreve.
Ela abaixou os olhos.
— Nunca deixei de escrever.
— Eu sei.
— Como sabe?
— Porque ninguém pensa dessa maneira sem escrever em algum lugar.
Ela não respondeu.
Apenas continuou andando ao lado dele.
Jantaram num pequeno restaurante às margens do Neckar. A conversa atravessou a literatura, passou pela música, alcançou a filosofia e, pouco a pouco, abandonou todos esses territórios para chegar ao único assunto realmente importante.
A vida.
Ela contou dos anos dedicados à universidade, dos alunos que lhe devolveram a esperança quando o mundo parecia definitivamente entregue à superficialidade. Falou dos pais, das perdas, das amizades interrompidas pelo tempo. Confessou que relera *O Cadafalso* muitas vezes, mas que a cada leitura encontrava um homem diferente escondido entre as páginas.
Ele ouviu mais do que falou.
Havia esperado tanto por aquele encontro que agora descobria não possuir qualquer urgência.
A realidade finalmente dispensava a imaginação.
Quando saíram, a cidade já estava quase vazia.
Caminharam sem destino.
Como duas pessoas que sabiam exatamente para onde desejavam ir e, por isso mesmo, não tinham pressa de chegar.
Foi ela quem interrompeu novamente o silêncio.
— Você imaginou este encontro?
Ele sorriu.
— Todos os dias.
Ela baixou a cabeça.
— Eu também.
— E aconteceu como imaginou?
Ela demorou a responder.
— Não.
— Melhor ou pior?
Ela voltou-se para ele.
— Melhor.
Porque a imaginação sempre exagera.
A realidade apenas existe.
Continuaram caminhando.
Chegaram ao apartamento dela já perto da meia-noite.
Havia livros por toda parte.
Partituras sobre o piano.
Uma xícara esquecida sobre a mesa.
Nada parecia preparado para receber alguém.
E exatamente por isso tudo parecia verdadeiro.
Ela abriu uma garrafa de vinho.
Serviu duas taças.
Sentaram-se diante da janela.
Conversaram durante horas.
Não sobre o amor.
Mas sobre aquilo que o amor permite compreender.
Em determinado momento, ela aproximou lentamente a mão da dele.
Não havia hesitação.
Havia reconhecimento.
Ele segurou aqueles dedos com a delicadeza de quem recebe de volta alguma coisa que acreditava definitivamente perdida.
O beijo aconteceu sem qualquer urgência.
Não pertencia ao desejo.
Pertencia ao tempo.
Naquela noite fizeram amor como duas pessoas que já haviam aprendido que o corpo não serve para vencer a solidão.
Serve apenas para lembrar que a alma também precisa de abrigo.
Depois permaneceram deitados.
Nenhum dos dois demonstrava vontade de dormir.
A chuva começava a bater contra a janela.
Foi Ariadne quem quebrou o silêncio.
— Durante vinte anos imaginei uma única pergunta.
Ele voltou o rosto.
— Qual?
Ela sorriu.
— Sobre o que conversaríamos depois?
Ele fechou os olhos por um instante.
Depois respondeu quase num sussurro.
— Descobri que passei vinte anos procurando essa resposta.
Ela esperou.
— E encontrou?
Ele olhou para o teto.
Depois para ela.
— Sim.
— Qual é?
Ele sorriu com uma serenidade que nunca conhecera.
— Descobri que, quando duas pessoas finalmente deixam de pertencer à memória e passam a pertencer à realidade, qualquer assunto se torna extraordinário.
Ela apoiou a cabeça sobre seu peito.
Durante muito tempo permaneceram ouvindo apenas a chuva.
Lá fora, o mundo continuava exatamente o mesmo.
As guerras continuavam.
Os jornais continuavam mentindo e dizendo a verdade ao mesmo tempo.
Os homens continuavam perseguindo poder.
Nada havia mudado.
Exceto uma pequena vitória invisível.
Depois de vinte anos, o pensamento finalmente encontrara a realidade.
E, pela primeira vez desde a tarde distante na Baviera, nenhum dos dois precisou imaginar o futuro.
Bastava viver a noite.
Na academia comumente julga-se disperso aquele que não repete vocábulos nos seus trabalhos. Confunde-se, pois, coesão temática com redundância terminológica, o que oblitera a articulação conceitual entre os objetos de investigação.
Não posso render-me agora,
Busco no outro o sentido da espera.
Se a luta ainda pulsa,
É porque vejo, em algum gesto teu,
A promessa de uma primavera
Que justifica o inverno que resta em mim.
Conhecer e valorizar o passado,
entendendo e analisando o presente,
caminhamos para construir o futuro
Cerque-se de gente que
torce,
soma, escuta
aconselha,acolhe
ensina, questiona
acredita,completa
preenche
Que faz sorrir,
abraça,
incentiva, acrescenta,
vibra, apoia,
ama !
Seja uma pessoa assim e a sua volta estarão os verdadeiros amigos
Ter esperança não significa esperar
Esperança é buscar, tentar
Existe esperança enquanto existir a vontade de alcançar
Quando não sentir o otimismo, tente um experimento. O experimento de verificar, mesmo sem acreditar que vai funcionar.
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