Citações

Cerca de 170064 citacoes Citações

⁠Com tantos Vendendo Certezas por aí, suponho que muitos têm medo de tentar ser fortes e descobrirem-se Feitos de Dúvidas.

⁠Não me preocupo com os que acreditam em Papai Noel, mas com os que alugam as cabeças e ainda acreditam que pensam com elas.


No fundo, a inocência dos que acreditam em Papai Noel ainda lhes conserva alguma forma de beleza.


O que realmente inquieta é perceber quantos, já adultos, seguem alugando as próprias cabeças — entregando seus pensamentos a quem grita mais alto, a quem promete atalhos, a quem dispensa qualquer reflexão.


Assusta menos a fantasia do bom velhinho do que a fantasia medonha de autonomia que muitos carregam.


E carregam-na com tanta convicção que quase sempre ela é bordada nos berros.


Pensam que pensam, mas apenas repetem ecos, devolvem opiniões prontas, vestem certezas emprestadas.


E, assim, vão cedendo o território mais sagrado que existe: o da consciência.


Talvez o verdadeiro e mais urgente milagre não seja acreditar em Papai Noel, mas resgatar o direito — e o trabalho diário — de pensar com a própria cabeça.


De duvidar, questionar, investigar…


De não permitir que ideias venham com contrato de aluguel, mas que sejam construídas com autenticidade, esforço e liberdade.


Porque, no fim, a maior ilusão não é a de um presente — embalado na inocência — na noite de Natal, mas a de viver sem perceber que a mente foi entregue ao comodismo, à manipulação ou ao medo.


E nada é mais urgente e necessário do que retomá-la.

⁠O que esperar dessas Almas Sebosas que arregimentaram as almas “inocentes” para salvar o país e, desde então, nunca mais pararam de tentar vendê-lo para se salvarem?


Talvez nada além do que já entregam: a velha arte de travestir interesses pessoais em projetos de nação, a habilidade de manipular esperanças alheias enquanto negociam, sob o apagão das luzes, o próprio futuro.




Porque quem sempre se salvou à custa dos outros — da boa-fé, da ingenuidade, da fome por esperança — não aprende a sustentar o peso da verdade.


Passa a vida em mercados de ocasião, onde cada crise vira moeda, cada medo vira mercadoria, cada voto vira barganha.


E é justamente nesse teatro de sombras medonhas que se revela a nossa parte: perceber que país nenhum é salvo por quem está disposto a vendê-lo.


Talvez a verdadeira inocência não esteja em quem foi enganado, mas em quem ainda insiste em acreditar que o destino de uma nação pode caber no bolso de uns poucos iluminados por suas próprias ambições.


O resto, no fim, é só ruído — só guerra palavrosa — de almas sebosas riscando fósforos perto demais do futuro que prometem proteger.

⁠Qualquer político-influencer pode até acreditar que seus “asseclas mais apaixonados” sejam tão idiotas quanto ele.


A arrogância — especialmente a que se traja de bravura — costuma precisar desse autoengano para sobreviver.




O que não lhe cabe, jamais, é estender tão medonho juízo de valor a todo um povo.


O povo não é rebanho permanente, nem plateia cativa de narrativas requentadas.


Ele erra, sim, — mas também aprende, desperta, compara e aprende a cobrar.


Subestimá-lo é confissão de covardia: medo da lucidez alheia, temor do dia em que o encantamento se rompe e a máscara cai.


No fim, quem trata o povo como idiota útil, revela menos sobre o povo e muito mais sobre a própria pequenez.


E, como são pequenos os políticos-influencers, e qualquer da vida pública, que fingem zelar pelo povo, produzindo conteúdos fragmentados.

⁠Confundir Grosseria com Franqueza é muito fácil, difícil é convencer o outro a aceitar a agressão deliberada.


E essa confusão caprichosa nada mais é do que um atalho tentador para quem não quer atravessar o terreno da responsabilidade.


A franqueza exige compromisso com a verdade e com o outro; a grosseria se basta no impacto e se esconde atrás da desculpa da “sinceridade”.


É fácil chamar de honestidade aquilo que foi cuidadosamente temperado para ferir.


Difícil é sustentar que agressão deliberada seja virtude — ainda mais quando se exige do ferido maturidade, compreensão ou o famoso “jogo de cintura”.


A franqueza jamais precisa levantar a mão para se fazer ouvir.


Quem precisa subir o tom para sustentar uma ideia, não tem ideia alguma para sustentar — mas caprichos.


Quando a palavra nasce para machucar e não para esclarecer, já não é verdade: é descarga.


E não, não cabe ao agredido aprender a aceitar o golpe para que o agressor se sinta autêntico.


Isso não é franqueza…


É grosseria pedindo absolvição.


Num mundo onde quase tudo se confunde, qualquer um pode confundir Grosseria com Franqueza, mas não esperar que ela flerte com a minha misericórdia.


Para as ofensas deliberadas, talvez só a Deus caiba o perdão…


Quem vive tentando ser mais humano também cansa!


Tem dias que a gente precisa esperar nossa alma reencontrar o corpo.


Há dias em que seguimos funcionando por inércia, enquanto algo essencial em nós ficou para trás.


O corpo cumpre agendas, responde a estímulos, atravessa compromissos; a alma, porém, ainda caminha devagar, tentando compreender o peso do que sentiu, do que perdeu ou do que ainda não conseguiu dizer.


Nesses dias, é preciso muita paciência.


Não como quem desiste, mas como quem respeita o próprio tic-tac interno.


Esperar a alma encontrar o corpo é aceitar que nem toda ausência é fraqueza e que nem todo silêncio é vazio — às vezes é só recomposição.


Quando enfim se reencontram, não há alarde.


O passo volta a fazer sentido, o olhar se assenta no presente, e o respirar deixa de ser apenas um reflexo.


Até lá, caminhar mais lento também é uma forma de cuidado.


Porque viver não é apenas estar de pé; é estar inteiro.


Há dias em que o corpo deita e a alma dorme de joelhos.

⁠A comprovação da manipulação bem sucedida se dá quando você acredita que está certo só porque "pensa" como a maioria.

⁠Glória pra mim é ter conhecido a bíblia e ainda conseguir ser amigo do autor.

⁠Os maus só acreditam que são a maioria, porque os bons não aprenderam fazer barulho.

⁠Quem recorre à Mentira para defender o que Acredita, acredita em tudo, menos, na Verdade.

⁠O maior problema dos que alugam o próprio juízo é seguir acreditando que ainda pensam com as próprias cabeças.


Há um silêncio curioso na mente de quem terceiriza o próprio juízo: o da ilusão de autonomia.


Acreditam pensar por conta própria, quando apenas repetem ideias decoradas, opiniões emprestadas, certezas embaladas para consumo rápido.


Alugar o juízo não exige contrato nem assinatura — basta abrir mão da dúvida, do desconforto de refletir e da coragem de discordar sem desrespeitar.


Em troca, recebe-se o conforto de pertencer, a sensação enganosa de clareza e um discurso pronto para qualquer ocasião.


O maior problema, porém, não é a dependência intelectual em si, mas a convicção de independência.


Pois, quem reconhece que não pensa, ainda pode reaprender.


Mas quem se julga livre enquanto ecoa vozes alheias, já não percebe as correntes que carrega.


Pensar de verdade cansa, isola e, às vezes, até dói.


Talvez por isso tantos prefiram alugar a própria cabeça — desde que possam continuar acreditando que ela ainda lhes pertence.

Se a
Fé e a Esperança
desse colo ao Medo, jamais caberíamos no Abraço da Paz.


No colo, talvez ele crescesse em nós como uma criança mimada, exigindo atenção constante, dominando nossos pensamentos e guiando nossas escolhas.


O medo, quando alimentado, torna-se senhor dos nossos passos; limita sonhos, interrompe caminhos e nos convence de que é mais seguro não tentar nada.


Mas a fé não foi feita para sustentá-lo — foi feita para enfrentá-lo.


E a esperança não existe para justificar inseguranças — ela nasce justamente para nos lembrar que há luz mesmo quando os olhos ainda só veem sombra.


A paz não é a ausência de desafios, mas a presença de confiança.


Ela floresce quando, mesmo sentindo medo, escolhemos acreditar.


Quando decidimos seguir apesar das incertezas.


Quando entendemos que o medo pode até bater à porta, mas não precisa sentar-se à mesa.


Fé é dar um passo no escuro confiando que o chão surgirá.


Esperança é manter o coração aceso enquanto não amanhece.


Se fé e esperança acolhessem o medo como verdade absoluta, viveríamos encolhidos, presos a possibilidades que nunca ousamos experimentar.


Não caberíamos no abraço da paz porque estaríamos ocupados demais abraçando nossas próprias inseguranças.


A paz exige espaço — espaço interior que só existe quando soltamos aquilo que nos paralisa.


Que a fé nos fortaleça, que a esperança nos impulsione e que o medo encontre apenas o tempo necessário para nos alertar, mas nunca para nos dominar.


Assim, quando a paz nos envolver, estaremos inteiros — leves o suficiente para permanecer em seu abraço.⁠

Se conhecer, para conhecer os outros.

Compartilhamos do mesmo ar; devemos, então, compartilhar do mesmo conhecimento, da mesma sabedoria, do mesmo amor.

Vivemos esperando que as coisas mudem, que as pessoas mudem; até que um dia a gente percebe que a única pessoa que tem que mudar é apenas a si mesmo.

Em um julgamento, muitas vezes a pessoa fala mais dela mesma do que da pessoa que está julgando.

Sentimento é aceitar e entender.

Sentimento é aceitar e entender; Quando a mente aceitar e entender que o sentimento aceita e entende, não haverá dor alguma.

Aceitar é diferente de aguentar ou tolerar.

Faço o que sinto vontade, sem esperar nada em troca.