Citações
A maior ilusão que carreguei no peito foi acreditar que a intensidade de um sentimento bastava para segurar o mundo. Eu tive a chance de caminhar ao lado de uma mulher extraordinária; sua alma transbordava generosidade, os olhos sorriam antes dos lábios e a presença trazia uma calmaria que nenhum lugar do planeta conseguiu repetir. No entanto, caí na armadilha mais antiga do coração humano: a zona de conforto do afeto garantido.
Quando o destino coloca a pessoa certa na nossa jornada, a mente sabota a realidade fazendo parecer que o amanhã é eterno. Deixei de notar os pequenos silêncios dela. Ignorei os cansaços mudos, achando que o laço que nos unia era indestrutível. O erro cometido por quem ama demais costuma ser o orgulho bobo de achar que o outro suportará qualquer ausência, qualquer deslize, só porque fomos rotulados como almas gêmeas. O apego cega a percepção.
A vida pune severamente essa negligência. O universo não tolera o desperdício de milagres cotidianos. Em um amanhecer qualquer, a linha invisível que nos conectava simplesmente se rompeu, não por falta de carinho, mas pelo peso dos desencontros acumulados que a rotina disfarçou. Vê-la partir quebrou o espelho do meu egoísmo.
Aprendi da forma mais dolorosa que os encontros celestiais exigem manutenção terrena. Ficar longe de quem completa nossa essência transforma os dias em mera contagem de tempo. Hoje, guardo as lembranças como joias trancadas na memória.
Se o fio que prende você ao seu par ideal ainda permanece intacto, cuide de cada centímetro dele agora, pois o amanhã costuma ser um mestre cruel que ensina o valor do abraço apenas através da saudade vazia.
Quando uma mulher conhece um homem ela deixa de querer o moleque e quando uma mulher conhece uma mulher ela pode deixar de querer um homem.
A ausência de um ente querido machuca de tanta dor, mas o tempo acaba nos ensinando a aceitar essa separação. Embora o amor e a saudade nunca se esgotem, um dia nos conformamos.
Me julguem: Seria mais adequado comemorar também sem apagar o Tiradentes mesmo tendo ocorrido em datas diferentes relembrar a Conjuração Carioca e da Conjuração Baiana devido a contribuição de ambas no processo de libertação colonial. Inclusive, a Conjuração Baiana teve mais mártires que as outras duas.
Quem precisa invalidar uma causa para defender outra, pode acreditar em qualquer coisa, menos que tenha uma causa legítima para acreditar.
Porque causas verdadeiras não precisam nascer da demolição das demais.
Elas se sustentam pela própria densidade moral que carregam, pela coerência entre aquilo que dizem defender e aquilo que estão dispostas a preservar no mundo.
Quando alguém sente a necessidade de ridicularizar, desumanizar ou apagar a dor alheia para que a sua bandeira pareça maior, talvez não esteja defendendo uma causa — esteja apenas disputando território no mercado das indignações.
A legitimidade de uma luta não se mede pelo volume com que ela silencia as outras, mas pela capacidade que tem de existir sem negar a dignidade de quem também luta.
Afinal, o sofrimento humano não é um campeonato, e a justiça não deveria depender de quem consegue gritar mais alto ou cancelar mais rápido.
Há quem transforme causas em trincheiras identitárias, onde o objetivo deixa de ser reparar injustiças e passa a ser vencer adversários imaginários.
Nesse terreno infértil e inóspito, qualquer argumento serve, qualquer distorção vira estratégia, e qualquer verdade inconveniente é descartada como traição.
A causa vira instrumento — e instrumentos, nas mãos erradas, raramente constroem algo que mereça ser chamado de justo.
Talvez a maturidade de uma sociedade comece quando entendermos que defender algo não exige destruir tudo o que não seja idêntico a nós.
Pelo contrário: as causas mais nobres costumam caminhar lado a lado, porque reconhecem na dor do outro um espelho possível da própria dor.
No fim das contas, quem precisa diminuir o mundo para botá-lo dentro da própria causa, talvez nunca tenha lutado por justiça — apenas por pertencimento.
E pertencimento, quando substitui a verdade, aceita qualquer narrativa que preserve o grupo… mesmo que sacrifique a honestidade da caminhada.
Percebo o quanto fui tolo
Esguerei-me
Recusei-me a te aceitar
Foste sempre o pássaro livre
Apesar de nunca perceber
E vós possuis unção que vem do Santo e todos tendes conhecimento. A unção vos ensina a respeito de todas as coisas.
sfj,reflexões bíblicas
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