Cheiro Saudade

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Quando coração confirma que um momento foi bom, a saudade se aproxima.

Grito da Saudade


A saudade não bateu na porta, ela entrou sem pedir licença. Sentou no canto do meu peito e ficou olhando as lembranças que você deixou. E no silêncio da noite, o teu nome virou eco, daqueles que a alma escuta mesmo quando o mundo inteiro se cala.


Tem dias que meu coração grita tua falta em segredo. Sorrio por fora, converso, sigo meus passos… mas por dentro existe uma parte de mim parada no instante em que teu olhar encontrou o meu pela última vez.


É estranho como alguém pode ir embora e ainda permanecer em cada detalhe. Na música que toca sem aviso, no vento que passa de repente, no céu do fim da tarde… você vive escondida nas pequenas coisas que insistem em me lembrar do tamanho do que senti.


E se a saudade pudesse ter voz, ela não sussurraria. Ela gritaria teu nome tão alto que o universo inteiro ouviria. Porque amar você foi bonito… mas sentir tua ausência virou o mais doloroso dos poemas que meu coração já escreveu.

A saudade seria uma forma clara de manifestação da fraqueza diante das vicissitudes da vida?

La vie presque en rose!

Está tudo tão diferente...


Às vezes sinto saudade de mim, de quem eu era. O problema é que não me lembro mais de como eu era! Tão pouco tempo, e tantas mudanças! Não sei onde me perdi, também não sei se me encontrei! Sequer sei se foi melhor ou pior. Quando tiver essa resposta, digo-vos...


Se algum dia eu a tiver...


Mas, sabe de uma coisa?


Está tudo tão diferente...

Tudo volta, o dia, a noite, a fome, o sono, volta a saudade quando achamos que ela já passou. Volta o medo quando pensamos que ele embora. Volta a dúvida quando a certeza já não explica mais. Tem até um ditado que diz que "a vida dá muitas voltas" e dá. E nessas voltas ela bagunça tudo ou põe tudo lugar.

hoje dia sossegado, há uma ave que foge para o desconhecido, eu no nimbo da saudade onde as horas eram maiores e ocultavam a chave do meu destino...

Saudade é o nome do lugar que as pessoas que amamos vão morar quando morrem.

A saudade é a janela aberta para o quarto onde a felicidade ainda mora.

A saudade da simplicidade é o luto por um tempo em que os problemas eram menores que a inocência.

A saudade é a prova de que o tempo anda para trás, ao menos na memória.

O homem é o único animal que tropeça duas vezes na mesma pedra por saudade.

A saudade é um animal que corre em círculos pela casa. Não morde, apenas arranha portas que já deviam estar trancadas. Dentro do peito, a boca do animal é uma chama azul. Alimento-o às vezes, por não saber esperar o fim do fogo. Mas aprendendo, deixo o bicho dormir sem abrir a porta.

A saudade existe porque a alma não
esquece o que foi verdadeiro, ela dói, mas também afaga, e eu aceito essa dualidade
com maturidade, pois amar sempre
deixa marcas.

A saudade não é a ausência de um corpo, mas a presença fantasmagórica de um tempo que não se resigna, é a memória
em brasa, o passado que se recusa
a ser apenas pó.

Vence quem transforma o luto em ofício diário e converte a saudade em canção que constrói pontes invisíveis.

A saudade canta com uma voz que ninguém ensina, vem das feridas do tempo, e transforma ausência em uma música que dói.

Quando a saudade alcança, não nos dá esperança, só dá pancada, vem sem aviso, acerta o peito, desorganiza o fôlego e nos lembra, com brutal delicadeza, que houve amor onde hoje só mora o vazio.

A saudade não chega devagar,
ela atravessa a porta como quem tem direito. Não traz esperança, não oferece consolo, só deixa o impacto seco de quem já perdeu. É memória sem afeto, é amor sobrevivendo em forma de dor.

A saudade é uma moeda que não se desvaloriza. Troco por lembranças, por músicas, por fotos. Com ela compro consolo quando falta companhia. Às vezes a moeda pesa, mas é firme e confiável. E guardo ainda mais quando o cofre do peito treme.

​A saudade é uma onomatopeia que ninguém consegue pronunciar, um eco de passos que nunca chegam a tocar o chão do corredor. Escrevo o teu nome no vidro embaçado, esperando que o frio traduza em som o que o peito tenta, mas falha em organizar. No fim, resta apenas esse vocábulo estranho, um balbucio oco, a onomatopeia de um adeus que não teve coragem de fazer barulho.