Chegada
Capítulo — Quando a porta se fechou
A chegada da minha filha mais nova deveria ter inaugurado um dos períodos mais felizes da nossa família. Mas, quase ao mesmo tempo em que ela nasceu, o mundo inteiro fechou as portas. A pandemia nos trancou dentro de casa, silenciou as ruas, modificou rotinas e obrigou milhões de pessoas a reaprenderem a viver.
Eu acreditava que estávamos enfrentando apenas mais uma fase difícil.
Não estávamos.
Enquanto o mundo parava, meu casamento também parava — só que de uma forma muito mais silenciosa.
Meu marido já não era mais meu marido.
Ele vinha para casa apenas para jantar e dormir. Nos fins de semana, trabalhava. As conversas desapareceram. Não existiam mais planos, risadas, confidências ou discussões sobre o futuro. Falávamos apenas do que faltava comprar, das contas da casa ou de alguma necessidade imediata das crianças.
Nem sobre os filhos ele perguntava.
É claro que eu percebia que alguma coisa havia mudado. Mas tentei justificar tudo.
Pensei que fosse a pandemia. Pensei que fosse o peso de um bebê recém-nascido. Pensei nas dificuldades financeiras. Pensei na minha própria dor, porque eu ainda não havia aprendido a sobreviver à morte da minha mãe. Havia dias em que a saudade voltava inteira, sem pedir licença, e eu mal conseguia respirar.
Talvez, eu dizia para mim mesma, fosse apenas uma fase.
Talvez estivéssemos todos emocionalmente cansados.
Passei um ano inteiro acreditando nisso.
Mas o amor, quando vai embora, deixa pistas por todos os cantos da casa.
Ele já não pegava nossa filha caçula no colo. Não brincava com ela. Não perguntava como ela estava. Saía cedo, sem sequer dizer bom-dia, e voltava apenas para cumprir uma rotina mecânica de comer e dormir.
O que mais me machucava, porém, era vê-lo perder a paciência com nosso filho do meio. Qualquer motivo era suficiente para uma explosão, e eu sempre precisava me colocar entre os dois para protegê-lo.
A casa já não era um lar.
Era apenas um endereço onde quatro pessoas dividiam o mesmo teto.
Até que chegou um sábado de novembro.
Ele entrou com um lanche nas mãos. Entregou às crianças. Sentou-se. Comeu em silêncio.
Então olhou para mim e disse, sem alterar a voz:
— Vou embora. Não aguento mais.
Foi como ouvir uma sentença.
Perguntei por quê.
Disse que podíamos conversar. Que poderíamos tentar. Afinal, eram treze anos de casamento. Treze anos de histórias, sonhos, dificuldades e conquistas.
Mas ele já havia partido antes mesmo de sair pela porta.
Disse apenas que estava com depressão e que precisava se afastar.
Naquele momento, eu acreditei.
Por mais que meu coração estivesse sendo despedaçado, minha maior preocupação deixou de ser o fim do casamento.
Passei a acreditar que o homem que eu amava estava doente.
E pessoas doentes precisam de cuidado, não de abandono.
Depois que ele saiu, tentei ligar todos os dias.
Mandava mensagens.
Perguntava se estava bem.
Perguntava quando veria as crianças.
Não havia respostas.
Nenhuma.
Nem para saber dos próprios filhos.
Naquela época eu também enfrentava outro medo.
Eu estava desempregada.
Precisava alimentar duas crianças pequenas e reconstruir uma vida inteira.
Foi então que decidi transformar um pequeno espaço da casa numa sala de reforço escolar.
Comecei com apenas dois alunos.
Era pouco.
Mas era um começo.
Em dezembro já atendia quatro crianças. Ainda não resolvia todos os problemas financeiros, mas me devolvia algo que eu havia perdido havia muito tempo: a sensação de que eu podia construir alguma coisa com as minhas próprias mãos.
Foi também em dezembro que ele voltou.
Não porque sentisse saudades.
Nem porque quisesse conversar.
Eu havia mandado uma mensagem dizendo que, se ele não buscasse seus pertences, eu colocaria tudo no lixo.
Ele apareceu.
Entrou em casa como quem nunca tivesse ido embora.
Deu bom-dia.
Sorriu para as crianças.
Brincou com elas.
Riu.
Como se nada tivesse acontecido.
Depois devolveu a chave da casa, pegou suas coisas e foi embora.
Simples assim.
Sem lágrimas.
Sem conversa.
Sem despedida.
Sem qualquer demonstração de emoção.
Parecia alguém visitando parentes distantes durante uma viagem: entra, cumprimenta, pega o que veio buscar e segue seu caminho.
Naquele momento, eu ainda alimentava uma pequena esperança.
O Natal estava chegando.
Treze anos juntos.
Dois filhos.
Talvez ele aparecesse.
Talvez quisesse reconstruir alguma coisa.
As crianças pediram para falar com o pai.
Liguei.
Ele atendeu.
Havia música ao fundo.
Estava arrumado.
Desejou feliz Natal.
Mas disse que não viria.
Naquele instante, algo dentro de mim finalmente acordou.
Ele não estava tentando se curar.
Não estava vivendo um tempo de afastamento.
Ele já estava vivendo outra vida.
E, pela primeira vez desde que tudo começou, compreendi que eu precisava parar de esperar.
Naquela noite, entendi uma verdade dolorosa.
Os filhos eram meus.
A responsabilidade era minha.
A força teria que nascer de mim.
Não porque eu tivesse escolhido isso.
Mas porque a vida havia escolhido por mim.
E, embora eu ainda não soubesse, foi exatamente naquele momento — quando todas as portas pareciam fechadas — que comecei, silenciosamente, a reconstruir a mulher que eu seria dali em diante.
Samba Malicioso do Seu Moço e Seu Anjo
Ei seu moço, foi no privado, foto recém-chegada
O homem se assustou: "É a mãe do filho procurando a parada?"
Deu gargalhada, quebrou o gelo na hora
E ali nasceu o anjo que virou confidente e namoradeira
Ela cochichava: "Homem, larga essa mulher que te adoece"
Mas ele tava enfeitiçado, preso nesse vai e vem
Cego de paixão, surdo de conselho
E o anjo ali do lado, só observando de soslaio
Química virtual, conversa até de madrugada
Ela tímida por fora, mas por dentro era fogo e nada
Seu moço falava e ela ficava sem ar
Leoa querendo rugir, sem saber como mostrar
*Refrão*
Homem, por que me apresentas esse samba?
Entrou no ouvido e desceu pra alma
Cada segredo, cada risada
Ficou no passado, ardeu no presente
E o futuro... o destino deixou na garganta
Olha pro lado, vê a mulher de vermelho
Cheirosa, brinco de ouro, saia rodando no rebolado
É o sonho que você canta no samba
E passou no seu caminho querendo ser pecado
"Homem, cê não pensa mais nessa mulher não?"
O anjo provocava com voz de mel e pimenta
Entre confidência e desejo mal contido
O coração batia samba e o corpo pedia
Se a timidez deixasse, ela mostrava a fera
Se a coragem ajudasse, ele puxava ela pra roda
Mas ficaram só no quase, no entreolhar
No "se um dia" que o samba insiste em cantar
*Refrão Final*
Homem, por que me apresentas esse samba?
Entrou no ouvido e desceu pra alma
Cada segredo, cada risada
Ficou no passado, ardeu no presente
E o futuro... o destino deixou na garganta
Olha pro lado, vê a mulher de vermelho
Cheirosa, brinco de ouro, saia rodando no rebolado
É o sonho que você canta no samba
Ela esteve no seu caminho... querendo seu pecado.
*Autoria: Márcia Reis Nazar*
*Contato: [email protected]*
*Data: 16/07/2026*
*© Todos os direitos reservados*
Dia de chuva não é um dia perdido, é um dia que o céu lava a terra e abri passagem para a chegada dos seus pedidos;
E hoje eu desejo a você com muita alegria... Paz, proteção e reallização e que você tenha uma maravilhoso dia!
Com a chegada das energias limpas, surge a esperança de corrigir rumos e preservar o planeta. A mudança depende da união entre ciência e ação responsável. Só assim podemos garantir um futuro sustentável para as próximas gerações.
É possível ter ânimo para apreciar o pôr do sol da colina, mas com a chegada do anoitecer, é necessário lucidez para o encontro do caminho de volta.
Só há duas coisas das quais tenho certeza: a inevitável chegada da morte e o aconchego generoso de Deus.
Se a chegada de alguém salvou a sua vida, cuidado: você não se apaixonou, você só foi socorrido. O amor verdadeiro não é uma UTI emocional. Ele é o encontro de duas pessoas inteiras que decidiram que ser independente é bom, mas transbordar junto é maravilhoso.
Folhas
Apesar de secas
Ondulam ao ritmo do vento.
A chegada do outono
Indica a passagem da estação.
Acumuladas no chão
Deixam o destino de quem passa
Um tapete infinito
Na cor pálida
Cor do outono
Cor da tua pele.
Ansiedade
O meu coração calado
antecipa a chegada...
Sem poder se conter,
entra em desespero...
Uma saudade insana,
em busca de compreensão...
Condena o tempo,
que não percebe as suas ações...
Julga o Criador e as criaturas
por todos esses sentimentos...
O passado, o presente e tudo
o que pode vir pela frente...
Imensa indecisão
para uma só opção...
E tamanha é a aprovação
que expande a esperança...
A devoção grita no peito e a
certeza desse amor verdadeiro.
O prata do 'Little Bastard' e o sangue do mito cruzaram a mesma linha de chegada: o número 130 não era o fim de uma corrida, mas a velocidade exata com que a eternidade ultrapassou o tempo.
Reno Fioraso
E você disse que me amava...
Foi ontem que tudo aconteceu?
A sua chegada,
um raio de sol...
A sua partida
abriu uma grande ferida.
Hoje o sol não nasceu,
o dia por conta escureceu...
o vento não soprou.
parado, só esperou.
Toda a natureza está do meu lado,
nenhuma flor a primavera vai trazer,
não haverá verão, nem outono, nem inverno...
enquanto você não voltar
a vida não vai mais acontecer.
Vidíssima... só com você.
Somos TODOS IGUAIS,
Na CHEGADA e na PARTIDA, NO AdEUS e Despedida...
Sentimos dores, amamos os eternos Amores,
Plantamos e também colhemos Flores.
As damos e talvez as recebemos tudo em volta de um atenção que quase sempre não temos.
Somos todos iguais...
Até na árdua estranheza de Amar...
A escolhida
As palavras tem poder,
Profetizei a tua chegada,
Dormi e acordei por noites e longos dias idealizando você,
Vi teus olhos, vi a cor dos teus cabelos, imaginei tuas curvas no detalhe, senti até o teu coração bater perto do meu sem preguiça,
Percebi ao tocar nas tuas mãos naquele jantar inesperado e despretensioso, o quanto as migalhas de pensamentos começaram a se transformar em um banquete da realidade,
O que está destinado a acontecer pode está circulando a sua volta sem ser percebido, as vezes está apenas no módulo dieta do tempo esperando a hora certa para ser concretizado.
Tua chegada
A tua chegada foi o meu abrigo aconchegante,
A tua intimidade calou o meu silêncio e atropelou os meus medos,
As estrelas foram duras por um período comigo, mas agora elas me veem e sorriem,
A música toca, os sonhos aplaudem, o tecelão do destino trabalha sem parar,
Nas bênçãos derramadas pelo sol sobre mim, a lua a noite derrama as suas lágrimas de felicidade.
A vida não é o nascimento,nem o ponto de chegada, umas é o caminho e o trânsito, portanto, cada passo seu, cada respirar no hoje é a sua verdadeira vida.
" Saudade...palavra doida...sentida...dor...alegria...partida ou chegada...aguardada...despedida...saudade é sofrimento...saudade é reencontro...saudade é tudo...um pranto...um sorriso...saudade é vida...morte...saudade...doida...sofrida...doce encanto...saudade...para viver...para morrer...saudade...saudade."💞
