Chega de Desculpa Esfarrapada

Cerca de 118709 frases e pensamentos: Chega de Desculpa Esfarrapada

Fim de Semana em Silêncio


Chega a sexta, e com ela o peso,
da porta que fecho, do mundo que esqueço.
Meu lar se torna prisão e abrigo,
me recolho do mundo, só eu comigo.


Não há mais brilho nas ruas lá fora,
nem vontades que me tirem agora.
Não é preguiça, é cansaço da alma,
um torpor que me cerca, que tira a calma.


Os dias correm vazios, iguais,
de sábado a domingo, não saio jamais.
E não é solidão que me dói mais fundo,
é o medo de amar de novo este mundo.


Porque tentei… e no amor me perdi,
me doei demais e por dentro parti.
Tranquei o peito com dor e desgosto,
e joguei fora a chave no lugar mais remoto.


Na fossa abissal dos meus pesadelos,
onde até eu temo olhar os espelhos.
A chave se foi — e com ela a razão
de abrir novamente o meu coração.


Não quero outro alguém, seria traição,
oferecer um peito cheio de ilusão.
Seria injusto, cruel, devastador,
dar migalhas a quem merece amor.


E assim passam meus fins de semana,
em silêncio, em sombras, em dor que emana.
Na segunda eu volto ao mundo, ao labor,
com um sorriso vazio… e um peito sem cor.

A maturidade chega quando paramos de culpar o mundo e começamos a responder por nossas escolhas.

aprender


a ver


como quem
chega

Em nossa vida,
Ninguém chega por acaso...
Deus une propósitos,
E num tempo, por Ele já marcado,
Convivemos, nesse propósito
Por um tempo determinado...

"A soberba pode sustentar alguém no alto por um tempo, mas a queda, quando chega, não pede licença."

A promessa




Chega mais perto, não diz nada,
Teu silêncio já me invade inteira,
Teu olhar me prende, me deixa rendida,
Promessa quente que corre na veia.




Você nem me toca e eu já tremo,
Meu corpo entende o teu sinal,
É ordem muda, firme e lenta,
Desejo cru, instinto animal.




Há perigo doce no teu controle,
Na calma tensa do teu chegar,
Você me domina só com a presença,
E eu gosto de me deixar levar.




O tempo te fez mais intenso,
Mais dono do que faz sentir,
E eu, consciente, escolho o risco
De em você me perder e insistir.




Aos cinquenta, não há disfarce,
Nem culpa, nem medo, nem véu.
Há vontade que pede urgência,
Há fogo queimando... tu me leva ao céu.




Você não é passado, é chama,
É gatilho, é fome, é prazer...
E quando se aproxima do meu corpo,
Tudo em mim lembra:
sempre foi, sempre será VOCÊ!




Vivi

Um lobo domesticado nunca chega a ser cão, será sempre Lobo!

Um menino, enquanto brinca na sala, ouve a porta abrir, sua mãe chega.
Com a mãe uma cesta, o menino ao olhar a cesta, percebe-a vazia.
Estranho, olha ao alto e no alto contém uma teia, uma teia de aranha, que incomum desloca o seu sentido.
Sua mãe chama: "Filho, por que te espantas?".
Ele diz: "É uma teia, essa teia é vazia igual à cesta".
A mãe, pensativa, lembra que ele... que um dia aquilo foi ela e sua mãe.
O menino fala: "Essa cesta é vazia porque precisamos enchê-la para levar para alguém".
A mãe, atônita, percebe o incomum, nunca falou isso em voz alta, e abraça o menino.

Quem sou eu, pra desprezar o outro,
quando a hora de partir chega e a alma sente?
Não queremos deixar tocar o coração,
mas toca, e sentimos em cada pedaço de nós.
É horrível querer prender o que já se foi,
repetir velhas emoções é se punir,
é negar a partida e voltar à mesma ferida,
buscando tocar o que já não volta.
Quem sou eu pra indagar palavras?
Pra dizer que o outro não vale nada?
Que nunca me serviu? Que já não é o outro?
Talvez só nossos olhos tenham visto
o que ele nunca foi,
e nunca vai ser.
É uma dimensão complexa querendo amar: a solidão.
Quem sou eu pra falar quando o outro grita?
Quem sou eu pra dizer o nome do outro?
Quanto mais falo, mais vejo minha incapacidade
de virar a página.
Que possamos virar páginas, mudar discursos,
aceitar o que se foi,
e viver o novo que a vida traz.
Enquanto nos agarrarmos ao velho,
nunca sentiremos o novo.

Pensamentos na Roda de Chimarrão

A roda de chimarrão se forma sem aviso. Um chega, outro puxa a cadeira, alguém esquenta a água. Quando se percebe, o tempo já diminuiu o passo e ninguém sente falta da pressa.

Na roda de chimarrão sempre tem quem fale menos. Não é silêncio vazio, é escuta. A cuia vai e volta, e junto dela um pensamento que ainda não terminou.

O silêncio na roda de chimarrão nunca constrange. Ele se senta junto, toma um mate e fica. Às vezes diz mais que a conversa inteira.

Tem roda de chimarrão que começa leve e, sem combinar, vai ficando funda. Quando vê, alguém falou de infância, outro de ausência, e ninguém tentou consertar nada.

A roda de chimarrão mostra o ritmo de cada um. Tem quem devolva a cuia rápido, tem quem demore. Ninguém apressa. O mate não gosta disso.

Na roda de chimarrão se encontram pessoas que talvez não se encontrassem em outro lugar. Ali, todo mundo bebe do mesmo amargo e isso iguala.

Algumas conversas só existem na roda de chimarrão. Fora dali não teriam espaço, nem clima. São feitas do vapor da água e da confiança que se cria sem anúncio.

Quando alguém chega atrasado na roda de chimarrão, a roda abre. Não precisa pedir licença. A cuia já sabe o caminho.

Tem roda de chimarrão em que ninguém resolve nada. E mesmo assim todo mundo sai melhor do que entrou. Resolver nunca foi o objetivo.

Na roda de chimarrão, a ansiedade vai ficando menor a cada gole. Não some, mas aprende a sentar e esperar.

Sempre tem uma risada que nasce do nada na roda de chimarrão. Não é piada ensaiada, é convivência se reconhecendo.

A roda de chimarrão não cobra explicação. Quem fala pouco fica. Quem fala demais também. O mate não mede ninguém.

Tem histórias que se repetem na roda de chimarrão. E ninguém reclama. Porque não é a história que importa, é quem está contando de novo.

Quando a água esfria na roda de chimarrão, alguém levanta e esquenta de novo sem dizer nada. Cuidar ali é gesto pequeno.

Às vezes a roda de chimarrão fica só no som da bomba. Ninguém se incomoda. Aquilo também é conversa.

A roda de chimarrão ensina que dá pra discordar e continuar sentado. A cuia passa mesmo assim.

Tem roda de chimarrão curta. Alguém precisa ir, outro chega só pra um mate. Mesmo assim valeu.

A cuia passa por mãos diferentes na roda de chimarrão e nunca muda. O que muda é o jeito de segurar.

Quando a roda de chimarrão termina, ninguém anuncia. Ela se desfaz como coisa viva, deixando um resto de calma no ar.

No fim, a roda de chimarrão não é sobre o mate. É sobre estar. O resto acontece sem esforço.

Por que quem menos tem razão ou razão nenhuma se acha cheia de direitos?
Chega ser até piada de mal gosto.⁠

⁠O futuro chega, despercebido, em cada amanhecer!

O vento chega, naturalmente.
A bússola vai mudando, sem querer.
As coisas acontecem, do jeito que têm que ser.
E os sorrisos chegam, com a leveza de quem é de verdade.

A dor que chega durante o rito não é inimiga, é guardiã; ela testa se o coração está preparado para receber aquilo que foi solicitado.

O amanhecer se aproxima, a tarde logo chega, o sol se põe e tudo volta como antes, então viva.

A minha sombra não é tão minha amiga
Sempre me abandona quando chega o fim do dia;

⁠⁠Ah, saudade que arrebata!...Chega de repente com rebeldia, não bate palma no portão e vai adentrando, feito uma lágrima no olhar, uma lança no peito, acerta o alvo e deixa sem chão o sujeito, depois acalma e se deita num canto da alma, ah não tem jeito, aluga um quarto no coração, é tão boa essa saudade, significa que estamos vivos e que vivemos o que foi preciso, sentimos falta da presença, da pessoa, do sorriso e até das lamúrias, isso quer dizer que ela nos fez bem e isso é bom, ainda que pareça loucura, esse é outro lado da saudade que tem asas e mora bem distante, mas vez em quando vem nos ver e a gente sente um aperto dum bem querer, nesse instante. Sim, seria bom ter para sempre o bem perto, e nós bem longe dessa tal saudade..

Às vezes o amor não chega fazendo barulho.
Ele vem quieto, ocupa um espaço pequeno no começo
e, quando a gente percebe, já tomou tudo por dentro.
Não é exagero, não é drama —
é só aquele sentimento que insiste em ficar
mesmo quando a razão pede para ir embora.
É saber que talvez não dê certo
e, ainda assim, escolher sentir.
Porque amar não é promessa de final feliz.
Amar é coragem.
É aceitar que algumas histórias não nascem para durar,
mas nascem para marcar.
Tem amores que não pedem para ser vividos em voz alta.
Eles existem no olhar que demora,
no silêncio que diz mais do que qualquer palavra,
na vontade contida de dizer “fica”
quando o certo é deixar partir.
E dói…
Dói porque foi verdadeiro.
Porque, mesmo sendo “só mais um amor” para o mundo,
para o coração foi tudo.
Talvez o tempo transforme isso em lembrança.
Talvez vire saudade mansa.
Ou talvez seja apenas essa música invisível
tocando baixinho toda vez que o nome dela cruza o pensamento.
E se um dia alguém perguntar,
você vai sorrir de canto e dizer que passou.
Mas por dentro vai saber:
alguns amores não passam…
eles apenas aprendem a morar em silêncio.
Se quiser, posso deixar esse texto mais curto, mais intenso,
ou escrever como se fosse uma mensagem direta para ela.

⁠“Tem gente que chega sem prometer nada e acaba ficando em tudo.”

Cada um de nós que aqui chega, sobrevive e convive, mas não supervive.