Chave
A chave da alma.
Uma chave...
Uma fechadura...
Vários segredos...
Incertezas....
Duvidas...
Mais uma vez....
Não sei se consigo violar...
Devo eu mesmo violar...?
E escancarar as janelas....?
Ou fecha-las...?
Violar e derrubar as portas de minha alma...?
E deixar entrar aquilo que não venha me nutrir...?
Ou selar...?
E criptografar e ativar uma senha embaraçosa...?
Selar minhas palavras...?
Selar meus olhos...?
Selar meu coração...?
Selar até meus pensamentos...?
Assim...
Eu não deixo-me envolver com as coisas do mundo...
Tiroteios , aflições , fome , dor e matanças...
Acredito eu que somos iguais as plantas...
Quanto mais nos nutrimos naquilo que queremos...
Mas as raizes se aprofundam...
Mesma coisa são as copas das árvores...
Se não podarmos...
Crescem e podem até romperem-se com as forças dos ventos...
Mas afinal....
É preciso mesmo cortamos essas copas em nós...?
Vejo que cada caso é um caso...
Se for em avenidas e ruas...
O choque em fios de alta tensão é incalculável...
Mas se for na selva bruta...
Outras árvores farão companhia....
Decisão...?
É seguro seguir...?
Quando...?
Pra onde....?
Ou ficar e regar....?
Pois os cruzamentos de galhos e cipós farão parte do espetáculo....
Não deixe os mesmos se romperem....
Após rompidos...
Troncos de sua essência serão derrubadas de solo abaixo...
Fato...
Autor:Ricardo Melo.
O Poeta que Voa.
O amor é melhor chave para entrar num coração,
e encontrar a felicidade...
Com e por amor, faz-se milagres...
Osculos e amplexos,
Marcial
AMOR A CHAVE PARA A FELICIDADE
Marcial Salaverry
Para que o amor chegue ao coração e possa abri-lo, e assim encontrar a felicidade, é preciso entender que na realidade, a chave que começa a abrir o coração, chama-se Namoro, que é o ponto de partida para o amor. Pelo menos antigamente era assim, começava-se com o namoro, depois o noivado e assim chegava-se ao casamento. Tudo regido pelo amor.
Mas as coisas evoluiram e o tempo mudou tudo, e assim, hoje em dia começa-se "ficando", mas nem sempre fica bem "ficar", então, ao invés de "ficar", fica-se namorando mesmo. Dessa maneira fica claro que o namoro evoluiu muito com o tempo. Já houve época em que a jovem ficava romanticamente na janela, e seu enamorado (lindo o termo) ficava fazendo lindas serenatas. Sem duvida, uma época essencialmente romântica, quando se amava platonicamente até o casamento. O namoro sempre era vigiado, pois não eram permitidas "certas liberdades" antes de se firmar o compromisso matrimonial (ou seja, o casamento).
A coisa era tão levada a sério, pois quando o rapaz conseguia tocar nas mãos da jovem, já era uma glória. O beijo vinha depois de algum tempo, quando já era namoro sério... Pelo menos "aquele" beijo de verdade, que costumava tirar o fôlego e despertava "aquele algo mais", que só podia ficar no desejo mesmo...
Depois, veio aquele namoro, em que já era permitido mão na mão, e até em outros lugares, e até se conseguia roubar um beijinho logo no inicio do namoro, o que era uma emoção suprema. Um beijinho à socapa, que delicia, que emoção, mas se o papai ou a mamãe visse, seria reprimenda na certa. Onde já se viu beijar se ainda nem se conheciam direito (depois de três anos namorando).
Com a evolução rápida do tempo, principalmente no após-guerra, houve uma mudança de costumes, e logo se chegou a um estágio mais avançado. Já se permitia que o romântico casalzinho saísse sem ter de levar o irmão menor para ir ao cinema. Ou mesmo um passeio diferente. Por exemplo, ao Zoológico. Ainda não existiam os motéis. Quando muito um drive-in onde alguns amassos podiam ser feitos.
Agora a coisa mudou um tanto. Quando um rapaz e uma moça se conhecem, ao dizer muito prazer, vem a pergunta, no meu ou no seu apartamento? E o romantismo, foi para o beleléu...
Contudo, se o modernismo acabou com o romantismo de antigamente, não acabou com o amor, e nem com o namoro, que continua sendo a chave que abre a porta, seja do coração, seja do quarto do motel, e na realidade o amor sempre será o principal objetivo de todos, sempre na procura da famosa alma gêmea, ou como se dizia antigamente, a "outra metade da laranja"
Para que o amor seja perfeito, é preciso haver reciprocidade nos sentimentos, será necessário que a mesma chave abra dois corações, permitindo uma interação perfeita entre ambos, consumando o que pode ser chamado de um amor perfeito, merecendo um lindo buquê de amor-perfeito...
Mas, se o namoro é a chave que abre a porta para o coração, é preciso que também abra a porta para o cérebro, pois a razão deverá controlar a paixão, ditando as normas necessárias para que o amor seja duradouro. Deve-se abrir também a porta para o entendimento, o diálogo, permitindo que haja harmonia nesse amor, que poderá até mesmo durar 20, 30, 40 50, e até 60 anos ou mais, principalmente quando vivido em clima de amor e amizade...
Vamos então namorar, mas com consciência, não apenas seguindo os impulsos do coração, cuja porta foi aberta e escancarada. É preciso controlar, usando bom senso, para que a porta não seja fechada com a chave da separação, portanto, para que essa chave seja bem usada, vamos controlar a abertura da porta, com entendimento, diálogo, respeito, amizade, e assim ela não será jamais trancada, e a chave deve ser feita com muito bom material, para que não se desgaste com o tempo.
E agora, vamos usar a chave que abre sempre a porta do mais lindo amor, que se chama AMIZADE, permitindo a entrada triunfante de mais UM LINDO DIA, que deverá encontrar essa porta aberta a cada dia de nossa vida...
CHAVE DA VIDA
Em tempos de crises, nos tempos mais difíceis onde tudo parece escuro no mais breu dos sentidos. Quando a voz barganha no meios das pregas, quando o olhar se enche de lágrimas e os ouvidos atroa no ouvir de uma bela canção. Pode existir ausência de pessoas e a falta de palavras. Mas não faltará o amor porque ele é a chave da vida!
Eu trabalho para que o coração deles se encha de coragem e eles sejam unidos em amor e assim fiquem completamente enriquecidos com a segurança que é dada pela verdadeira compreensão do segredo de Deus. Esse segredo é Cristo, o qual é a chave que abre todos os tesouros escondidos do conhecimento e da sabedoria que vêm de Deus.
CADEIRA CATIVA
O ser humano diz amar liberdade.
Tanto, que sua perda é punição.
Mas muitos de nós, na verdade,
Arquitetamos nossa própria prisão.
É que “ser livre” para você
Pode não ser o mesmo pra mim.
Há prisões que não se vê
Que também são agonia sem fim.
Há prisões cheias de bandidos.
E muitas prendem homens de bem.
Mas os cárceres mais escondidos
Tomam sua mente refém.
Não sei qual tipo é pior,
Mas na mental não terás um vizinho.
Mesmo cercado de gente ao redor
Estará profundamente sozinho.
Nada mal se apiedar do apenado.
Mas antes, siga um pequeno conselho:
“Reconheça o prisioneiro acanhado
Que você enxerga no espelho”
Pois o que você e eu percebemos,
Há tempos em que é tão rara!
A liberdade, que há muito perdemos,
Para ter de volta, ela é cara...
É irônico, pois cabem fisicamente
Numa só prisão, muitos párias.
Mas nos domínios da mente,
A prisão não é uma, são várias!
Tentei encontrar a chave
Para ser livre entre os mundos,
Mas essa clausura é tão grave
Que adentrei a níveis profundos
Cansado e sem mais a fazer,
Minha própria chave inventei:
Criatividade para mim é lazer.
Então minhas prisões adornei.
Pois tal como passarinho,
Por muito tempo fechado,
Se liberto, está fora do ninho.
Prefere não ser libertado...
Podes experimentar a condicional,
Repousando em sono profundo.
Mas a liberdade total,
Lhe garanto não ser deste mundo.
Então nas boas prisões,
Me enclausuro por hora.
Tentando aprender minhas lições,
Por que das ruins, estou fora!
Trato a todos com educação e gentileza, mesmo com os meus piores inimigos. A delicadeza é a chave que abre as portas para o sucesso.
Diz o popular e é verdade de fato
De grão em grão a galinha enche o papo.
Por isso insista, persista e não desista
Antes tarde do que nunca a vitória se conquista
Esse é um princípio de esperança
Quem busca sempre alcança
A sabedoria do povo me dá bravura
Pois às vezes é a última chave que abre a fechadura
E a água mole em pedra dura tanto bate até que fura.
Devagar se vai ao longe galgando alturas.
Estes são os ditos
São realidade e não apenas mitos
Aberio Christe
Borracho
Com as chaves nas mãos
Entrei pela porta da frente.
Não!
Entrei pela porta da frente depois de arrombá-la com os pés.
Não!
Meti o pé na porta e ninguém entrou na frente.
Não!
Entrei na ponta dos pés
Pela porta de trás
Depois de a porta da frente não abrir de jeito nenhum.
Malditas cervejas! Malditas chaves! Malditas portas!
E maldita parede, que não para de se mover.
