Certifique se de Entregar seu Coração
Alegria se torna tristeza
Tristeza se transforma em agonia
O coração aperta
Algo que vem de muito longe
E sempre acerta
me deixa calado
Vou seguindo mudo
Em meio à da sombra da cortina
Algo se move
Venta
Mas não chove
Um anjo vem
Pousa suave
Olha em mim
de sorriso leve
Me lembra
Que em razão
de algo errado
Que existe no passado
Somos todos relegados ao degredo
E eu fui
Condenado à vida
Mas
Que mesmo assim
Não existe motivo
Pra que haja um grande medo
E ninguém nunca está só
Basta saber
Que esta vida é um barbante
E cada instante
é um nó a ser desatado
Ali
É que estão escondidos
todos os segredos
do acesso ao mirante
de onde, um dia
poderemos contemplar
A linda paisagem que aguarda
Aqueles que guardam no coração
Aquela certeza latente
da qual, às vezes
A gente duvida
Sempre que tropeça
Nas sombras das cortinas
Que a vida apresenta
Essa esperança me ilumina
o medo me abandona
descortina um sorriso
A certeza desse dia
Transforma
A tristeza e a agonia
Em pura alegria.
Edson Ricardo Paiva
Quando o coração da gente
Se faz paz por um momento
E aceita porque quer aceitar
Creia que existe um Universo
E tudo que há dentro e fora
Poderá ser posto agora
Em um Poema de três versos
E ainda sobra espaço
Pra passar um traço no final
E levar o coração
Pra onde quiser
Tudo isso apenas depende
Se esse coração
Realmente quer
Edson Ricardo Paiva
Existem momentos
Em que meu coração se agita
Porém, minha alma
Imutavelmente estática
Não geme e não chora
Não diz a verdade
e não mente
Não sussurra...não grita
Não suplica, não implora
O Fleumatismo da calma
Vem somar ao coração
Essa tortura
O coração se revolta
nas suas fibras mais íntimas
A alma,
com a sua costumeira indiferença
Não dá a mínima
E eu
No meio disso tudo
Me guardo o direito
No final de cada dia
Permitir que a alma
Escondida em algum canto
chore o pranto dos perfeitos
E o coração
Repleto de defeitos
Carregado de tristeza
Carente de paz
Ria
Ria até não poder mais.
Edson Ricardo Paiva
Eu
Procuro urgentemente
Um coração sincero
Pra guardar lá dentro este poema
Que escrevi na folha de papel
Da folha de papel
Eu fiz um avião
O vento veio e o carregou
Saiu em busca
De amor inteiro
E não de meio amor
Alguém que me faça sentir
Vontade de lembrar
Das coisas que falamos ontem
Alguém pra eu poder
Pensar o dia inteiro
Ser dono da saudade que ela sente
E a causa do sorriso em seus olhares
Procuro um coração que também voe
Eu busco urgentemente
A alma inteira e boa e verdadeira
Que queira de verdade
Ser a alma companheira
Dessa metade de alma
Que, feita de papel
Flutua ao léu
Pra andar de mãos dadas na rua
Escrever seu nome junto ao meu
Em algum lugar lá do céu
Pra nunca mais viver à toa
Procuro alguém
Que nada e nem ninguém
Jamais a separe de mim
Alguém que queira alguém assim
Desse jeito que escrevi
Pois o poema
O vento há tempos que o levou
Mas eu ainda estou aqui.
Edson Ricardo Paiva.
Até onde alcança a minha visão
Pra dentro do coração
Pra além de onde enxerga a vista
Onde estão as pistas deixadas
Há momentos em que correm os ventos
Num torque que não resta nada
E é hora do ataque, do desembarque
Um dia o parque da nossa infância
Regressa pra vila onde a gente brincava
E novamente há meu nome no muro
Na mais pura escuridão
Que o tempo distante
Demonstra um talento inato
Quando o rabisca
Num autêntico nunca mais
Um sapato que machuca os pés
A saudade curiosa
Daquela fotografia que só se viu uma vez
O passo impreciso
De quem precisa aprender a andar
Era um azul de mês de setembro
Em cada lugar era um nome
Aquela rua, que era tão bonita
Mal iluminada e triste agora
A vida insiste, irredutível
Passei por lá noutros tempos
Ela estava pintada de abril
Nada mais que a bela e triste poesia
Que não podia ser recitada
Era assim que a gente obedecia
Pois nada nunca foi
Mais decidida que a própria vida
Uma conquista a mais
Outra alegria abrandada
Outra risada perdida
Escondida em algum lugar, lá dentro do coração
E que a vista faz questão
De pra sempre esquecê-la
E chega mesmo a duvidar que foi de verdade
Mas que a gente se lembra de vez em quando.
Edson Ricardo Paiva.
"A paz que trago no meu coração
Se deve ao fato de saber
Que esteja eu onde estiver
Terei sempre comigo
A pessoa que mais me amou nesta vida:
Eu mesmo."
Edson Ricardo Paiva.
Ilusão
Que traduz tanta coisa
Tanta coisa que traduz-se em não
presença que ausentou-se
coração que pensa e pensa
Pena que nunca acontece
Uma espécie de prece, só que desatendida
E, se modo não há, de tê-la na minha vida
Acordo
Sem tirar do coração
Transformo em poesia
Onde, pra sempre há de estar e de ser
Magia da ilusão
E sigo em paz, com olhos de perdão
Qualquer ausência de paz é segredo
Pra ninguém jamais, jamais apontar-me o dedo
e dizer que eu não tentei, nem que pra mim tanto faz.
Edson Ricardo Paiva.
"Todas as flores do campo se vão
Mas um breve toque de pétala no coração
Apenas de leve, de maneira
Que só por mim seja sentido
Permanece assim...pra sempre
Ao abrigo do peito
Juntinho da gente
Desse jeito, pela vida inteira"
Edson Ricardo Paiva.
Nunca se prenda a nada
Nem prenda nada a você
Aprenda que o certo é deixar partir
Que teu coração seja deserto
E que tenha saída
Mantenha sempre aberta
Uma porta de entrada
Mas, lembre-se
Que pra tudo existe sempre
Um outro ponto
Este, o de partida
Assim como toda criança
Que se despede pra brincar na rua
E que nem sempre te escuta
Até que um dia, ela nem te ouve mais
E dessa vez ela parte, mas pra vida adulta
Aquela que você foi um dia
Nem essa jamais foi sua
Mas há de sempre regressar
Por aquela porta aberta que você deixou
Deixe-a
Deixe que ela venha pelo menos de manhã
Mesmo que ela venha cada vez menos
Assim como há pureza
No café que sempre fica
No fundo de uma xícara que você põe
Debaixo da torneira que goteja
E que vai perdendo a pureza
A cada vez que uma gota cai
Que teu coração seja assim
Porque no fim, tudo muda
O ponteiro, a goteira, o movimento de rotação
Algo sempre oferece ajuda
A planta cresce, a folha cai...tudo se vai
Exceto a sua essência, a parte mais bela da vida
Permita que ela sempre volte pra te falar das coisas
Se ela ainda é ou se não é mais aquela
Que teu compromisso seja sempre em deixar partir
Assim é a vida, no fim a gente compreende
Que isso não chega a ser tão triste
E que não existe outra opção
Mas deixe uma porta aberta pra ela
Pra que assim as coisas venham
Sejam belas
e depois se vão.
Edson Ricardo Paiva.
Meu coração ficou lá
Deslumbrado, à beira da enseada
Vendo naus e o mar
Minh'alma, de certa maneira
Vida inteira a olhar
Pássaros velozes, de olhares felizes
No ar, com ares de alegria
No nascer de mais um dia, assim, do nada
Um pedaço de céu
Que passa pelo espaço
De um pedaço de papel
Que eu faço de outro céu
A vida em folhas mortas
Espalhadas pelo vento
Esperando a vida nova, renovada
Sentir o que se sente
destarte, sem querer
Assim se passaram os dias
Sem saber quais horas eram
Tudo sempre era momento
O tempo não tinha idade
Acima da linha do olhar
O que fica de verdade
É em parte invisível
Além do fim do caminho
É a arte de ver a luz
Que reluz ao redor
Meu coração ficou lá
Creio que será melhor
Esperar outro dia
Que vai sim, nascer do nada.
Edson Ricardo Paiva.
Eu tenho um coração tão livre
Que tem horas que sinto
Apesar de não saber voar
Ainda dá tempo de aprender
Pois eu tenho a alma solta
E vem do tempo que eu sonhava
Eu tive um tempo de sonhar
Só não consigo te explicar como é se sentir assim
Saber que o tempo é breve
E eu tenho um coração tão leve
Como num circo de domingo à tarde, cujo ingresso é livre
Mas que é preciso um par de asas para entrar
Porque ele voa ao vento
Voa lento e espera uma notícia boa
Mas há momentos em que ele se fecha
Quem quiser sair, ele deixa
Quem não quer entrar, não precisa
Pois a vida é tão breve; um sopro...uma brisa
Leve como a sensação de liberdade
Que não se sabe que tem e deixa ir num medo que sonhou
Não guardo o peso de nenhum segredo
Nem medo de batalha ou de acordar mais cedo
A vida é um folguedo que passa depressa
Um fogo que se apaga
Eu tenho um coração bem livre e só
Isso é tudo que eu tive.
Edson Ricardo Paiva.
Aproveita o tempo agora
Enquanto o coração chora à toa
Enquanto o fruto cai perto
Olha em volta o teu deserto
Pois nem sempre o vento sopra para o lado certo
Ajeita a vela da vida
O caminho todo é pensamento, é hora boa e passa lenta
O tolo pensa em ser feliz, desorienta
Aproveita a hora triste, enquanto a tristeza é passageira
Molhe as plantas na janela
Escolhe a cor da escuridão futura
Pois nem sempre o vento sopra pro deserto
Corre, enquanto as pernas obedecem
Pise forte as pedras, elas esquecem
Olhe isento as coisas lá do alto
A descida toda é só momento, grite alto
Lá do alto, onde subiste
Deixa o vento carregar a voz
As vozes de todos nós
Tão velozes quanto a vida em direção
A um lugar onde o tempo inexiste.
Edson Ricardo Paiva.
Tem um mundo
Lá no coração da gente
Um mundo sempre igual
Só que diferente
Porque lá também tem céu
Só que nunca é o céu presente
É sempre outro, o tempo
E tudo é melhor, eternamente
Mas só dá pra olhar pra ele
Quando o olhar da gente
Como num barco distante
Olha o mar
Quando uma fogueira acesa
Lá no alto da maior montanha
Uma pipa no céu
Que se torna avião
Contorna o mundo
e volta pra um dia qualquer
Nesse dia é de tarde
E a gente se vê
Lá no galho de uma árvore
Porque lá tem quintal também
Só que sempre é diferente, é melhor
Mesmo assim, distante o chão
Ainda que eu voasse
E, lá nesse céu tivesse
O rosto de tanta gente
Que passou pelas nossas vidas
Gente que nos esquece
Porque sempre haveremos de ser esquecidos
Nesse mundo o esquecimento é diferente
E tudo sempre volta
Em formato de brumas
Como um barco na noite
Que passa lá, distante
E você numa montanha
A montanha no quintal
O quintal lá no galho
O galho no céu
Que se torna avião
Que contorna o mundo
E traz você sempre de volta
E quando volta você deixa lá teu rosto
Pra que sempre sejamos lembrados
Em formato de bruma sem nome
Somos todos crianças brincando no mesmo quintal
Se pudéssemos sair pra brincar
Com certeza a gente iria pra lá
Sempre...ou de vez em quando.
Edson Ricardo Paiva.
Há quem se arraste pela vida morta.
Tem dia que amanhece antes de clarear
Coração se despe
e se despede de toda agonia
Pra que nosso espírito se apresse
Ditos se fazem não ditos
Olhos se comprazem olhar a rua
E não tem nada diferente
Coração bate apressado
Segura, d'álma nua as mãos aflitas
Ambos se entreolham
Compreendem, de repente
Quem mudou foi a gente
A vida fica mais bonita assim
Há quem creia isso desimportante
Meu compromisso é comigo
Olhos, almas, mãos, meu peito, abrigo
Há quem queira abreviar o fim
E há quem queira olhar a noite
Saber que o sol se levante
Quero só me despedir do mal que houver em mim
Tem vida que termina igual
Numa esquina de um momento
Um vento frio de agosto
Tem dia que começa igual
Luz do dia vem vazia de algum modo
e nada muda
Não tem sonho bom que nos acuda
Não existe ilusão que, por melhor que seja, iluda
Até que um dia alguma coisa...tudo
Há quem julgue que isso pouco importa
Vai, se arrasta pela vida e arrasta a vida morta
Sem o olhar que lhes convide a perceber
A vida abandonou-lhe um dia
Chão sem céu, sem luz de estrela-guia
Vida voa, vai no vento e corta e volta
Vem, se despe de tanta agonia
Então, depois se apresse
Tem dia que amanhece antes de clarear
Mesmo que pareça tudo igual eternamente
Alguma coisa não amanheceu
Isso torna tudo muito diferente.
Edson Ricardo Paiva.
Tem sempre alguma coisa.
Um dia
Mesmo o coração de olhar mais duro
Lança um olhar à estrada
Depois de muito ter partido
Porque nada a paisagem lhe diga
Quanto ao começo
Tem sempre um pedaço que fica
Esse é o preço da vida
Num mundo onde tudo é de graça
Passa tudo, passa o tempo
Passa toda e qualquer ilusão
Não mais me iludo
Mesmo o coração mais puro
Não foge a ter o olhar endurecido
Mesmo que a paisagem lhe diga tudo
Tem sempre alguma coisa que não fica
Porque nada é de graça
Um passo deixa sempre rastro
Um mastro ao longe, uma pegada
Mentira acreditada, conta que não fecha
A estrela errada que te orientou
Tem sempre alguma coisa a ser lembrada
No pouco que se traz ou deixa
Esse é o preço da vida.
Edson Ricardo Paiva
Eu quis fazer uma canção
que trouxesse alegria pro seu coração
eu procurei palavras e lugares e motivos
pra fazer você sorrir
Eu quis achar motivo, causa ou porquê
de trazer felicidade a você
Eu sonhei com o momento em que
você, deixando de chorar
Dissesse que mudei a sua vida
E eu só tenho a te dizer
Que neste mundo
Pra ser feliz é preciso
Ser criança, burro ou egoísta
E a minha alma de artista
Me disse: Desista!
E eu larguei a minha pena
e arranquei as cordas do meu violão
uma a uma
E não fiz canção nenhuma
Quantos medos e quantos segredos
poderá abrigar um coração?
Quantos sentidos e quantas saudades
caberão em uma só vida?
Quantos erros e atropelos
serão permitidos em uma existência?
Me diga, meu Deus
por quê e aonde
haverei ainda de abrigar
tanta dúvida e tanta carência
Eu sei que derramas sobre nós
diariamente suas bênçãos e promessas
mas sabes melhor que nós
que somos todos,apenas crianças
apesar de exibirmos idades variadas
nos perdendo invariavelmente
a tropeçar nas pedras
desta interminável caminhada
onde vamos sem saber pra onde
caminhando, quase sempre com pressa
rumo à vida que haverá de existir
uma estrada melhor que esta
acreditar em sua promessa, então
é tudo que nos resta.
estarei partindo amanhã
em busca da solução
para novos e velhos problemas
deixo ao mundo esta questão a decifrar
no enigma dos meus poemas.
Teu coração não é só seu
um pedaço aí me pertence
muito mais que você pensa
no dia que nele eu adentrar
hei de reformar
tudo que já viveu
Um cantinho aí é meu
portanto trate de cuidar
dos teus batimentos cardíacos
mesmo que não saiba
pode haver por aí, um maníaco
esperando pra escrever
uma singela poesia
nas paredes do teu coração
te dar um dia de alegria
ou talvez o resto da vida
portanto, não seja atrevida
te confesso hoje, senhora
aqui já passou da hora
desde que você entrou
eu joguei as chaves fora.
Tenho um dos pés na Terra
O outro pisa a Lua
A cabeça não pensa
O coração sempre erra
A vida tem sido assim
de tanto pensar em mim
não quero esquecer você
tenho a alma no presente
e os olhos no infinito
esculpo palavras de amor
num monolito escondido no peito
preservo meu amor assim
quase perfeito
e a saudade se acentua
Ás vezes ela continua
mesmo quando
o coração pára
Tento pensar em algo bonito
e imagino a sua cara
Brilhando mais
que o Sol da tarde
se me permitir pedir-te algo
peço que guarde
nas asas de um vaga-lume
em forma de perfume violeta
esta lembrança
que voa como nave
e chega como um beijo
levado
por suave borboleta.
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