Certeza
O dia começa e o escritório me
prende na mesa,
mas você vem no pensamento e
vira minha certeza.
Entre planilhas e horas contando
pra te ver,
arranjo um tempo no campo só
pra te preencher.
A gente conversa, o tempo voa e
a saudade acalma,
porque o teu sorriso é o que dá
paz à minha alma.
O Amor de Uma Mãe
O verdadeiro amor nunca mede esforços.
Se existe uma certeza no coração de uma mãe, é que uma das maiores bênçãos que a vida lhe concedeu foi dar à luz um filho amado.
Uma mãe é feroz como uma tigresa e valente como uma guerreira. Ela enfrenta o mundo quando alguém ameaça aquilo que mais ama.
Mesmo que perca suas garras e suas presas, jamais perderá a força do amor que carrega dentro de si. Sozinha, enfrentará os lobos do mundo para proteger seu filho. Poderá cair, poderá se ferir, poderá até perder suas próprias forças, mas enquanto houver amor, ela jamais desistirá.
Os filhos são bênçãos de Deus confiadas aos braços de uma mãe.
Um filho é mais do que parte de seu corpo: é um pedaço de sua alma transformado em amor.
O mundo tentará ensinar seus próprios caminhos aos filhos. Alguns os conduzirão para a luz; outros, para a escuridão. E uma mãe estará ali, com sua coragem, tentando protegê-los daquilo que pode ferir seus corações.
Porque uma mãe não protege apenas o corpo de seu filho. Ela também luta para preservar seus sonhos, sua inocência e o homem ou a mulher que ele um dia se tornará.
Cada pessoa oferece aquilo que carrega dentro de si. Alguns oferecem bondade; outros, maldade. Mas uma mãe oferece aquilo que possui de mais precioso: amor, proteção e ensinamentos.
E os ensinamentos de uma mãe são tesouros que podem acompanhar um filho por toda a vida.
Ela pode abrir mão de privilégios, de luxos e até de seus próprios desejos. Fará isso sem pensar duas vezes, se for necessário para ver seu filho feliz.
Porque, para uma mãe, sacrificar a própria felicidade por um sorriso de seu filho não é uma perda.
É a mais pura demonstração de amor.
Ronan Helio de Souza
É nos teus olhos que encontro o mapa para a minha verdadeira paz.
Estar com você é ter a certeza de que, não importa o quão forte seja
a tempestade lá fora, nos teus braços eu sempre estarei em casa.
Você não é apenas o meu amor; você é a minha direção, o meu destino
e a razão pela qual eu finalmente parei de
vagar e decidi FICAR.
___ENZO RUCHELL _
Existem pessoas que tornam o mundo um lugar muito mais bonito e acolhedor, e você com certeza é uma delas. A amizade é um daqueles portos seguros que a gente cuida com todo o amor do mundo. Passando só para te lembrar do quanto você é importante para mim e do carinho imenso que guardo por VOCÊ.
_Enzo Ruchell_
Se o chamado divino não nos tornar melhores, ele com certeza nos tornará piores. De todos os homens maus, os homens maus religiosos são os piores.
A fé repousa na certeza daquilo que não se vê; quando passamos a exigir sinais textuais do céu, já não é a fé que clama em nós, mas sim a dúvida mascarada de devoção.
A razão é inimiga da arrogância.
A verdade é um fato; a certeza é apenas um desejo que impomos para corromper a visão do outro.
Vamos curtir o momento.
Amanhã é promessa, hoje é certeza.
Nossa estadia aqui desse lado da vida
é curta demais pra mágoa e pressa.
Amanhã o vento leva o que não vivemos.
Hoje o sol ainda nos alcança.
Então dança, come, ama, erra...
Porque passar passa. Mas valeu a dança e o souvenir.
(Saul Beleza)
*Pro Zé Beleza*
Sou filho do Zé Beleza, pode ter certeza,
Aqui não mora tristeza.
Ele passou deixando riso na calçada,
E proeza em cada fala contada.
Era mestre de causo e de solução,
Transformava aperto em gargalhada e união.
O que ele deixou não foi só saudade,
Foi luz, foi jeito, foi humanidade.
Se o mundo perguntar quem foi esse homem,
Diz que foi aquele que fazia tristeza ir embora.
E que o filho dele seguiu o costume:
Espalhar alegria por onde for.
(Saul Beleza)
Suas dúvidas serão certeza em critérios de dúvidas um de tempestade,
A iluminação de tudo é um olhar para os ceus.
Se existo a virtude é pensando.
Nada mais tenho certeza que as ideias sao livres,
Nada neste mundo se cria se copia se compartilha,
Mesmo o fogo renasce cada instante das nossas vidas mais fogo é mesmo que começou a evolução humana.
Pense e critique pois existência uma só errar humano aprender com erros te faz transcender os problemas te faz evoluir.
As correntes marcam os pulsos. Cortes profundos dão a certeza do início: corta-se um pé, depois alguns dedos, para que ninguém reclame da falta de liberdade. Trabalho escravo: trabalha-se seis dias, descansa-se no domingo — e dizem que já existem "direitos trabalhistas". As tripas espalhadas pelo terreno são daquele que tentou reclamar; agora, nem os porcos querem sua carne. Ao longe, os corvos levam tiros, pois nem a eles é dado o direito de consumi-la. Seus olhos são jogados no telhado, pasto para os ratos.
— Posso enterrá-lo no cemitério da igreja?
— Que absurdo! Só os barões do café compram terreno no céu.
Jogue-o na fogueira até virar pó, pois a semana ainda não terminou. Deixe os ossos para a sopa, misturados aos restos da casa para que todos comam, afinal, a dívida deste mês já está cobrada.
Agora, ligue a televisão. Chame todos para assistir ao jogo da Copa: a distração faz parte da divisão. Sirva pão duro e suco de limão. Pode fazer pipoca com o milho mofado. Vamos abrir uma Live. Peça para as costureiras da Bolívia virem, pois ainda temos vagas na fazenda.
No trabalho, o celular é proibido. Não há direito a médico, nem a dentista. Os corvos continuam famintos diante da escravidão. E o algoritmo segue ditando as regras nas correntes das big techs.
— Celso Roberto Nadilo
Governantes de nossas almas
Não tive nada a ver com o 11 de setembro… apenas carrego comigo a doce certeza de que até em dias sombrios Deus acende luzes.
Nem toda certeza nasce da verdade — às vezes, é apenas fruto de uma manipulação muito bem-sucedida.
Há um certo conforto nas certezas.
Elas nos poupam do esforço de questionar, da angústia da dúvida, do desconforto de admitir que talvez não saibamos tanto quanto cremos.
No entanto, esse mesmo conforto pode se tornar uma armadilha silenciosa, onde ideias são aceitas não por sua veracidade, mas pela forma convincente com que se apresentam.
A manipulação eficaz não se impõe com violência; ela seduz.
Ela se disfarça de lógica, de senso comum, de urgência.
Ela encontra brechas nas emoções — medo, raiva, pertencimento — e se instala ali, criando convicções que parecem sólidas, mas que, na verdade, foram cuidadosamente construídas para servir a interesses que nem sempre são os nossos.
O mais inquietante é que, uma vez convencidos, passamos a defender essas certezas como se fossem descobertas próprias.
Compartilhamos, repetimos e até protegemos.
E assim, sem perceber, deixamos de ser apenas influenciados para nos tornarmos agentes da própria manipulação que nos alcançou.
Reconhecer isso exige muita coragem.
Não a coragem de enfrentar o outro, mas a de confrontar a si mesmo.
Questionar o que parece óbvio, revisar o que parece indiscutível, admitir a possibilidade de erro.
Em um mundo saturado de informações, talvez a verdadeira lucidez não esteja em ter respostas rápidas, mas em cultivar perguntas honestas.
Porque, no fim, a liberdade de pensar por conta própria começa exatamente no momento em que desconfiamos das certezas que nunca nos deram trabalho para questioná-las.
A certeza da facilidade em manter o aluguel das cabeças dos asseclas é tão grande que nem se esforçam nas narrativas.
Já não há necessidade de coerência, tampouco de inteligência refinada.
Basta repetir bordões, fabricar inimigos convenientes e distribuir migalhas de pertencimento para que multidões defendam o próprio cabresto com fervor quase religioso.
A manipulação moderna descobriu que o segredo nunca esteve na qualidade da mentira, mas na vaidade de quem deseja acreditar nela.
Os donos do discurso rebuscado perceberam há muito tempo que a paixão cega trabalha de graça.
O sujeito já não analisa, apenas reage.
Não pensa, apenas reproduz.
E quanto mais vazio se torna o argumento, mais agressiva costuma ser a defesa, porque quem suspeita da própria fragilidade precisa gritar mais alto para abafar o desconforto da dúvida.
A tragédia não está apenas nos que mentem deliberadamente, mas nos que terceirizam a própria consciência em troca de aplausos de grupo.
Há quem abra mão da lucidez para não perder a sensação de pertencimento.
Afinal, pensar por conta própria exige coragem; repetir slogans exige apenas obediência.
Enquanto isso, os arquitetos da manipulação seguem confortáveis.
Nem precisam esconder contradições, apagar rastros ou sustentar promessas impossíveis.
Sabem que boa parte dos seus fiéis não busca verdade — busca confirmação emocional.
E quando a emoção se torna mais importante que os fatos, qualquer absurdo pode vestir a fantasia de virtude.
Talvez o maior triunfo dos manipuladores seja convencer tanta gente de que independência intelectual é ameaça, e não libertação.
Porque uma cabeça alugada não questiona o contrato.
Apenas aprende a odiar quem ainda se atreve a pensar por conta própria.
Se este for o Abraço Derradeiro, lembra-te dele com a certeza de que Sempre Amei estar com você.
Há uma estranha e rica beleza naquilo que não permanece.
Talvez porque a finitude da vida seja a moldura invisível que dá valor a tudo o que vivemos.
Se os encontros fossem eternos, talvez não soubéssemos reconhecê-los; se os dias não terminassem, talvez nunca aprendêssemos a contemplar a beleza da luz que os atravessa.
A vida nos ensina, muitas vezes sem pedir licença, que nada pode ser segurado para sempre.
Pessoas, momentos, lugares, versões de nós mesmos — tudo segue seu curso.
E, embora a despedida carregue um peso muito difícil de suportar, ela também revela a profundidade do que foi vivido.
Sofremos porque amamos.
Sentimos falta porque houve presença.
Choramos porque existiu significado.
A finitude não é apenas o fim; é também a razão pela qual cada gesto importa.
Um abraço demorado, uma conversa simples, um silêncio compartilhado, um olhar que diz mais do que quaisquer palavras.
São essas pequenas e singelas eternidades, escondidas dentro do próprio tempo, que permanecem quando tudo o mais parece partir.
Talvez o grande desafio não seja vencer a impermanência, mas aprender a caminhar com ela.
Aceitar que a beleza das coisas está justamente em sua fragilidade, em sua finitude.
Que o amor não se mede pela duração, mas pela intensidade com que transforma quem o vive.
Que algumas presenças continuam habitando a nossa existência mesmo depois de partirem.
E, quando chegar o momento em que não houver mais nada a acrescentar, que reste ao menos a serenidade de saber que a vida foi compartilhada com — e em — verdade.
Porque, no fim, não levamos absolutamente nada do que juntamos ou acumulamos, mas os afetos que construímos e tudo o que espalhamos.
Não permanecem os bens, os títulos ou as certezas; permanecem as marcas deixadas nos corações que tocamos.
Por isso, repito, se este for realmente o abraço derradeiro, que ele não seja lembrado como um adeus, mas como a celebração silenciosa de tudo o que vivemos.
Que nele estejam contidas as risadas, as lágrimas, o medo e a fraqueza, a força e a coragem, os recomeços e os sonhos…
E que sua memória repita, para além da linha do tempo, aquilo que talvez seja a mais humana e necessária das verdades:
Valeu a pena, porque houve amor!
A vida é um amontoado de despedidas, onde ninguém sabe qual é a derradeira.
Sintam-se carinhosamente abraçados!
