Cem Sonetos de Amor de Pablo Neruda (trechos inesquecíveis do autor chileno)
Quando estávamos voltando de barco até a praia a música "Balada do amor inabalável", do Skank, começou a tocar, e aí meu coração se suavizou. Lembrei então dois anos atrás,após o término do meu namoro, de como me arrumava todas as tardes para ir a aula, cada dia tentando ir mais bonita para ele ver o que perdeu cada dia retocando a maquiagem borrada pelas lágrimas. Aquela música exprimia minhas dores e esperanças e a saudades de um amor. Ela exprimia todos esses sentimentos, mas agora não mais. Agora ela exprimia o sal do mar, o calor do sol e o vento que bagunçava meus cabelos. Era engraçado que a mesma música pudesse em momentos distintos exprimir sentimentos tão adversos, e me senti grata pelo céu, pelo mar, por estar viva , por não amá-lo mais e por ao mesmo tempo meu coração estar transbordando de amor. Foi nesse momento que eu percebi que estava pronta para amar de novo.
Me falaram que meu amor por ele não fazia sentido, que ele era muito imaturo, idiota e egocêntrico. Mas o amor não foi feito para fazer sentido. O amor não tem cor, nem idade, nem religião, então quem dirá lógica! O amor não é um cálculo matemático, cheio de frações e diretrizes; ele é irracional como um animal selvagem, pulando sobre você quando você menos espera, não obedecendo a lógica ou a gramática, apenas os seus próprios instintos.
Nunca senti tanta conexão e essa vontade louca de escrever como sinto agora. O amor é minha conexão com a poesia e eu sinto uma emoção, uma eletricidade dentro de mim como se fosse uma corrente elétrica que me conduzisse através das linhas, como se algo maior guiasse minha mão através do papel, como se eu fosse mero instrumento do amor e ele me levasse pela vida, pela poesia. Cazuza dizia que “ tem gente que recebe Deus quando canta” e eu acho, eu sinto, que recebo Deus quando escrevo. Eu sinto qualquer coisa divina cintilando dentro de mim como um cristal puríssimo quando eu escrevo. Eu sinto que quando eu escrevo sou purificada pelo poder das palavras e qualquer coisa, qualquer do vale a pena se for para poder escrever, para a poesia poder se derramar pelo papel como água. Acho que toda dor de amor vale a pena se for pela poesia. Acho que é por isso que tantos cantores, poetas, escritores, músicos são infelizes. Acho que é preciso um pouco de sofrimento para haver poesia, para haver magia...o amor por si só não faz belos versos, mas a dor do amor, ah, essa sim! Talvez escrever seja meu dom, meu propósito, minha maldição e salvação nesse mundo. Talvez eu tenha vindo para essa vida com o claro propósito de escrever e a dor faça parte dessa trajetória. Quem é que sabe, não é mesmo? Eu escrevo pata aliviar as dores de minha alma, escrevo porque o vento sopra e me inspira. Escrevo para refrear as lágrimas que surgem aos meus olhos a todo instante. Escrevo pois me sinto só e busco conforto. Escrevo para não pensar, não sentir e não viver. Escrevo quando a música me alegra e escrevo para não explodir. Escrevo. E pronto. Escrevo, apenas escrevo...
Olhar para o outro com amor também é minimizar os defeitos e potencializar as virtudes; é buscar resgatar a esperança onde reside a falta dela.
Só um amor que constrange pode transformar a culpa que aprisiona em liberdade sem culpa. Assim é o amor incompreensível de Deus para com o homem.
Quando buscamos realizar com amor tudo o que fazemos, deixamos de nos preocupar em sermos perfeitos em tudo. A perfeição está no amor, não em nós.
Deus nunca exigirá do homem uma suspensão teleológica do amor. Se o fizesse, entraria Ele mesmo em um paradoxo, pois Deus é amor.
A maior prova de amor não se encontra na alegria; A maior prova de amor se expressa no perdão, que significa, entre outras coisas, aprender a amar na dificuldade. Entretanto, perdoar não é submeter-se passivamente ao erro do outro, mas também é ser proativo em amor diante do arrependimento.
Quanto mais preenchermos de amor a esfera da autodeterminação humana, mais próximos estaremos da verdadeira liberdade, livres do caos do nosso próprio egoísmo.
Não é à toa que Deus definiu-se como amor: o sentimento mais vivaz, e ao mesmo tempo, o mais incompreensível; não se pode explicar, apenas se sentir. Assim também é aproximar-se de Deus.
Virar as costas para o amor é voltar-se para um horizonte onde não há ninguém para abraçar a não ser o reflexo do seu próprio egoísmo.
O amor é uma riqueza, saudade uma desgraça. Um é intrínseco ao outro. Quanto mais rico se sente, maior a desgraça trazida pela ausência. Inspira-se amor, expira-se saudade.
Não acredito em amores perfeitos. Acredito na perfeição do amor, que é sempre capaz de aperfeiçoar pessoas imperfeitas.
A fé e o amor se complementam, se integram, se confundem. Fé é lançar-se em um mergulho desconhecido, mas não há como efetuar esse mergulho sem entregar-se, e não há como entregar-se verdadeiramente sem amor.
A liberdade é a substância do amor. Só ama quem sente-se livre para escolher se entregar ou deixar-se ir. Mas chega um tempo daquele que ama verdedeiramente mergulhar tão profundo nessa liberdade e perceber-se tão leve perante ao que sente de modo a adentrar no paradoxo de decidir prender-se definitivamente a esse amor. Assim é o amor de Deus: sabendo que não há prisão ou jugo que possa causar o amor verdadeiro e espontâneo do homem, o deixa livre para seguir o seu caminho e ser artesão de sua própria história. Entregar-se a esse amor não significa que Deus construirá o seu caminho, mas sim que Ele construirá o seu caráter para que você não tropece no seu próprio caminho.
Não sei o que é o amor, nem sei se ele existe, mas toda vez que ouço alguém pronunciar essa palavra me lembro de você...
Nos somos a festa e a dose atrevida meu bem, vá a luta, o amor é hoje e o momento é agora...(Patife)
Quando uma pessoa se submete a certos caprichos, e diz que é por amor, desconfio que o amor não existe...(Patife)
Já me acostumei com esse teu jeitinho carinhoso de nunca ter me beijado. Me sinto dono de um amor que sempre foi só meu. Dono de um abraço caloroso que nunca existiu. Dono de uma paixão alucinante, de um amor feito a dois na madrugada sozinho. Dono do deleite eternizado entre, eu e minha alma....(Patife)
