Cem Sonetos de Amor de Pablo Neruda (trechos inesquecíveis do autor chileno)
Riscos no amor devem ser assumidos, riscos na paixão devem ser resumidos. Em qualquer dos dois vale a pena tentar.
Nem pra mim, nem pra você. O Amor é feito pra muitos. E eu odeio ser um dos muitos. Tente compreender!
Desejando diminuir seu amor, disse pensar vez'enquando nele, quando na verdade pensava a todo momento.
E sozinho eu me encontro, debruçado nas janelas da vida, esperando, quem sabe, um amor passar e me invadir.
Arrastava-se entre um amor perdido, um amor doído e mal curado, mas tinha a esperança de um dia encontrar um amor de verdade.
Não acredito em amor, acredito num sentimento puro, uma junção de cumplicidade, fidelidade, afago, amizade, cuidado e identificação. Mas amor? Não, isso não existe.
Às vezes, penso que o amor é conveniência, afinal ninguém ama de uma hora pra outra. É tudo convivência, você se permite fazer parte dela com o outro alguém. E ama.
Schopenhauer dizia: "O amor é a compensação da morte." E eu então pergunto: e a morte, é a compensação do amor?
A incrível linha tênue entre o amor e a idiotice me faz crer que o que mais almejamos enquanto seres debilmente apaixonados é o que mais nos faz ser invejavelmente idiotas.
Não sofro por amor, simplesmente porque amor não faz sofrer. O que faz sofrer é a nossa incapacidade de aceitar os fatos.
