Cem Sonetos de Amor de Pablo Neruda (trechos inesquecíveis do autor chileno)
Na doce entrega, na reciprocidade de dois corpos, no desejo do seu olhar, me entrego ao amor a ti desejar.
Sou um náufrago do amor, ilusões e desejos, que não sei controlar, mas aguardo o regaste que tu podes me proporcionar.
O medo é o refúgio merecedor dos fracos, pois como evitar o amor que reluzente se faz presente sem fazer distinção.
Compete ao nosso coração o sentimento de amar, restaurar e refazer, pois o meu amor procura por você.
Persistir em amar sem resistir ao destino inviolável desse amor, que sublime como a flor deseja nascer com muito amor.
Resolvi desistir do sentimento inalterado, relevei a incompreensão, despi meu coração do amor de tamanha ingratidão.
Estou à espera de um amor, sem me iludir, desejar e amar, do que vale a vida sem o amor, pura ilusão viver por compaixão.
Tenho medo do desconhecido, tenho da paixão e da dor, pois tenho medo de você meu amor, mas quero continuar tendo medo, tenho medo.
