Cem Sonetos de Amor de Pablo Neruda (trechos inesquecíveis do autor chileno)

Você não

imagina,

que eu

te quero

em silêncio,

poesia

açucarada

e com o 'quê'

da mística

incidental

das flores

das dunas

que nasceram

aqui no vale,

e mesmo que eu

recatada me cale,

saiba que daqui

para frente

cada letra só

será para você.



Eu não pertenço

a esse mundo,

e sim a cena

do suave beijo

a enternecer,

e a sua mão

irreversível

que virá

por debaixo

do vestido

me fazendo

enlouquecer.


Porque eu

te quero,

e é mais forte

do que eu,

o meu desejo

cadencial

é bem assim:

repleto,

intenso,

urgencial

e cheio

de mel.


Não vai passar,

porque sem

se conhecer,

algo em ti

me reconheceu

de forma

inefável,

e te fez oceano

pacificado

para me receber,

porque de maneira

doce e inefável:

já me tens

inexplicável.

Inserida por anna_flavia_schmitt

Não há nada

mais santificado

do que uma

vadiagem poética,

eu sou o quê

você procura

no meio

da bagunça

do seu coração.



Inspiro e respiro

aquilo que nutre,

e te traz fascinação.



Transpiro em verso

aquilo que sugere,

e te traz inspiração.



Não há nada mais

o quê ocultar,

escrevo poemas

para os lábios

teus abastecer,

e me incendiar

mais ardente

do que uma

vela no altar.



Seduzo em prosa,

aquilo que desejo,

e atrai por sedução.



Induzo em canto,

aquilo sem reverso,

e que já é paixão.



Não há nada

mais delicioso

do que uma fuga

do cotidiano,

eu sou o quê

te desafia,

e provoca

real encanto

trazendo revolução.

Inserida por anna_flavia_schmitt

Destarte a poemizar

eu me dou o espaço

Para me insinuar

porque sou o verbo

Malícia que procura,

para o coração vibrar,

Te enternecer,

apurar o paladar,

Te trazer doçura,

e nos acon[chegar].



Nesse suspense,

eu me preparo:

Você me convence.



Não havia confiado

que a minha letra

Te atrairia muito

como plateia,

Do meu espetáculo

que se destina

Ao transcendente

e a renovação

De um horizonte

Poético e cadenciado.



Sem contigo estar,

eu me vejo em você:

no cosmos de amar.



Cada verso é um beijo

a te cortejar,

Cada beijo é um verso

a te brindar,

Para te fazer flutuar

no avesso das horas,

Porque não posso

no colo te acarinhar,

Para deste mundo

um pouco te desligar.



Desta fatídica rotina

eu me dou o dever:

De contigo fugir.





Ciente celebro feliz

a nos inventar,

Cada poema é poesia

a te sentir,

Porque é poética

a te entreter,

Doida para te ter.



Essa veneração doce

eu me dou o direito:

De contigo brindar.

Inserida por anna_flavia_schmitt

Trigueiro dos pés

a cabeça,

Tempero argênteo

inevitável,

Não desfez em ti

o menino cândido,

Inteiro te percebi.



Perfeitos em cena

nos prevejo,

Porque tens tudo

o quê fascina,

A mulher que em

mim se reserva,

Inteira para você,

e permanece poema.



Faceiro te segredo

em versos,

Desenhando rotas

alcançáveis,

Porque prevejo

o desidério escrito:

Amoroso desterro,

mesmo sem saber

Quem alcançará

primeiro o outro.



Afeitos da mesma

visão de mundo,

Captando como

satélites,

Orbitando sutis

fantasias,

Porque cientes

daquilo que vale

é a poesia muito

mais do que ouro.



Porque quando você chegar,

Você sabe que te quero,

Nu, indecoroso e descalço.

Inserida por anna_flavia_schmitt

O quê será de ti,

eu não sei,

Mesmo que não

queira,

Lerás cada verso,

para entender

Que eu te amei.



Não me esqueci,

não resisti,

Aceitei o conselho

e a ironia de quem

dizia que voltaria

a me admirar:

virei uma mulher

Tão forte,

que agora não

Quer mais voltar;

porque de tão forte

que me tornei,

Só sei escrever

ao invés de chorar.



O quê será de ti

já não importa,

Os meus poemas

cuidarão de fazer

Por mim o quê

eu não posso:

Te tirar daqui.



Não existe beleza

na indiferença,

Ela se encontra

nos manifestos

- poéticos -

que não leste,

Nas fotos

que ignoraste;

Envenenaste

a minha crença

na tua existência,

E agradeço!

E salva de ti,

assim desse jeito,

'tu' me perdeste.

Inserida por anna_flavia_schmitt

Não nasci para

ser ignorada,

Não nasci

para não ser,

Nasci para

existir,

Nasci para ser

bem amada,

Fui embora

querendo ficar,

Parti para não

me perder.


O rasgo no peito,

as marcas

na pele,

são sinais vitais

da tua indiferença,

você me fez

perder tempo,

o riso e a crença,

o melhor de tudo

é que a cada vez

que escrevo

um verso,

eu te esqueço

e a dor

que sinto

dói menos

aqui dentro.


Não por lirismo,

mas por realismo,

exponho ao mundo

o meu coração

por ti destruído,

não foi restaurado,

está muito dorido,

embalando o último

poema que escrito,

foi a letra etérea

de libertação,

para eternizar

o grito da Terra

não escutado,

para eu não mais

cair na tua mão.


Como fera ferina,

você premeditou

me decepcionar

na minha data

natalícia,

no dia

devocional

de Santa Catarina,

para eu

me almadiçoar,

e esquecer

de me amar.


Não nasci

para você,

sou Verônica,

não nasci

para te carregar

na memória,

sou cigana

de partida,

rumo a terra

prometida,

nasci para

uma nova vida,

e fazer história.

Inserida por anna_flavia_schmitt

Do galopante

destino

Percebendo

o desafio,

Lancinante

o confronto

Do que ele

deseja,

Um gesto

audacioso

De ter colocado

as cartas,

as ideias

e o receio

na mesa;

Depois de todo

o ocorrido

Já não sou,

e nem nunca

Serei mais

a mesma.



O meu rosto

florido,

A minha alma

de fada,

Tenho percebido,

que sua amada,

assim eu sou.



Não te quero

perdido,

Te quero bem

louco de amor.



O seu colo

acolhido,

A minha ânsia

indomada,

Tenho embalado

de tão amainada

assim eu estou.



Eu te quero

comigo,

Te quero bem

doido de amor.



O meu sonho

escondido,

Por um véu

carregado,

Pelo vento

de tão forte

ainda ele ficou.

Inserida por anna_flavia_schmitt

Sou presa de mim,

Nada me prende,

Sou feita de poesia,

Asas não criei,

Não sumi da pena,

Se ele aparecer

Para me soltar,

Nada mais sei,

sorrir ou inventar.



Dançando no abismo,

Sentimento revelado,


Alçando o estribilho,


Momento recordado.



Nada mais além

De mim e dele,

Na boca a sede:

Do beijo angélico

Que não provei,

Do abraço quente

Ainda guardado

para o amor divino.





Escrevo de mim


Para a largada,


Salto de partida,

Palavra reconhecida.





Egressa de mim,

Nada me prenderá,

Livre do passado,

Revoada do recomeço,

Nada me impedirá

De viver a toda hora,

Em todas as escalas

E de todos os planos,

Não quero mais enganos.



Alma lá da sacada,

Cabeça reerguida,

Vitória sobre o ego,

Estou amadurecida.



Nos teus olhos titânicos,

Eu vejo a cor do amor...

Inserida por anna_flavia_schmitt

Só de pensar em você,

qualquer lugar vira

Um doce paraíso,

mesmo sem tê-lo

De fato aqui comigo.



Só de ouvir tua voz,

prevejo o futuro,

o doce acordo,

Mesmo distante,

o radiante encontro.



Só de pensar em você,

revivi o quê devia,

A volta sem regresso,

mesmo sem tê-lo,

De fato aqui por perto.



Só de saber como és,

adivinho o destino,

A fortaleza e doçura,

mesmo de longe,

O soneto pressentido.



Só de pensar em você,

imagino mil cenários,

Já me proclamo sua,

mesmo sem você saber,

De fato tanta ternura.



Só de te admirar,

proclamo-me íntima,

Revisto cada detalhe,

mesmo em cada letra,

De fato além da poesia.



Já és realidade...

Inserida por anna_flavia_schmitt

Toco as estrelas com os dedos,

Abre as portas da tua alma!

Traz para mim os teus beijos,

Ventos de um forte presságio!

Nasci para ser amor irreversível,

Tornei-me a primavera dos desejos.



Tateio entre os giros do Universo,

O destino fez do meu coração

- um verso disperso

Escrito para ser inesquecível

De uma doçura de derreter o inverno.



Teço um caminho de fina seda,

A minha loucura por você não é lenda,

Talvez a minha suavidade surpreenda,

Dançarei na Lua para que não se esqueça.



Toma-me pela mão, e escreva!

Virarei poesia, e até mesmo odalisca;

Tenho coragem até de ser ousadia,

Fazendo que por mim você persista.



Te adorarei sempre por inteiro,

De janeiro a janeiro,

Do jeito do poetinha,

Tenho a marca de todas a revoluções,

E o perfume das mil tentações.



Tudo em ti virás em mim,

Sou cantiga que te nina,

Sonata que lhe rouba o chão,

Sou a magia do amor que invadiu

A tua alma, a tua mente e o teu coração.



Toco as orquídeas do nosso jardim,

Respiro nelas os teus aromas

Doces da tua flutuação,

- Estás em todo o lugar! -

Tranquilidade um dia a gente terá,

Um dia a gente irá se reencontrar.

Inserida por anna_flavia_schmitt

Conhece a chama ardente

Do meu corpo sob o teu,

Arranco o teu chão e o teu sono;

Com o meu bem servir ao Dono,

O teu caminho também é meu.



Amanhece comigo no [riso,

Entardece comigo no teu colo,

Anoitece com o meu [cio;

Eu te arrepio, sem frio,

Eis o nosso verão: eu anuncio!



Esquece este mundo vazio,

Presenteie-se com o luxo de abandonar

- tudo -

Em nome do melhor do prazer;

Não temos nada a perder!

Vamos nos deliciar,

E celebrar sobejamente:

- Só eu e você! -

Inserida por anna_flavia_schmitt

A minha imagem é viva

Ela jamais descansa,

A minha imagem é de carne

Ela jamais te cansa,

A minha imagem ferve

Ela não te dá descanso;

A minha imagem verte

Em cada um dos teus poros.



A minha imagem é presença,

Que traz consigo a sentença,

De prestar-lhe obediência,

É mais do que isso:

É emprestar a minha indecência

Fugidia de qualquer coerência,

Entortando-lhe até os ossos.



A minha imagem é malemolência

Feita de vidro quando estou longe,

E feita de papel quando estou perto;

Na tua mão sou página de livro,

Que se dobra, mas não se vira,

Sou o teu caso sério, admito.

Como páginas que não se viram,

Escrevendo inequivocamente

Juntos uma nova história no Universo.

Inserida por anna_flavia_schmitt

A chama se [revela

Como noite acesa,

É brasa inconsumível

Da tal ardente estrela,

Que ilumina e [celebra

A vontade que nos cerca.



A chama se [destaca

Como palavra fina,

É incenso perfumado

Da divindade incrível,

Lira de apaixonado,

Feito nó que não [desata.



Valsa em nós o Universo,

O meu íntimo te pertence,

Talvez ainda estás [perdido,

A saudade é nossa - sempre;

De estarmos na mesma corrente

Nadando somos o curso do rio,

Da poesia inequívoca sou o verso:

Dolente, apaixonado e [atrevido.



É questão fora de [tempo,

Sempre em todos os tempos,

Todos musicais ou [não;

Ambos pagãos ou divinos,

Tão satânicos ou bíblicos.



A chama [ardentemente

Em tempo há de contar,

Que nunca [deixou

De por ti se apaixonar;

Vontade que não vai passar.



É questão além do [tempo,

Sempre e em todo o lugar,

Quando paro para [pensar:

Bate o sentimento, o tal penar!

Essa distância irá acabar.

Inserida por anna_flavia_schmitt

A cada gota perfumada

Fundem-se os aromas

Cálidos em plena erupção,

A cada toque de paixão

Tocam-se as melodias

Refugiadas no Balneário,

A cada tom de emoção,

Assim trazes-me pela mão:

Ofereceste-me o teu corpo,

Fisguei o teu [coração]...



A cada balanço das ondas

Chegam os beijos das sereias,

Tilintando viram conchas

Porque nós somos divinos;

Filhos do imprevisível,

Somos dia sol e tempestade,

No Universo estamos escritos,

Sabemos o que queremos:

- Estamos famintos.



A cada asa aberta na Terra,

Somos a tal liberdade,

Nascemos para o amor,

Sublime, intenso e eterno;

Este é o nosso segredo,

Do jeito que me trazes

- pelos cabelos -

A cada arco-íris dos instantes

Reinventamos os desejos...

Inserida por anna_flavia_schmitt

Você previu a minha solidão,

Sou flor solar perdida na duna,

Em busca do teu lindo coração.



Não te acho porque livre não estás,

Estás confinado numa prisão,

Decepcionado com a minha decisão.



Você previu a minha infelicidade,

Pela minha falta de coragem,

De não ter mergulhado de cabeça

Nos braços do amor, nossa eternidade.



Você no fundo me conhecia

Melhor do que eu mesma;

Que na verdade, sempre fui poesia.



Não te encontro, porque me perdi,

Estou confinada nas letras,

E aprisionada na minha ideologia

- demagogia -

Eu deveria ter feito tantas coisas,

Mas não fiz, descumpri e me prendi.



Eu sou o caso mais complicado,

Que vi nesta vida,

Sou a 'tal mosca na sopa',

O 'dedo na ferida',

Sou ferida que não sara,

Dor que não para,

Ferida que não cicatriza,

Poesia que anarquiza,

Chave que liberta,

Loucura sem cura,

Amor que não passa,

Fera que reage mesmo ferida,

Um dia farei-me libertada,

Para de vez libertá-lo;

E resguardados do mundo,

Recuperarmos o nosso projeto

De viver de amor a cada segundo.

Inserida por anna_flavia_schmitt

Mãe Aparecida,

Materna poesia,

Minha Senhora,

Castíssima Rosa,

Padroeira do Brasil,

Com o seu manto azul anil,

Zelai por nós,

Que o tempo não seja algoz,

Por nossas fronteiras,

Do nosso povo não te esqueças,

Por nossas águas,

Pelo verde das matas,

Por nossos ares,

Proteja os nossos lares,

A tua presença,

Vai muito além dos altares,

Ela está em todos os lugares.

Inserida por anna_flavia_schmitt

Os grãos das areias formam:

O nosso castelo sobre a duna.

Os ventos do Norte roçam:

O rastro da Lua marfim.

A pele que o Sol aqueceu:

O amor ela floresceu.



Como a tua mão carinhosa,

Surgida na primavera rosa,

Feita de poesia íntima e corajosa;

Porque amar é ter coragem,

É viver a poesia da vida,

Iluminando tudo a toda hora...



As flores da duna me comovem,

Presas aos grãos das areias,

Lindas tiaras das sereias,

Balançam as pétalas como harpas,

Desse meu amor você não escapa,

E nem do meu verbo que te enlaça.



Sei de tudo um pouco:

- Sei estar entre elas.

Sei te esperar,

Sei te despertar,

Sei ser grão e duna,

Sei viver só, e ser tua

Entre as flores amarelas.



Sei o quê fazer e como fazer,

Dosar na medida certa,

Para assim você não me esquecer.



Sei e sempre sobre estar,

Com as correntes a meu favor,

Você irá me ter no oceano de amar.

Inserida por anna_flavia_schmitt

O vendaval formou nas areias

Um pequeno ciclone,

O vendaval levou até longe

Uma pequena semente,

A flor da duna adormecida

Que na livre altura oculta,

Uma ternura resoluta

Que embala toda uma vida.



O vendaval cantou no meu ouvido

Uma coisa que eu não havia percebido:

Que até nos teus passos eu dou sentido.



O vendaval plantou na duna,

Ele fez a boa semeadura,

Eu hei de abrir-me florida,

Nas tuas mãos carinhosas,

Por todo o amor que haverá nesta vida,

O vendaval trouxe-me da altura,

Para viver das venturas mais amorosas,

E depois fingir-me nos teus braços adormecida.

Inserida por anna_flavia_schmitt

Abraça toda a poesia do mundo,

Longe de você vivo em vero luto.

Palmilha a estrada florida,

Para que voltes a fazer parte da vida.



Entende os caminhos que fiz,

Perdoa-me... Eu te fiz infeliz.



Agarra a felicidade, ela voltou,

Para ti que tanto me amou...

Esqueça o que passou, esqueça;

Opte pela estrada cor de violeta.



Escute tudo o que tenho para falar,

Perdoa-me... Aprendi o quê é amar.



No jardim do amor, doce humildade,

As estrelas preparam a estrada,

Para que a eternidade de amar encontre

O lugar que pertence e não seja abandonada.



Entenda, ao menos me ouça:

Fiz o quê ninguém fez ou ousa...



Ninguém ama sozinho,

Esteja bem certo disso.

Procuro a tua libertação,

Que é mais minha do que tua;

Nas letras e nas brumas da Lua.



Estenda além do conceito,

O amor nada tem de estreito...



Quando se ama espera,

Perdoa até o quê magoa.

A distância supera,

A alma se entrega

E alimenta-se de toda a poesia.

Inserida por anna_flavia_schmitt

(...)



Deitada nas macias dunas,

- e verdejantes

Tocada no fundo d'alma

- tilintante

Embalada pela lira poética,

- em tons extasiantes

Sigo observando os teu passos



Talvez tu não tenha percebido

Que a manhã chegou,

Cheguei sem fazer ruído

Tocando com carinho,

Sou o sonho adormecido

Que tranquilamente acordou,

O amor que não se apagou

Por obra da noite e da aurora;

Personifiquei o sonho de outrora.



Doando passagem para o teu sonho:

Tornei-me realidade.

Eu te amo em castidade,

Pertenço ao desenho mais pleno

Ao sabor da liberdade.



Nada revolve mais a lembrança,

Pois, tu me fortaleces.

Cultivada no aroma da esperança,

Pois, tu me renovas,

Porque quem espera sempre alcança,

Como ninguém tu me perfumas,

Embalada pela oração de uma criança.



A masmorra ainda nos separa,

Sofro como Marília também sofreu,

Chorando na beira do mar,

Contando as conchas para distrair

A falta que tanto faz Dirceu.



Ainda tu reclina-te em memória

O teu peito emoldurando o teu olhar,

Tão lindo e tão puro que nunca há de se apagar,

Os nossos vultos na tíbia luz fizeram história.



Por obra inconfidente, silencio

Guardo do mundo os momentos de amor

Restritos a dois vadios;

Porque de mim carregas o mais sublime:

Tens o amor da estrela,

És o meu sideral espaço, doce e infinito.



(...)

Inserida por anna_flavia_schmitt