Cartas Tristes de Amor

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N.S

Eu posso ter tido mil e uma paixões, mas será sempre você o meu amor, é o que eu tenho de mais bonito, profundo, não é exagero se eu disser que daria a minha vida por você, é a verdade, porque a minha vida não faria sentido sem a sua, eu te amo como nunca amei ninguém, eu já amei, mas é a primeira vez que é assim, incondicional, eu não tenho nada seu que possa chamar de meu, nada do que eu realmente queira. Houve um tempo em que eu me tornei obsessivo, houve um tempo em que pensei estar louco, mas esse tempo felizmente passou, hoje eu tenho fixado cravado em mim esse sentimento que só Deus sabe a dimensão, e eu sei, é amor.

A Noiva Cadáver


Ah, como consegue ser tão bela?
Mesmo quando me deixa, com todo meu amor,
Apenas para contemplá-la pela janela.
Oh, minha amada, por que tantas brigas?
Faço tudo por você, mas sempre me castiga.
Larga-me por um instante e volto às sombras,
Carregado por saudade, essa dor que desmorona.
Seu olhar agora é um punhal cruel,
Repleto de desprezo, enquanto te imploro no papel.
E dizem que sou ciumento, egoísta, vil...
Mas não foi você quem feriu este coração tão febril?
Agora, meu amor, te dou o que tens merecido,
Um toque afiado, um corte fino, um adeus contido.
O sangue dança pela casa, rubro e reluzente,
Enquanto teus olhos, pela primeira vez, me veem verdadeiramente.
Bailamos na sala em uma valsa insana,
Minha noiva eterna, tão fria, tão pálida, tão humana.
Ah, mas que inferno! Agora que a tenho só para mim,
Os policiais chegam, batendo à porta sem fim.
Não entendem o que é amor, não sabem seu sabor!
Julgam-me por te ter, por ser o único portador.
Você nunca soube, mas agora está comigo.
Por que não sorri? Não está feliz, querida?
Oh, minha amada, dançaremos até que a noite se consuma,
Pois nem o céu, nem o inferno nos separa em sua bruma.
E mesmo que o mundo insista em nos condenar,
Você é minha, para sempre, até o universo acabar.

Ah, meu amor, vem ficar comigo.
Vem, meu amor, vem correr perigo.
Ah, meu amor, somos mais que amigos.


O mundo é vasto, e a estrada é longa.
E a sorte ronda quem tem coragem.
Me dê sua mão, pulemos juntos
de asa-delta, sem mapa-múndi,
sem rota certa nesta viagem.


Não há campo aberto,
nem fogueira acesa à nossa espera.
Deixemos para trás o sonho e a quimera.


Não temos tempo para fantasias.
A morte vigia todos os mortais.
Nos esconderemos na multidão.
Entre tantos iguais
Comeremos o pão de cada dia.

AMOR ALÉM DAS ESTRELAS (versão música)


Verso 1


Quando eu deixar esta matéria,
E seguir por outra dimensão,
Talvez eu seja apenas energia,
Viajando pela imensidão.


Passarei por pontos de luz,
Que brilham no eterno universo,
Até chegar à fonte maior,
Onde termina todo mistério.


Pré-refrão


Sem corpo não há olhos para ver,
Nem mãos para tocar.
Mas existe algo que permanece,
E nunca vai se apagar.


Refrão


É o amor além das estrelas,
Ligando você e eu.
Atravessando o tempo infinito,
Pela força que Deus nos deu.


Se aqui não deixarmos o amor nascer,
O vazio poderá nos encontrar.
E na viagem para o tudo ou para o nada,
Não haverá com quem se ligar.


Verso 2


Se a vida é apenas passagem,
O amor é o que fica no final.
Nem a distância das galáxias
Pode romper esse sinal.


Somos centelhas caminhando
Pelos caminhos da criação.
E cada gesto de amor sincero
Ilumina outra constelação.


Refrão


É o amor além das estrelas,
Ligando você e eu.
Atravessando o tempo infinito,
Pela força que Deus nos deu.


Se aqui não deixarmos o amor nascer,
O vazio poderá nos encontrar.
E na viagem para o tudo ou para o nada,
Não haverá com quem se ligar.


Final


Além das estrelas...
Além do tempo...
Além do fim...


O amor continuará.

Uma visão poética sobre o amor

Amar não é perder-se no outro. É encontrar alguém que caminhe ao seu lado, na mesma direção, com a mesma disposição de cuidar. O amor verdadeiro não pede que você apague sua luz; ele encontra maneiras de brilhar junto dela. E lembre-se que a maturidade do amor está em abrir o coração sem abandonar a própria essência…

Inútil

Inútil tentar convencer
quando não se quer ver.
Melhor é deixá-las!
Menos amor sem medida,
mais senso de medida.
Utilidade sem alegria
é coisa de burguesia.
Pode haver maior inutilidade
do que o sujeito que pra se sentir útil
precisa ganhar muito dinheiro?
Pra tanta hipocrisia,
tanto quanto gente vazia.
Dá preguiça em conhecer gente.
Perder o tempo útil
com pessoas inúteis.
Enquanto ela finge dizer a verdade,
eu finjo não conhecer a realidade.
A futilidade anula a utilidade.
A utilidade do inútil é não fazer;
ou fazer para seu próprio umbigo.
O inútil com iniciativa é um perigo.
O poder é o espelho da inutilidade.
A inutilidade enche estádios...
ruas... igrejas... eventos...
O útil faz escola,
o inútil a esvazia.
O sujeito útil realiza coisas úteis
com o sentimento de que apesar de tudo
é um sujeito inútil :
Não fez mais do que a obrigação.
É tanta energia dispensada
para tão pouca utilização.

Crônica


O Significado do Amor em Sua Plenitude


Existe uma palavra que a humanidade tenta explicar desde o começo dos tempos, mas que nunca cabe inteira dentro de nenhuma explicação.
Essa palavra é amor.
Ele começa de forma simples, quase invisível, dentro de casa, no silêncio das pequenas atitudes.
É o amor de pais para filhos, que se manifesta antes mesmo do primeiro olhar, quando já existe cuidado, espera e proteção.
É o amor que não exige retorno, que acorda antes do sol, que se cansa sem desistir, que corrige mesmo com o coração apertado.
Depois cresce.
Vira o amor entre irmãos, que discute por coisas pequenas, mas que defende com a vida inteira se alguém de fora tentar ferir.
Um amor imperfeito na forma, mas absoluto na raiz.
Com o tempo, ele alcança os avós.
E ali ele ganha outra textura.
Mais leve.
Mais paciente.
Mais silencioso.
O amor dos avós não tem pressa.
Ele não educa com rigidez, mas com presença.
Não cobra tanto, apenas acolhe.
É como se o tempo, depois de tudo, finalmente aprendesse a ser gentil.
O amor também se estende aos parentes, aos encontros de família, às mesas cheias de vozes misturadas, às histórias repetidas que nunca perdem valor, às risadas que parecem simples, mas carregam gerações inteiras dentro delas.
Mas o amor humano, por mais bonito que seja, ainda é incompleto.
Ele falha.
Ele se cala quando deveria falar.
Ele se afasta quando deveria ficar.
Ele se perde em mal-entendidos e reencontros tardios.
Por isso, talvez o amor mais profundo que se possa conhecer não seja o humano, mas aquele que o inspira.
O amor de Deus.
Um amor que não depende de merecimento.
Um amor que não se esgota com erros.
Um amor que não abandona.
A Escritura sagrada descreve esse amor como algo que ultrapassa a lógica humana.
Em 1 Coríntios 13:4-7, está escrito que o amor “é paciente, é bondoso, não inveja, não se vangloria, não se orgulha… tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta”.
Esse é o retrato de um amor que não se desfaz com o tempo, nem se desgasta com as imperfeições da vida.
Em João 3:16, encontramos uma das declarações mais profundas já registradas:
“Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito…”
Ali, o amor deixa de ser apenas sentimento e se torna entrega.
Se torna sacrifício.
Se torna caminho.
E talvez por isso o ser humano viva em busca constante de um amor assim.
Não porque não ame.
Mas porque sente que falta algo que complete o que é sentido aqui dentro.
É por isso que o amor é tão desejado.
Ele está nos sonhos, nas músicas, nas promessas, nas esperas, nas despedidas e nos reencontros.
Está naquilo que foi dito e também no que nunca foi dito.
Mas ainda assim sentido.
Talvez o amor seja exatamente isso:
aquilo que não cabe totalmente em palavras, mas insiste em ser vivido.
E mesmo que a humanidade ainda esteja aprendendo a amar, existe algo que não pode ser ignorado.
O amor continua tentando florescer.
Nas famílias.
Nas reconciliações.
Nos gestos simples.
Nas escolhas difíceis.
E até nos silêncios que guardam sentimentos profundos.
Talvez ele ainda seja pequeno no mundo.
Mas nunca deixou de existir.
E enquanto houver alguém capaz de perdoar, de cuidar, de esperar ou simplesmente permanecer, o amor continuará vivo.
Porque o amor não é apenas o que sentimos.
É aquilo que decidimos ser.
E talvez, no fim, seja isso que nos aproxima de Deus:
a tentativa constante de amar melhor do que ontem.
E seguir acreditando que ainda vale a pena.


Autor: Sandro Sansão da Silva Costa

Crônica


O Amor Que Muda de Endereço


Existe uma verdade sobre pais e filhos que raramente é dita em voz alta.
Eles se amam muito mais do que conseguem demonstrar.
Talvez porque o amor familiar não seja feito apenas de abraços e palavras bonitas. Muitas vezes ele vem disfarçado de preocupação, de cobrança, de conselhos que ninguém pediu e até de discussões que parecem não ter fim.
Quando somos crianças, enxergamos nossos pais como gigantes.
Eles sabem tudo.
Resolvem tudo.
Protegem de tudo.
Mas o tempo passa.
E os gigantes começam a parecer pessoas comuns.
Começamos a enxergar seus defeitos, suas limitações, seus erros e suas fraquezas.
É justamente aí que surgem os conflitos.
Os pais acreditam que os filhos ainda precisam de orientação.
Os filhos acreditam que já sabem caminhar sozinhos.
E entre uma opinião e outra, muitas palavras deixam de ser ditas.
O pai que queria dizer "tenho orgulho de você" acaba perguntando apenas se o trabalho está indo bem.
A mãe que desejava dizer "sinto sua falta" limita-se a perguntar se o filho está se alimentando direito.
E os filhos, por sua vez, também escondem sentimentos.
Querem agradecer.
Querem reconhecer.
Querem demonstrar carinho.
Mas imaginam que ainda haverá tempo.
E assim os anos passam.
As conversas tornam-se mais curtas.
Os encontros mais espaçados.
As responsabilidades mais numerosas.
A vida segue seu curso.
Como sempre segue.
Até que um dia acontece algo curioso.
Os filhos tornam-se pais.
E aquilo que antes parecia exagero começa a fazer sentido.
As noites mal dormidas.
As preocupações silenciosas.
Os medos escondidos.
Os conselhos insistentes.
Tudo ganha uma nova interpretação.
Pela primeira vez, eles conseguem enxergar o mundo pelos olhos de seus próprios pais.
Mas a vida ainda guarda outra surpresa.
Os netos.
Ah, os netos...
Eles chegam sem pedir licença e transformam novamente a dinâmica da família.
É como se abrissem uma janela que permaneceu fechada durante anos.
Aquele pai sério torna-se brincalhão.
Aquela mãe exigente transforma-se em uma avó paciente.
As regras ficam mais leves.
As broncas mais raras.
Os abraços mais demorados.
E os filhos observam tudo isso em silêncio.
Às vezes sorrindo.
Às vezes refletindo.
Às vezes sentindo uma pontada difícil de explicar.
Porque não é inveja.
Também não é mágoa.
É apenas a percepção de que aquele carinho tão espontâneo talvez tenha existido dentro dos pais o tempo inteiro, mas não encontrou espaço para ser demonstrado daquela forma.
Os avós, por sua vez, também mudaram.
A experiência ensinou que o tempo corre depressa.
Que as oportunidades não voltam.
Que algumas palavras deveriam ter sido ditas.
Que alguns abraços poderiam ter sido mais longos.
E sem perceber, acabam oferecendo aos netos aquilo que a vida lhes ensinou tarde demais.
Não porque amem mais os netos do que os filhos.
Mas porque aprenderam a amar de maneira diferente.
Os filhos observam.
Sentem.
Refletem.
E, no íntimo, compreendem mais do que dizem.
Porque a maturidade ensina algo importante:
Nem todos os vazios serão preenchidos.
Nem todas as explicações chegarão.
Nem todos os pedidos de desculpa serão feitos.
E está tudo bem.
A vida não é uma novela.
Não existem roteiristas escrevendo finais perfeitos.
Não há música tocando ao fundo quando percebemos nossos erros.
Não existe um capítulo seguinte para corrigir cada palavra mal colocada.
A vida real é mais simples.
E também mais dura.
Ela é feita de pessoas imperfeitas tentando acertar.
De pais que amam, mas nem sempre sabem demonstrar.
De filhos que sentem, mas nem sempre sabem falar.
De famílias que carregam cicatrizes e, ainda assim, continuam caminhando juntas.
Podemos passar a vida inteira nos torturando pelo que faltou.
Ou podemos compreender aquilo que existiu.
Porque, apesar dos conflitos, dos desencontros e dos silêncios, o amor sempre esteve lá.
Talvez escondido.
Talvez desajeitado.
Talvez tímido.
Mas presente.
E quando vemos nossos filhos correndo para os braços dos avós, percebemos uma das maiores lições da existência.
O amor não desaparece.
Ele apenas muda de forma.
Muda de linguagem.
Muda de endereço.
E continua seguindo seu caminho através das gerações.
Talvez não exatamente como gostaríamos.
Mas exatamente como a vida permite.
E, no final das contas, aprender a aceitar isso também é uma forma de amar.


Autor: Sandro Sansão da Silva Costa

' PAGINA MÁGICA '
Como vento adocicado que toca a alma,
Escrevo o amor numa página mágica
Meu coração numa balança calma
Num momento meio nostálgica


Sigo essa vida com muita satisfação
Escrevo meus versos com amor e paixão
São versos que vem de dentro
Seja lá qual for o momento
Bate forte esse coração
Num laço de inspiração
Que enfeita a alma
Como cheiro das flores de palma
Parece até alucinação.


Assim vou escrevendo, minhas mágicas páginas
Como fogo ardente que aquece as noites frias
No sussurro do vento, seja noite ou seja dia,
A ternura é meu desejo, em infinitos instantes
É tudo que mais quero dentro de seu abraço sincero
Nos raios do sol ou em noite enluarada
Em meu quarto florido, por Deus iluminada




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O amor é de todos


Aquela voz doce e cativante,
aquelas músicas secretas que não saem da cabeça,
os cuidados na presença, a riqueza emocional presente mesmo na ausência,
este é o lugar aonde os sorrisos e a respiração se acostumaram a caminham juntos,


Mas a perigos,


Se deixarmos o uivo dos lobos e os corvos atentos, então vamos rapidamente encontrar as noites geladas no Alasca sem lanterna e sem armas para se defender,


A sombra das grandes árvores guardam os seus segredos, tem barulhos e olhares ocultos, tem arrepios e vozes dos ventos contrários,


Tudo pode mudar a todo momento, basta uma soneca e a correnteza do rio gelado das lágrimas para carregá-lo,


Sendo assim, a única química que funciona para se afastar do frio mesmo estando vivendo no inverno é deixar a fogueira sempre acesa e abastecida,


O amor é para todos, mas a sua continuidade é para poucos.

O amor mais verdadeiro não é aquele que vive apenas dias perfeitos. É o que atravessa tempestades sem desistir. Porque a paixão pode nascer em um instante, mas é o cuidado constante, o diálogo, a paciência e a vontade de recomeçar que fazem um sentimento permanecer vivo.
Amar de verdade não significa ter uma caminhada sem desafios. Significa escolher, todos os dias, colocar o amor acima do orgulho, estender a mão em vez de se afastar e continuar acreditando que vale a pena construir a vida ao lado da mesma pessoa. É essa escolha diária que transforma um grande amor em uma história que resiste ao tempo.

⁠Jogo de Manipulação

Quando você plantou
a insatisfação com
a minha aparência,
por amor busquei dar razão.

Depois de um tempo pude
perceber que você através
do silêncio e da ofensa
queria devorar o meu juízo.

A boa educação, o gênio
doce e a minha boa-
foram subestimados por
você que implodiu todas
as pontes de diálogo comigo.

O quê vivi com você não
foi um relacionamento,
foi um pesadelo e puro
jogo de manipulação.

Não há mais milagre
que cure em mim o quê
você fez comigo,
Você nasceu para ser
o seu próprio castigo.

Cada péssima lembrança
tua e sempre que tentar
se reaproximar só penso
em dar passos em direção a Lua.

E se a Lua eu não conseguir alcançar,
ao menos moro num lugar
que dá para correr para as montanhas
sempre que tentar se reaproximar.

⁠Quero acreditar
que você está
Em segurança,
porque a nossa
amizade, fé e amor
Por nossa gente
nunca arredarão,
A minha poesia
a embalar
A preocupação
virou escândalo
Sem reverso,
quer o fim
Do pesadelo,
faz jus a história
E tem a esperança
que tudo o quê não
Queremos passará,
e ao teu caminho
Você regressará.

A amizade esconde
o amor em segurança,
sob a Lua Crescente
em Rodeio por aqui
no Médio Vale do Itajaí
para que nada atrapalhe
o paraíso que será um
refúgio para a temperança,
e quando esse momento
chegar tudo será uma celebração
com um único sentimento.


Eu te amo muito mais
do que você pode imaginar,
e além das segundas
intenções sedutoras,
espero que, em vez de amizade,
seus olhos leiam amor
todas as vezes que eu chamar
a sua atenção para que você
me ame e não mais demore.

Novembro de Pombeiro em flor,
encantamento com a chuva
molhando a terra com amor,
Não é preciso buscar nenhum
tipo de validação externa,
Quem ama esta terra
não a trata como opção
e nem pensa em substituição,
Falta aprender a olhar
com compromisso e coração.


(É sobre a nossa percepção).

Bunga Seribu Bintang
toda em flor,
O nome do amor
já guardei de cor.



...


Bunga Kelawar Putih
em plena floração,
É a minha poesia
no seu coração.


...


Bunga Bangkai Gergasi
misteriosa no jardim,
É para dizer que existe
algo maior para mim.


...


Bunga Tasbih acariciada
pelo vento d'alma,
Não há nada que pare
a caminhada pela estrada,
Não vou mentir o quanto
eu estou apaixonada.

Não mentir para si mesmo
que nutre a expectativa
cinematográfica de viver
um amor com dedicação,
é um excelente começo:
Confesso que exatamente
como você também desejo.


Ocupar a sua mente mais
do que dizem ser só aventura,
e sim ser toda a tua aventura,
a possuidora e garantidora
absoluta da tua plena ventura
em todos os tempos e estações.


Nos teus lábios jamais deixar
faltar a Serikaya que adoce,
quando a rotina não for doce,
Colocar o teu coração batendo
para dançar ritmos de folclore.


Sem pensar duas vezes jogar tudo
para o alto sempre for imperativo,
para que o fogo da paixão não falte,
e nada nem ninguém o amor devore.

Tenho envolvido os seus sentidos
pouco a pouco por dentro,
Porque sou o amor crescendo
e entregue de aurora em aurora.


Não estou em guerra com você
e nem você está em guerra comigo,
Para Deus só peço neste caminho
é que nós permaneçamos vivos.


Teto de espelhos não foram feitos
para nós e sim o teto de estrelas
em noite de céu aberto refletido
no salar de chão perfeito e cristalino.


O mais doce e que me pertence são
os teus lábios de Achachairu feitos
para desfrutar enquanto a canção
do vento do Hemisfério Sul a embalar.

Tenho morada garantida
no teu pensamento,
As tuas linguagens secretas
do amor e das flores,
confirmam o sentimento:
Que sou a que liga
o céu e a terra em mim
baixo o Hemisfério Austral.


Não acredito em acidente,
é tudo muito coincidente.


Ñuble, Biobío, a Patagonia
dos dois lados me doem,
Tudo na minha terra me dói
e Tariquía me preocupa,
E em ti sei que também
dói de maneira absoluta,
muito próximo de tortura.


Não acredito em acidente,
tem muita gente conivente.


Querem transformar a vida
continente totalmente numa
vida distópica e absurda,
E ficam testando a paciência
para uns como ciência oculta,
e plantam a coletiva dúvida.


(Da nossa parte para eles não
existe perdão, esquecimento,
e tampouco nenhuma desculpa).

Não tenho vocação
para ser Paraselene,
trago amor perene
como a Lua Austral
que te pertence infrene.


No alcance das mãos,
a ternura no céu íntimo
possuidor das estrelas
que iluminam o destino,
que com astúcia mimo.


Não tenho outro padrão
que não me faça única,
ou que não me faça tua;
sou a tua sublime loucura
de amor que em ti perdura.


Até porventura quando
estiveres por acaso distraído,
eis-me como a tua contínua
busca que reina absoluta,
a intocada fortaleza que perdura.