Cartas sobre a Felicidade Epicuro

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⁠⁠Sobre você eu falei que ia parar
De olhar, falar e pensar
Falei tanto
Falhei tanto
Pois toda vez que eu tentava
No final eu mais te amava
Não consegui fugir
Fingir não sentir
Quando vi tu sorrir
Era impossível pra mim
Então continuo a te esperar
Se quiser a gente pode até casar
Só queria tanto te ter e amar

⁠Gatilhos da meia noite,durmo acordado pela noite,demônios engatinham sobre meu peito,ansioso pelo fim ...
Procurar respostas na vida,pessoas trazem dúvidas,duvidosas...
Engatilhado para mirar no sono,sombrio com toque sombreado nem sempre o escuro é claro, mas trás clareza na alma.
Na fome sem dor,da fome sem odor.
Me acuse,julgue e abuse do que sinto,sem sentir medo.
Ouse me levar as estrelas,e me deixe cair na realidade,podemos cozinha-la,nua com curvas e amante nas ruas,você me ama em particular, até publicar.
venha me visitar não esqueça o jantar, hoje o prazer será degustativo com toques na curvas,sem ruas ou encruzilhadas apenas alma despida corpo nu e coração puro.

⁠Tenho escrito tanta coisa.
Tantos textos tristes.
Sobre o que perdi, o que estou perdendo, e o que ainda vou perder.

Às vezes me pego achando que estou me tornando um escritor.
Cheio de ideias.
Um cientista da dor.
Alguém que entende o peso das palavras e os silêncios entre elas.

Penso que talvez eu esteja ficando mais inteligente.
Mais lúcido.
Mais capaz de observar o mundo com uma clareza que antes me faltava.
Mas, no fundo, o que mais vejo — o que mais sinto —
é a minha tristeza.

Ela está em tudo que escrevo.
Mesmo quando tento falar de outra coisa, ela escorre pelas entrelinhas.
Como se fosse a única coisa que realmente não me abandona.

E é estranho isso:
transformar dor em frase,
solidão em parágrafo,
falta em ponto final.

⁠É primavera....
Somos flores no Jardim do criador,
Onde ele semeia amor e cuidado sobre nós,
Nos rega em força e fé,
e crescemos em bênçãos e misericórdias.
Ele Atravessa conosco todas as estações,
E florimos com todo os cuidados desse Jardineiro cheio de amor.
Deixe ELE te florir e primavere-se!

⁠Menina o que escrever sobre você, as vezes me pego com tantas inspirações, mas quando vou coloca-las no papel me falta palavras, porque na verdade, mesmo que eu escrevesse as mais lindas palavras, os mais lindos poemas, será que seria o suficiente ?.
A resposta é não !
Porque com palavras, escritas ou poemas, jamais expressaria o que você é... significa e representa na minha vida.

⁠O Dilema da Bondade

Passamos a vida inteira discutindo sobre "certo e errado", ou quando não existe escolha;
Se o certo não for o meu certo,
se os outros não o respeitam como certo,
se o errado for o meu certo,
em ser colocado como errado;

Opiniões, opiniões;
Não entendo;
"Não precisamos entender, precisamos respeitar";
Senso de justiça, leis, carma, arrependimentos;

Somos bons porquê queremos, ou porquê não temos escolha?;
Somo ruins porquê não temos escolha, ou porquê queremos?

"Minha filosofia é: o que as pessoas dizem sobre mim não é da minha conta
Eu sou quem sou e faço o que faço.
Não espero nada e não aceito tudo.
E isso torna a vida mais fácil.
Vivemos num mundo onde os funerais são mais importantes que os falecidos, o casamento é mais importante que o amor, a aparência é mais importante que a alma.
Vivemos em uma cultura de embalagens que despreza o conteúdo.

⁠⁠Sabe eu não vou falar sobre e decepções(...)
Tentamos acreditar na mentira, insistir nela, defende- lá, porém mentimos todos os dias pra nós tentando acreditar que é uma verdade.
Eu descobri o que é meu vazio, era você que tirava de mim toda a alegria que um dia me deu, pra que me completasse depois com a dor. For me you died and loneliness will be your best friend.

⁠Querido Deus
Coloque seu olhos sobre mim.
Acende a chama da fé no meu coração,
Renasce a força que há em mim,
Reconecte a esperança do meu ser.
Guia me pelas tuas vontades.
Perdoe pelas minha falhas, me ensina a ser pelo menos um pouquinho do que tu és.
Esse Deus amoroso e misericordioso!
Amém.

Minha crônica sobre o Dia dos Pais
Eu acho que há 3 tipos de pai: o herói, o kit básico e o progenitor.
Felizmente, a maioria quer ser do tipo 1. Estes pais querem sempre ser o herói da família; e há vários subtipos: o herói financeiro, o que quebra todos os galhos, o que troca todas as lâmpadas e o que mata as baratas!Tem o bonachão, o que faz todo mundo rir. Tem aquele que adora fazer surpresas- seja uma revista pro filhão ou uma florzinha pra filhinha...Tem aquele que chega sem vc esperar, com a pizza e uma garrafa de vinho na mão, adivinhando suas necessidades. Procuro ser este tipo...me agrada a sensação de realizar os sonhos dos filhos. Gosto de vê-los ir à luta, sabendo que, quando cansarem, seu pai é o quartel general.
O segundo tipo é aquele que cuida dele em primeiro lugar, mas em seguida, cuida dele mesmo de novo! Aos filhos, o kit básico(saúde, alimentação, transporte e educação, com o menor gasto possível). Alguns se fazem de herói, fazendo vc acreditar que o kit é pesado...e tem sempre explicações convincentes para esta atitude- “ –Se eu pudesse eu daria....Não se pode dar tudo aos filhos pra não estragá-los” etc. etc. Na maioria das vezes não são do mal; talvez a vida lhes tenha exigido uma atitude um tanto centrada em sua própria sobrevivência.
Não sabem o que estão perdendo....
Já o terceiro tipo...bem ,este não é exatamente pai. Talvez o portador de um espermatozoide esperto que fecundou um óvulo menos avisado. Não reconhecem a paternidade, espancam, humilham...não são pais; talvez progenitores.
Na verdade, educar um filho não é tarefa fácil...mais do que palavras, gritos, cobranças eternas, o recurso principal é o exemplo.
O verdadeiro pai não é o que fica feliz com os filhos que tem, mas sim o que procura sempre fazer com que seus filhos sejam felizes com o pai que eles têm!!
Por isso, não desejo a todos um feliz dia dos pais, mas que sejamos pais felizes todos os dias!!!

A PALAVRA É: INESPERADA.

Hoje vou falar sobre mim e sobre todos os motivos que me fizeram ser quem eu sou hoje. Sim, porque nos tornamos quem somos pelos acontecimentos, pelos nossos próprios erros e acertos, por tudo aquilo que esperamos e o que não esperamos acontecer e mesmo assim acontece. Sou uma pessoa com atitudes inesperadas, talvez porque nasci em uma hora inesperada ou por eu não saber esperar nada de ninguém. Já sofri com atitudes de algumas pessoas, já sofri com as minhas próprias atitudes. Já achei que estava tudo acabado, mas estava apenas começando. Já quis me esconder na hora em que eu mais precisava mostrar, já quis mostrar na hora em que eu mais precisava esconder. Já fui boa quando eu precisava ser má, já fui má quando eu precisava ser boa. Já parti quando eu precisava ficar, já fiquei quando eu precisava partir. Já me abandonaram quando eu mais precisei, mas nunca abandonei quem mais precisou de mim. Sempre tive meus motivos, não é à toa que eu tomo uma decisão drástica. Sim, já fui muito boba, muito quieta, já fui passada pra trás, hoje procuro estar sempre na frente, porque aprendi a me colocar sempre em primeiro lugar. Resolvi mudar não por escolha própria, mas porque a vida mandou, e quando a vida manda a gente tem que obedecê-la.

Às vezes eu olho pro mundo espírita, pra tudo que dizem sobre energia, sobre alma, sobre sentir o que não dá pra ver, e fico pensando como é possível existir esse vazio aqui dentro. Todo mundo fala que “nada é por acaso”, que “o universo responde”, mas o meu peito continua pesado, como se tivesse um buraco que ninguém entende, ninguém alcança.

É foda tentar explicar uma dor que nem eu sei colocar em palavras. É aquele sentimento de estar cercada e, ao mesmo tempo, sozinha pra caramba. Como se eu estivesse gritando por dentro e o mundo só enxergasse silêncio. Dói não ser compreendida, dói quando as pessoas simplificam o que pra mim é um caos inteiro.

Mas eu sigo. Não porque é fácil, mas porque, no fundo, eu ainda acredito que tem alguma razão pra essa caminhada torta. Que o que eu sinto não é à toa. Que mesmo sem entender, eu ainda tô aqui e isso já diz alguma coisa.

Eu não preciso que entendam tudo. Só queria que soubessem que esse vazio fala. E que eu tô tentando escutar.

meu próprio sabor
é sobre meu e meus,
de seio pessoal,
de carne!
póem na carneação —
eu sou mordida viva!
vi ela beijando um velho.
me fez Vomitar,
vomitei em silêncio.
entendi,
meu amor
não é pra vagabundas.
me observei demais,
me rasguei demais,
talvez.
eu me sirvo.
me provo.
sou amargo.
sou só meu!

Sobre o texto: Eu o escrevi como um manifesto pessoal no dia 13/08/2025, com inspiração do texto"Um Dia Você Aprende",William Shakespeare.

É fácil defender quando se trata de uma inspiração



É fácil criar quando já se tem obras

É fácil dizer: Venha! Liberte-se. Quando já está fora da jaula

É simples dizer: é fase. Quando já se passou por ela

É simples dizer: não é “tão” intenso assim. Quando a dor não é na sua pele

É simples fazer amigos, difícil é criar verídico vínculo

Simples é seguir em frente, quando já está superado no presente

Entende que brincar é divertido, mas não quando o atinge ferindo-o

E até a dor fica linda numa poesia, mas não consegue esconder a dor vazia de uma alma sozinha

Entende que amar é como uma rosa com espinhos, cheia de beleza, mas sem cuidado, vira ferida acesa

Compreende que gostar é bonito, mas não o bastante para prolongar na vida, um sorriso

Um dia você aprende, que amar é como o mar, cheio de marés altas e baixas

Aprende que precisa de ritmo

Aprende que paixão vai embora, mas o amor fica

Fica com quem é paciente, derradeiro, satisfeito, conselheiro e amigo verdadeiro

É quase uma anistia, uma vida bonita, porém cheia de capacidades vazias, quando não se tem coragem de aprofundar e fugir da correria

Aprende que não há como viver, quando não se escolhe as oportunidades verdadeiras de um ser

Aprende que a dor é pequena comparada a algo vindeiro

Aprende que o amor é a vida, para alguém que se mostra inteiro

Aprende que a dor do amar não é nada, quando outrem se revela verdadeiro.

"Levi Hanyel".

Veja o dia nascendo outra vez. Ele vem conforme o previsto, sobre a noite que foi feliz ou de tristeza e ranger de dentes. Passou. Pouco importa. Logo virá outra noite. Tenha neste cenário a certeza do sonho possível. Ponha lentes mais brandas e otimistas nos olhos de sua alma.
Uma vida se mostra, se despe dançante e despudorada. Cobre os montes, transborda e desagua no túnel que lhe parece, por seu desânimo, não aceitar luz. Essa luz que o surpreende vem rasante, anuncia esperanças e põe um novo sentido na flor do seu ser.
Beba o mundo na cuia desta manhã! Desperte para si mesmo e nunca mais tenha medo! Não morra em vida, se antecipando à morte que não tem pressa, já marcou seu tempo. Seja forte o suficiente para saber apanhar dos fatos, até que o momento próprio de bater se apresente.
Renascer se desenha nas folhas das horas. Cada um de nós deve ser coautor de sua resenha. Precisamos cumprir o que traçarmos, na força do querer que nos falta em tantos atalhos desta jornada que se nos deu de presente. Eis o nosso presente: O futuro a ser conquistado.

Rascunho do pensamento sobre a beleza.

Nunca hei de negar ser um admirador da beleza feminina. Não é a admiração carnal, fissurada e faminta, cheia de desejos implícitos. Essa a qual possuo é dotada de inumerosos detalhes que encantam além dos olhos.

Há quem acredita que para ser belo basta ajeitar algo aqui e ali como ocorre na lapidação de brutos diamantes.

— Não! Não me venha com lapidações em diamantes! A beleza sempre existe, mas somente é aparente quando aceita pela pessoa portadora. Se pinte, enfeite e vista o que lhe é confortável. Acredite que o que você possui é belo, e assim será.

Umas se enfeitam com adornos, cores e geometrias, outras com despidos em peles à mostra, decotes, olhares e sorrisos.

E é estranho poder sentir algo que não convém aos cinco enumerados sentidos: a emoção. Ou o volume incontável, inumerável e imensurável que existente no que é belo. Como quantificá-lo?

Quanta beleza tem uma pessoa que nos empedra com um sorriso aceso ou pelo envolto abraço de um perfume bom e ainda, imagine só, tudo isso acompanhado de um olhar radiante e fixo como um céu limpo, enigmático e estrelado.

Já encontrou alguém assim?

A noite verte o pranto sobre o cais,
Lembranças de um tempo que morreu.
Entre as sombras de dias desiguais,
Xadrez de um destino que é só meu.
Alma perdida em sonhos ancestrais,
No peito, o eco de quem se perdeu.
Deserto de desejos ideais,
Resta o silêncio que o céu prometeu.
E o vácuo se faz dono dos portais.
Longe vai o brilho da alvorada,
E o cansaço domina a caminhada,
Onde a esperança não encontra abrigo.
No escuro desta estrada abandonada,
A saudade é a sombra na jornada,
Rastro de dor que carreguei comigo.
Desolado ao relento...
Olvido.

Falar sobre assuntos polêmicos dentro da igreja nunca é simples, mas é necessário. A igreja não cresce apenas com palavras que confortam, mas também com verdades que alinham, corrigem e amadurecem. Quando evitamos certos temas por medo de desagradar, deixamos de cumprir uma responsabilidade espiritual muito séria. O mestre, o pastor, aquele que ensina, carrega o peso de ajustar o que está fora do lugar, não por orgulho, mas por amor. A igreja precisa se parecer com Cristo — em caráter, em postura e em reverência — e isso exige correção, cuidado e fidelidade à Palavra. A Escritura nos lembra dessa responsabilidade quando diz: “Pregue a palavra, esteja preparado a tempo e fora de tempo, repreenda, corrija, exorte, com toda paciência e doutrina” (2Tm 4:2).

A Bíblia deixa claro que o culto deve ser marcado por ordem e decência, pois Deus não é Deus de confusão, mas de paz (1Co 14:33). O culto não é um espaço para descontrole emocional nem para manifestações que chamem mais atenção do que edifiquem. Tudo o que acontece nele deve conduzir à edificação do corpo e à exaltação de Cristo, pois “tudo deve ser feito com decência e ordem” (1Co 14:40). Por isso, é importante entender que falar em línguas sem interpretação quebra o princípio do culto, seja no altar ou sentado no banco da igreja. A Palavra é clara ao afirmar que, se não houver quem interprete, a pessoa deve ficar em silêncio, falando consigo mesma e com Deus (1Co 14:28). Não porque o dom seja errado, mas porque o culto é coletivo, e tudo o que acontece nele precisa edificar a todos.

Quando alguém fala em línguas publicamente sem interpretação, mesmo sem intenção, acaba quebrando a ordem, desviando o foco e gerando confusão. O apóstolo Paulo é direto ao dizer que prefere falar cinco palavras compreensíveis para instruir os outros do que dez mil palavras em outra língua (1Co 14:19). Isso mostra que Deus valoriza mais a edificação da igreja do que a manifestação individual. O culto não é um espaço de expressão pessoal, mas de comunhão, ensino e reverência, tanto para quem está à frente quanto para quem está sentado.

Tudo isso precisa ser feito em amor, porque amar não é permitir tudo, mas cuidar. Amar é ensinar, exortar e corrigir quando necessário. Jesus deixou claro: “Se vocês me amam, obedecerão aos meus mandamentos” (Jo 14:15), e também ensinou: “Um novo mandamento lhes dou: amem-se uns aos outros” (Jo 13:34). A igreja que ama não ignora o erro, mas também não corrige com dureza; ela orienta com graça, verdade e temor, buscando refletir Cristo em tudo o que faz. Corrigir é amar, ensinar é cuidar, e cuidar é conduzir o povo de Deus à verdade que liberta.

⁠►A Espera de Ti
Quis me abster de você
Pensava que não necessitaria mais escrever
Sobre amores, romances em fantasia, mas, me enganei
Pensei que conseguiria apenas viver feliz
Sem pensar nas tristezas e mágoas, mas, não foi assim
Prova disso é meu retorno para a escuridão
Sorte que não sofro de nictofobia, quanta sorte
De tantas e tantas vezes que visitei, me tornei quase consorte.
-
Passei os últimos meses tentando viver um conto
Porém, as dores do passado, e do presente,
Estavam escondidas, refugiadas pelos cantos
Confesso ter agido erroneamente em vários momentos, mas
Refletindo, uma indagação me ocorreu
Será que mereço tantos confrontos? Será?
-
Eu me fingi de cego para as feridas
Fingi que se encontravam cicatrizadas, curadas
Que mentira, elas continuavam a arder, sangrar sem parar
Para estancá-las, usei o meu amor pela princesa
Comecei a melhorar, com sutileza, sem nunca as esquecer
Fiz isso por dias, até que elas, enfim, vieram a gangrenar
Não teve jeito, amputei meus membros, pedaços do coração
A dor que senti no passado, não se compara com a que sinto agora
Graças a comprimidos de esperança, mantenho-me de pé, com a mente melancólica
Algumas horas estava chorando, de porta fechada e janela a mostra
Lágrimas antigas, mas que mesmo assim, me apavoram
Quem sabe eu chore até que a lua se vá embora?
-
Nestas páginas que escrevo tristonho,
Não quero que sua imagem seja manchada
Eu te amo, isto nunca será apenas uma fábula
Eu só queria viver contigo um romance simples
Nada muito chamativo, especial apenas, como um paraíso
Mas, mesmo que eu pensasse assim, não fora este o fim que se levou
Choramos juntos, brigamos juntos, duvidamos do nosso amor.
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Talvez eu devesse ter me controlado
Cobrado menos, te abraçado sempre
Talvez te desejei tanto para mim, que não me contentei
Com os segundos, minutos, que passamos juntos, errei
Pudera perdão, resolver todos os problemas
Pudera paixão, de fato sarar feridas internas
Mas, não, o mundo real é feroz, o tempo, imparcial
Passará para todos de forma igual.
-
Queria que você estivesse livre para me amar,
Para me aceitar, para me deixar entrar em sua vida
Eu queria, mas, você ainda pertence ao passado, querida
Irei esperar, não sei por quanto tempo mais, mas, irei esperar
Quem sabe você se liberte? Quem sabe.

Há muito tempo deixei de me reconhecer. Em tantos momentos me enganei sobre mim mesmo, estive errado, caminhei às cegas, girando em círculos como quem procura uma saída que talvez nem exista.

Sinto como se houvesse um muro invisível entre quem eu sou e quem venho sendo. Um muro silencioso, erguido pouco a pouco, que hoje parece alto demais para ser atravessado. É como se algo, ali no meio desse vazio, impedisse o resgate daquilo que um dia foi a minha alma.

E assim sigo, com a estranha sensação de que, em algum ponto do caminho, perdi a ligação de estar verdadeiramente conectado a mim mesmo. Como se eu ainda habitasse este corpo, mas já não encontrasse o caminho de volta para dentro de mim.