Cartas de reflexão

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Agora eu tô te amando quietinha, sem mandar cartas, sem discar o seu número, sem passar em frente a sua casa. Afinal do que adianta gritar pra meio mundo ouvir o quanto nós temos que ficar juntos se você não é capaz de mover um dedo pra que isso seja possível? (...) De quê adianta ter toda a certeza do mundo de que eu sou a mulher da sua vida se eu não faço parte da sua vida?!

É como se a vida fosse aquele castelinho de cartas que vamos cuidadosamente empilhando, uma a uma. Acertamos o lugar de sequências inteiras, mas uma só, consegue ter o poder de trazer tudo ao chão. Chego a desconfiar da bipolaridade, zombar de ter apenas duas faces. Será mesmo que alguém consegue ser feliz o tempo todo? Será que as marés não enchem e esvaziam várias vezes no mesmo dia? Se me perguntasse como estou, talvez não soubesse responder. Metade é maré cheia, outra rasa, daquelas que deixam ilhas e prendem peixes em seu caminho. Ando vivendo de momentos, mastigando sonhos, enchendo a barriga de esperanças. Volta e meia, aquele castelo de cartas desmorona em partes, não chega a ser por completo, mas sacode a estrutura. Venho descobrindo um lado meu que não conhecia. Travo diálogos infindáveis com o outro eu que mora em mim, sem precisar ficar de frente pro espelho. Confusa a vida de quem sente.

Escreveria mais de um milhão de cartas para você, tatuaria teu nome em meu coração, para nunca mas esse para sempre acabar. Ficaria o dia inteiro te elogiando, olhando para os teus olhos, e falando o quão você é importante em minha vida. Ficaria horas te olhando dormir, e uma eternidade te amando como se você fosse único nesse mundo. Alias, nessa multidão de pessoas, você é único, tão único pra mim... E nesse mundo de desgraças, eu encontrei o verdadeiro motivo(agora) para viver, você me dá forças, emoções, paz, e me faz sonhar. Não gostaria que isso, nosso mundo que criamos só para nós dois se acabasse... Não iria mais conseguir sonhar. Sabe, você é único pra mim.

⁠⁠⁠É necessário perder para saber vencer, é preciso conhecer as cartas para poder Jogar, sei que fases boas e ruins vão passar, sei que tudo precisa de tempo, tudo tem seu momento, o sonho é um alimento, por isso sei quando sonhar, e sei também quando acordar, na vida usei diversas cartas para ganhar, mas nunca soube manuseá-las. Hoje conheço todas as regras, e sei também como quebrá-las.

Não guardo mágoas, cartas, histórias passadas, não levo peso. Acho graça de mim mesma com minhas teorias furadas. Sou gente, choro, sinto dor, mas prefiro sorrir. Sou gente que vive e que tem saudade… sei lá de quê! Existe em mim uma urgência por viver. Viver tudo. Viver logo. Não sei esperar.

Inacreditavelmente, pessoas que constroem castelos de cartas os cercam com muros, achando que estarão tornando-os impenetráveis àqueles que poderiam derrubá-los. Se, ao invés disso, construíssem pontes por todos os seus lados, os de fora poderiam reforçar-lhes as estruturas para que não caíssem, pois que nem os ventos que vêm de cima respeitam a barreira dos muros erguidos.

As horas adormeciam em lírios de névoa dourada adornando o destino a escrever cartas de fogo nos mapas da imensidão. A saudade florescia em minha poltrona inerte a apertar o coração leve e pesado, em cada lado do aorta. O crepúsculo sempre presente lia lentamente o sangue púrpura do dia. O inverno esculpia catedrais de gelo no âmago do silêncio. E a eternidade me olhava atônita como quem desconhece e caminhava descalça pelos salões do infinito. E eu pensava que somos mortais, enfim. O oceano desconhecido escondia relâmpagos azuis sobre o manto das marés. E eu pisava a areia com força, vontade de permanecer. A noite espalhava estrelas pelas ruas dos cidadãos e seus pensamementos navegavam por arquipélagos de lembrança. Mas eu estava séria, compenetrada e em nada pensava, apenas via as nuvens coloridas no céu, que eram pungentes. O tempo possuía a voz antiga das bibliotecas desertas e eu lia apenas as imagens, cansada que estava das retinas. A chuva desenhava partículas líquidas no telhados das casas. E a chuva era aprazível e contava muitas histórias de um tempo remoto. A solidão acendia velas negras nos corredores da alma, mas o espírito altivo já atravessou o medo e vive sereno as vozes da sala. As nuvens transportavam caravanas de sonhos adormecidos. Eu me sentia completa e nada me faltava, talvez você, mas me conformava silente que o mundo é vasto e um sentimento é muito pouco quando o céu revolto se acalma e a neblina cobre o horizonte de orquídeas e no peito a açucena dorme profundamente na calma do meu olhar. O passado repousava em céus de bem esquecer. A esperança cantava na madrugada escura e o universo derramava pérolas luminosas na flor da noite.

Eu sempre usei as cartas para expressar meus sentimentos, mas nunca havia me permitido viver a verdade de uma oração sincera. Quando decidi silenciar o papel e falar diretamente com o Pai Jeová, tudo mudou. Encontrei uma paz interior que nunca tinha sentido antes. Hoje, nossa amizade é forte, minha fé é real e eu tenho a certeza mais bonita de todas: o que é de Deus traz paz, e eu finalmente encontrei o meu caminho.

" Segundo Sêneca, em Cartas a Lucílio, “não é livre aquele que se inquieta por conservar o que teme perder.” Essa inquietude é a espada invisível de todos os que constroem sua paz naquilo que não depende de si: riquezas, status, controle, aprovação. O que Dâmocles aprende não é apenas o medo, mas a urgência de renunciar ao ilusório em nome da serenidade. "

Senhores políticos, vamos colocar as cartas na mesa: o que realmente custa caro ao Brasil? O benefício social que garante o arroz na mesa de quem tem fome, ou os privilégios absurdos de quem já ganha fortunas? É vergonhoso ver quem tem salários astronômicos ainda receber auxílio-moradia, auxílio-paletó, verba de gabinete e plano de saúde VIP, tudo bancado pelo trabalhador. O dinheiro na mão do povo vira comércio forte e emprego local. O dinheiro na mão de vocês vira ostentação desnecessária. Fiscalizar a janta do pobre é fácil; difícil é abrir mão do banquete de privilégios.

Teólogos calvinistas têm a tendência de priorizar passagens isoladas das cartas de Paulo em detrimento do ensino geral dos Evangelhos de Jesus. Nesse processo de interpretação, a hermenêutica calvinista muitas vezes subordina a narrativa de Cristo às suas próprias leituras paulinas. Para constatar esse desequilíbrio, basta analisar o peso dado às epístolas nas principais obras sistemáticas desses teólogos.

O que poucos sabem é que foram os teólogos reformados que tornaram as cartas de Paulo mais relevantes do que o Evangelho de Jesus. Aliás, nesse processo, o próprio apóstolo acabou se tornando mais influente que o Cristo. Se você duvida, leia as obras desses autores e ouça o que é pregado nos púlpitos de suas igrejas.

Gostamos das cartas de Paulo porque elas nos oferecem a possibilidade de corrigir as pessoas de uma maneira simples e, ao mesmo tempo, filosófica. No entanto, não podemos nos esquecer de que essas mesmas cartas também dão aos outros a mesma oportunidade de nos corrigir de uma maneira simples e filosófica.

Tenho muitas coisas escritas, em cartas, cadernos, folhas rasgadas, guardanapos, uma reciclagem sem fim de meus pensamentos... Costumávamos, eu e uma grande amiga, chamar a escritura de terapia! Escrevíamos nas ultimas páginas dos nossos cadernos, era uma bagunça só... Era o nosso momento, íntimo e puro. De letras de músicas a palavras soltas que alguém dizia. Acho que há um tempo não tenho me consultado com um guardanapo qualquer, e é isso que deve estar me deixando meio seca. Seca de palavras, seca de carinho, de conforto e pensamentos. Acho que viver só de números faz mal. É muito bom poder escrever e saber que podem até não entender o que escrevo ou o que pensei quando escrevi, mas está registrado, está lá, eu sei que está! Não há contexto que explique a vontade de extravasar letras. Essa liberdade, de usar e abusar dos meus pensamentos é o que mostra minha verdadeira identidade a mim mesma, eu sou quem realmente importa saber quem eu sou, o que eu sou. Não é a primeira vez que exponho isso, mas, e daí? Como diz o poeta, "Sei que as vezes uso palavras repetidas, mas quais são as palavras que nunca são ditas?"

Inserida por CoraCarolima

Com as cartas na mesa e o jogo começado fui lançada a própria sorte... mas, não à conheço, nunca fomos apresentadas antes, pelo menos não até então, sempre vejo a sorte de braços com alguém conhecido, mas, em minha direção ela apenas ensaiou alguns poucos esboços de ar de sorriso, tão rápidos, quase imperceptíveis...

Inserida por LUCIENEMARINHO

Apenas já não somos mais crianças e desaprendemos a cantar. As cartas continuam queimando. Eu tentei pensar em Deus. Mas Deus morreu faz muito tempo. Talvez se tenha ido junto com o sol, com o calor. Pensei que talvez o sol, o calor e Deus pudessem voltar de repente, no momento exato em que a última chama se desfizer e alguém esboçar o primeiro gesto. Mas eles não voltarão. Seria bonito, e as coisas bonitas já não acontecem mais.

Inserida por MariaMilena

Nós tínhamos planejado todo um amor cheio de cartas e beijos na chuva, e toda uma cena de cinema, merecedora de oscar. Oscar da decepção. Você não era nada do que eu esperava que fosse, e acho que eu também não superei as suas expectativas. Mas pra falar a verdade, eu não estava nem um pouco preocupado com isso. Há muito tempo eu já tinha parado de me preocupar com o que as pessoas pensavam, e você ter me ligado uma hora da manhã, pra dizer que eu estava errado, só me deu mais sono ainda. Eu só te peço uma coisa, apesar de saber que você não vai fazer, me esquece.

Inserida por arthustorres

“Faz tanto tempo que eu não te vejo, ainda ouço a sua voz… Tenho as suas cartas procuro seu sorriso, e sinto falta de nós dois. Falar baixinho é coisa de quem tá com medo, ou tem segredo. Eu preciso te contar que a noite nem disfarça, sente falta de nós dois. A lua me perguntou cadê você, pra onde foi o meu amor? Aonde está você, o sonho que sonhei? Preciso te dizer, te amo! Eu quero te encontrar agora, eu estou sentindo tanta falta. Só quero te amar, mais nada

Inserida por kellyfaustino

Sofri tanto por você, abri mão do meu orgulho, coloquei as cartas na mesa. Te contei o que eu sentia, fiquei desprotegida e vulnerável às suas escolhas. Dei um tempo pra você pensar, até eu pensei também. Te esperei, desesperei. Fiz de conta que deixei a vida passar. Mas ainda tô presa no dia em que você me deu adeus. E até hoje espero você me dizer "Ainda tá em tempo, vem comigo?" Maldito amor! Eu continuo te amando e você sabe!

Inserida por Laiscaetano

" [...] quando você está SOZINHO CONSIGO MESMO seu coração põe as cartas na mesa, sua alma expõe as carências que ela tem, seu caráter te confronta com TUDO o que você pode ser e fazer e não tem coragem e os teus sentimentos começam a buscar em seus pensamentos o que pode supri-los. "

Inserida por karemcardim