Cartas de Despedida da Namorada
Quando os meus olhos se encontram aos seus, eu vejo a paz dispersar pelo lugar,
meu coração começa a mais rápido palpitar
esem nitidez a vida começa a ficar,
é só em você que eu consigo focar.
O preto e branco muda de cor, com o sabor do amor, é sobre isso que eu quero falar,
a se eu pudesse te mostrar,
você iria ver o quão lindo é, seus cílios grandes, seu olhar penetrante,
é só você que não consegue perceber, não é sobre aparentar, é sobre lidar, é sobre transparecer,você faz os meus sentimentos mais profundos crescer e florecer.
Favorecer as controvérsias do medo de não saber, se faço, o quanto falo, se cuido o quando merece mas quero que saiba que esse é o meu profundo, que esse é meu secreto.
Nós realmente temos
um imenso poder de criar e transformar;
É a fé, é o pensamento positivo.
É a Vontade de Causar o Bem.
A palavra que sai da boca
tem que ser cheia de proventos, de alívio.
Pois o bem que é feito é efeito bom a própria vida.
Nós, realmente, temos
o imenso poder, o de criar e de transformar;
É o controlar o que se diz,
É o controlar o que se faz.
Isso é garantia de prosperidade e paz.
Alma acústica. (Alain John)
Estamos envolvidos em ondas sonoras constantes e oscilantes em melodias percebidas por nossos ouvidos e por nossa alma. Com sensibilidade nos compreendemos melhor.
Ora somos cordas,
Ora o violão.
Ora quem o toca.
Com sentimento nos compreendemos melhor.
Quando cordas, somos vulneráveis às tarraxas e tão submissos às mãos de quem nos estica nos forçando à tensão desejada e premeditada para a afinação e, contudo, estamos sujeitos a desafinar, quem dera nunca acontecesse.
Estendidas sobre um braço frio e sem pele nos sujeitamos aos trastes, que acabam se expressando e interferindo em nosso som, multiplicando nossas vozes e compreendemos, contanto que se façam em nós acordes e arpejos.
Sendo cordas, aprendemos a conviver com as diferenças, pois para não sermos um monocórdio, querendo ser um violão, acabamos tolerando o tom de cada um, sendo prima ou bordão e assim alcovitamos cada som e não podemos esconder que às vezes queremos estar todas juntas no mesmo acorde ainda que dissonante.
Quando violão, somos fortes e amigos do som. Assim, aguentamos ficar preso às cordas pro resto da vida, possibilitando e realizando o som. Porque é isso que nos faz violão. Estar sempre perto do peito e entregue ao abraço e ao toque da mão.
Parece que sempre guardamos um segredo, que nos é arrancado pela nota que nos rouba o dedo. Talvez, fomos predestinados a fazer alguém feliz, quem sabe o mundo. Precisamos respirar o ar puro que nos faz soar e assim, se alguém em nós suar, buscando, pensando, tocando para nos compreender, chegará lá, nos descobrirá os segredos, mas nem todos.
Jamais queremos “empenar”. Nossa maior fraqueza. Isso seria um abandonar para sempre, um lamento, um sofrer, a fuga do opaco desatino do malsoante. Mas isso é duro demais, salvar-nos – ia um Luther que surgisse do além para nos socorrer, porque não há nada mais triste que um som de violão morrer.
Sozinhos, parecemos um pedaço de pau talhado, medido com rigidez, lixado, pintado, bem-acabado e surpreendido por arames na sua extensão. Não! Não! Isso seria mais doloroso e melancólico que uma canção em tom menor em plena noite triste e não é isso que queremos. Só aparência não satisfaz, mas um conteúdo precioso em tudo que somos e que depende de alguém para sair. Um violão.
Quando quem os toca. Estamos vivos e prontos para viver. Somos capazes de amar, apesar de nossa complexidade amiúde simples.
Somos carentes, eremitas na busca frenética da razão...
Preciso ver, perceber, entender e assim ser um ser que só pode ser se compreender o outro ser. Amar...
Mesmo sendo diferente...
Mesmo desafinando...
Mesmo empenando...
O que alguém com boas intenções precisa fazer para nos tocar, nos ensinar, nos mostrar a verdade?
As cordas envelhecem e logo devem ser trocadas por novas e melhores...
Os violões não duram para sempre e nós somos mortais...
Alquimia
Busco o que quase todos buscam
Quero o que quase todos desejam
Tenho uma ambição, o tesouro que não está escondido, mas escapa.
Vejo o fumegante brilho do sol.
É esse brilho que eu almejo
Quiçá pudesse transformar as coisas com as melhores substâncias...
Transformar as coisas em algo de mais valor:
Dar brilho de ouro para que tudo fosse visto diferente
Dar brilho de diamante, extinguir os olhares toscos às joias da vida.
Dar um tom de não tão distante da gente
Dar um mapa...
Transformar as coisas à cor da ambição...
Causar a melhor das confusões
Trocar metais de posição
Transformar moedas em flor de lis
Desfazer os maus olhares em paixão
Vestir as festas de natal dia a dia
Dizer a todos quão grande lucro é viver feliz!
Mas parece tão difícil achar a solução, o antídoto.
A outra pedra filosofal...
Alucinações:
A incerteza do tempo e das cores
Causam-me alucinações...
E eu duvido das estações,
Do por do sol
E da rosa dos ventos.
Cochilo na velocidade da luz
Tomo um café.
Disfarço dúvidas, estações...
Revivo timbres
Relembro acordes; diminutos momentos.
Perco as rédeas da previsão.
Sensato, atento e mortal...
Alço voos pensados
Na incerteza do tempo e das flores...
Ora vem Jesus....
Bela...
A vida é bela (...)
Bela como rosas amarelas.
Bela como ex-planetas e estrelas...
Bela como crianças a dormir...
Bela como o voo e o canto dos passarinhos ....
Bela como o por do sol...
Bela como o sol nascendo ao domingo......
Bela como a vida vindo...
Bela como a vida indo........
Bela........................................................sempre bela.
Bolha de sabão!?
Somos assim tão simples...
Somos sim!, tão simples.
Feitos por um sopro...di-vi-no sonho...
Impulsão e gotículas de emoção!!!!
Brilhamos e coramos sonhos.
Esféricas e transparentes voamos sem asas e sem direção...
E esse vento que suave vem
Conduz-nos pelos caminhos invisíveis
Vaaai bolha de sabão...
Nessa ternura momentânea,
tênue separação entre existir ou não
vaaai bolha de sabão...
Soobe mais e mais...
E estoura enfim...
Póc!
É triste para nós que aprendemos que "O trabalho enobrece o homem", ter que ver em mídias ou presenciar pessoas sendo presas e surradas como se fossem bandidos por tentar buscar o alimento através do trabalho para seus filhos. Essa não pode ser a nova cultura!
Algo de errado não está certo!
FIM DE TARDE
(Luís Felipe)
Meu copo de café sobre a mesa.
Minha câmera acesa, com a fotografia que havia acabado de tirar.
O computador ligado, tocando La Vie En Rose.
O Bruce lá fora, deitado sob o capô do Gol.
Fim de tarde, o Sol se pôe.
E eu aqui, só pensando em você.
Na saudade que batia, no seu sorriso...
SANGUE
(Luís Felipe)
Eu estava ali, anestesiado de tristeza.
Procurava te encontrar, te tocar, mas era impossível.
Meus olhos já estavam pesando...
Eu estava ali, cansado, farto.
Procurava você, entre os pensamentos.
De repente, dou um salto da cadeira.
Acordo daquele sonho acordado.
Senti a coceira e vi um pernilongo pousado, já cheio, com meu sangue vermelho em suas entranhas...
Aquilo me fez perceber que passei muito tempo pensando em você.
TRAUMAS
(Luís Felipe)
Em uma das minhas recentes autoanálises, muito soube sobre mim e sobre a reação que o mundo externo me causa.
Falando mais sobre o passado, determinadas ocorrências ao meu redor me fizeram reagir e me deram uma certa defesa e resistência às pessoas e à própria vida.
São, em boa parte, traumas que muitos desconhecem. Tais quais pouquíssimos sabem, quem sabe não conta e raramente exponho. Trata-se de 24 anos vividos.
Quem sabe as definições de trauma, sabem que foi algo forte. Sabem que vivi e resisti à tudo sozinho, apenas com a força e ajuda de Deus. Sabem que poucos se recuperam e se transformam em pessoas boas, no fim.
Os traumas possuem tal magnitude que afetam profundamente o comportamento, pensamento e sentimentos do indivíduo que o sofreu, e este, por sua vez, fará de tudo para evitar reviver ou relembrar qualquer fato ligado ao que lhe traumatizou.
Traumas, são cicatrizes que olhadas, me remetem à lembrança. Cada lembrança, remete às dores que ressurgem e ressurgem. Uma marca tão ruim, um sentimento péssimo.
Mas, em conversas com quem entende do assunto, me fez refletir bastante. Ainda ando em minhas reflexões da mesma. Pois, me fez saber que Deus entende meu ser, e eu, como sócio majoritário da minha vida, devo a compreensão total de mim mesmo. A aceitação, o entendimento, o reflexo no espelho, a resistência, a força, a escolha.
Para eu poder continuar a viver, não devo criar nem deixar minhas expectativas em outros, no alheio. Porém, devo acreditar em mim mesmo. Me conectar com o meu EU, e continuar a caminhada.
Há muito para dizer sobre isso. Mas, deixo aqui como registro. Para quem pouco sabe sobre mim. Para quem muito diz saber.
Meu comportamento pode mudar a qualquer momento, pela defesa que os traumas estão me causando. E, talvez, não seja o esperado por muitos.
Talvez esse seja um prévio aviso do que está por vir. já que as pessoas se acostumaram comigo sendo bonzinho. Eu sei que posso quebrar esse costume em qualquer tempo.
Boa Sorte...
Texto por: Luís Felipe
PALHAÇO
(Luís Felipe)
Quem vai acreditar em você, quando suas forças se acabarem e você não puder mais lutar?
Quando você aceitar que os sorrisos te faltam, e você é forte mesmo com lágrimas nos olhos.
Quem vai acreditar que sem precisar demonstrar, você quer continuar seguindo?
Quem vai querer estar ao teu lado, quando atingir seu auge na loucura, e gritar, se irar, se pintar e se mascarar de um sorriso, quando o caos te invade o peito?
Aquele que for forte o suficiente, vai estar ao teu lado. Mas, você deve aceitar, quando eles se forem, ainda que por um breve momento, para te deixar ser, fluir, sentir.
A vida de fazer os outros rirem, mas
dentro do teu peito vive um coração que chora.
O teu EU, ali no picadeiro, vendo aquele homem com lágrimas nos olhos, escondidas pela tinta, cobrindo uma amargura tal...
talvez precise de um sincero abraço, ao invés de aplausos.
Quem vai querer suportar os desvários, os devaneios temporários de nossa mente?
Penso que não há um sequer, que se coloque ao meu lado. Que esteja comigo, calado, apenas ali. Insistindo em acreditar que a qualquer momento irei voltar à sobriedade. Ainda que eu esteja, na verdade. Porque, eu sou assim. E talvez sempre serei. E, talvez, ninguém vai querer estar sempre aqui...
E devo me acostumar com as superficialidades das pessoas. Em pleno século 21. Temporada dos desamores, onde a tecnologia, atravessando as fronteiras, quebra o vínculo, a intimidade, o valor de um abraço...
Tempo onde as pessoas, cheias de si, estão, na verdade, vazias...
E, não olha para a intensidade que sou, que somos.
Tanto faz, acho.
Continuo acreditando que devo maquear-me, com um sorriso. Com os olhos felizes, mesmo com lágrimas. Para que o alheio viva!
Reflexões - Psifilosia
R. Souza & L. Felipe
PERFUME
(Luís Felipe)
São tantos textos escritos por mim.
Como não me perco?
Nenhum contradiz o que fui, o que sou.
Talvez, minha maturidade sempre esteve aqui.
Apenas surgindo e surgindo a cada dia.
Cada vez que vou colocando as letras em ordem,
Formando as palavras, os escritos...
Nasce uma nova ideia. Um novo pensar.
Sempre agregando aos manuscritos passados.
Enriquecendo meu livro.
Acrescentando.
O meu legado já está sendo lançado.
Como folhas que caem duma árvore,
e se vão, com o vento.
Ou, como aroma das flores,
que perfumam e perduram.
Eternizadas pela extração,
colocadas num vidrinho...
Assim, são meus dizeres, deixados gratuitamente.
Meus pensares e pesares.
Como não me perco?
São tantos textos escritos por mim.
O Respeito no Pleito
Na política partidária
Precisa haver respeito,
Entre todos os envolvidos
Cada um no seu direito!
Muita gente alardeia
Diz que é coisa do capeta,
Aí vai depender da forma
Que a disputa é feita,
Se for com brigas e insultos,
A conclusão é perfeita!
Sempre tem mau elemento
Desesperado e mentiroso,
Manipulando o jogo sujo
Covarde e inescrupuloso,
Espalhando notícias falsas
Praticando ato maldoso!
Mas se durante a peleja
Houver paz e consideração,
Então oramos a Deus
Agradecendo de coração,
Pedindo que Ele abençoe
A toda população!
Aonde ir, para eu chegar?
Em qual lugar há solução?
Está tão igual assim.
Por favor, cause em mim renovação.
Em minhas veias percorrem algo em teu sentido.
Meu pensamento energiza sua presença,
querendo que tu voltes, antes que o pouco do dia em mim anoiteça.
Ilumine este meu caminho.
Quero ver a vida que vive aqui;
Que de Ti não deverias sair.
Pequeno Pedaço do Paraíso
Na praça reluzia o Sol nela
Em sua pele cor aço
Em sua pele cor pureza
Na minha enferma solidão
A passível alienação do amor
Em sua forma mais doentia e sinfônica
Tocava com afinação limpa em minha alma
Clareava tudo que sempre soube ser ruim
Toda a sujeira humana em seu estado mais imundo
Toda a podridão se quebrava nela e retornava as ruas
Era a intocada pelos falhos
A intocável cabelos cor sangue
A magnifica garota dos olhos de fogo
A inalcançável desejo dos homens
Restrito estou ao meu mundo
Pensamentos fluindo desenfreadamente
Em meu eufórico estado
Eu não posso vê-la; não posso; não possuo
Eu devo permanecer na inercia chata e segura
Portanto o inesperado há de acontecer e o anjo cai
Simplesmente ao meu alcance, sem esforço para tal
Eu ajudo-a sendo suas asas
Só para que voe para longe de mim mais uma vez
Cansaço e gradativa fadiga enche ao meu escritório
Me infla de pensamentos negativos como coelhos inofensivos
Mas não não não
Toda essa pressão se acumula
Não a ela
Ela rebate solenemente em mim
Paralisando-me
Acorrentando-me
Porque sabe que não posso tê-la
Certa noite
Ventava aos montes com possível precipitação
Gemia assoalho
Num súbito momento a estrela cai mais uma vez
Simplesmente não ao meu alcance apenas
Sim em meu mundo
O melancólico mundo do homem vitoriano
Dou boas vindas
Dou acesso ao seco e arranco-a da fria chuva
Entrego proteção em meu quarto
Jazia ela lá ao meu lado
Absorta em sua tola confiança
Absurdamente em um frenesi louco
Ela me encara com seus olhos escarlates
Observa bem dentro de mim num sussurro
“Alegra-te, pois sou sua realidade.
Sou o teu único desejo.”
A sensação do úmido toca o meu pescoço
O enregelado toque dela é o que me esquenta
O corpo magro quase sem peso algum sob o meu
E então dor
A primordial essência do prazer rasga o meu corpo
O cômodo girava girava
Eu gemia; Eu gritava aos quatro ventos
FELICIDADE estava em mim
Em meus braços ela me quebrava
Sugava meu ser com seu beijo cálido
Entreolhando-se éramos um
E eu sabia que afinal
O meu pequeno pedaço do Paraíso iria me destruir
Eu cantava meu próprio Mantra Mori
Sempre estive cantando
Sem ser ouvido
Sempre observando
Sem ser visto
“Apenas focamos em sua morte
Apenas queremos a sua morte
Apenas vemos beleza na morte
Apenas focamos em sua morte
Apenas queremos a sua morte
Apenas vemos beleza na morte’’
Enfim o mundo ruiu para dentro dela
Para nunca mais sentir nada.
Neve
Nada existe
Nada se cria
Tudo se perde
Tornando branco
Onde outrora havia esperança
Agora só há de existir você
A gélida brancura
Ao redor árvores aos montes perdidas; cegas no seu branco
Buscando a luz que nunca vem
O Sol que Deus destruiu há tempos não mais aquece
Entocado estou
Ó abrigo de madeira
Agasalha mim do frio
Agasalha mim da própria perversão
Afasta mim de lembranças de outrora vida
Tão jovem era antes do branco eu pintar de carmesim
Num acesso de incoerência as ações brotaram
Fiz uso da cor proibida
A essencial cor da vida
A sua vida feita
Perante meus moldes
Dando a ti novo significado
Escondida e imaculada
Abaixo das copas das árvores
Almejando partir em voo
Porém não consegues
E permanece aqui comigo
Nesse mundo coberto por neve
Quando avisto em busca de alimento
Um cervo que se via preso
Pela própria Natureza
Cruel Natureza
Apronto meu instrumento de pintura
E num repentino soslaio
Personificada a belíssima Liese
Bem a minha frente
Sorrindo
Me esvaziando no olhar
Me matando no olhar
Me acusando no ato
Tento me aproximar
E ela começa a fugir de mim
Em tentativas horrendas em neve espessa
Eu chego enfim
No abismo
No limite do meu mundo
Para encontrar
Apenas restantes pedaços de vestido
Vestido esse cor sangue
Cor desvairada
Cor quebrante
Cor que clamava meu nome
Para usufruir dela
E assim o fiz
E nesse abismo feito de gelo e sangue
Eu hei de perecer
Igualmente como fiz a ela
Em culpa
Cheio da lúrida
Cheio da adoração
Mas ainda assim
Redenção não existe
Para meu glacial coração em danação
Se perdeu em teu vermelho.
Alma
O que seria de mim
Sem alma?
Se é duvida que cresce dentro de ti
Sobre seu valor
Saiba que nenhum ser está realmente fora dos olhos
Vivendo em terra ou mar
Dos Olhos Dele
Jeová
O Único
Seja em pecado
Seja em fartura
Ninguém escaparas
Dos teus flagelos
A moça cercada estava
Onde seus olhos alcançavam
Ela se via
Em imensos planos de vidro
Descontente
Contente
Séria
Perversa
Inocente
Inúmeras expressões faziam ali parte
E tudo era parte dela
Compunha toda sua frágil
Pequena vida túrbida
Porém ela nada sentia
Não sentia medo
Nem mesmo a menor confusão
E foi ao aconchegar-se próximo a um dos espelhos
Que começou a visualizar
Sua imagem da jubilosa infância
Aquecida sob os braços do pai que a erguia
Rumo ao céu
Rumo ao seu Lugar Prometido
Em toda sua pura inocência
Ela se via
“Em qual momento eu me perdi?”
Lagrimas repentinas surgiram
Não suficiente para faze-la cair aos prantos
Ela segue em busca da resposta
A resposta da sua saída do plano astral
No próximo espelho ela chega
E logo se assombra
Sua expressão dessa vez era triste
Aterradora
Perdida
Odiosa
Desesperada por solução
Uma solução imediata por toda sua infelicidade
Seu único filho
Agora a jazer num amontoado de corpos congelantes
Terrível aura saia
Descontrolado ódio controlava
Amaldiçoando aos filhos dos filhos
Amaldiçoando a si mesma
Cavando a própria cova
No Inferno
Quem amaldiçoa é amaldiçoado
Ela sabia
Sempre soube
Ainda em assombro
Ela decide continuar
Para enfim se deparar com o que ela sentiu
Pela primeira vez
Um teor de resposta
Estrondava a cada silaba
Mas nada compreendia do que era dito
Então por fim escolhe aproximar-se do enorme portão
Com intuito de entender
“Não há espaço aos desertores de Deus”
Somente ao ouvir tais palavras
Finalmente cede
Aos prantos
Sabendo que seu filho salvo estará
Em eterna benção
Enquanto ela também sabia
Do preço do ódio
Da raiva
Da irá
De joelhos ela permanece até a presença
Do Juízo Final.
Anjo Cruel
Iniciava a purificação
Em puro vermelho
Em sonífero vermelho
Sol nenhum pairava no céu
Morto jazia
Assim como a Lua
Substituído ambos por uma esfera negra
Refletidas em filtro negro
A vegetação decadente mais e mais
Matando animais dos pequenos aos reis
Varrendo o ar de suas aves
Limpando até a Terra atingir coloração pútrida
Construindo a desejada atmosfera sorumbática
Morto jazia
Ó aroma de morte
Digna de pesadelos
A voz de Azmuth
Em conturbadas formações indecifráveis no céu
Chovia sangue
De seu corpo as gotículas
A fluir de cada poros
De seu imensurável corpo podre
Suas asas eternamente profundas
Sombrias na essência
A orquestrar o fim
Cobria toda a Terra
Protegia o universo inteiro
Nada escapava da misericórdia
O mar não mais existia
Em seu lugar
O carmesim gosto de seu desejo
Disfarçado num toque gentilmente vermelho
Rodopiava e assim continuava
Até o centro
A procura da válvula de escape
Para toda a sujeira
E todo animal marinho
Morto jazia
Ó aroma de morte
Enquanto mais e mais se aproximava
Suas asas começavam a abraçar
E toda imperfeição
Estava sendo corrigida
No toque
Viste assustadora face
Indescritível face ruborizada
Expressava nada
Além de satisfação pura
O desejo estava se concluindo
Face a face
Consternado fiquei
O ciclo perfeito ia ser concluído
O abraço inumano ia ser completado
Ele se viu em semelhança
No seu próprio mar de sangue
Subitamente desmembrou-se
Perdendo-se em sua insana raiva
Primeiro as asas caíram por terra
Depois vários membros
Enfim sua cabeça
Que caia naquele mar vermelho
Mais da metade por fora
Jus a sua magnitude
Tudo retornou ao nada
O nada afinal existe
E o ardor começou a percorrer meu corpo
Pela primeira vez sentia algo
Além de fascínio pela criatura
E será nesse mundo solitário
Que dará inicio ao meu Melancólico Réquiem
Desenhada por um deus maléfico
Cuja face refletia somente e apenas
Ódio
Intento apocalíptico pela criação
Surgindo assim a visão
Do que viria a ser tornar
O tão aguardado despertar
Do Novo Mundo.
Eu estou pensando no hoje,por que eu iria pensa no ontem se o ontem já passou, por que eu iria pensa no amanhã se o amanhã pode não chegar.
Eu penso no hoje, porque estou vivendo,não no ontem, por que o ontem eu já vivi,não no amanhã, por que no amanhã posso não está vivo.
Então por que eu lhes pergunto ,vocês ainda existem em viver no passado ou no futuro, se hj só o presente importa.
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