Cartas de Boa Sorte
A humanidade busca ciência, mas muitos desprezam o discernimento. O equilíbrio se faz necessário, entre conhecer e ignorar, saber separar as coisas, na arte de conduzir a vida diligentemente. Não é tarefa das mais fáceis, porque a História se encarrega de mostrar, que grandes e pequenos, sábios e ignorantes, ricos e pobres, todos perecerão num dado instante. Toda vida segue às mais diversas modalidades de extinções, portanto, vivamos de tal maneira, que possamos alcançar a eternidade em muitos corações.
É na simplicidade das coisas que estão as riquezas da vida. Num sorriso espontâneo, no abraço inesperado, numa palavra sincera e amiga, num aperto de mão honesto, numa admoestada repreensão, num pedaço de pão quando faminto, num copo de água estando sedento, e bem distante de um falso amigo avarento.
Na vida sempre haveremos de ter motivos mil, de alegria ou tristeza, de prazer ou dor, pois é inevitável, impossível escapar dos lances ocasionais ou aqueles que procuramos nós, no envolver das situações, no desenrolar das ações, nossas escolhas sempre vai pesar, e em nossos sentimentos sempre haverá pezar.
As pessoas cada vez mais deixam de se preocupar com pessoas. Pensam mais na sua carreira, nos negócios, em ser bem sucedidos. Menos pensam nos demais indivíduos. Pensam em conquistar o poder, acumular riquezas, e não se dão conta que a qualquer momento hão de sucumbir, e todo o seu trabalho contigo não poderá prosseguir. Sim, o que é da terra, para onde vai, o homem não leva. Vamos deixar tudo o quanto produzimos aqui, até as lembranças de nossas vidas brevemente haverão de extinguir. Eterna consciência de uma insignificante existência como indivíduo. Se não somos parte do todo, nada somos, senão um fragmento insignificante deixado no esquecimento, em algum lugar do universo.
Que diferença faz ser intelectual ou mero boçal? O intelectual mais sofre por compreender a razão ao passo que o boçal vive despreocupado e sem interesse em conhecimento especial. E ao final, o que sucede e não é dado o valor real, que nem um nem outro vence a morte, ela ignora tanto o intelectual como o boçal.
Pouco tempo nos resta a cada instante, não sabemos quando findará nosso existir neste mundo alucinante. Chorar, sorrir e estar indiferente, faz parte do enquanto viver da gente. A qualquer momento vamos partir, sem saber de onde viemos, muito menos para onde vamos seguir. A fé cristã nos traz esperança, promessa de seguirmos para o lar, mas verdade é que ninguém sabe onde fica tal lugar. Também é verdade que ninguém aceita partir, porque o terror da morte é a incógnita do porvir. Entretanto, cada vida manifesta, vai findar, não sabemos o dia e a hora, mas breve vamos viajar. Numa odisseia ao desconhecido, nos é proposto o infinito, as profundezas da eternidade, destino certo de todos os integrantes da humanidade.
Opinião é uma coisa que cada um tem a sua. E rede social não é fonte científica da verdade absoluta de nada. Aqui ilustres desconhecidos externam seus pensamentos, desfrutando de plena liberdade de expressão. Podemos concordar ou divergir, mas precisamos de uma coisa muito importante, que é respeitar a opinião alheia. E além do mais, ninguém é dono da verdade, mas sim da necessidade. Porque necessitamos uns dos outros, até dos divergentes, porque quando se trata de seres humanos, não existe unanimidade.
Enfim o tempo passou, comecei acelerado, mas devido em vida o fardo, diminuída a cadência, reduzida a força, mesmo ampliada a ciência, sigo desacelerando, rumo a inércia da massa corporal. Onde chegada será o ponto final do lapso temporal desse amontoado de moléculas nas mais diversas cadeias carbonicas.
Respeito é via de mão dupla. Só observo essas campanhas de mão única, onde s intolerância, a arrogância e a influência midiática atua em favor de um único lado. Dou o respeito para ser respeitado. Sou gentil para receber gentileza, sou tolerante par ser tolerado. E assim, seremos felizes com cada um no seu quadrado. Se todos observar seus respectivos limites de liberdade, não haveremos de ter problemas em nossa sociedade.
O homem pode saber muito, porém nunca saberá tudo. O acesso ao conhecimento é amplo, mas limitada é a capacidade da mente humana, que muito depende da soma de conhecimento ao longo dos anos, numa total certeza de que somos dependentes uns dos outros, ao ponto de não existir humano auto-suficiente.
Somos todos dependentes uns dos outros. O que seria do engenheiro civil sem o auxiliar de serviços gerais? Cada qual na sua função somando para o bem de todos. Quando a arrogância fala mais alto, a dignidade da pessoa humana cai em desgraça, e não tem graça nenhuma se sentir melhor do que o semelhante, porque todos inseridos numa sociedade tem a sua precípua importância em prol da coletividade.
Nada somos, senão, um aglomerado de bilhões de moléculas que milagrosamente comporta um sopro de vida. E estamos de partida, sim, não sabemos a hora e nem o dia. Estamos seguindo além, para o repouso ou tormento eterno. É só atentar para um detalhe, entre o sono de paz e o deitar atribulado. Enquanto um repousa em sonhos, outros dormem querendo acordar, porque não conseguirem em paz repousar.
Soluções momentâneas, todos querem conceber. Para alguns, até morte, é o melhor conceber. Mas para os que ainda crêem no Altíssimo, importa seguir lutando, em vida perseverante, aguardando por fim, o eterno livramento. Onde se espera alcançar vida eterna, e finalmente, livrar -se de todo o tormento.
O bem faço constrangido pelo Senhor. Não o faço como deveria fazer, mas vou tentando, de alguma forma buscando dar sentido ao meu viver. Se não faço o que deveria, apenas ignoro a oportunidade que me é dada, em ser útil a alguém, a cumprir o propósito da vida, onde ninguém é auto-suficiente, e independente o bastante, capaz de não depender de ninguém.
Temos uma eternidade proposta, mas vivemos uma mediocridade imposta. A vida e todo o seu significado é deixado de lado quando nos entregamos aos nossos insaciáveis e momentâneos desejos os quais jamais nos farão plenos e realizados. Tudo o que é da terra com ela vai ficar, nada deste plano ao infinito haveremos de levar. E o mais curioso é pensar na insignificância do lapso temporal de nossa passagem aqui, ou seja, que diferença faz, se viveu mais ou menos anos que os demais, ante uma eternidade proposta a todos os iguais? Temos um mister à vanguarda, que só saberemos quando partirmos desse plano existencial.
Nossa condição humana faz-nos cheios de pavor face ao inevitável evento morte. E nesse sentido, muitos procuram subterfúgios, quando não, deuses para suprir-lhes tal necessidade de subsistir quando sua vida terrena enfrenta a terrível ameaça de extinção. Muitos se apegam no deus mamom, o dinheiro, e cometem por este ídolo as maiores loucuras as quais possamos imaginar. Mas existem os que buscam o extraordinário, o indizível, o soberano e supremo ser, Eterno Criador. Aquele ao qual todas as coisas criou, e ao homem, sua imagem e semelhança enfim formou.
Em dado momento na vida cansei de tudo, e comecei a me abandonar. Morrendo estava minha vida, e amigos não vinha a me procurar. Então comecei a buscar por mim, e aos poucos conseguindo me reencontrar. A minha vida que outrora abandonada, novamente começo a reencontrar. Juntando enfim os pedaços, que espalhados estavam em ignorado lugar.
Seguimos destinos ignorados, cada qual buscando cumprir seus planos idealizados, mas nada está ao nosso controle, e vivemos acelerados. Até que chega em dado momento, e nada do que temos era o desejado. As forças segue definhando, o corpo cada vez mais cansado, inda que a mente esteja boa, já o corpo não acompanhando. E aproxima o fim dessa lida, após muita vaidade vivida.
Nascemos neste mundo é a partir do momento que compreendemos as coisas percebemos que morre um pouquinho da gente a cada despedida de um querido ente. E os que vencem as barreiras do tempo sente o pesar da partida de tantas pessoas queridas, que nos deixam boas lembranças mas carregam um pedaço de nós. Porque ficamos diminuidos, sentindo um determinado vazio existencial daqueles os quais aprendemos a amar e considerar de uma forma incondicional.
Sabem qual é a diferença entre os crentes de hoje com os do início da era cristã? Que os crentes primitivos não amavam as suas vidas, não preocupavam com as coisas deste mundo, não temiam a própria morte, pois confiavam piamente na provisão do Eterno Pai, ao passo que nós os crentes destes tempos hodiernos, estamos preocupados em conquistar, possuir e desfrutar do bom e do melhor desta terra.
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