Cartas de Amor para Noivo
Há corações que pedem validação a cada instante, como se o amor fosse um espelho que precisa refletir segurança o tempo todo. Mas quando o sentimento precisa ser confirmado a cada hora, ele deixa de ser encontro e se torna cobrança.
A insegurança veste a relação com correntes invisíveis, fazendo do outro não um companheiro, mas um guardião de certezas. E o amor, que deveria ser liberdade, se transforma em prisão de expectativas.
Quem exige presença constante esquece que maturidade é saber suportar o silêncio, é confiar mesmo quando o outro não está ao alcance da mão. Sem essa maturidade, o vínculo se desgasta, porque nenhum coração pode carregar sozinho o peso da insegurança alheia.
O estranho sentimento que nasce é o reflexo da desarmonia: um lado sufocado pela cobrança, o outro perdido na própria carência. E assim, o amor se torna frágil, não por falta de afeto, mas por excesso de exigência.
Amar não é pedir validação a cada segundo, é aprender a confiar naquilo que já foi dito, naquilo que já foi mostrado, naquilo que pulsa mesmo na ausência.
Que o amor seja chama que aquece, não fogo que consome. Que a presença seja escolha, não obrigação. Que a maturidade seja o solo onde o vínculo cresce, e não a insegurança que o corrói.
Tatianne Ernesto S. Passaes
Há relações que se constroem em torno da necessidade constante de validação, como se o amor precisasse ser confirmado a cada instante, em cada gesto, em cada palavra. O coração inseguro pede provas sem cessar, não por falta de afeto recebido, mas por não saber confiar no que já foi dado. E assim, o vínculo se torna frágil, porque nenhum sentimento resiste ao peso da cobrança incessante. O outro, sufocado, carrega uma responsabilidade que não lhe pertence: sustentar a insegurança alheia, preencher vazios que não são seus, ser presença mesmo quando precisa de ausência. Surge então o vitimismo, essa máscara que transforma carência em acusação, que coloca a culpa no outro por amar e não saber amar. O amor vira palco de exigências, e cada ausência é interpretada como abandono, cada silêncio como desamor. Mas amar não é vigiar, não é exigir, não é transformar o outro em espelho da própria falta. Amar é liberdade, é maturidade para suportar o silêncio, é confiança que se sustenta mesmo na distância. Quem não sabe amar acaba confundindo entrega com posse, e presença com obrigação. E nesse labirinto de insegurança, o sentimento estranho cresce, até se tornar insuportável. Só quando se entende que o amor não pode ser prisão, que o outro não é responsável por validar a cada segundo o que já existe, é que nasce a possibilidade de um encontro verdadeiro. Amar é caminhar lado a lado, sem correntes, sem culpas, sem cobranças. É deixar que a chama aqueça sem consumir, que a presença seja escolha e não sentença, que o vínculo seja poesia e não peso. Porque amar de verdade é saber que o outro é livre, e ainda assim escolher ficar.
Tatianne Ernesto S. Passaes
O amor que se torna amizade é uma travessia silenciosa, mas carregada de eternidade. Ele não se apaga, não se dissolve no esquecimento, mas se reinventa em outra forma de presença. No início, o amor é vertigem: é o encontro que acelera o coração, a urgência de estar junto, o desejo que não conhece limites. É chama que consome, é tempestade que arrasta, é promessa de infinitude. Mas o tempo, com sua sabedoria paciente, mostra que nem sempre a intensidade pode ser sustentada. O que permanece, então, é a essência — e essa essência, quando verdadeira, se transmuta em amizade.
Essa metamorfose não é perda, mas conquista. O que era paixão se torna confiança; o que era desejo se torna cuidado; o que era promessa se torna memória viva. A amizade que nasce do amor carrega uma densidade única, porque conhece os segredos, os silêncios, os abismos e as alturas. É uma amizade que não se constrói apenas no cotidiano, mas que guarda em si a lembrança de um encontro que já foi maior do que a vida.
Há uma filosofia profunda nesse processo: compreender que os vínculos humanos não precisam se romper para mudar. O amor não desaparece, apenas muda de forma, como a água que deixa de ser rio para repousar como lago. Continua a ser água, continua a ser essência, mas agora habita outra paisagem. Já não corre com velocidade, mas reflete o céu com serenidade. É permanência, é horizonte, é eternidade.
E há também uma poesia nessa transição. Amar e depois ser amigo é reconhecer que a intensidade não é a única medida da verdade. É perceber que o amor não precisa sempre arder para existir — às vezes, basta iluminar. E nessa luz tranquila, descobrimos que o amor, mesmo quando deixa de ser paixão, continua a ser presença. Ele se torna companheirismo, cuidado, memória viva. Ele se torna amizade.
No fundo, o amor que se torna amizade é uma vitória contra o esquecimento. Ele prova que os encontros autênticos não se desfazem: apenas se reinventam. E nessa reinvenção, descobrimos que o amor, mesmo quando deixa de ser chama, continua a ser calor. Não como incêndio que consome, mas como brasa que sustenta. Não como tempestade que assusta, mas como horizonte que acolhe.
Assim, o amor que se torna amizade é mais do que uma transformação: é um testemunho de que nada do que é verdadeiro se perde. Apenas se transforma. E nessa transformação, encontramos talvez a forma mais pura de eternidade: quando o amor escolhe sobreviver em outra forma, não como paixão que devora, mas como amizade que permanece.
_Um amor perdido …
Sinto falta,
Sinto falta da sua bagunça,
Sinto falta da sua calma,
Das suas cores…
Do seu cheiro de café,
Sinto falta de você falando do céu, e dos planetas que estavam lá,
Se era Júpiter, se era Marte…
Sinto falta de você falando das suas peculiaridades, das coisas que você gosta…
Isso era importante, nunca vou achar algo assim.
Nunca vou achar ninguém igual a você.
Então por que você deixou isso passar?
Eu não sei…
Pequenina
Hoje eu falaria sobre a fé e a razão
Eu falaria em minhas poesias
Sobre amor e perdão.
Eu seria presença de luz na escuridão
Eu plantaria uma muda de amor
Em cada coração que sofresse dor
Eu voaria como o vento ,levando orações ao relento
Olhos de pedra sem pena de mim ,tentaram me jogar nas trevas sem fim
Mas o amor a Deus me guiou, me deu colo e não me julgou
Eu aprendi a cair e chorar, tentaram abalar minha Fé abalar
Mas na oração ,aprendi a levantar
Minha missão foi falar de amor
Eu apanhei e chorei de dor
Fiquei pequenina, fui amparada na palma da mão do Senhor.
Eu te contaria minhas tristezas.
Mas Deus fará delas riquezas
Eu posso deitar e chorar.
Mas eu prefiro ao vento me aliar, levando orações ao relento
Ensinando o duro a amar. o meu dever é ajudar
Não posso julgar, melhor ser aprendiz do que ser juiz
Sou pequenina aos olhos alheios
Mas grande é a minha Fé e o mundo é pequeno.
Eu voaria como o vento, abraçando a dor e transformando-a em amor.
Hoje eu falaria sobre a fé e a razão
E transformaria minha oração em canção.......
Ecos de um Amor que Não Volta
Cada amor tem uma história.
E, se as ondas de lembranças invadissem o coração, talvez levassem embora o eco do vazio de uma vida inteira.
É certo que, às vezes, a linha do tempo fica desordenada, fragmentada. Nesses momentos, chega a ser curioso, porque há ocasiões em que nem o próprio dia parece compreender que a escuridão de um lindo manto brilhante chega todas as noites.
Então, penso: se a gente ama e o amor vai embora, devo aceitar a frase “você ama, então o amor volta”?
Não, não volta. Até porque, se voltasse, seria visto de outra forma — não seria o mesmo. Carregaria algo diferente junto com aquele sentimento. E, ainda assim, se realmente voltasse, talvez não houvesse tantas desilusões e sofrimento.
Fico em dúvida: será que minha visão está diferente? Houve mudança?
É… pode ser que sim.
Tempestades de Amor e Verões de Justiça
Sei bem que, neste vasto mundo que o Criador nos deu para habitar e cuidar, há muitos corações famintos por vingança. Mas o que mais me encanta é saber que há muitos, muitos mais famintos por amor.
Então, em qualquer tempo da nossa existência, que tenhamos verões de justiça.
Que tenhamos tempestades de amor.
Que tenhamos ventos fortes de fé.
Que a chuva do céu lave a tristeza de todos, que ilhas de esperança se formem e que possamos nos agarrar às árvores da paz.
Que eu possa, também, conectar minha energia de alegria com todos os meus e com os seus.
E que hoje, nesta Sexta-feira da Paixão, possamos suportar as dores do dia a dia e, aos domingos, celebrar o amor sem dor.
A Face Oculta do “Amor”
Um grande homem… ou talvez apenas um grande ser?
Ou um grande líder? Tipão ou tirano?
Talvez — e com certeza — um grande lixo.
Quando alguém diz que ama uma criança, mas por trás de suas palavras existem pensamentos libidinosos e cruéis, então não é um ser humano falando — é o próprio demônio agindo.
"Quem eu sou?
Eu sou leveza, fluxo com a vida.
Eu sou empatia, amor, presença, beleza, cuidado, calma, paciência.
Eu sou o silêncio.
Sou a noite estrelada, a lua cheia.
Sou a chuva serena… e a chuva forte que lava.
Os raios que iluminam o céu.
Eu sou a voz da consciência.
A visão clara que enxerga através do sentir.
Sou o livro que faz as lágrimas caírem.
Sou a natureza verde, a água das nascentes, o rio que deságua.
Sou a liberdade do beija-flor.
A águia acima das nuvens.
O vento que sopra entre as montanhas.
Sou o encontro dos rios com o oceano.
A onda que quebra na areia.
A luz que atravessa o mar.
Sou a onda das infinitas possibilidades.
O estalo da fogueira.
Sou o portal que se abre ao gerar a vida.
A lágrima da mãe ao pegar seu filho no colo.
Sou a íris dilatada de um olhar apaixonado.
A curiosidade de uma criança.
A risada que nasce da alegria.
O toque sutil de duas mãos dadas.
A batida do coração que sustenta a vida.
Sou as linhas do tempo em coesão.
O transcender de uma nova consciência.
O desapego da matéria.
A alegria de estar viva.
O eterno aqui e agora.
A alma que vibra em infinitas existências.
O resplandecer de toda a criação."
Louvarei ao criador com Amor
Ricky Henry
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Quem traÇou o caminho, dos espinhos
Se feriu...
Quem deixou a rosa ir embora...
Sem a essência ficou...
A dor no peito esfolou...
Um coração cheio de amor...
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O jeito é louvar pra espantar a dor e a solidão.
Quem ama Deus é como um jardineiro..
Que da a vida pra salvar uma flor...
Regar e cultiva o botão que não desabrochou...
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Com Amor, de amor é de amor...
Ao Criador,
Louvarei... louvarei... louvarei ao Senhor...
És refugio, és a cura és Paixão um só amor!
Louvarei, louvarei, louvarei ao Senhor.
Com Amor, de amor é de amor...
Amanheceu mais um dia e pra quem não louvou, e não regou sua flor...
Então as pétalas murcharam eo vento levou...
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Esqueceu não cultivou
Deixou no calor, sem água desfalecendo a flor...
É assim hoje em dia quem não cultua e não busca o Criador...
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Vamos louvar com devoção ao nosso Senhor...
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De pé podem aplaudir...
Por que Jesus já está aqui! ...
Louvarei... louvarei... louvarei ao Senhor...
És refugio, és a cura és Paixão um só amor!
Louvarei, louvarei, louvarei ao Senhor.
Com Amor, com amor com amor...
Labirinto de Espelhos
Traga-me amor e eu te mostrarei a ausência; traga-me ódio e eu te entregarei o desprezo. Mostre-me quem você acredita ser e eu te revelarei a infinidade de versões que posso assumir para te confundir. Enquanto você se ancora em definições estáticas, eu habito a variável. Eu me transmuto conforme a conveniência do nome pelo qual desejo ser invocado, um camaleão de intenções ocultas sob a superfície do óbvio.
Sou o ruído branco que preenche os vácuos da conversa. Você ouve o necessário, aquilo que sua mente consegue digerir, mas jamais decifra o que foi silenciado entre as sílabas. Minhas palavras são iscas, nunca o banquete.
Como um oceano que desconhece a paz, não ofereço margens seguras. Sou a inquietude das águas profundas, onde as ondas não obedecem ao vento, mas brotam e fornecem ao comando do meu próprio caos interno. Não há um lado certo para o impacto; a maré sobe onde eu decido que o solo deve ser submerso.
Sou o espelho que não reflete a imagem, mas a distorce até que você não reconheça o que projetou. Minha essência é o movimento perpétuo de quem aprendeu que ser qualquer coisa é a única forma de não ser ninguém. No final, você encontrará apenas o rastro da espuma na areia — o sinal de que estive lá, sem nunca ter se deixado capturar.
Silvio Jr.
Como ousa me prender em memórias tão antigas?
Um amor não superado, um adeus que nunca foi dado
A sua ausência é uma dor que não consigo curar
O seu amor permanece para sempre
De certa forma, é um peso a carregar
Pois queria ter me livrado de tudo isso
de todas essas memórias que não posso superar
de uma história gravada no meu coração
Eu procurei encontrar você em outras pessoas
Mas só piorou a situação
porque você foi o único que marcou a minha vida
e mostrou que do passado sempre irei lembrar
Dizem que soltar é prova de amor,
balela, mentira que aumenta a dor.
Amar é lutar, é segurar forte,
não largar a mão nem contar com a sorte.
Eu não quero sair da vida de quem amo,
sou raiz, sou chão, não sou vento sem plano.
Saudade me morde, mas eu não desisto,
porque amor de verdade é ficar, É ser visto.
TRISAL
Três flores se encontram num só jardim,
amor não divide, só cresce assim.
Três luas acesas no mesmo luar,
nenhuma se apaga, só faz brilhar.
Três mãos entrelaçam, ternura em ação,
na dança da vida, só pulsa o coração.
E quem desse laço quiser duvidar,
que prove rimando o poder de amar.
"Ofereci confiança, oportunidade e parte de mim em forma de negócio.
Era amor, era fé, era acreditar no outro.
E quem não correspondeu, quem não valorizou, mostrou apenas sua própria medida.
Não perdi nada: Só reconheci onde minha energia vale e onde não deve ser desperdiçada.
O valor não está no que dei, mas em quem sou.. Inteira, lúcida e inteira de novo."
O abandono dói porque rompe expectativas, mas também ensina sobre limites, amor-próprio e sobre a natureza impermanente das conexões humanas. Não é vingança nem ressentimento que traz paz; é reconhecimento..
você ainda é inteira, valiosa, mesmo quando alguém decide caminhar por outra trilha.
O olhar
Carrego no peito
o olhar da mulher
que nunca quis me conhecer.
Não foi amor.
Foi ausência.
E mesmo assim, ficou.
Tatuei não o rosto,
mas o olhar.
Porque era ele que me atravessava
sem nunca me tocar.
Ela não ficou.
Não chamou.
Não voltou o gesto.
O que ficou fui eu,
com a pergunta aberta
batendo no osso.
Esse olhar no meu peito
não é dela mais.
É a prova
de que sobrevivi
ao não-ser-vista.
Hoje entendo:
não marquei submissão,
marquei memória.
E memória não manda.
Só lembra
de onde eu vim
e por que não volto.
Dizer não também é um ato de amor.
Não por eles,
mas por quem depende de ti
e por quem tu quase esqueceu de proteger:
tu mesma.
Silêncio, às vezes, não é ausência.
É fronteira.
É o corpo dizendo “chega”
antes que a alma precise gritar.
E quem só te vê como recurso
não entende quando tu vira limite.
Desapego não é ausência de amor.
É a decisão de não se diminuir para mantê-lo.
Amadurecer emocionalmente é aceitar três coisas duras:
Nem todo sentimento vira reciprocidade.
Nem toda conexão vira permanência.
Nem todo valor é reconhecido por quem o recebe.
O erro comum é tentar “ensinar” o outro a perceber.
Mas percepção não se força. Ou a pessoa alcança, ou não.
A transparência da sua intensidade, a espontaneidade dos seus instintos e o amor existente na sua essencialidade não são compatíveis com o uso do seu tempo, nem com o dissabor inegável da falsidade,
O sabor do seu atrevimento não é para todos, a maioria desconhece, uns poucos percebem somente um lindo vislumbre dessa sua parte atrevida e que só em determinados momentos floresce com um fogo intenso no seu íntimo
E no momento certo, o seu corpo aquece ainda mais do que de que costume, exibindo a sua sensualidade, quando é tocada na alma e não apenas na pele, acelerando o seu coração por sentir-se desejada e amada como merece.
