Cartas de Amor para Casados
I
Dear Moon Poetry,
no silêncio do Rodeio 32
foi que eu encontrei
o meu amor tocando
para a Lua canções
do romance profundo.
II
Dear Moon Poetry,
no campos do Rodeio 12
e na velha fábrica,
voltei no tempo
que nós dois víamos
a Lua quando nós
dois éramos crianças.
III
Dear Moon Poetry,
no meio da mata
do Kaspereit
distraída do mundo
olhando a Lua,
descobri que o teu
amor é profundo.
Venho em igual
período orbital
de Vênus em anos
em sigilo de amor
no meu peito,
à espera por
um alguém com
estrelas nos ombros,
Neste momento
que o mundo
anda todo virado
ando pensando
como há de ser
daqui para frente:
Sinto-me assim
te esperando
na próxima alvorada,
pois destino não
concedeu a graça
do amor fazer
no coração morada;
Não tivemos tempo
de nos conhecer,
e isso tem me dado
um receio danado;
os teus olhos feitos
de meteorito raro.
Bem mais brilhosa
depois de ter ido
conhecer de perto
a Lua e com ela
quase nos confundem
porque esta poesia
quando surge
sempre se parece,
seguindo além como
quem ajoelha todas
as noites em prece:
Reverencio todo o dia
o Universo para que
o caminho se abra
sob a luz inefável
da próxima madrugada
de estrela Vésper,
assim tens me inspirado
os teus cálidos(cópios)
e pensamento forte
como o mais ilustre
cidadão do meu éter.
Se pudesse dizer
ao mundo como
é a voz do amor
descreveria
que é a sua voz,
e sobre os teus
olhos lindos diria
que abrigam
as constelações
e a cosmogonia.
É do meu sul até
o teu sutil norte
os anseios doces
todos convergem
em caravana
rumo ao mistério
em busca do éden.
Nada em mim é
segredo para você,
algo me diz que
nos teus lábios
tenho o meu oásis
mesmo sendo
para mim miragem.
É deste outro lado
do Oceano Atlântico
e sob a luz da Lua
tenho conseguido
ouvir que o teu peito
não é mais o mesmo:
é por mim que ele vem batendo.
Solstício de Verão,
amor em quentura,
Estamos esperando
pela próxima Lua,
Galáxia Charuto,
tabaco de estrelas,
Mil beijos estetas
os lábios ensejam,...
Cadenciados nunca
haverão de cessar,
Poros em rumba
o amor irá celebrar;
Amor, eu te quero
e não irei largar,
De ti só espero
o mais profundo apego,
e de ti não mais voltar.
És o meu hipnótico
secreto que me põe
em delírio de amor
certo mesmo sem
nenhum diagnóstico,
e assim te carrego.
Há dança dos astros
nos nossos quadris,
no olhar os sinais
que só os apaixonados
fazem por merecer,
a viração das horas
hão de nos pertencer.
És o meu único ilustre
cidadão do meu peito,
Galáxia do Cata-Vento,
te amo além do tempo
que nos coloca todo
o dia à prova e rebento.
Os arquitetados beijos
em reserva especial
permanecem do jeito
como devem estar,
para plenos serem
quando você chegar
numa linda noite de luar.
o compromisso há de ser
sempre com o nosso amor
e esforços concentrados
para buscar não tropeçar
nas armadilhas ocasionadas
pelas palavras mal empregadas
para que não haja distrações
na selva de pedra de distorções
silenciarei só para ouvir
nossos batimentos e respirações
voto firmado com o quê
é celestial e a maneira sutil
como fusionaram seis galáxias
não será difícil unir corações
como se fundam pátrias
na primavera das emoções
e enquanto você não vem
orgulho-me de unir casais
pela letra feita de fibra
provando intrépida e retinta
que amar nunca é demais
assim pactuando com o luar
todo dia e com a beleza
para quando a vida voltar
a nos encontrar para fazer
do teu coração lugar de morar
e do meu o teu refúgio ímpar.
O rebanho de nuvens
deu licença às letras
que brilham no céu,
a busca por um amor
que seja feito de mel
invade como oceano
a penetrar nas areias
como contos de sereias.
A coragem de ficar
nesta noite de luar,
e dela não mais sair
à espera do amor
derradeiro vir buscar
ou de fato encontrar
as delícias do paraíso.
A peregrina distraída
ainda acredita que
deverá atravessar
galáxias, que o amor
se encontra em exílio
ou não é mais possível;
só sei que quando surgir
haverá de ser incrível...
Desce o ar abafado,
não me contento com pouco,
o amor é oxigênio
para o convívio em sufoco.
Sombrio céu de aço
sobre os cantos dos pássaros.
Não tem como viver sem ar
como não tem dado
para viver sem amar.
Onde tentam infernizar:
a poesia é para da tirania espiar.
Todas às vezes que escrevo
tenho tirado mil demônios
para dançar e os meus
ainda bem mais perigosos.
Como um esquadrão
o teu coração vou dominar.
Doce trama de amor,
paz e guerra silente,
só para te capturar
e invadir a tua mente.
Em noite de Lua Nova,
de recém descoberto planeta,
de tempestade prevista
e de estrela com três sistemas:
do teu destino comigo você não vai escapar.
Você será somente meu custe o quê custar.
Mexe com meu
selvagem instinto,
Quero demais
teu amor faminto.
Sonho contigo
secreto e divino,
Noite quente
acabando o frio.
Mexe meu amor
o tempo todo,
Quero você
intenso comigo.
Ritmo de Bolero
em noite de chuva,
Quero tua cintura
levando à loucura.
Marte, a Lua e Urano
sob a luz de Starburst
os três dançando,
os astros te trazendo.
Mexe muito comigo
o teu aroma sendo
o protegido recinto:
quero amar sem medo.
O amor tem que ser como o café que você coloca para ambos, adoce o seu mas nunca adoce demais o do companheiro, pois, assim como o café, doce demais, feito somente por você, acaba ficando enjoado.
Então, adocem o amor na medida certa. O amor e o açúcar são doces, mas devem ser colocada pelos dois ao seu gosto : não tão doce e nem amargo, mas perfeito.
Aceito-me tal como sou, Com minhas virtudes e falhas, Pois aprendi que é preciso amor, Para seguir em frente sem batalhas.
Sinto carinho em teus olhos, E afeto em cada gesto teu, És o meu porto seguro, Que me faz sentir mais eu.
Juntos vivemos uma boa vida, Repleta de momentos de alegria, E quando estamos lado a lado, Tudo fica mais fácil, todo dia.
O romance entre nós florescendo, Como um jardim em plena primavera, E eu me sinto abençoado, Por ter você em minha vida verdadeira.
Plantei amor
no coração de
um pássaro de
rara plumagem,
É por ele que
aguardo acima
dos séculos,
para dar
o sobrevoo
e o mergulho
no oceano
da paixão.
Mantenho
a alma
recatada
em secreto
para não
dar pistas
do nome dele,
Porque no fundo
sinto que sou
respondida
mesmo sem
estar ao lado
porque no peito
ocupo espaço.
De Alotaiba
os mais lindos
versos peguei
emprestados,
Consagrarei
os nossos mais
augustos passos;
Não buscarei
o porquê do destino
ter pregado a peça
de desejar viver
entre os nossos
futuros abraços.
Eu te desejo
de uma forma
indescritível:
com ou sem
perfume,
fome de amor
e sabor de festa.
Você sabe
que eu sonho
virando
a última página,
e escrevendo
[a nossa]
daqui para frente
irreversivelmente.
Eu não sei
o seu nome,
Não sei onde
você mora,
Não sei da onde
você virá,
Não sei quando
e de que forma virá,
Mas só sei de uma coisa:
já fazes uma diferença
e uma falta danada.
Você sabe
que eu te desejo
arcando
com as últimas
consequências
de me dobrar
por você.
Póstero a se evidenciar
teleologicamente:
O quê você sente,
aquilo que escrevo
E nas horas embalar
o desejo a transbordar
Aquilo que sentimos
silenciosamente.
A poética
sobrevivente
É nascida
do amor
Romântico
persistente,
É assim
que registro
O amor
que guardo,
O amor
dos outros,
E aquilo
que sonho
Inequivocamente.
O romantismo
segue
É resistência
de amor,
É luzeiro
na escuridão
A orientar
o coração
Intrépido
surpreendente
A revelar
intensamente
A verdade
na imensidão.
A explicação
feita
É notícia
de amor,
É passageira
no destino
A desembarcar
na estação
A reverenciar
o encontro,
Previsto
encantadoramente
E escrever
concretamente
A história
Apaixonadamente.
Porque eu sei que um dia você virá ou eu irei para ficar.
A nossa língua é a língua do amor,
A língua que traduz os significados
- mais [complexos],
Ela que nos uniu e nos embala...
Sussurrada até a madrugada,
E bem encaixada à espera da alvorada;
Doce vate é o nome!...
A tua alegria de homem torna-me
Tua e ainda mais encantada...
Porque dos teus beijos,
Eu exijo os mais melosos...
E faço versos adocicados para estar,
Contigo embalada nas paisagens
Mais bucólicas e integrada nos teus
- cenários [urbanos]...
Entrei na sua vida para fazê-lo feliz,
- e sem [enganos]...
Você despertou os desejos mais deliciosos.
Ao sabor do vento do destino,
Vejo que voltaste a ser menino,
Nunca li nada tão [lindo],
Um verso escrito num bilhete
Apoiado sobre a minha escrivaninha:
"À essa menina, moça, mulher
Que nos encanta, uma lembrança."
É assim que faz a poesia da vida:
Ela vai sendo desenhada por nossas carícias...
Pelo amor que há de ser,
não é justo 'prometer'.
Porque há de se esgotar
um sentimento anterior.
Para que se fique em paz
com o amor primeiro.
Porque em nome do último,
que seja verdadeiro.
Pela missão de ser e receber
o amor derradeiro:
Não é exagero que ele
seja [inteiro].
Eu tenho explicação para tudo,
E também o maior amor do mundo.
O teu sorriso esboçado denuncia,
Que mora em mim a tua alegria.
Eu tenho a solução para tudo,
Vestida de letras e de poemas.
O teu abraço me procura,
Falta na tua vida a minha ternura.
Eu sou a tua vida, o teu mundo,
A fera dentre as feras: a mais bela.
O teu traço sempre relembra,
Faz de mim eterna: a tua prenda.
Eu sou o tempo que não passou,
Talvez a mulher que você mais amou.
O tempo evidencia a insatisfação
Por não ter-me ao teu lado,
Passaram-se os anos e o fogo da paixão
Só aumenta de forma incontestável;
Porque me desejas eternamente perto
Com o meu corpo ao teu colado.
Dos resquícios de amor
Em nós permaneceram
Os deliciosos indícios,
Das loucuras em flor
Em nós fixaram
Os previstos inícios,
Dos maliciosos beijos
Em nós sempre [pairam...,
As memórias sem medos.
Do teu abraçar em festa,
Eu me aproveitei,
Do teu aroma de terra,
Eu jamais [desistirei.
Dos desejos represados
Não podemos nos negar,
Das carícias recolhidas
Nós podemos recapitular,
Dos tempos tímidos
Não quero nem lembrar,
Os versos indeclamáveis
Em nós ficaram reunidos,
Não quero ainda [revelar..,
De tudo o quê não vou negar.
Do teu olhar em festa,
A tua roupa eu arranquei,
Da tua ternura em pele,
Eu senti e me [arrepiei.
Das intensidades impublicáveis,
Os teus beijos bem guardados,
Eu já te revelei, e me entreguei!
Das verdades incontáveis,
Os teus cortejos eu registrei;
Dessa cor de amor que tens,
Os meus suaves desejos
Desabrocharam em mil [amores...,
Só para ver se um dia tu vens.
Das amenidades apaixonadas,
Os teus enleios fascinantes,
Eu hei de vê-los em noites estreladas!
Dos aromas orientais,
Os meus poemas são ofertórios,
Ao delicado colibri amado
Que tanta falta sempre me [faz].
Sinto o aroma do infinito em nós,
O flagrante de amor no ar...,
Por ti não me canso de esperar.
Vejo o horizonte se abrir por nós,
O instante não vai passar...,
És inteiro e virá para sempre ficar.
Sinto a falta do teu abraço,
Do brilho do teu viço...,
Forte como as chuvas de março.
Vivo a alegria de ser por nós,
O meu olhar nunca se perdeu...,
Do teu olhar o peito não esqueceu.
Sinto todas as faltas do mundo,
O teu calor solar primaveril...,
Não pode me faltar no 'profundo'.
Quero adormecer com a tua voz,
O amor nasceu em nós...,
Ele é livre como um albatroz.
Sinto que o teu olhar leve,
O teu observar é energia...,
E o meu corpo é só alegria.
Aonde estás? Não sei.
O teu amor será a lei...,
O meu obedecer - a grei.
Sinto o teu beijo de colibri,
O amor saúda logo ali,
Amo-te em silêncio aqui.
Aonde estás? Não sei.
O teu amor já é lei...,
O teu querer é a fina grei.
Em vias de nós obtermos
- a consumação -
O teu olhar não me perde,
E nem se perde de uma linha
- da nossa paixão -
Alvissareira coroação,
- somos poetas -
Com todas as cordas e linhas
Da vida e do coração,
Plenos de ternura e oração.
Dos teus olhos cheios de mar
do amor que mora em nós dois,
Temos um destino a cumprir
a vida para viver sorrindo,
O amor não vivido para cultivar.
Verdade, céu, inferno e amar,
no teu coração eu vou chegar.
Demos as mãos, vamos seguir
a vida não há de atentar...,
O Universo irá sereno se abrir.
Dos beijos que eu não lhe dei,
eu vou em versos contar:
- Meu delírio em noite de luar
Berço esplêndido de amar,
Riacho imenso e límpido;
É este corpo feito para navegar.
O amor virá para sempre ficar,
ainda que mui menino,
Tão lindo moreno e poeta do mar,
és meu seguro e secreto refúgio,
Doçura de (arrebatar),
Espero que venhas em breve,
Fazendo não só a dedicatória,
Escrevendo o meu poema
E me tirando para dançar.
Ao poeta do mar...
