Cartas de Amor para Amigo
Irati
Minha querida Irati,
mel em abundância
em tupi-guarani,
Porção de amor
do Oeste Catarinense,
amo amar a tua gente
que ergueu cidade
e lavouras em terras
que foram dois gaúchos.
Minha amada Irati,
dos teus valores
jamais me esqueci,
das tuas origens
me orgulho porque
fizeram História
com união e trabalho,
e quem conhece
sempre acaba ficando
para sempre apaixonado.
Minha gloriosa Irati,
do teu verde beijando os olhos
invicto nos meus sonhos,
declaro que és minha
fortuna poética brasileira,
berço de paz e de gente ordeira.
Muitos desistiram
de encontrar o amor
seja por desilusão,
vulgaridade ou conveniência,
escolhi preservar o coração
para de ti ser inteira.
Quando você vier que
a rotina não confunda,
que o romance seja
tudo aquilo o quê pactua,
sustenta e escreva
olhos nos olhos: o poema.
Ciente de tudo isso,
não tenho nenhuma pressa,
optei não me enganar
por quem não está destinado
a ocupar o teu espaço,
decidi ter calma e esperar.
Rebeliões alheias tenho
abraçado como se fossem
as minhas porque tudo
encaro como preparo
para quando você chegar
nenhum funâmbulo dominar.
Portô um do outro sei
que no dandi acrobático
desta vida assim seremos,
de nós não nos perderemos
e a itinerância acordada
sem interferência traçaremos.
Colheste a rosa mais
bela do seu jardim
do amor para enfeitar
os meus cabelos,
Sonhando o tempo inteiro
com os divinos beijos
que você não me deu,
irei no Carimbó Praieiro,
Um convite como o teu
não há como resistir,
querer olhar para o relógio
e as consequências daqui
para frente calcular,
Quando Pinduca começou
batucar foi o sinal
do céu que o seu coração
estava pronto para me amar.
O porta-estandarte
do amor está pronto
nas minhas mãos,
Três velas foram
acendidas nós três
pontos para pedir
toda a proteção,
As fitas coloridas
arrumadinhas
nos cabelos estão
e a saia rodadinha
levadinha para lá
e faceirinha para cá,
Toda de rendinha
para ser a brincante
inspiração do seu
Samba-de-Matuto,
e tomar com quentura
a tua pele e o coração.
Tenho um amor lindo
pela minha cidade
enfeitada por este
verde do Médio Vale.
Por toda História
que cruzou o oceano
e ainda vive nela,
Faça Sol ou Chuva
sempre agradeço
por morar em Rodeio.
O Rio Itajaí-Açu que
o diga porque por onde
ele passa não existe
cidade tão bonita.
É só perceber desde
o portal que aqui
nesta terra brasileira
também vive a grata
herança trentina.
Não me canso de dizer
que amo Rodeio,
porque aqui eu moro
e também habita toda a poesia.
Não me peça conselhos
de amor porque sou
poeta e conselhos
de amor não sei como dar,
Prefiro ao som do tambor
dançar e se quiser
você pode me acompanhar.
Vamos de Jiquiaia para
que a tristeza não nos distraia,
Vamos de Serrador para
que a dor seja encerrada,
Vamos de Negro Velho para
que a sabedoria nos guie,
e nos encontre alegres
na vida o amor sem limite.
Ao som do tambor do destino,
no centro desta roda matreira,
Comigo no bom gingado,
eu quero que o teu coração
pelo meu se entregue apaixonado
dia após dia fascinado e a vida inteira.
Conduzindo o amor idílico
pela mão deixo-me intensa
envolver pela vibração
de amor e total sedução
originária vibrante nas veias,
Cortejando com o coração,
você rendido me retribuindo:
Vou com o meu requebrado
dos meus quadris ao som
da percussão afro-brasileira,
cordas da violas e do mel
das flautas de bambu,
agradecidos pelo milagre,
Olhando no fundo dos teus olhos
e dançando o Siriá nós dois
estamos nos descobrindo.
O Sol do Amor profundo
que gloriosamente venceu
a Morte se ergueu
e iluminou a minha cidade,
Páscoa tem sabor de chocolate,
de oração e de Humanidade
Ainda nesta manhã fria
e silenciosa em Rodeio,
o meu coração agradece
por tudo o quê o Senhor
nos deu sem receios e por inteiro.
No meio do Médio Vale do Itajaí
aqui se escreve poesias
com o coro da passarada
e com verdades doloridas
para a utopia de um
mundo novo e em liberdade.
Assim vem se cumprindo
a poesia do nosso Médio Vale....
As raízes do nosso
amor se comparam
as raízes da hortênsia
que não permitem
as ribanceiras caírem,
Um sustentando com
firmeza o outro superamos
os desafios da vida sem
deixar perder o objetivo
da nossa união que hoje
mais unidos do que nunca
celebramos com todo o orgulho.
Pedir a Tupã um amor
de Ipojucã e Jandira
não é pedir demais,
e também não é poesia;
não tenho dúvidas
que é o maior voto
de rebeldia nestes dias.
É sonhar a eternidade
refletida quando eu
encontrar o espelho
d'água dos seus olhos
e neles mergulhar
com os meus sonhos.
É viver obstinadamente
como quem mergulha
na Cachoeira Amorosa
de uma vida inteira:
a entrega perfeita.
Conselhos para quem quiser escrever um poema de amor para os seus respectivos amados e amadas:
1- Inspire-se na história de amor de vocês. A História de amor de vocês é única e não queira se parecer com qualquer outra história ou outro poeta. Você pode até ler outros poetas, mas concentre-se na história de amor de vocês.
2- Descreva o cotidiano de vocês.
3- Elogie e se quiser dizer explicitamente eu te amo, não economize.
4- Se quiser descrever os sentidos e os sonhos que este amor provoca em você dependendo do seu ambiente cultural e do nível de profundidade do seu relacionamento também escreva.
Mais veloz do que
a Dança do Tambor
é a Súcia que eu vou
dançar com o meu amor.
Com meu suçador
serei boa suçadeira
dançarei a noite inteira,
e não estou de brincadeira.
Quando chegar a Jiquitaia
sem despedida do meu amor,
de mãos dadas iremos
para onde só nós sabemos.
Não que eu não saiba
ou não queira amar,
Eu quero amar,
e no amor de verdade
não vou deixar de acreditar.
É que o meu coração
foi bastante bagunçado
sem eu ter procurado,
E chegou a hora que
não posso mais me dar
o desfrute de errar.
Aos bacamarteiros peço
de coração a boa mira,
a intervenção com saudação,
a dança, a oração e a canção.
Espero que até São João
o amor eu encontre
ou ele venha me encontrar,
E que os bacamarteiros
me acompanhem
para desta vez o alvo eu acertar.
O coração ao som
do tambor de mina
da Via Láctea
na vida nos orienta,
O amor é meu lema,
os teus olhos mantém
vivos cada poema.
As estrelas no céu da Pátria
profunda dançam
com o destino que nos brinca.
E eu não consigo pensar
em outra coisa a não ser
em me lançar no abismo
desta tua linda boca.
Sinceramente, não acho,
e sim tenho toda a certeza
que nada tem de ensaio.
Nas minhas mãos levo
o feitiço do teu amor
com destreza e me divirto
com este doidivano fascínio.
A poesia destes dias andam
gingando em campo aberto,
e que você é meu é óbvio e certo.
De soslaio você anda
desenhando a rota rumo ao paraíso,
a tua astúcia eu conheço,
no silêncio amoroso nos guardo.
Ainda insisto em ter
um amor gentil que
seja capaz de segurar
e até mesmo buscar
o meu chapéu caso
a ventania sopre
por esta Cavalhada.
Não é pedir demais
um amor que eu ame,
e também por ele seja amada.
Entre cavalheiros vestidos
de azul e de vermelho,
passam por nós a Côrte,
a nobreza e os lacaios,
e o dia nos reverencia
com toda a beleza.
Não é pedir demais
um amor que me cuide e guarde,
e eu faça o mesmo por ele.
Fino é o trote que
o destino põe o coração,
se o amor não for profundo,
é melhor que do caminho
seja desviado pelo Divino.
Não é pedir demais
um amor que seja meu e eu seja dele,
e que só em nós tenhamos o deleite.
Igual no Sul Brasileiro
o meu amor primeiro
é meu amor derradeiro
em terras catarinenses,
também sendo escrito
aqui na cidade de Rodeio
no Médio Vale do Itajaí.
A Língua Portuguesa
é o maior poema
do Hemisfério Sul,
que por mim e por todos
continua sendo escrito,
[mesmo que passe
por alguns despercebido].
O nosso amor indelével
primeiro e derradeiro que
tem asas de Sabiá-Laranjeira
rimando na Língua Portuguesa,
signo da Pátria Brasileira,
[que traz a devoção perfeita
de portar este estandarte,
guia e inabalável poema].
Idioma nascido do espírito,
escrito pelo atlântico destino,
que por nós sendo falado,
estudado, lido, escrito,
cantado, pintado, esculpido,
traduzido, conhecido, vívido
e orgulhado por cada
peito enamorado reunido.
Sinto saudades da época
que eu fazia bonecas
de palha de milho,
não sei se o amor está
escrito no meu destino,
só sei que quando ele
chegar nós vamos namorar.
Farei a magia do sabor,
vou colocar com certeza
no Pastel de Berbigão
todo o meu amor
e na Tainha Soberana
ele há de provar o quê é poesia.
Balneário Rincão
Meu Balneário Rincão,
façam dias de frio ou calor,
tu és a razão deste amor
com todas idas e vindas.
A tua História forte,
indígena e desbravadora
está escrita nesta cidade
gentil, alegre e sedutora.
Meu Balneário Rincão,
encanto do litoral sul
que captura o coração
e dele é a plataforma.
Mesmo que a sua gente
amável não me veja,
Sou eu a poetisa do mar
que nas ondas verseja.
Meu Balneário Rincão,
encanto do litoral sul
que beija os olhos
com as lagoas e o céu azul.
Além das cinco
tristes letras,
Na folhagem
verde não
há quem
permita,
O amor abrir
uma fresta
para entrar;
Quando será
que esse
pesadelo
irá terminar?
Lideranças
foram presas,
Uma foi solta
e a outra segue
como está,
Creio que nem
tudo possa ser
culpa exclusiva
do poder
que segue,
Mas deve
ser obra
autônoma
de quem
sente que
manda sem
nada mandar,
tipo deputados
presos e soltos,
Sem ninguém
nos explicar.
Antes do
amanhecer
deste final
de semana,
sempre quis
o seu coração
para sempre
tocar no afã
dessa história
nunca mais
me amargar,
O quê falta
para você
me escutar?
Quero crer que o pesadelo
do General e da tropa já vai terminar.
As cascas de Jacarandá
e as canoinhas estão
secando sob o Sol,
Prelúdio que o amor
paira no ar e na poesia,
Tenho certeza que
não vamos parar
porque agora é só alegria,
Pendurei a cortina feita
de Araparés para ninguém
nos distrair e da curiosidade
do mundo nos discretar,
Seja na terra, na água ou no mar,
chegou a hora da gente
se amar sem nada para atrapalhar.
