Cartas de Amor para a Pessoa Amada
Confesso que não gosto muito de pessoas muito religiosas, não importa de qual vertente sejam. Pessoas muito obcecadas por qualquer religião ou crença, sabe? E abomino o cristianismo porque além de produzir milhões dessas, ainda é uma crença que incentiva crime, intolerância, preconceito, ódio, que "queima pela eternidade" quem não a segue e prostitui seu deus querendo enfiar goela abaixo de todos, inclusive de quem não quer.
Acho massa ter crença, falar dela, mas não de uma forma religiosa, entende? Não odiando quem é diferente, não do jeito que a maioria dos que fazem são cristãos. Raramente eu vejo isso em não cristãos, mas às vezes vejo e me entristece. Ja vi até ateu agir como um religioso extremista, só que pelo ceticismo.
- Marcela Lobato
Animais valem mais do que qualquer pessoa poderia valer. Se tivesse que escolher entre salvar um animal ou um ser humano, se o humano fosse uma boa pessoa, torceria pra alguém chegar pra salva-lo, porque não conseguiria viver com o fato de ter deixado um animal pra qualquer coisa ruim acontecer, mesmo sabendo que não teria como salvar os dois. Já um ser humano, poderia me sentir mal, mas seria bem mais fácil lidar com isso.
Animais são totalmente inocentes e são mais vulneráveis até do que crianças. São totalmente dependentes em situações de risco, além de serem os mais leais, fiéis e saberem amar como um ser humano nunca foi e nem será capaz. Tem gente que fala como se a vida animal valesse menos, porém a verdade é que ela vale mais. Vale muito mais!
- Marcela Lobato
Espiritualidade, assim como a falta dela, é um caminho extremamente individual. Cada pessoa tem o seu, e não adianta tentar se encaixar onde não é compatível com a sua energia. Porém, se o livro no qual a maioria das pessoas se baseiasse fosse a bíblia satânica, só pelas onze leis, estaríamos em um mundo muito melhor, mais justo e menos adoecido do que o que estamos hoje.
Dizem que satanistas são malignos, mas ao comparar o livro do LaVey, que apesar de não ser nem mesmo teísta, mas sim filosófico, com qualquer um dos livros "sagrados" das religiões abraâmicas, fica muito nítido onde se encontra, de fato, a maldade, assim como onde há liberdade, justiça e valores que poderiam nos salvar de nós mesmos enquanto seres humanos, inclusive melhorando absurdamente a saúde mental coletiva, ao nos aceitar em nossa própria natureza.
Por mais Satan, e menos Iavé. Por mais rebeldia, e menos obediência cega. Por mais questionamento, e menos verdades absolutas. Por mais consciência, e menos julgamento. Por mais conhecimento, e menos ignorância. Por mais autoconhecimento, e menos negação de si mesmo. Por mais prazer, vida, felicidade, e menos sofrimento. Por mais aprendizado, e menos culpa. Por mais liberdade, e menos auto aprisionamento. Por mais justiça, e menos atrocidades "divinas" de um "deus" louco.
- Marcela Lobato
Quem o fez?
A pessoa mais inteligente
e mais controlada que conheci,
e ao mesmo tempo não
tenho ideia de quem seja.
Quando o fez?
No fundo nós dois
sabemos e silenciamos
algo que entre nós
ainda não explicamos.
Como o fez? Conversando,
causas e com humor ensinando,
em algum momento por razões
pessoais tive de me afastar,
não tive tempo de me desculpar,
e outras vezes por excesso
de sensibilidade e deixamos de nos falar.
Onde o fez? Melhor não contar,
deixar o amor por nós dois
crescentemente vir a falar.
Vários talentos naturalmente reunidos em uma pessoa incomparável, inesquecível, que desde menino já mostrava que havia vindo para este mundo para ser de fato surpreendente, de um jeito único, certamente, admirável, em diversas vertentes para diversos tipos de público
Os seus passos e o seu canto juntavam com maestria o lúdico com as suas músicas e assim, o palco logo era transformado em um lugar mágico, numa soma hipnotizante, cercado por sentimos profundos, corações acelerados por um entusiasmo fortemente contagiante, bastava um instante para ser memorável
Tão aclamado, aplaudido e inevitavelmente marcante que a sua partida foi muito lamentável, mas não resultou na sua ausência definitiva, pois ele permanece cada vez mais vivo, bem representado, querido, então a sua história continua, não ficou no passado, o seu sucesso perdura, o Rei do Pop segue com o seu reinado.
A Inércia do Forçado
A insistência sobre outra pessoa, quando se torna chata, pode provocar a sua inércia; pois a atitude que tanto se espera não vai acontecer de uma maneira forçada — talvez nem aconteça.
E, se houver alguma recompensa depois de muito esperar, de tanto insistir, ainda que a demora seja longa, virá na hora certa. Não adianta forçar a barra; obviamente, não compensa
Entretanto, felizmente, a espera dessa ocorrência não é obrigatória. É preciso analisar se realmente vale a pena insistir cobrando algo que não se cobra, esperando um sim imediato, exatamente agora.
Às vezes, você pode parecer “chato” com aquela pessoa que ama verdadeiramente e por quem tem um cuidado todo especial.
Quantas vezes você já gritou por dentro por alguém assim?
E, mesmo assim, essa pessoa não quis te ouvir, talvez porque, por algum motivo, não quis acreditar em você.
Mas você não parou.
Você insistiu, clamou… até que, finalmente, ela te ouviu.
E foi esse detalhe que mudou tudo.
O mais impressionante é que os sinais sempre estiveram à vista.
A vida também é assim: sempre dá pequenos avisos.
Antes da demissão, vem o desânimo.
Antes da traição, o distanciamento.
Antes da crise financeira, o desequilíbrio.
Só quem vive correndo não escuta.
Quem não escuta, não enxerga.
E quem não enxerga, paga um preço alto demais.
Mas aqui está a parte mais linda dessa história:
o “chato” falou diretamente com quem realmente se importava.
Ele insistiu até que a pessoa agiu.
A vida é igual.
Quando você fala com quem realmente se preocupa,
e essa pessoa percebe que a sua preocupação é verdadeira,
ela te escuta, mesmo quando ninguém acredita, mesmo quando parece tarde demais.
Se você levar seus sinais, seus medos e dores para quem ama de verdade,
ele vai te escutar.
Porque, entre a distância e o desastre,
o milagre está simplesmente na sua atenção por quem você ama de verdade.
Hoje eu senti medo.
Medo de que alguém tivesse machucado uma pessoa que eu simplesmente adoro.
Mas o que mais me assustou não foi a possibilidade da dor…
Foi perceber que, se isso realmente tivesse acontecido, talvez eu tivesse perdido o meu “medo”.
Porque, nesse caso, a pessoa que machucou quem eu adoro não estaria mais entre nós hoje.
“É sempre assim, a pessoa tá mal,
te pede ajuda, você tenta ajudar, dá bons conselhos,
ela vai lá, faz tudo ao contrário do que você disse,
se ferra e você ainda é obrigada(o)
a ficar ouvindo ela chorando porque se arrependeu do que fez...
ninguém merece pow, meu ouvido cansou de ser pinico...
porque quando sou eu que preciso você corre?
meu expediente de psicóloga gratuita, fechou a seção por hoje ;)
—By Coelhinha
Vamos repensar?
Freire — “Educação não transforma o mundo. Educação muda pessoas. Pessoas transformam o mundo.”
“A educação que apenas informa cria acumuladores de conhecimento; a educação que desperta consciência cria transformadores da realidade. O maior analfabeto não é quem não lê palavras, mas quem não interpreta o mundo.”
Carlos Eduardo Balcarse
Sim, eu tenho minhas opiniões, assim como qualquer pessoa. Mas não acredito que precisamos transformar nossas escolhas políticas em uma disputa pessoal.
Eu só quero o melhor para o meu país e para o mundo.
Podemos pensar diferente, enxergar os problemas de maneiras diferentes e ainda assim querer a mesma coisa: um país melhor.
No fim, existe uma única realidade, mas ela pode ser enxergada de diferentes maneiras.
Vamos la, eu quero tentar ser uma pessoa melhor, sorrir mais, pedi ajuda ao GPT, ele me pediu pra listar coisas pelo qual sou grato:
POR DEUS, PELOS MEUS FILHOS, PELO MEU TRABALHO, PELA MINHA SAUDE, PELOS BENS QUE JA CONQUISTEI, POR PODER CONHECER PESSOAS NOVAS. Não sei o que mais dizer....fato é que eu quero melhorar, sorrir mais....
Tem gente que diz que o caráter de uma pessoa se revela nas grandes decisões da vida. Eu, particularmente, acho que se revela mesmo é no beijo. Porque ali não tem discurso bonito, não tem filtro do Instagram, não tem tempo de ensaiar frase inteligente. É só você, o outro e aquele momento meio ridículo, meio mágico, onde dois seres humanos resolvem encostar boca com boca como se isso fosse a coisa mais natural do mundo. E é. Ou deveria ser.
Agora me explica, com toda a calma do universo, como é que alguém consegue beijar de olho aberto. Não é nem uma questão de julgamento, é quase um fenômeno científico que eu gostaria de estudar. Porque pra mim, beijo de olho aberto tem uma energia de auditor fiscal emocional. A pessoa não está ali vivendo, ela está conferindo. Tipo assim, deixa eu ver se tá bom mesmo, deixa eu analisar o desempenho, deixa eu checar se isso aqui vale o investimento. E pronto, o romance virou planilha.
Eu imagino a cena e já me dá um leve desconforto. Você ali, entregue, achando que está vivendo um momento digno de trilha sonora, e do outro lado a criatura te encarando como se estivesse avaliando um produto na prateleira. Falta só puxar o celular e dar uma nota. Três estrelas, poderia ser mais envolvente, textura interessante, retorno duvidoso. Obrigada, próximo.
E não me venha com esse papo de que é curiosidade. Curiosidade a gente mata vendo série, stalkeando ex, abrindo geladeira de madrugada sem fome. No beijo, curiosidade demais vira suspeita. Porque quem está presente de verdade fecha os olhos não por obrigação, mas porque o mundo ali fora simplesmente perde a graça. É quase um desligar automático. Tipo quando você encontra um lugar confortável e nem percebe que relaxou.
Beijar de olho fechado é um voto silencioso de confiança. É tipo dizer, por alguns segundos eu não preciso ver nada, porque sentir já é suficiente. Agora, beijar de olho aberto... não sei, tem um quê de gente que não larga o controle remoto nem quando o filme já acabou. Sempre esperando algo melhor, sempre pronto pra trocar de canal.
Mas também, sendo bem honesta comigo mesma, talvez eu esteja exagerando. Talvez não seja falsidade, talvez seja só gente que ainda não aprendeu a se perder. Porque se tem uma coisa que assusta hoje em dia é justamente isso, se permitir viver algo sem supervisão, sem análise, sem garantia. Fechar os olhos virou quase um ato de coragem. E tem gente que ainda não chegou lá.
Só que eu, do alto da minha teimosia emocional e um leve drama que me acompanha desde sempre, continuo achando que quem beija de olho aberto não está completamente ali. E se não está ali, já começou errado. Porque beijo bom não é o que você vê, é o que você sente quando esquece até de existir por alguns segundos.
E se for pra viver algo pela metade, eu prefiro nem começar. Agora me diz, você também desconfia ou eu já tô criando teoria demais por causa de um beijo?
Talvez crescer seja exatamente isso: conseguir olhar para uma pessoa que um dia significou o mundo e perceber que ela continua sendo apenas uma parte da paisagem da nossa história.
Não precisamos odiar.
Não precisamos esquecer.
Não precisamos voltar.
Podemos simplesmente reconhecer:
"Eu amei você naquela época. Mas hoje eu também amo a pessoa que me tornei."
A crença religiosa de uma pessoa é fortemente influenciada pelo ambiente em que ela nasce.
E essa constatação é filosoficamente desconfortável.
Porque, se alguém acredita que recebeu a única verdade absoluta simplesmente porque nasceu dentro daquela tradição, deveria fazer uma pergunta bastante incômoda:
“Se eu tivesse nascido do outro lado do planeta, dentro de outra família, eu estaria igualmente convencida de que a religião que considero verdadeira hoje é verdadeira?”
Talvez sim.
Talvez não.
E nós simplesmente não temos como fazer esse experimento com a própria vida.
“Como Deus poderia condenar alguém por não seguir uma doutrina que essa pessoa nunca teve oportunidade de conhecer?”
Essa pergunta existe há séculos dentro da própria filosofia e teologia.
E mesmo dentro do cristianismo não existe uma única interpretação universal sobre isso.
Há cristãos que defendem que a salvação depende explicitamente da fé em Cristo.
Outros entendem que Deus julga cada pessoa considerando aquilo que ela recebeu, compreendeu e como respondeu à consciência e à verdade que teve acesso.
Existem ainda posições universalistas, segundo as quais a misericórdia divina pode alcançar todos de alguma maneira.
Portanto, até entre cristãos existem debates sérios sobre essa questão.
E isso é importante porque alguém dizer:
“Você vai para o inferno porque não frequenta minha igreja”
não transforma automaticamente essa afirmação em uma verdade universal. É uma interpretação teológica específica.
Diferença entre religião e comportamento moral.
Uma pessoa pode frequentar uma igreja todos os dias e continuar sendo cruel.
Pode conhecer centenas de versículos e tratar mal a própria família.
Pode falar sobre amor ao próximo e maltratar animais.
Pode levantar as mãos durante o culto e humilhar alguém na segunda-feira.
Pode falar sobre perdão e viver alimentando rancor.
E isso não é uma crítica exclusiva ao cristianismo. É um problema humano.
Porque pertencer a uma instituição não transforma automaticamente o caráter de ninguém.
Conhecer uma doutrina não significa incorporá-la.
Saber falar sobre bondade não torna alguém bondoso.
E frequentar um templo não impede ninguém de ser um péssimo ser humano quando sai dele.
Talvez por isso exista uma pergunta muito mais interessante do que:
“Qual religião você segue?”
Eu perguntaria:
“Como você trata aqueles que não podem lhe oferecer absolutamente nada em troca?”
Como você trata um animal indefeso?
Como trata alguém mais pobre?
Como trata alguém que discorda de você?
Como trata uma pessoa que não pode lhe beneficiar?
Como trata seu companheiro quando ninguém está olhando?
Como reage quando possui poder sobre alguém mais vulnerável?
Essas perguntas revelam muito mais sobre caráter do que uma fotografia dentro de um templo.
Deixar uma instituição religiosa não significa necessariamente abandonar Deus.
Uma pessoa pode abandonar uma comunidade porque se sentiu julgada, excluída ou ferida e continuar cultivando sua espiritualidade.
Da mesma forma, uma pessoa pode frequentar uma igreja e não possuir uma relação interior profunda com aquilo que professa.
A instituição e a fé não são necessariamente a mesma coisa.
Você pode acreditar em Deus sem querer pertencer a uma denominação.
Pode orar em casa.
Pode conversar com Deus enquanto está sozinha.
Pode ler a Bíblia sem transformar uma instituição em autoridade absoluta sobre sua consciência.
Pode inclusive discordar de determinadas interpretações religiosas e continuar considerando Jesus uma figura espiritualmente importante.
Isso existe.
E não é necessário fingir certeza onde você possui dúvida.
Nem todo frequentador de igreja é hipócrita, assim como nem toda pessoa que não frequenta igreja é automaticamente mais espiritual, bondosa ou consciente.
No fim, caráter continua sendo caráter.
A pessoa pode estar no púlpito ou na cozinha.
Pode carregar uma Bíblia ou não carregar nenhuma.
Pode cantar durante duas horas ou passar o domingo inteiro em casa.
O que importa para avaliar o ser humano é muito mais amplo do que sua presença num culto.
Se uma pessoa usa a religião para controlar filhos, humilhar pessoas, impor casamentos, atacar animais ou julgar constantemente quem está ao redor, então existe uma pergunta que não precisa nem ser respondida por ninguém:
O que importa mais, parecer religiosa ou aprender a tratar os outros com dignidade?
Essa pergunta vale para qualquer pessoa, inclusive para nós.
