Cartas Alguem Especial que vai Viajar
Às vezes, ele sente a vontade
de ser alguém mais frio,
mais reservado,
menos dependente,
prefere, muitas vezes, ficar sozinho canalizando a sua intensidade
com propósito de ocupar qualquer vazio da sua mente,
e poder usufruir, ainda que brevemente, de um pouco de liberdade
contra os pensamentos
e sentimentos que o prendem.
O seu ser quero poder cativar,
ser alguém importante pra você,
mais do que o falar,
do que o parecer,
pode até ser um desejo audacioso,
é uma mulher de muitos encantos,
entretanto, que você tenha a mesma vontade, pois também quero ser cativado, quero amar você e por você ser amado num laço de reciprocidade
e de profundos e sinceros significados.
Algumas vezes, é necessário que algo ou alguém nos fale por meio de palavras ou de certos atos,
"Respira, tem calma, não é anormal
às vezes ficar triste, não é aqui que a tua história acaba, os bons momentos também existem, dê a estes o direito de fala, supera os limites que te afligem
e delimita aquilo que te desgasta,
não se precipites,
pois os planos de Deus nunca falham
e o seu amor é constante,
portanto, que a tua alma seja mais grata e que a tua fé seja incessante."
Recentemente, vi alguém fazendo
a seguinte indagação
"O que vale mais, a arte ou a vida?"
E cheguei à conclusão de que
não consigo escolher entre uma e outra, pois a arte verdadeira está viva
e a vida autêntica é feita de arte,
assim, ambas são importantes e se completam, não devem ser divididas,
tendo em vista que fazem parte
de uma aliança genuína de reciprocidade.
As artes dos belos quadros que admiramos,
das músicas emocionantes que ouvimos,
dos versos expressados que lemos
são reflexo da vida abundante
que se vive, que se sente,
que deixa o vivente exultante,
portanto, uma conexão forte
e evidente, cujo amor é constante
e profusamente envolvente.
E pra deixar ainda mais claro,
graças a Deus,
a vida artisticamente se expressa
num sorriso espontâneo, num abraço apertado, na vivacidade dos olhos,
nos lindos traços da fauna
e da flora, nas muitas paisagens admiráveis entre outros exemplos
que trazem refrigério para a alma,
então, a vida sem arte está morta
e a arte sem vida é falsa,
uma necessidade mútua e notória,
uma benção que tanto nos agrada.
Seja você alguém solteiro ou comprometido, se ainda não o faz,
comece a Namorar a si mesmo, sinta a felicidade de estar consigo, perceba suas qualidades, não foque tanto nos seus defeitos, ou seja, demonstre a si um amor de verdade, um necessário respeito.
Penso honestamente que quando o amor vem de quem sabe se amar, deve ser um mais caloroso, acolhedor, mais saudável, que tem mais valor, um bem de quem está se amando para quem está sendo verdadeiramente amado, um inconfundível sabor.
A reciprocidade é rara e ficará ainda mais difícil de existir se uma das partes não se ama, além do mais quem tem amor por si, saberá a hora adequada de ir embora, portanto, um amor verdadeiro precisa ser certeiro de dentro para fora.
Quando falamos algo para alguém e essa pessoa não valoriza, muitas vezes só passa a acreditar quando tudo acontece. Aí, pensa que é brincadeira ou que Deus fará a obra sozinho.
Acredite: Deus faz, mas se você não se mexer, nada vai acontecer. Para haver mudança, ela precisa começar em você.
A vida não é só pedir, é fazer a nossa parte.
Os dias de hoje estão assustadores e obscuros demais para levarmos tudo na brincadeira ou não darmos valor e seriedade às coisas.
Continue aí, empurrando com a barriga, achando que não precisa se esforçar.
Mas lembre-se:
Deus sem você é Deus.
Você sem Deus não é nada.
Serei alguém perfeito?
Em versos crus, a verdade se revela,
Não sou o doce que teu sonho modela.
Meu gosto amargo, um choque ao paladar,
Desfaz a imagem que ousaste idealizar.
Esperavas mel, encontrou fel em mim,
A decepção, um abismo sem fim.
Não me aprovas, e a dor me assola,
Pois te mostrei a face que te amedronta e controla.
Mas sou caleidoscópio de sabores,
E te apresentei o pior dos horrores.
Se suportares a amargura em meu ser,
Te darei flores, um doce amanhecer.
E, vez ou outra, um frio na espinha,
Para provar que a vida não é só mesquinha.
Não sou inédito, nem tenho tal poder,
Tudo o que faço, já fizeram, é um desprazer.
Mas prefiro a derrota inicial,
Para te surpreender no contexto final.
Do que a vitória precoce, ilusão fugaz,
E te perder na desilusão que me satisfaz.
E Hora De Mudar
Quando você conhecê alguém e se apaixona
Você Sonha com o melhor
Você faz planos
Você acha que encontrou o amor Ideal
Tudo é perfeito
O tempo passa e você percebe que estava enganado
Ai você dramatiza
Perde a sua confiança e seu chão
Nossa parece que o mundo despencou encima de você
Você começa a perceber que uma palavra machuca mais que um tapa.
E hora de se sentir confiante
E hora de realizar conquistas
E hora de abrir o coração para uma nova experiencias
E hora de investir em sua qualidade de vida
E hora de Vencer
E hore de se amar e
E hora de aprender a amar o outro como ele é.
De Aerton Luiz Lopes Lima
Eu quero alguém que me ame,e a quem eu ame também.
Alguém que participe da minha vida
Alguém que sorria quando eu estiver alegre
Que me anime quando eu estiver triste
Que me ajude a resolver os meus problemas
Que sinta a minha dor, que sinta muito o meu amor.
Alguém que faça parte dos meus momentos felizes
Que me complete realmente,
que me faça muito, muito feliz.
Que não tenha medo de se abrir comigo
Que me conte todos os seus problemas
Que faça da minha a sua, e da sua, a minha vida.
Que saiba realmente ser companheira
Que me faça muito carinho,e
goste também de recebê-los.
Que me chame de meu bem
E não se canse de dizer que me ama.
Alguém que saiba chorar e não se envergonhe disso.
E quando eu chorar, me abrace e não diga nada
Que saiba dizer: Me perdoe se te magoei
E que também saiba perdoar.
Alguém que não se importe com o meu passado
Mas que viva o presente, e
se importe um pouco com o futuro.
Alguém que saiba me entender,
ou pelo menos se esforce para isso.
Alguém que não procure meus defeitos,
mas valorize minhas qualidades.
Que não brigue muito comigo.
Alguém que precise de mim,
tanto quanto eu preciso desse alguém.
Que seja sincera e não tenha segredos para comigo.
Que me conte as suas falhas, e
ao saber das minhas, não me recrimine.
Alguém que aperte a minha mão com carinho e
caminhe ao meu lado.
Assim disse-me um amigo:
Quando alguém necessitado,
Te proporcionar "Mais Valia"
Pague em dobro você está fazendo "Caridade Embrulhada com Dignidade".
Agora quando um Irmão necessitado te pedir ajuda e não puder ajudá-lo, consulte um especialista,
O necessitado é você.
Saudade e Esperança
Perder alguém nunca é fácil,
E nessa pandemia, a dor se intensificou,
Mas a saudade não é capaz de apagar,
O amor que um dia entre nós floresceu.
Por mais que a tristeza nos abrace,
Não podemos desistir de viver,
Há uma luz que sempre nos guia,
E nos dá forças para sobreviver.
A esperança é a nossa aliada,
Ela nos faz acreditar em dias melhores,
Nos dá a coragem para seguir em frente,
E nos ajuda a superar nossas dores.
Sim, a vida pode ser injusta,
E a dor pode ser difícil de suportar,
Mas a lembrança dos que se foram,
Nos ajuda a seguir e a continuar.
Que a saudade seja um lembrete,
De que o amor não morre nunca,
E que a esperança seja um presente,
Que nos conduz a uma nova vida sem trunca.
Que as memórias sejam o nosso guia,
E que o amor seja o nosso legado,
Que a saudade nos faça lembrar,
E a esperança seja nosso reinado.
Porque a vida é uma jornada,
E devemos sempre seguir em frente,
Com a saudade nos nossos corações,
E a esperança em nossas mentes.
Que os que se foram fiquem em paz,
E que a vida continue seu caminho,
Com a saudade e a esperança,
Em nossos corações e nosso destino.
Quero salvar meu destino, mas o que leva alguém a preferir o silêncio profundo, onde a paz prevalece, ao ruído caótico da vida moderna?
O que faz uma pessoa se sentir em casa no vazio, em vez de encontrar conforto nas vozes daqueles que compartilham sua humanidade?
O que nos faz amar mais nossos pets, seres irracionais, do que aqueles que se dizem racionais?
O que nos leva a duvidar da humanidade visível e, ao mesmo tempo, a buscar fé no invisível?
E o que, afinal, ainda me faz acreditar em você?
Quero salvar meu destino, mesmo sabendo que em sonhos te vi roubando o meu. Tenho minhas dúvidas. Será que estou me tornando um eremita da era moderna? Ou será que estou apenas à beira da loucura humana?
Sempre fui diferente, nunca me encaixei. Sempre quis ser a louca da vez, mas nem nisso consegui me encontrar.
Amar alguém é uma das coisas mais bonitas que podemos sentir em nossas vidas. Porém, aliar esse sentimento à sinceridade e a uma relação saudável é imprescindível.
Quando amamos alguém, queremos a felicidade do outro acima de tudo. Porém, quando não existe sinceridade na relação, torna-se difícil saber se essa felicidade realmente está sendo alcançada. É isso que muitas vezes nos falta em nossas relações amorosas: sinceridade.
Não é que não amemos a pessoa ao nosso lado, pelo contrário, amamos muito. Mas, quando as coisas não parecem estar fluindo como deveriam, quando aquele sentimento não é recíproco, precisamos de coragem e diálogo para descobrir o que está acontecendo e se estamos de fato construindo um relacionamento saudável, baseado na verdade.
Afinal, queremos alguém que seja nosso parceiro em todos os momentos, que se importe conosco e esteja presente. E para isso é preciso construir um relacionamento onde a confiança e a honestidade sejam os pilares que o sustentam.
Então, amar é algo incrível, mas exigimos algo mais. Queremos um amor verdadeiro e sincero, onde as palavras e atitudes caminhem juntas. E é assim que construímos uma relação duradoura, um amor que ultrapassa as barreiras do tempo.
Portanto, não é que não amemos a pessoa ao nosso lado, mas queremos um amor real e verdadeiro, onde possamos confiar e ser feliz.
Seja fortaleza na vida de Alguém
❝ ...Ei garota, o mundo
já tem muita gente
sofrendo. Que tal
você secar estas
lágrimas e ajudar
o irmão que sofre?
Deus sabe das tuas
dores... E nesses
momentos Deus
te faz forte, Seja
fortaleza e serás
mais que um
vencedor. Deus é
contigo. Paz e Bem...❞
---------------------------Eliana Angel Wolf
Amor entre Almas
❝...Lindo mesmo é quando
você olha para alguém
e consegue ver a sua
essência. É quando o
aconchego chega primeiro
que a ternura, o sorriso
chega junto com o olhar,
a Alma já abraça sem
mesmo precisar tocar,
é não tem como escapar,
o amor encontrou o seu lugar...❞
-------------------------Eliana Angel Wolf
Em nossa vida, é prudente lembrar que jamais devemos desdenhar alguém. Afinal, cada Ser nessa existência desempenha seu papel único, contribuindo para o enredo que se desenrola diante de nós. Em meio às cortinas que se abrem e se fecham, a humildade se revela como uma virtude preciosa.
Não somos senhores supremos, e qualquer ilusão de superioridade é apenas uma máscara frágil que pode se desfazer da realidade. O amanhã, com sua incerteza inerente, nos recorda da efemeridade das posições que ocupamos. O papel de protagonista hoje pode ser relegado a um coadjuvante outrora.
Assim como ninguém é melhor que ninguém, a complexidade dos personagens que encontramos ao longo da jornada revela-se em nuances de caráter. Alguns, em sua magnanimidade, destacam-se pela nobreza de suas ações, enquanto outros, lamentavelmente, se sobressaem pela ausência de virtude. A verdadeira grandeza reside na qualidade do enredo que cada um escolhe tecer, moldando sua história com base nas escolhas que faz.
Em cada interação, da convivência cotidiana, reside a oportunidade de praticar a empatia e a compreensão. Aqueles que se envolvem em atos nocivos podem estar ignorando o fato de que o cenário da vida é efêmero e que as plateias mudam. Afinal, a jornada continua, e cada um tem a chance de aprender, evoluir e ajustar seu roteiro para um desfecho mais digno.
Assim, à medida que traçamos nosso caminho, é aconselhado lembrar que as cortinas da vida nunca descem de forma definitiva. Nenhum de nós está imune às reviravoltas que o enredo pode nos reservar. Entendo que na existência, a verdadeira grandeza emerge da humildade, da compaixão e do respeito pelos outros que compartilham conosco esta jornada efêmera.
Na vastidão do universo espiritual, destaca-se o sincero buscador, alguém cujo coração é uma bússola apontando para a verdadeira essência da jornada interior. Movido por uma ânsia de compreensão, ele se aventura pelos recantos do conhecimento espiritual, despidos de ilusões.
O sincero buscador não se deixa distrair pelas fachadas brilhantes ou rituais vazios; em vez disso, ele mergulha nas profundezas, explorando os abismos da própria alma. Sua jornada é marcada por uma entrega verdadeira, uma entrega que vai além das superficialidades, transcendendo as camadas externas para alcançar a essência.
Este explorador sincero entende que a busca espiritual não é uma corrida, mas sim uma jornada de autodescoberta contínua. Ele abraça os desafios, aprendendo com as adversidades e celebrando as conquistas, ciente de que cada passo é uma contribuição valiosa para sua evolução espiritual.
A sinceridade do buscador se reflete na disposição de questionar, de desafiar as convenções, e de permanecer aberto ao desconhecido. Ele reconhece que a verdadeira iluminação não é um destino final, mas sim um processo de crescimento e compreensão.
No caminho do sincero buscador, a humildade é a lanterna que ilumina o trajeto, guiando-o através das sombras da dúvida e do orgulho. A busca da verdade e o acolhimento do desconhecido, uma jornada onde cada passo sincero é um testemunho da coragem de se entregar à beleza da busca espiritual.
Quando alguém me pergunta: “Como você está?” e eu falo: ótimo!
Eu não estou sendo hipócrita mesmo que a situação esteja muito difícil. É porque no fim das contas, apesar das circunstâncias e desafios eu estou melhor do que merecia. Leia novamente!
Quando entendemos isso, somos gratos em meios aos vales de sombra e morte.
Fernandes
Os donos das terras chegavam às plantações ou então mandavam alguém no lugar deles. Vinham em carros fechados e pegavam pequenos torrões de terra seca para esmagá-los entre os dedos e assim conhecer-lhes a qualidade; outras vezes traziam grandes escavadeiras que revolviam o solo para a análise. Os meeiros, às portas de suas cabanas míseras, olhavam inquietos o rodar dos carros através dos campos. E, finalmente, os donos das terras paravam às portas das cabanas para falar, sem sair do assento de seus carros, com os meeiros. Os meeiros paravam ao lado dos carros por um momento, e depois punham-se de cócoras e esgravatavam a poeira com varinhas secas.
As mulheres dos meeiros também chegavam às portas das cabanas e, com os filhos pequenos atrás delas, crianças de cabelos cor de trigo, olhos muito abertos, um pé nu sobre outro pé nu, os dedos dos pés a catar a poeira, olhavam os maridos falando com os donos das terras, e as crianças também os olhavam; mantinham-se em silêncio.
Alguns proprietários eram afáveis e detestavam o que tinham que fazer; e outros ficavam irritados e coléricos porque não gostavam de parecer cruéis e outros ficavam impassíveis porque tinham descoberto que um homem não podia ser dono de terras sem ser impassível. E todos eles se sentiam presos a uma armadilha mais poderosa que eles próprios. Alguns detestavam os algarismos que os impeliam a assim proceder, e outros tinham medo e ainda outros gostavam dos algarismos porque eles lhes forneciam um refúgio contra os tormentos de sua consciência. Se um banco ou uma companhia era o proprietário da terra, seu representante dizia: o banco, ou a companhia, é que assim quer, insiste, exige, como se o banco ou a companhia fosse o monstro, cheio de ideias e sentimentos, que os apanhasse em sua armadilha. Os representantes não queriam tomar a si a responsabilidade dos atos dos bancos ou das companhias, porque estas eram os patrões, e, ao mesmo tempo, máquinas de calcular, e eles não passavam de homens, de escravos. Alguns representantes tinham orgulho de serem escravos de patrões frios e poderosos. E, sentados em seus carros, explicavam tudo isso aos arrendatários dizendo: vocês sabem, estas terras são pobres, não dão mais nada; vocês já as revolveram bastante e agora não dão mais nada, Deus sabe disso?
E os meeiros acocorados no chão meneavam a cabeça em sinal de assentimento e concordavam, refletiam e desenhavam figuras no solo empoeirado. Sim, senhor, eles sabiam. As terras não dão mais nada. Deus sabia também. Se ao menos não fosse essa poeira que cobria tudo, decerto com algum adubo se dava um jeito. E os donos ficavam aliviados e diziam: pois é isto, as terras estão ficando cada vez mais pobres e imprestáveis. Vocês sabem o que o algodão está fazendo às terras; suga-lhes todo o sangue, toda a seiva.
Os meeiros acenavam com a cabeça, nós sabemos, Deus sabe. Se ao menos pudessem fazer uma rotação das culturas, lhe devolveriam o sangue, à força.
Bem, agora é tarde, não adianta. E os representantes explicavam aos meeiros como eram fortes os monstros, os bancos e as companhias, muito mais fortes que eles. Uma pessoa podia continuar com as terras enquanto elas lhe davam de comer e permitiam pagar os impostos; assim podia continuar com elas. Sim, podia continuar, até que as safras falhavam e tinha de se recorrer aos bancos para pedir empréstimos.
— Mas, olha, um banco ou uma companhia não pode viver assim, porque estas criaturas não respiram ar, nem comem carne. Elas respiram lucros e alimentam-se de juros. Se não conseguirem estas coisas, elas morrem, como vocês morreriam sem ar e sem carne. É triste mas é assim. É assim, simplesmente.
E os meeiros, agachados, erguiam a cabeça e aventuravam com timidez: mas será que não se pode esperar mais algum tempo? Talvez o ano que vinha fosse melhor, houvesse uma boa safra. Deus talvez permitisse que houvesse muito algodão no próximo ano. E com todas essas guerras, não é, o algodão pode subir de preço. Eles não faziam explosivos com o algodão? E uniformes? Tratem de arranjar muitas guerras e o preço do algodão subirá até o teto. Quem sabe no ano que vem? Olhavam os senhorios com olhares interrogativos.
— Não, nós não podemos nos fiar nisso. O banco, esse monstro, tem que receber logo o seu dinheiro. Não pode esperar mais; senão, morre. Não, os juros não param de subir. Quando o monstro para de crescer, morre. O monstro não pode ficar sempre do mesmo tamanho.
Dedos finos tamborilavam nas vidraças dos carros e dedos duros e calosos esgravatavam ansiosamente a poeira. Nas soleiras das cabanas batidas de sol em que moravam os meeiros, as mulheres suspiravam e mudavam as pernas, de maneira que os pés que estavam no chão ficavam no ar e os que estavam no ar ficavam no chão e os dedos dos pés se mexiam lentos. Cães se acercavam, farejavam os carros e urinavam nos pneus um após o outro. E galinhas se acocoravam na poeira quente e sacudiam as penas para tirar o pó que se lhe descia da pele. Nos pequenos e apertados chiqueiros, os porcos grunhiam remexendo com os focinhos os restos turvos de lavagem.
Os meeiros baixavam outra vez os olhos.
— Que vamos fazer? A gente não pode contentar com uma parte menor ainda das safras. Estamos na miséria. As crianças tão sempre com fome. Não temos roupas, só farrapos. Se toda a vizinhança também não fosse assim, a gente teria até vergonha de ir à missa.
Por fim, os donos das terras desembuchavam. O sistema de arrendamento não dava mais certo. Um só homem, guiando um trator, podia tomar o lugar de doze a catorze famílias inteiras. Pagava-se-lhes um salário e obtinha-se toda a colheita. Era o que iam fazer. Não gostavam de ter de fazê-lo, mas que remédio? Os monstros assim o exigiam. E não podiam se opor aos monstros.
— Mas os senhores vão matar a terra com todo esse algodão.
— Sim, a gente sabe disso. Mas vamos cultivar bastante algodão antes que a terra morra. Depois vendemos a terra. Muitas famílias lá do leste querem comprar um pedaço dessa terra.
Os arrendatários erguiam os olhos alarmados:
— Mas que será de nós? Que é que nós vamos comer?
— Vocês têm que sair daqui. Os arados vão rasgar os quintais.
E agora os meeiros endireitavam-se, coléricos. O avô tomou conta destas terras e teve de lutar com índios e expulsá-los daqui. E o pai nasceu aqui e teve que matar as cobras e arrancar as ervas daninhas. Depois, vinha um ano ruim, e ele tinha de fazer empréstimos.
(John Steinbeck, in As vinhas da ira)
Só há um motivo para admirarmos alguém, pelo o que ele faz, o que ele faz mostra quem ele é.
Muita gente irá dizer: "todos roubam, é só mais um a roubar. Não tem problema algum". A estes eu só lamento pela paixão cega, pela sua auto destruição moral e sua dificuldade de percepção.
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