Cartam de Despedida de uma grande Amor
O amor é como um campo de batalha, onde corações são feridos e almas despedaçadas.
Ninguém sai ileso dessa jornada, pois a paixão nos coloca na linha de tiro do sofrimento.
Mas ainda assim arriscamos tudo, e nos entregamos ao doce veneno do amor, pois mesmo que você possa se machucar, o amor vale cada arranhão e cada lágrima derramada.
A vida é um jogo, e é melhor jogar com paixão do que não jogar de forma alguma.
Não tema amar, pois a vida é feita de arriscar, e mesmo que o amor nos faça sofrer, é no amor que podemos renascer.
Aqueles que temem a vida já estão mortos.
É preciso coragem para amar, para se permitir ser vulnerável e se entregar, e é nessa entrega que se encontra a liberdade.
Não tema as mortes antes da morte. Aqueles que temem o sentimento estão mortos antes mesmo da decisão, se o medo nos domina e nos paralisa não podemos nem mesmo existir. Eu busco vencer a morte em vida, vencer tudo aquilo que nega a vida.
E o amor é vida, é a chama que nos anima, que nos faz transcender a existência,
que nos leva além do que somos, que nos eleva à mais alta essência.
Quem tem medo de amar,deixa de viver a vida em plenitude.
No coração da liberdade, encontra-se o amor verdadeiro, pois sem a livre escolha, oamor se torna prisioneiro.
Amar é se entregar por vontade própria, enão por imposição ou convenção,
É escolher o outro e ser escolhido, sem restrições ou qualquer obrigação.
Não há amor sem liberdade, pois o amor não é submissão, é uma união de almas livres, que se entregam sem coação.
E se algum dia a liberdade faltar, oamor perderá a sua essência, pois o amor verdadeiro é livre, e só existe na plena consciência.
O amor sem liberdade é prisão, que a liberdade seja a base do amor que queremos encontrar, e que juntos possamos caminhar, sem amarras ou qualquer prisão a nos separar.
Frendship with Amanda
Dizem que amor é sempre brando, macio como nuvem ao amanhecer. Mas o que temos é trovão trocando farpas, é tempestade que insiste em não ceder. Dizem que amor é feito de calmaria,
mas o nosso laço é furacão. Não tem flores na varanda, mas tem raízes fincadas no chão. Elas são a prova de que, mesmo em solo instável, pode emergir uma relação incomparável. Gritamos, não por raiva, mas por querer ser ouvido, ferimos, não por mal, mas para proteger o que é vivido. E no fim, cansados da guerra travada, voltamos ao riso, prontos pra renascer. Não somos perfeitos, nem queremos ser, só sabemos que aqui é o nosso lugar. Entre gritos, risos e tempestades, sempre voltamos a nos encontrar. O amor por uma pessoa também é isso: encontrar beleza nas rachaduras, e ainda assim chamar de lar. Aos outros, a nossa relação parece estranha, um labirinto ou um enigma, sem razão ou caminho, quem observa de longe não enxerga a montanha que construímos juntos, no silêncio e no destino. Pemanecemos, não porque é fácil, mas porque sabemos, no fundo do peito, que o telhado pode vazar, as paredes podem rachar, mas a casa que temos ainda é lar. E assim seguimos, com baldes e panos, consertando o que dá, deixando o resto pra depois. Porque o amor por uma pessoa também deve incluir isso: aceitar as goteiras de seu telhado, e ainda assim escolher ficar, debaixo do mesmo teto. Brigamos, nos distanciamos, mas sem querer. Cada batalha é um lembrete do quanto ainda queremos entender. No caos, em meio ao grito e ao rancor, escolhemos seguir, mesmo sem saber onde dói a dor. Brigamos, nos afastamos, mas sempre voltamos, porque é no caos que nos encontramos. Nossos corações, que se chocam e se quebram, se refazem, se curam, e se entregam. Nos tornamos mais fortes, mais próximos, e mais íntimos, laços que a alma tece em ritmos. Um amor que não se ressente, que se acolhe, se escolhe, que se compreende, que juntos um alicerce. E o que sentimos, mesmo sem palavras, é o reflexo de algo mais profundo, que não se vê, mas se sente, um amor que se faz forte no meio do descompasso, no que é imperfeito, mas é eternamente presente. E mesmo nos momentos mais escuros, nos encontramos, iluminados pela certeza de que juntos, somos inteiros. Mesmo nas tempestades, sempre há a promessa do sol, e a certeza de que juntos podemos enfrentar qualquer clima, qualquer adversidade. Justamente nesse mistério que encontramos nossa magia, no jeito único que só nós dois entendemos, forte o suficiente para resistir ao tempo, essa é a nossa verdade. A vontade de cuidar permanece, e nos move, mesmo nas horas de dor, como um farol que nos guia ao amor. Mesmo quando o mundo ao nosso redor treme, sabemos que temos um ao outro para nos sustentar, porque é no perdão, nas pequenas reconciliações, que o nosso amor se renova e cresce, sem parar. Mesmo nos dias mais difíceis, sem desanimar, o amor nos leva a seguir, sempre a caminhar. E o que nos torna indestrutíveis, na verdade, não é a ausência de dificuldades, mas a lealdade. A nossa capacidade de nos curar e abraçar, independente do que aconteça, um ao outro amparar. Não se trata de corações em chama, nem de juras ditas ao luar. É o falar suave que acalma, um olhar que sempre vai se encontrar da maneira mais bela. O tipo de amor que é para sempre, sem cautela. Sentimentos se entrelaçam sem fim, é amizade que faz o mundo, e transforma cada momento em jardim. Perguntam, mas não entendem o segredo, é o carinho que vai além do amor, o medo de perder algo de imensurável valor. Seus pensamentos, sua dor, seus medos e risos não estão à vista, mas são meus quando você escolhe os pronunciar. Presença não é só corpo, é o eco que fica no ar, é a lembrança que acende quando o outro está a milhas a mar. Há outras formas de tocar: um verso, um riso, um suspiro. Há outras formas de amar: um nome escrito no mar, um suspiro compartilhado em segredo, um sorriso que brilha mesmo no medo. Em um falatório que organiza a mente, em um silêncio que cria ambiente, em um gesto simples e a alma a tocar, tudo que se forma um lar, aquela pausa que você pode descansar. Intimidade é isso: um fio invisível que tece, ligando almas, corações, onde o tempo se esquece. E assim, mesmo longe, extremamente presente: na palavra que acolhe,no afeto que aquece a gente. Qualquer um pode dizer que te ama, mas eu? Aaah, eu te poesio!
O dia em que meus olhos primeiro se abriram
foi também o que meu coração se encheu de seu amor
que longínquo e as vezes turbulento
nunca me trouxe dor
Crescendo como um girassol
minha vida seria incompleta se sem sua presença
eu acordasse em manhãs de sol
Mãe e pai eu vos agradeço então
pela pessoa que preenche meu coração,
repleta de razão minha vida é
na presença de um irmão.
Nunca mais confunda:
Cavalgada com amor aos equinos, isso é escravização e egocentrismo.
Comprar animais, com amor por eles, isso é só egoismo, é tratá-los como PRODUTOS compráveis.
Engaiolar aves, com amor por elas, isso é estupidez pura, é condená-las a prisão perpétua, cujo único crime cometido é seu lindo canto e sua beleza.
NÃO SIGA AS MASSAS OU TRADIÇÕES, SIGA A SUA CONSCIÊNCIA!
Comprar um animal está longe de ser um ato de amor. Quando compramos um animal, exercitamos nosso lado egoísta buscando animais que tenham as características que nos agrade, ignorando o fato que existem muitos animais vivendo em verdadeiras prisões que chamam de abrigos ou até mesmo nas ruas.
NÃO COMPRE, ADOTE!
Você merece todo amor que tenta dar aos outros, mesmo quando minha voz falha ao declarar gratidão, percebo que meu desejo de cuidar excede minha capacidade de me receber amor. Reconhecer meu valor não como alguém que “uma hora vai desistir,” mas como
sujeito digno de afeto, tem sido batalha diária que contradiz a voz interna que insiste em me desmerecer.
Já entreguei meu afeto, já me doei… Hoje, sou frio, um escudo erguido para sobreviver. Doar amor a quem não valoriza é soprar feridas abertas, não deixá-las cicatrizar. Esse gelo me protege, mas deixa uma saudade aguda
do calor humano que um dia foi natural… e hoje me trai em julgamentos e abandono.
Como posso amar alguém verdadeiramente, sendo que nem amor próprio eu tenho?
Talvez o amor ao outro comece quando eu aprender a olhar para dentro, com a mesma paciência e cuidado.
O amor-próprio não é um ponto de partida, mas uma construção que cresce, a cada gesto de cuidado e compaixão comigo mesmo.
Oh! Porteiro do céu,
Permita-me falar com o pequeno pastor
Para tocar uma canção para meu amor
Uma doce melodia, alegre e poética.
Contratar-te-ei para tocar para ela
Todas as manhãs.
Veja, meu amor, a flauta do pastor que tocará para ti.
Alegra-te sempre, pois és tua essa melodia perene.
Um ser humano filhote te ensina a amar um ser inocente, após descobrires o amor é preciso que emanes ele a ponto de ser exemplo vivo, com rotina no amar para teu filho.
Tu demonstra tua verdadeira maestria quando ama a todos igualmente... E não é fácil, tem que treinar.
Se tentares tratar teu filho como tua única fonte de amar em vida será que não ensinaras uma forma distorcida de amar?
Ele irá procurar semelhança no mundo e se identificara com o seu exemplo.
Seja um pai gentil, ou sua filha irá padecer na mão de um grosseirão.
Se ame, ame as pessoas e elas vão amar você na proporção do que tiverem.
Quando pergunto se entendes o amor e se há amor na sua fala; É por que adianta falar a linguagem das flores e agir com ações de uma pedra?
Palavras se derretem no tempo, assim como gelo derrete no fim da estação.
Atitudes apaixonam gerações, como as batidas das asas dos pássaros, em revolta no céu, que inspiram em silêncio, medidas pelo tamanho das brasas que existem em seus olhos e em seu coração.
Enquanto o amor pesar
Mais que o mal na balança,
Haverei de renascer
No riso de uma criança!
Enquanto existir bondade,
Fé, amor e temperança
Enquanto Deus nos tocar
Ofertando-nos mudança,
Haverei de renascer
No riso de uma criança!
- Poema da obra Minhas Verdades ISBN 9786598117610
Às vezes, o amor-próprio
Exige coragem de fechar portas
Que já não levam a lugar algum.
Manter abertas passagens
Que só acumulama poeiradas mágoas
Ou das expectativas frustradas
É um peso que a alma
Não foi feita para carregar.
Trecho do livro - O Aleph, a poesia de José de Deus
“Nenhuma dor é eterna. Toda sombra cede à luz do amor.”
Que saibamos, com coragem e ternura, olhar para dentro, reconhecer nossas sombras e acender em nós a chama da renovação. Pois a Reforma Íntima é o verdadeiro caminho da paz aquela que o mundo não pode dar, mas que o espírito em evolução pode alcançar.
Thomas Barnardo: O Homem que Não Trancava o Amor.
Thomas John Barnardo (Dublin, 4 de julho de 1845 — Surbiton, 19 de setembro de 1905) foi um filantropo irlandês.
Nas ruas frias de Whitechapel, onde a neblina parecia esconder a própria compaixão dos homens, caminhava um jovem médico com os olhos marejados de fé e um coração inquieto. Thomas John Barnardo não buscava glória nem fama. Buscava um sentido.
Chegara a Londres com o sonho de ser missionário na China queria curar corpos e salvar almas. Mas bastou-lhe uma noite nas vielas de miséria para entender que Deus o chamava de outro modo, em outro idioma, mais silencioso e urgente: o idioma das lágrimas infantis.
Foi ali, sob o fulgor pálido dos lampiões a gás, que encontrou Jim Jarvis um menino descalço, sujo de frio, esquecido do mundo.
Jim não lhe pediu nada. Apenas existia como uma pergunta muda à consciência de quem passava.
Barnardo ajoelhou-se diante dele e, num gesto que selaria o destino de milhares, ofereceu-lhe o que as ruas jamais dariam: uma mão estendida e um olhar que não desviava.
Daquele encontro nasceu uma obra de ternura revolucionária.
Ele abriu uma casa simples, com janelas pequenas e um letreiro singelo, mas onde nenhuma porta se trancava. A inscrição à entrada tornava-se lei moral:
“Aqui, nenhuma criança será recusada.”
Na Londres industrial, onde a caridade era privilégio e a pobreza, crime, Barnardo ousou contradizer o mundo. Alimentava quem tinha fome, ensinava quem ninguém queria educar, e amava os que o destino parecia ter esquecido.
Nas suas escolas, o alfabeto vinha acompanhado do pão; e cada palavra aprendida era uma escada erguida para o alto, um degrau rumo à dignidade.
Houve dias em que o desânimo o cercou. A indiferença das autoridades, o preconceito dos ricos, o peso da fome que não cessava — tudo o empurrava para o abatimento.
Mas Barnardo não se deteve. Dizia que “não há fechadura para o amor de Deus”, e caminhava outra vez pelas mesmas ruas, buscando novos rostos para acolher.
E, assim, foi multiplicando lares, como quem semeia abrigo no deserto.
Quando a morte o chamou, em 1905, mais de sessenta mil crianças haviam atravessado as portas que ele nunca trancou. Sessenta mil destinos que deixaram de ser sombras e voltaram a ser infância.
E quando a cidade dormiu naquela noite, talvez tenha sido o próprio céu que acendeu suas luzes para recebê-lo não como um missionário que partia, mas como um pai que voltava.
Hoje, a sua obra ainda vive, e o nome Barnardo ressoa nas escolas e abrigos do Reino Unido como um eco de misericórdia.
Mas a verdadeira herança que ele deixou não se mede em prédios, nem em números, nem em instituições.
Está gravada no invisível: no instante em que uma criança sente que alguém acredita nela.
" Alguns homens constroem monumentos de pedra. Outros, como Thomas Barnardo, edificam catedrais de ternura dentro da alma humana. "
Há quem diga que alguns seres se comprazem em cultivar a estima da pobreza, como se nela repousasse um símbolo de virtude ou redenção. Tais observações, lançadas com a frieza das conveniências humanas, soam muitas vezes como sentenças ditas sem alma e, quando atingem o ouvido de quem sente, doem profundamente.
A dor que nasce desse julgamento não é apenas pessoal: é o reflexo da incompreensão coletiva diante das almas que sofrem em silêncio. Enquanto uns observam de longe, outros carregam, nos ombros invisíveis, o peso de mundos interiores dores que não se exibem, mas que educam.
É então que se faz clara a urgência de criarmos núcleos de esclarecimento, não sobre a miséria material, mas sobre o amor ignorado. Esse amor que ainda não aprendeu a ver o outro sem medir-lhe o valor; que não sabe servir sem exigir aplausos; que ainda confunde compaixão com piedade.
Cultuar o amor ignorado é erguer templos de consciência onde antes havia indiferença. É ensinar o coração a compreender antes de julgar, a servir antes de censurar. É abrir, no deserto moral da humanidade, o oásis do entendimento.
Porque o verdadeiro amor aquele que transcende a forma e a posse não necessita de palmas, nem de discursos. Ele apenas é, e em sendo, ilumina.
E talvez seja essa a maior riqueza que possamos distribuir: a de transformar o sofrimento em escola, a crítica em semente, e o silêncio em voz do bem.
“O Segundo e a Eternidade”
Ah… senhorita… que o amor nos dure, ainda que por um átimo suspenso na vastidão da eternidade.
Há instantes que transcendem a métrica dos relógios e dissolvem-se nas frestas do absoluto. Foi o teu olhar cintilante como a reminiscência de um sonho antigo que interrompeu a marcha indiferente do tempo. Em um só segundo, o cosmos se deteve, perplexo diante da silenciosa liturgia do encontro.
Nenhuma ciência decifra o segredo contido nesse breve estremecimento da alma. O toque, quando autêntico, converte-se em epifania; e o efêmero, subitamente, adquire a dignidade do perene. O amor, senhorita, é o único viajante que atravessa a fronteira entre o ser e o nunca mais e sobrevive.
Há paixões que não se perpetuam, mas deixam, na memória, o vestígio do inextinguível. Elas não se medem pela duração, mas pela intensidade com que rasgam o espírito. E talvez, ao findar o instante, reste apenas as chagas imaterial de algo que ousou existir.
Assim, se o destino for avaro em horas, que nos conceda ao menos um segundo aquele em que o teu olhar reconhece o meu e o universo, por piedade, suspende o próprio giro.
Porque, afinal…
Há amores que, mesmo breves, condensam o infinito e esse é o milagre silencioso que apenas o coração compreende.
A Vigília do Amor que Respira Na Escuro Do Espelho.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.
Amar-te, é atravessar um véu onde a luz e a treva se confundem num abraço lento. Há algo de romântico no modo como teu nome ecoa dentro de mim, como se cada sílaba acendesse uma estrela fatigada que insiste em brilhar no firmamento do meu pensamento. Contudo, essa luz não é plena. Ela se dobra, ela se rompe, ela se converte em sombra que acaricia, como um manto frio que me guia pela noite interior.
Caminho então por um corredor onde a realidade tateia o corpo do mistério. As paredes sussurram, guardam respirações antigas, e cada passo parece uma oração esquecida. Ali, o amor se revela místico, quase um rito que não se explica, apenas se vive. Há instantes em que sinto a tua presença como uma brisa etérea, distendida entre mundos. Toco esse sopro e ele me atravessa com delicadeza, porém carrega consigo o peso doce da saudade.
E quando a escuridão se adensa, descubro o lado lúgubre que habita em mim. Ele não assusta. Ele vela. Ele observa. Ele me convida a encarar o silêncio que repousa nas costas do meu próprio coração. É um silêncio introspectivo, meditativo, onde tua figura surge como um brilho tímido, quase uma promessa. Nesse espaço suspenso, o amor se torna uma espécie de espelho antigo. Vejo-me ali, refletido com todas as minhas fissuras, e ainda assim encontro em ti um descanso, uma respiração que me sustenta.
Por vezes, este sentimento assume um ar clássico, como se fosse escrito em pergaminho, iluminado por velas que tremulam diante da eternidade. Cada palavra que penso para ti ganha peso e solenidade, como se estivesse sendo ditada por mãos antigas que conhecem todos os segredos do afeto humano. Sinto-me parte de uma narrativa maior, onde o amor é ao mesmo tempo destino e labirinto.
No final, amar-te é abraçar o vazio repleto de dores, mas são essas dores que me aliviam, que me erguem, que me entregam à beleza do abismo que se abre quando escrevo para ti. É um abismo lindo, não porque seja seguro, mas porque me exige coragem, entrega, verdade. E é nesse risco, nessa vertigem luminosa, que te encontro. Sempre te encontro.
CÂNTICO DA DELICADEZA REAPRENDIDA.
O amor nos dias atuais precisa reaprender a linguagem da mansidão.
Ele nasce cansado de excessos e reencontra sua força no gesto contido.
Não se anuncia com estrondo nem se impõe como urgência mas aproxima se com respeito como quem reconhece o valor do outro antes do próprio desejo.
Nesse movimento inicial o afeto resgata a ética do cuidado e transforma a palavra em abrigo.
A experiência amorosa contemporânea reencontra o cotidiano como espaço legítimo do sagrado.
O amor manifesta-se na mesa partilhada no pano estendido ao sol na espera paciente.
Ele recusa a teatralidade e escolhe a constância.
A pessoa amada não é mito distante mas presença concreta que respira o mesmo tempo e carrega as mesmas fragilidades.
Nessa proximidade reside uma beleza silenciosa que educa o olhar e disciplina a sensibilidade.
O sentimento não se constrói isolado mas nasce impregnado de memória.
Cada gesto amoroso carrega ecos de vozes antigas transmitidas sem registro.
O amor verdadeiro reconhece que não começa em si mesmo mas prolonga um fio que atravessa gerações.
Essa consciência devolve profundidade ao presente e impede que o afeto se torne descartável.
A contenção emerge como virtude essencial.
Amar não é transbordar sem medida mas sustentar com firmeza.
A palavra é escolhida, o gesto é pensado, a promessa é respeitada.
No mundo saturado de estímulos essa contenção torna-se forma elevada de coragem moral.
O amor aprende fica quando se abdica do excesso.
A harmonia surge como finalidade última.
O sentimento não busca vencer nem dominar mas equilibrar.
Ele molda o caráter, suaviza os impulsos e orienta a convivência.
Amar torna-se exercício diário de aperfeiçoamento interior sem espetáculo e sem ruído.
Assim o amor reencontrado nos dias atuais afirma-se como herança viva de uma sensibilidade antiga.
Ele demonstra que a verdadeira permanência nasce da fidelidade à forma da escuta atenta do outro e da humildade diante do tempo apressado.
E quando o coração compreende isso o amor deixa de ser vertigem e transforma-se em morada firme onde a alma finalmente repousa.
Escritor:Marcelo Caetano Monteiro .
"Traduzo seus pensamentos em todas as línguas
Falando-me do seu eterno amor e paixão
Emoção que faz o coração quente ser balançado
Respiro uma fragrância que vem do seu corpo
E sinto o fogo do desejo ser atiçado"
(Trecho do Livro "ENCONTROS & DESENCONTROS:NA CHAMA DO AMOR" AUTORA Wanda ROP-2022-Ed Sunny)
