Carta dos Filhos ao os Pais
As palavras têm poderes mágicos, benevolentes ou trágicos, exercem efeitos perfeitos, tanto para o bem quanto para o mal, são capazes de matar a larva da mágoa que prolifera no coração e reflorir em abundância com ânimo e inspiração...
Para o oposto são tempestades vorazes, capazes de devastar uma plantação de lírios e dentes de leão.
Quando dentro d'alma há cicatriz
Há uma lenda que diz
Costura com fio de ouro
Prateado ou branco
Conta os segredos pro vento
Enxuga o ter sido pranto
Tece uma colcha de fuxico
Linda!
Une os retalhos acetinados
Ainda...
Remenda o que foi rasgado
Com nylon d' ouro
Não esquece viver é risco presente
Mas se há morte
Finda.
O presente.
Para quem está e para quem não, que encontre sua FELICIDADE nos pequenos detalhes, nas pequenas coisas, num aluvião, no perfume do mato, no lume do sol, no voo dos pássaros ou num avião...,no grande, no compacto, no canto dos passaredos corredores, nos frutos das uvaias promissores, num ramo de hera rasteira, na jiboia trepadeira do alpendre, na jabuticabeira ascendeira em mil flô...
Entende, a Felicidade é tão boba que nos chega e rega o céu da boca e amor esfrega...
Humanos tolos que somos a renegamos, ficamos admirando o riso da pantera distante, ignorando nós paraíso, diamante do olhar operante, ontem, ante, agora...
A mulher foi ensinada a seduzir e ser por sempre admirada,
portanto é inevitável que se explique e muitas vezes se exponha,
Não é por ser sem vergonha, mas são costumes arraigados na alma feminina.
Ao longo dos anos, mesmo sem querer, tende a botar em prática por impulsão
a arte que aprendeu por indução, diga-se:
Se há magia, há sedução.
autolatria é crime contigo
merece esse castigo
ser punido com banimento
atirado aos lobos e aos ventos
que o tempo devore a carne tua
Sublinhem a pele nua e crua
feito curtume de couros curtidos
confisquem teus olhos bandidos
e lembre-se a cada brisa
até o final de sua vida
a vaidade acometida.
A gente engana dor
pensa que não vai esquecer mas esquece,
pensa que não vai aguentar mas aguenta,
pensa que não vai mais sofrer mas sofre,
Pensa que não vai mais doer mas dói
pensa que não vai mais amar,
mais ama.
Além do mais, há mais e a gente soma
A gente sempre se engana
A gente engana a dor.
...E quantos momentos são únicos
Tão bons que roubam nossa respiração
E quanto há de respiração suspensa
Respiramos por isso o profundo
Cada qual sua bolha de prazer
Perdemos a respiração pro mundo
Na delícia de ser o que se faz Ser
E isso nos faz tanta diferença...
RespirAR a calma o drama
Apaziguar-se por dentro
Inspira a alma se ama.
Nem todo silêncio é sábio e estritamente necessário...
Há silêncios e silêncios... Muitas vezes "ele"o silêncio é a resposta que não queremos ouvir.O silêncio não fala grita, oras, se Deus nos deu o poder da língua para falar e o cérebro para fazê-la calar, por que não usá-los para o diálogo?Falando cá com meus botões, conversando é que os humanos entendem os fatos ou se desentendem de vez e faz barraco.
Respire fundo!
Relaxa que tudo sempre passa...Veja, veleja, reaja sempre, nós precisamos do mundo, mas o mundo precisa de gente?Deixe todo amor que te grita falar a língua dos homens, dos Anjos, fala com tua voz mansa e bonita...Deixe o universo te perceber, ouvir teu coração que canta e bater magnificamente.
Topo ir ao abismo para aprender o topo
Pela virtude a atitude que me faz ser melhor
Chegar lá mesmo que só espinhos inspirem
Ver o oco que nos olha de volta e nos profana
Mostra cara a cara o que de nós é pior
A dor de amar quem se ama
Pois a alma é de nós soberana
Ao contemplar o lago das profundezas
A lindeza está na suprema fidúcia
Na escrita do poema a astúcia
Na verdade a filosofia mais bonita
Brilha feito a constelação Ursa
Entender o mistério e do tudo fugaz
Que para sempre os hemisférios
Inspirem o coração que pulsa
Acordado no peito.
Natal chegando...Anime-se!
Nada passamos por acaso, tudo é importante, o ser humano tem mania de amar o que não tem. Ame tudo que você tem com toda força do coração, toda poesia de sua alma. Tenha calma que a vida é cheia de pássaros e os pássaros são do tempo, passam voando e vão com o vento.
Tenho muita retração confesso!
Por gente enigmática, de olhar obscuro,
Ar intransigente, olhar adiáfano que despe a gente.
Tenho páura da obsessão, do embonecamento,
Do poder exagerado de quem vive de passado.
Tenho é muita repulsa por quem usa desculpas,
O tempo todo como um jogo de tabuleiro,
Se esconde atrás dos frondes e têm cartas na manga.
Não me merece e nem faz por onde,
Tenho receio de quem usa, ardio e outros meios,
Pra sedução, usa sunga, ousa tanga,
Troca muambas, bugigangas e mais
Pousa sobre as pedras feitos lagartos de fogo,
Ou escorpião, com agulhão ventoso, venenoso.
Entro em retraimento, ante tudo isso,
Entrego para o vento os feitiços,
Agrego o pavor do amor falso e todo tipo de vícios.
Sobre essa chama que existe dentro de todos nós, a qual chamamos de alma:
"— Mas como é que uma chama pode ficar doente, Zérah? — perguntei, arregalando os olhos.
— Ela fica doente quando se afasta demais do fogo que a fez nascer. Guarda bem isso, Simão. Então, ela queima, em vez de aquecer, tudo o que toca."
Eu e minha amiga Nina
E lá estávamos nós, pedalando nossas bicicletas, deixando os cabelos dançarem ao sabor do vento. A estrada à nossa frente, a vida passando rápido, mas nossos olhares se cruzavam, e cada sorriso seu era como uma centelha que me impulsionava a ir mais longe. Meu coração batia forte, ansioso por descobrir algo novo, algo que só o desconhecido poderia nos oferecer.
Nina, com seu jeito único, misturava meiguice com uma pitada de loucura. Como não se encantar por ela? A menina das histórias mais fascinantes, dos momentos mais inesperados. Cada palavra que ela pronunciava era como uma página de um livro que eu nunca quisesse terminar.
Chegamos à beira da barragem, e seus olhos brilhavam como estrelas refletidas na água. Era como se o sol inteiro estivesse contido neles, iluminando tudo ao redor. Naquele momento, o mundo parecia se resumir à maravilha que era vê-la admirar a paisagem. Era a pureza de uma criança, a profundidade de uma mulher e a doçura de uma menina, tudo em um único olhar.
Devemos mergulhar em nós mesmos e enxergar a humanidade que habita nosso interior. Essa humanidade é feita de princípios sutis: amor, paz, bem-estar - e tantas outras essências que nos moldam. Nesse oceano de sentimentos entrelaçados, reconhecer-se como ser pensante é o primeiro passo.
É preciso lançar luz sobre os cantos escuros da alma, clarear pensamentos onde a terra ainda é árida.
Somos mundos inteiros por dentro. Explorar-se é como soltar um sonar no vazio e ouvir o eco dos próprios pensamentos.
E, quando algo incomodar, vá até lá com leveza, paciência e humildade - e apenas ouça, reflita.
Palavras nem sempre são fáceis de compreender. As letras, embaralhadas na escrita moderna, por vezes não alcançam o coração. Ainda assim, seguimos tentando — tentando fazer com que elas carreguem o amor, o afeto, o carinho e toda a expressão que brota do nosso ser.
Tentamos, através das palavras, tocar o outro. Fazer florescer um mundo melhor. Despertar, em cada ser humano, o que há de mais sensível e verdadeiro. Assim como borboletas, nos movemos em ciclos de metamorfose, em constante transformação.
O processo é doloroso, sim. A metamorfose cobra suas dores. Mas seguimos, sentindo, vivendo, nos tornando quem somos e, ao mesmo tempo, quem ainda seremos.
Seguimos pela vida, mesmo sem saber ao certo o que nos espera à frente, nesse ciclo misterioso que é existir. E que, apesar de tudo, tem no amor, no respeito e na dignidade seus pilares mais profundos.
10 Princípios para Compartilhar o Caminho Comigo
O tempo é finito e sagrado — desperdiçá-lo, próprio ou alheio, é um desrespeito à vida.
A palavra empenhada é extensão da alma — compromissos existem para serem honrados, não apenas reforçados.
A dignidade é a armadura silenciosa do espírito — saiba entrar e sair dos lugares com moda moral.
Aquilo que você faz revelar quem você é — dedique-se como se tudo fosse espelho.
O valor do outro não diminui a sua consideração — grandezas alheias é sinal de grandeza interior.
Falar é fácil, ouvir é raro — ouça com presença, não apenas com os ouvidos.
A verdade começa dentro — seja honesto consigo mesmo antes de exigir dos demais.
Mentiras confortáveis, mas a verdade liberta — mesmo quando incômoda, ela é o único solo fértil para relações relevantes.
O amor-próprio é fundamento, não luxo — quem não se ama, se torna peso ou ferida para o outro.
A fé é o eixo invisível da honra — sem algo maior que si mesmo, o homem facilmente se perde de si.
Hércules Matarazzo
O Amanhecer do Orvalho
Desperto antes do Sol, quando o mundo ainda respira em segredo. Levanto-me com o silêncio de Oxalá, aquele que traz a paz e a pureza das manhãs. Me alongo como se estendesse meu corpo até os troncos mais altos de Iroko, pedindo força e equilíbrio.
Respiro fundo. O ar da madrugada ainda carrega o hálito de Nanã — o mistério antigo das águas paradas, do tempo que não corre, mas mergulha. Ouço músicas como se fossem orikis, louvores antigos aos que me guardam. E quando entro no ônibus, sei: não é apenas um transporte. É um navio de tempo, conduzido por Ogum, senhor dos caminhos e das encruzilhadas.
As montanhas de Minas me acolhem com braços de Xangô — firmes, justos, cheios de presença. O Sol começa a romper o céu como a machadinha que corta o véu entre mundos. A garoa se dissolve nas folhas, e cada gota do orvalho é um axé que Exu espalha pelo chão: movimento, transformação, recado.
O céu avermelhado anuncia Iansã, que dança com o vento e sacode as nuvens com sua energia tempestuosa. Ela não pede licença: ela liberta. Sinto sua força nos fios do cabelo, no arrepio da pele, na velocidade do mundo que desperta.
As folhas pingam em silêncio, e Oxóssi, o caçador que conhece os segredos da floresta, caminha ao meu lado. Ensina-me a observar. A natureza me fala em símbolos, em aromas, em pequenos gestos. O cheiro da terra molhada é saudação a Omolu, senhor da cura e da renovação.
Na luz que esquenta devagar, vejo o sorriso de Obá, guerreira discreta, força que é ternura. E quando o calor toca a pele, é Xangô de novo, com sua justiça luminosa dizendo: “É hora de viver com coragem.”
Estou dentro do ônibus, sentado, vendo tudo passar depressa, mas dentro de mim tudo é lento, ancestral. O tempo gira em círculos, como os giros de Oxum nas águas doces, como os passos de Iemanjá nas espumas do mar. Tudo passa, mas tudo permanece.
Sou parte do mundo. Sou feito de terra, de água, de fogo, de ar. Sou filho do tempo, guardado pelos Orixás. O amanhecer não é só um momento do dia. É um rito. Um reencontro com aquilo que nunca dorme: a força sagrada da vida.
Depoimento do abismo
Fui lançado — não nasci.
Arrancado do seio do Olimpo e cuspido no ventre escuro do submundo.
Como Michael, caí.
Mas não houve batalha. Não houve glória.
Só a queda.
Afundei nas águas estagnadas do Aqueronte,
onde o tempo não corre, onde a existência apodrece em silêncio.
Ali, não se morre — tampouco se vive.
Ali, a única sobrevivente é a dor.
E mesmo ela, cansa.
O amor é uma lembrança malformada.
A paz, um conceito sem tradução neste idioma feito de gritos mudos.
A esperança... uma piada cruel, contada em ecos por almas vazias.
Tentei respirar.
Mas as águas negras não são feitas de matéria,
são feitas de ausência — ausência de tudo.
São a substância daquilo que não deveria ser.
E nelas, minha alma se desfaz, lentamente.
Não há carne.
Não há forma.
Não há identidade.
O "eu" é um sussurro perdido na margem da consciência.
Sou e não sou.
E, nesse estado, compreendo o que é a antítese da vida:
não a morte, mas a permanência involuntária no não-ser.
O sofrimento aqui não grita.
Ele murmura, ele sussurra, ele escava.
É uma erosão constante da alma,
um delírio sem sonho.
Sou parte do rio agora.
Sou sua densidade, sua ausência de luz.
E quanto mais fundo me torno,
mais compreendo:
O inferno não é fogo.
É o esquecimento de si mesmo.
É saber que se sente dor,
mas não lembrar por quê.
Depoimento do Abismo – Parte II
Às vezes penso se algum dia fui algo.
Um nome. Um corpo. Um gesto de humanidade.
Mas essas memórias, se existiram, apodreceram sob o peso das águas.
O tempo aqui não passa — ele apodrece.
É um tempo imóvel, estagnado, onde tudo que respira morre em silêncio.
O que resta são vestígios de pensamentos,
ecos de uma razão que tenta sobreviver ao esvaziamento de si mesma.
Pergunto-me: o que é a dor quando não há mais corpo?
E descubro que ela sobrevive mesmo assim,
porque a dor é anterior à carne —
ela é a lembrança do que fomos,
a cicatriz deixada pela ausência de sentido.
Aqui, a consciência não se extingue.
Ela se estilhaça,
se parte em fragmentos que flutuam sem direção,
como restos de naufrágio num mar sem horizonte.
Eu os observo, esses fragmentos.
E cada um carrega uma versão de mim que não reconheço.
O que sou agora é um silêncio que pensa.
Um vazio que filosofa sua própria forma.
Compreendo, enfim, que o verdadeiro castigo
não é o fogo, nem o tormento físico.
É o excesso de lucidez num lugar sem realidade.
É saber demais num espaço onde nada tem nome.
Aqui, a única certeza que tenho
é que nunca sairei.
Não por estar preso —
mas porque já não há um "eu" que possa partir.
O rio Aqueronte não aprisiona.
Ele dissolve.
Ele absorve o que resta da alma até que a alma se torne ele.
E eu… já não sei se sou aquele que caiu,
ou apenas mais uma corrente fria
a arrastar outros para o mesmo fim.
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