Carta de uma Futura Mamae
Na linha tênue entre o certo e errado, haverá o poder de escolha, o querer.
Nos colocando em uma constante posição de reflexão do que seria o certo e errado, o bem e o mal.
Além disso existe a critica pessoal, afinal o que poderia ser certo e bom? E o que seria errado e mal?
Porque azul é algo positivo, bom, certo. É vermelho é negativo, ruim, errado?
Creio que constantemente nós humanos entramos nesse dilema, e para sair dele?
Contestar o senso universal e adquirir a escolha livre e senso crítico.
Devemos nos questionar sim, porém , o certo e errado é individual, não coletivo.
A subjetividade humana é fascinante e discutível.
Afinal, dentro de nós existe o poder de ser o certo e errado, viver é único, porém o que me fascina é a forma como seres humanos pensarão diferente, e formas de pensar que podem ajudar milhares de pessoas, mesmo fazendo algo considerado errado e ruim e, como existem pessoas que se beneficiam em torno do sofrimento alheio e considera que sim, é certo e bom.
Subjetividade é fascinante e eternamente questionável.
TRANÇA-ME, NÊGA
Os dedos da preta que trança meus fios de cabelo crespo (diante de uma vida dura)
ao mesmo tempo que puxa,
fazem um cafuné.
Os dedos sambam sobre o embaraço/ os cachos.
Os dedos correm como o Pelé.
Sua mão é delicada, me sinto cuidado. (Adupé)
Ela tira o nó com maior amô,
Não me prende. Não raspe!
É uma tecelã.
Rir, faz massagem, conta histórias...
Seu timbre de voz cheira hortelã.
A oralidade nos seus lábios, precede à escrita no papel (todos a escutam).
Ela lava meu cabelo com água misturada com mel,
fulô e maçã.
O caminho de volta é a ancestralidade, baiano.
Que até Caminha, Cabral se perdeu numa manhã.
A caravela do seu navio não achou um só fio da minha juba,
Ficou boiando!
Salve, Zumbi dos Palmares!!!
Na minha terra tem palmeiras,
favela, quilombo, roça, aldeia, ribeirinho
Onde canta o povo brasileiro afligidos.
Os pombos daqui gorjeiam o Estados Unidos.
A Beatriz Nascimento, daí ouvidos!
A nêga faz traça para comunicar várias coisas: avisar a época da colheita, quantos filhos a outra tem,
E quando quer casar também.
Salve! Minha preta nagô!
Salve! Minha nêga nagô!
Os pretos estão se amando!
Daria um filme...
Caetaniando:
“Quando essa preta começa a tratar do cabelo
É de se olhar toda a trama da trança, trança do cabelo
Conchas do mar, ela manda buscar pra botar no cabelo
Toda minúcia, toda delícia”.
Olhar nos seus olhos e dizer cuida do meu coração ele está em tuas mãos, mostra ele uma direção, pois na primavera eu colherei uma bela flor, no verão serei o seu suor, no outono comerei do seu fruto e no inverno serei seu cobertor.... E se ao acordar você não está.
Mesmo se eu não te ver mais
A saudade vai marcar a tua imagem no meu coração
Rai Mota
Uma ampulheta é semelhante a uma mão
que, com um ingênuo intuito,
em vão tenta segurar o tempo,
grãos de areia escorrendo em segundos,
Cada minuto seguindo seu fluxo
sem se preocupar
Se será favorável ou se irá importunar,
Aquela deveria ser como os pés
que não tentam segurá-lo,
preferem caminhar neste cenário temporário.
Ao que tudo indica,tenho uma mente de hábitos noturnos, pois à noite
é quando ela mais se exercita
durante um tempo inadequado
tanto que muitas vezes a madrugada chega sem ser percebida
graças a uma série de pensamentos inspirados,inoportunos,
emocionados,enfim, sobre um tudo,
assim, enquanto isso, mesmo cansado, eu não durmo.
Quanto menos luz houver
e mais os sons estiverem ausentes,
ela estará mais à vontade,
logo, terei a sensação de ser mentalmente transportado
sozinho em silêncio pra um ambiente nublado, onde ficarei observando
o pouco movimento, refletindo
sobre um fato, um sonho ou um lamento, então, ficarei por alguns instantes acordado sob um encantamento criado por mim mesmo.
Portanto, considero como uma vitória
cada vez que consigo não ficar sob
o efeito deste encanto mental
que afugenta o meu sono
em horas noturnas inadequadas,
atraindo a insônia que sempre chega sem serconvidada e ainda demora.
Certa vez em um momento marcante, abençoado, dentro de um passado recente, valoroso, uma amizade muito imponente, um tesouro de Deus na terra, do tipo que não se encontra com facilidade entre um guerreiro persistente e uma jovem bela e talentosa, que compartilhavam da mesma fé e do apreço sincero pela música.
Eles não se viam com tanta frequência, até tiveram seus caminhos afastados, entretanto, um continuou sendo uma grande bênção na vida do outro, boas conversas, sábios conselhos, várias risadas, gratos e inesquecíveis momentos, talvez também, algumas lágrimas de sofrimentos e de felicidades, um vívido entrosamento.
Num dia imprevisível, aquele guerreiro depois de lutar bravamente e de uma maneira sábia, em certo ponto, uma luta silenciosa, por não querer preocupar aqueles que amava, inclusive, a sua amiga talentosa, encerrou seu bom combate, pois aprouve a Deus tê-lo por perto, lá no céu, prova da sua grandiosa Bondade.
Muito provavelmente, um choro triste inevitável começou a chover dos olhos dela, entretanto, eu creio que o conforto do Senhor foi a seu encontro de imediato, considerando, que não desconfia do seu imenso Amor, nem do seu distinto discernimento, além do fato do seu precioso amigo ter sido forte e corajoso até o seu último momento.
Parte dele continuará com ela, presente no seu coração e nos seus pensamentos, gosto de imaginar que em certas ocasiões, tocada pela saudade, estará louvando, expressando o dom da sua musicalidade através de algumas teclas ou do seu lindo canto, então, sentirá que ele está próximo como se tivesse descido dos céus para vê-la se apresentando.
Extrovertida, carinhosa, astuta, nada de ingenuidade, a essência de uma felina audaciosa, brilho de vivacidade, doce e atrevido nos olhos, cuja extroversão compartilha com aqueles poucos que merecem a sua consideração ou que instigam o seu interesse, da sua liberdade não abre mão, fala muito através do seu olhar, mas só os mais próximos e os desconhecidos bastante atentos são capazes de perceber, o que faz parte do fascínio desta mulher singular.
Vista como uma ilusão que não é possível evitar por quem for excessivamente emocionado, considerando que ela não é de se apegar facilmente, sabe separar da mente e do coração os encontros breves, que foram divertimentos temporários, que não são mais convenientes, transforma qualquer lugar em apto para a sua diversão, assim, alegra o ambiente, chama a atenção, personalidade forte, expressiva de traços atraentes, fonte de uma certa inquietação, presença mais que evidente.
Claramente, gosta muito que a sua vida esteja em uma constante movimentação de ocasiões alegres, principalmente, aquelas de tirar o fôlego em noites intensas, emoções e vivências marcantes, que satisfaçam a sua alma que aparenta ter uma paixão noturna, fica entediada diante de muitas regras e superficialidades, à noite sente-se mais liberta, não se contenta com algo morno, esbanja a sua espontaneidade, não desperdiça o seu tempo, faz valer cada instante, saboreando todos os momentos numa entrega entusiasmente.
Não se trata de uma pessoa egoísta, insensível, desprovida de qualquer emoção, porém, de uma que aprendeu arduamente a lição de que é preciso viver de verdade, que é muito preciosa a sua atenção, então, não deve ser compartilhada com todos, sabe ser amável, fiel e gentil com as pessoas certas, tem uma fé em Deus que muitos desconhecem, ama sempre de uma maneira sincera, um amor imensurável que a maioria não tem acesso, portanto, ser alguém amado por ela deve ser uma bênção ou tudo isso são devaneios do meu senso poético?
Outrora, uma pequena menina dando os seus primeiros passos, aproveitando a sua preciosa infância, demonstrando uma inocência rara, cativante, um olhar curioso, a todo instante, era uma descoberta, um jeito muito carinhoso, uma alegria naturalmente esplêndida.
Agora, já é uma linda adolescente, que deixou de ser aquela criança, está vivendo, dançando a dança da vida, inteligente, bastante talentosa, que tem as suas responsabilidades, uma maturidade que iniciou o seu desenvolvimento, em breve, uma expressiva jovialidade.
Num futuro que está mais próximo a cada primavera, será uma bela adulta, focada nos seus objetivos, agindo de uma maneira respeitosa, amando e sendo amada verdadeiramente, aprendendo com os seus erros, recebendo as bênção grandiosas de um Deus Amável e Tremendo.
Luz de um olhar discreto no escuro da imensidão celeste, um belo luar se destacando, propagando uma inspiração reluzente, Selene e o seu encanto obviamente despretensioso,
produzindo uma emoção veemente, simples e empolgante, quiçá, um momento romântico, singular, naturalmente, marcante nas linhas de um pequeno poema, onde cada trecho é cativante,
pelos menos, este foi o meu propósito, uma forma de compensar por meus olhos terem ficado exultantes nesta noite de domingo, um instante de fato satisfatório, que nestes versos e na minha mente continuará existindo.
Desfrutando de uma inspiração a partir do pensamento de que talvez um dia eu seja surpreendido, apliquei a minha poesia e fiz estes versos a respeito de um tipo de declaração que eu não acharei ruim declarar, desde que seja para ela, aquela que aquecerá o meu coração, uma interação que valerá a pena, diferenciada, que em algum momento eu possa dizer
"Desfruto de uma alegria demasiada por amar-te, uma que não pode ser comparada, que instiga a vontade de admirar o teu sono enquanto dormes, que faz eu querer usar o meu tempo contigo, envolver-te em meus braços, acariciar a tua pele suave, saborear a viveza do teu sorriso, demonstrar-te o meu amor de uma maneira incansável, fazendo parte do teu regozijo.
Desfrutarei ainda mais se for recíproco, serás amada com atos, verás que tenho mais do que palavras para te oferecer, provarás do meu amor na prática, então, serás a minha mulher, o meu abraço será para ti um abrigo assim como o teu será para mim, reciprocidade semelhante a que o céu tem com as estrelas, o refulgir de uma relação vitoriosa, naturalmente, intensa.
Desfrutaremos juntos de muitas bênçãos, os nossos encontros serão mais frequentes, sentiremos o aconchego do outono, dançaremos na chuva, enfrentaremos tempestades para depois aproveitarmos as primaveras, o verão com a sua vitalidade, beijos demorados, desejos correspondidos, vivências de felicidade, onde a simplicidade será sempre incrível."
Gostar de alguém não é uma obrigação, não acontece por acaso, sem uma boa razão, vem depois do prestígio espontaneamente cativado, de se encontrar alguma identificação, de ficar feliz por tê-lo por perto, partilhando de boa parte dos mesmos princípios, uma visão muito parecida de mundo, quando os bons ânimos podem ser somados ou o bom ânimo de um pode afastar o desânimo do outro, um laço imperfeito, mas muito resistente, onde os seus defeitos podem ser tolerados e as suas qualidades são mais aparentes.
Então, não pode ser algo forçado, perderia até o sentido, passaria a ser bastante inconveniente, um malefício compartilhado e nem sempre será recíproco, não se tem essa necessidade para se gostar, claro que se for o caso, melhor, entretanto, para isso, não deve ser cobrado, pois a espontaneidade é imprescindível e deve ser notável, precisa existir verdade dos dois lados neste vínculo de tanto significado ao ser correspondido entre amigos, casais, familiares e ex- desconhecidos, permitindo alguns momentos especiais.
Por fim, considerando tudo isso, enfatizo que gostar de alguém não deve ser danoso, um motivo para aceitar o descaso, um tratamento indiferente ou desrespeitoso, assim, não se aproxime de quem claramente não gosta de você, que acha que a sua presença é um fardo, que só presta atenção nos seus erros, não é necessário deixar de gostar, muito menos guardar algum rancor, porém, é preciso evitar o dissabor de ser apenas aturado, uma forma de reconhecer o próprio valor, de demonstrar um mínimo de maturidade, agindo a seu favor, preservando a sua integridade.
Sono profundo e tranquilo de uma criança amada sobre um colo que passa muita confiança,
cujo coração serve como um abrigo que é cheio de amor e uma abundância imprescindível de carinho, respeito, consolo e bons sentimentos,
uma prova do zelo do Senhor desde um simples momento que com certeza ficará guardado na mente,
parte de um mútuo contentamento, um laço singular que ficará cada vez mais forte com passar do tempo.
Choro inocente de um pequeno ser que não quer ficar só, que sente o amor de uma maneira veemente,
amando de volta na mesma veemência ou talvez até mais com a reciprocidade mais verdadeira e pura possível,sem nem saber o que é amar,
mas que sempre quer ter por perto como se soubesse que o tempo não pode voltar, que a sua infância não é perene,
então, ama fortemente enquanto pode amar, fazendo o que está ao seu alcance mesmo seja apenas chorar.
Audácia, profundidade, amor e um tom sensato de gentileza que vejo no seu olhar, parte de uma personalidade interessante, autêntica, que foi aos poucos moldada por experiências doces e outras bem amargas,
que lhe trouxeram bastante esperteza, o desgosto pela superficialidade, uma singularidade rica, uma forte resiliência, desafiada e fortalecida a cada fase, certamente, muito abençoada por Deus de várias maneiras,
tamanha é a sua sensibilidade, não confia num primeiro momento, costuma reconhecer a falsidade, pois aprendeu a ser seletiva, a não se envolver se não for de verdade, quem não merece estar na sua vida e a aproveitar certas oportunidades.
Acredito honestamente que assim tem vivido nos últimos anos, mesmo passando por possíveis adversidades, falhas e recaídas, sempre perseverando, sendo uma mulher audaciosa, resiliente, amorosa, expressiva, gentil, indo além de ser linda.
A história de uma bonequinha contada através de rimas
Uma história iniciada apartir dos três anos de idade, contada através de palavras, inspirada por sentimentos obtido por atitudes covardes.
Lembranças que vem e que vão.
Será pesadelos ou realidade que aconteceu no passado? Não se sabe ao certo,só se sabe que sempre vem,
Tentando furar uma parede criada
por críticas destrutiva, que é usada para construir essa grande parede blindada.
Quando se aproxima, transmiti uma certa inocência, brinca bastante de dia, na noite a tristeza abraça ela.
sentimentos esquecidos no dia seguinte, ocasionado por uma mente fraca, por conta da pouco idade,porém guardados no inconsciente, esperando momento certo, para atacar novamente.
Passa dias e mais uma vez a falsa inocência se aproxima, marcando mais um episódio histórico na vida da simples bonequinha.
Pobre boneca, bonecas não tem vida, como se defender da tão cruel inocência? Bonecas não falam, não ouvem e nem andam, mais essa possuía sentimentos, 'possuía.'
Será realmente que a inocência é mesmo inocente? Isso ninguém saberá, bonecas não podem falar, no entanto essa boneca sente, mesmo não tendo vida.
Passa meses e o inconsciente começa a concientizar se, dos fleshes
que derrepente desprendem do inconsciente.
Agora se torna mais nítido, ela está ganhando vida, por conta da cruel covardia, assumida pela falsa inocência, marcando essa bonequinha.
-Corre boneca, a cruel inocência tá vindo!
traz em seu paladar covardia misturada na saliva.
Se a bonequinha não anda, não menos consegue correr.
Deve ser so mais essa vez que vc servirá de distração.
É dia. De dia a falsa inocência só brinca.
Porém quando chegar a noite a tristeza vem te abraçar, ativa seu inconsciente fechando os olhos para no outro dia não lembrar.
Mais como ela esquece, se os fleshes lutam contra o inconsciente?
Com cutucoes na lembrança incitando-a à aflorar lentamente.
Passa dias, semanas e meses, e por fim passa anos também.
Criou vida a boneca de infeite,
Não falava nem andava só sentia.
Sentimentos guardado em seu corpo
Motivados pela cruel corvardia introduzida na falsa inocência, de um ser que se chama experiência .
Ei boneca, agora vc tem vida!
Cresce logo para sair dessa rotina
Pois vc não é mais bonequinha.
Se tornou uma bela mocinha
Hoje anda, corre e fala, e agora está gerando forças para se defender da falsa inocência, que destila em sua saliva, crueldade,ódio e intrigas.[...]
Quando uma pessoa nos machuca profundamente, no fundo da nossa alma, pode pedir desculpas, perdão, nunca vai apagar essa mágoa, nossa tristeza, acabou e fim!!!
PS: Como dizia minha Nonna Italiana: "anche se viene vestito d'oro".
Tradução: "Nem que venha vestido de ouro".
Esta manhã nublada e chuvosa, me fez pensar : Ah… como eu queria te ver mais uma vez.
Sentir teu toque, firme o bastante para me fazer sentir segura,
suave o suficiente para me desfazer inteira em teus braços.
Conversar sem perceber o tempo passar,
rir como quem esquece o mundo,
ouvir um rock ou um samba; pouco importa o ritmo, porque, quando estamos juntos,
tudo passa a seguir o compasso do nosso sentir.
Que esse reencontro deixe de existir apenas nos meus pensamentos
e encontre o caminho do real, do toque, do agora.
Sinto tua falta em cada detalhe,
em cada silêncio que insiste em gritar teu nome.
Todas as minhas células sentem a tua ausência,
como se o meu corpo e o meu coração
ainda soubessem exatamente onde pertencem.
Os dias e os meses passavam depressa enquanto eu cursava a escola normal. Havia uma pressa no tempo, como se a rotina puxasse os ponteiros para frente sem pedir licença. Quando percebi, já era época de provas finais — e que provas! Pareciam ter sido sopradas diretamente da cabeça do capeta. Uma mais difícil que a outra, exigindo não só conhecimento, mas nervos firmes e fé.
No último dia de prova, acordei mal. O corpo pesado, o estômago embrulhado, a cabeça latejando. Tudo em mim pedia cama, silêncio e descanso. Mas era o último dia. Faltar significava recuperação, e eu não queria, não podia. Levantei-me como quem se arrasta contra a própria vontade, vesti-me no automático e fui.
Naquele dia fiz três provas. Cada questão parecia sugar o pouco de energia que ainda me restava. Quando eu já enfrentava a última, tentando manter a letra firme no papel, a inspetora apareceu à porta da sala. Chamou a professora e as duas começaram a conversar em voz baixa, num cochicho que gelava o ambiente. De repente, da porta, ela ergueu a voz:
— Ana, falta muito para você terminar a sua prova?
Olhei para ela como quem encara um inquisidor. A sala inteira parecia prender a respiração comigo. Com a voz trêmula, respondi:
— Não, senhora… faltam três questões.
Ela assentiu, ainda da porta:
— Pois bem. Quando acabar, vá até a minha sala e leve suas coisas.
Um silêncio pesado caiu sobre a turma. Todos me olhavam com olhos de compaixão. Nós sabíamos — quando alguém era chamado daquele jeito, algo sério havia acontecido.
Terminei as três questões com cautela, respirando fundo, lutando contra o enjoo e o aperto no peito. Entreguei a prova, recolhi meu material e segui até a sala dela, exatamente como havia sido orientada. Bati à porta. Ela nem esperou que eu falasse.
— Ana, pode ir embora. Aconteceu algo na sua família. Como hoje é o último dia de prova, fique tranquila. Eu mesma ligo para avisar sobre o resultado.
Minhas pernas viraram bombas. Um zunido tomou conta da cabeça. O que tinha acontecido? Saí da escola sem sentir o chão. O ônibus demorou mais do que o habitual, e o motorista dirigia tão devagar que tive a impressão de que, se fosse correndo, chegaria antes. Na minha mente, só vinham pensamentos ruins. Ninguém nunca tinha ligado para a escola pedindo para eu ir embora.
Quando cheguei em casa, o portão estava aberto. Minhas tias estavam lá, meus primos também. Choravam. Choravam muito. Meu tio falava ao telefone, mencionando algo sobre uma van. A casa, que sempre fora abrigo, estava tomada por uma dor densa.
Minha mãe veio da cozinha, caminhou até mim e disse, com a voz quebrada, a notícia que eu não queria ouvir:
— O vovô Jorge faleceu.
Na mesma hora, um filme começou a passar na minha cabeça. Lembrei-me do avô maravilhoso que ele era. Aquele avô garotão, pra frente, que ria alto, contava histórias e bebia uma cervejinha com os netos como se fosse um deles. A minha memória fez uma retrospectiva apressada dos nossos melhores momentos, e eu me recusei a aceitar que ele tinha ido, que nunca mais nos veríamos.
Meu Jorge.
Meu Jorge Amado.
Ele tinha partido — e, com ele, uma parte inteira da minha infância também se despedia.
Na profundidade de um silêncio sereno, surge uma fonte de sabedoria,
Fluindo incessante, como rio de luz, em busca de verdades etéreas.
Indagações profundas ecoam no vento, perguntando sobre a vida,
E a fonte, sábia e paciente, responde com serenidade e graça.
"O que é a vida?", pergunta uma alma inquieta,
E a fonte murmura, com voz de veludo e mistério:
"A vida é o compasso do tempo no vasto cosmos,
É a dança do acaso e da intenção, entrelaçando destinos."
"De onde viemos?", indaga um espírito curioso,
E a fonte responde, com a calma da eternidade:
"Viemos das estrelas, do pó do infinito,
Semeados pela vontade divina, crescemos como árvores cósmicas."
"Qual o propósito do nosso ser?", questiona o buscador incansável,
E a fonte, sábia como sempre, revela:
"Nosso propósito é descobrir a luz oculta dentro de nós,
Transformar o conhecimento em sabedoria, e a sabedoria em amor."
"Por que sofremos?", sussurra uma voz em meio às lágrimas,
E a fonte responde, como mãe acolhedora:
"O sofrimento é a forja onde se tempera a alma,
É o fogo que purifica e transforma, revelando a essência verdadeira."
A fonte de sabedoria, eterna e imutável,
Reflete as estrelas em suas águas claras,
Cada resposta, um reflexo de verdades antigas,
Cada pergunta, um passo na jornada da alma.
Ao final, a alma compreende que a fonte não está fora,
Mas dentro de cada ser, em cada coração que busca.
A sabedoria é a viagem e o destino, a pergunta e a resposta,
É a chama eterna que ilumina o caminho do autoconhecimento.
E assim, no silêncio da noite, sob o manto das estrelas,
A fonte continua a fluir, incessante e luminosa,
Guiando os buscadores, os curiosos, os aflitos,
Para a verdade suprema: o encontro consigo mesmo.
Vida, amor e recomeço…
A cada manhã, a luz desperta,
um novo dia, uma nova oferta.
Agradeço o pulsar do coração,
a dança do tempo, a inspiração.
Amar todos, sem distinção,
é tocar o mundo com devoção.
Nos olhos alheios, reflexos ver,
ouvir, compreender, deixar florescer.
A importância de ouvir, tão sutil,
é dar voz ao silêncio, um gesto gentil.
Na escuta atenta, encontra-se o saber,
e na troca sincera, começa o crescer.
Caminhar rumo ao melhor, constante,
é ser rio que flui, sempre avante.
No erro, lições; na queda, levantar,
ser melhor a cada dia, é se transformar.
E quando as situações pedem atenção,
que já se foram, sem solução,
lembremos do valor do presente,
de viver o agora, intensamente.
Com gratidão, amor e escuta fiel,
desenhamos a vida, um doce papel.
E na jornada, a certeza brilha,
que cada momento é uma maravilha.
Recomeçar é um voo leve,
é soltar as amarras do chão,
é plantar nova esperança,
num solo fértil de coração.
É riscar o que foi escrito,
e desenhar novos sonhos,
é ouvir o sussurro do vento,
que fala de tempos risonhos.
Quando a estrada for incerta,
e o cansaço insistir em ficar,
lembre-se que há sempre tempo,
para de novo se reinventar.
A cada passo renascido,
há coragem para florescer,
pois recomeçar é um dom,
de quem nunca para de viver.
- Relacionados
- Frases para conquistar uma mulher e impressioná-la
- Carta de Amor: textos românticos para o seu amor se sentir especial
- Mensagem para uma pessoa especial
- Mensagem para uma amiga especial
- Uma mensagem para alguém especial
- 57 mensagens de falecimento para confortar uma perda
- 27 poemas de bom dia para celebrar uma nova manhã
