Carta de uma Futura Mamae
"Não sou indiferente. Muito menos uma
pessoa sem coração.Também sofro,
me sinto muito sensível e frágil, me dói a
alma quando ficas em silêncio, me dói quando
falas de um sonho, sendo que fui só eu que
sonhei. Não me julgue sem coração, pois
o meu se encheu em lágimas silenciosas.
Hoje apenas sigo em frente. Sou a mesma,
os mesmos sonhos, a mesma garota sensível
e frágil, porem mais experiente e mais sabia.
Só entra na minha vida quem eu permito
invadir meu espaço".
❝ ...Sou uma eterna apaixonada
pela vida, pelas flores, pelas
delicadezas e sonhos que a
vida me oferece. Trago lembranças
de dores, alegrias e sentimentos
ternos e eternos. Mais madura,
mais confiante, mais sábia. Trago
um coração repleto de amor, amores
e segredos, que só são revelados
para quem consegue despir minha
alma. Aqui só estou de passagem,
escolhi viver e ser Feliz....❞
❝...O bom da vida é a graça e a oportunidade que
Deus te deu para recomeçar... um novo dia...
uma nova historia... um novo capitulo...
É hora de virar a pagina do livro e escrever
uma nova história. Ontem foi uma experiência,
teve dor, lágrimas, solidão... Mas também teve
fé, teve Deus e teve colo. Deus me segurou e
amparou, me protegeu e guiou meus passos
num caminho mais seguro. Posso sentir a mão
de Deus em cada detalhe, em cada sorriso sincero,
em cada abraço verdadeiro, em cada palavra de
carinho e conforto. Deus esta no perfume das flores,
no olhar do irmão, no sorriso da criança,
e dentro daquele que te estendeu a mão....❞
--------------------------------Eliana Angel Wolf
Abençoado dia!!!
Feliz Aniversário
Hoje é seu aniversário, uma
data linda e especial
quero agradecer a alegria
de tê-la entre meus amigos
que neste dia tão iluminado,
você seja ainda mais feliz,
que seus sonhos e projetos
se realizem. Que você tenha
fé em si mesma, para eliminar
qualquer tristeza. A hora é já!
Viva a vida intensamente!
Parabéns, toda felicidade!
Beijo com carinho!
❝ ...A cortina da noite se rasgou em luz, E a vida, mais uma vez, se fez promessa e guia. Obrigada, Deus, por mais esta manhã que conduz O tempo à chama nova, a mais um hoje que se irradia.
Meus olhos bebem o azul, a orquestra leve do vento, O milagre singelo no botão que se abre no jardim. Em cada batida, em cada sopro, em cada movimento, Sussurro a prece humilde: "Obrigada por estar em mim." ...❞
--------------- Poetisa Eliana Angel Wolf
"Um sentimento de Paz invade
meu ser, uma mansa brisa com
sabor de aconchego invade meu
dia. Um aroma suave passeia pela
minha pele, como um desabrochar
de rosas se abrindo, meu dia esta
assim, doce e suave com gostinho
de vida, que me leva ate você. Vejo
o Sol por detrás do teu sorriso. E a
Lua disse baixinho ... eu sempre soube
que era sua"...
"O Silêncio que Machuca"
Já passou por uma discussão em que, ao invés de palavras, o silêncio foi a resposta? O silêncio pode ser uma ferramenta poderosa usada para magoar alguém ou para evitar prolongar um desacordo, independentemente de quem está certo ou errado.
Imagine isto: você está em uma conversa acalorada, as emoções estão à flor da pele, e, de repente, a outra pessoa simplesmente para de falar. Esse silêncio pode ser como um soco no estômago. Parece que seus sentimentos e opiniões não importam mais, e isso dói.
O tratamento de silêncio é como uma forma de ataque passivo-agressivo, uma maneira de magoar alguém sem usar palavras cruéis diretamente. Quem faz isso muitas vezes evita encarar a situação de frente, o que torna a situação ainda mais frustrante para ambos os lados.
No entanto, o silêncio raramente resolve problemas. Em vez disso, pode prolongar conflitos e machucar ainda mais. Em um mundo onde a comunicação é essencial, o silêncio pode ser mais prejudicial do que útil.
Então, como lidar com o silêncio que dói? A resposta está na empatia e na conversa aberta. Quando alguém fica em silêncio, podemos tentar entender por que isso aconteceu e expressar nosso desejo de resolver as coisas. Às vezes, é preciso dar espaço para a outra pessoa se acalmar antes de voltar a falar.
Em resumo, o silêncio que machuca nos lembra da importância de se comunicar com empatia e paciência, independentemente de quem está certo ou errado na discussão. Quando usado como uma arma, o silêncio não ajuda a resolver conflitos nem a construir relacionamentos saudáveis. É hora de deixar o tratamento de silêncio para trás e abraçar a comunicação aberta como o caminho para relacionamentos mais felizes e saudáveis.
Nunca peça a Deus que Ele te dê uma carga mais leve,
ou que a sua caminhada seja suavizada e fácil. Ore
de todo coração e peça para que essas dificuldades te
lapidem como pessoa e que você se torne cada dia melhor.
Nao lamente-se de seus problemas e angustias, ao
contrário peça a Deus habilidade e sabedoria para
conducizir cada um deles e superá-los com êxito.
E quando você achar que a sua bagagem esta pesada, livre-se dela! Comece fazendo uma faxina no seu interior, abra as janelas da sua alma e livre-se de tudo o que não te faz bem e não te traz paz e aspectos positivos. Depois, mentalize apenas coisas boas, positividade atrai sempre coisas positivas. Respire fundo e abra o braços, agora receba o dia de hoje com uma dádiva que Deus te deu e lembre-se que se ontem as coisas não foram la grande coisa, hoje você tem a oportunidade de tentar de novo, então? O que esta esperando? "Bora" ser feliz? Eu fui!
(Priscilla Rodighiero)
Sou poeta,
Não porque sei fazer rima,
Esse dom carrego comigo,
Embora analfabeta,
A vida é uma mãe que ensina.
Nasci no Hospital São Vicente de Paulo,
Pelas mãos do doutor Paulo Ney,
Naquele primeiro de maio
De mil novecentos e noventa e seis.
Primogênito de Das Dores,
Das dores vencedor,
Orgulho muito tenho,
Porque sei meu valor.
Sou filho de Barbalha,
De todos, o menor,
Sou poeta que trabalha,
Derramando meu suor.
Vejo a vida com os olhos da realidade,
Às vezes, num piscar de olhos, fujo dela;
Viajo até pra outra cidade,
Num instante volto pra minha terra.
Escrevo tantas coisas,
Tantas coisas belas,
Palavras que em si trazem
O que a beleza revela.
Era uma tarde chuvosa quando Ana decidiu abrir o livro que Ale lhe deixara. O título, "Ecos do Coração", reluzia na lombada, como se esperasse por ela. Relendo o livro que você me deu, Ana sentia que cada página era um eco do seu ser. As palavras pareciam vibrar com a essência dele, e, por um momento, ela podia quase ouvir sua voz suave sussurrando os trechos mais marcantes.
A saudade era uma constante em sua vida, um doce sofrer que se intensificava a cada dia que passava. A distância entre eles parecia um abismo, mas as palavras de Ale eram como cordas que a uniam a ele, mesmo que em espírito. Em cada frase, ela tentava amenizar a saudade que era, buscando conforto nas memórias que dançavam em sua mente.
Enquanto a chuva tamborilava na janela, Ana se perdeu em lembranças. Os olhares trocados em silêncio, os sorrisos cúmplices que apenas eles entendiam. A cada página virada, suas palavras a abraçavam, a aqueciam, como um cobertor em uma noite fria. Seus risos ecoavam em sua mente, e ela sentia que, de algum modo, ele ainda estava ali, tecendo sua presença no silêncio daquela sala.
O tempo, ah, o tempo é cruel. Ele se arrastava, e a saudade tornava-se uma sombra constante. Mas Ana sabia que a memória era forte. Entre as linhas do livro, ela encontrava seu olhar, aquele olhar que sempre a fazia sonhar. Era como se cada palavra tivesse sido escrita especialmente para ela, um refúgio em meio à dor da ausência.
Ana fechou os olhos, permitindo-se sonhar com o dia em que finalmente poderia encontrá-lo novamente. Até que esse dia chegasse, ela se dedicaria a viver cada palavra, cada lembrança, como um presente que a vida lhe dera. O livro se tornara mais do que um objeto; era um mapa que a guiava de volta ao amor que nunca a abandonara.
E assim, naquelas páginas amareladas, Ana encontrou não apenas a saudade, mas também a esperança. A certeza de que, mesmo distantes, os laços do coração são eternos, e que um dia, em algum lugar, eles se reencontrariam.
A verdade é como uma lâmina: corta, expõe, incomoda.
Ela não se curva diante da conveniência, não se veste de máscaras para agradar.
Mas, paradoxalmente, aquilo que deveria libertar é muitas vezes tratado como vergonha.
A multidão prefere o conforto da ilusão.
Abraça a enganação como quem abraça um cobertor quente em noite fria.
A mentira embala, acalma, anestesia.
A verdade, ao contrário, exige coragem, exige postura, exige que se olhe no espelho sem filtros.
E então surge a pergunta:
De que vale a verdade, se tantos se ajoelham diante da mentira?
Vale tudo.
Porque a verdade não precisa de aplausos, não depende da aceitação da massa.
Ela é soberana, mesmo quando rejeitada.
Ela é luz, mesmo quando todos escolhem caminhar na escuridão.
A multidão pode rir, pode zombar, pode tentar sufocar.
Mas a verdade permanece.
E quem a sustenta, mesmo sozinho, carrega um poder que nenhum engano pode destruir.
Penso em você, sinto que passo a maior parte do meu dia idealizando uma vida com você.
Essa vida jamais existirá.
Pois, em momentos que sinto que vou deixá-lo, você me deixa ir, sem cerimônias, sem reconquista, apenas abre a porta e manda mensagem dizendo para ir com cuidado.
Você não quer que eu fique, mas não é você que vai me dizer para ir.
É tão fácil amar a distância, “me preocupo”, “zelo por nós”, “eu te amo”, “se alimente”, porém, você sabe o quão solitária me sinto?
Sinto que todos vivem muito bem sem a minha presença, por isso o sentimento de que sou um fardo cada dia mais cresce.
Se eu fosse mais bonita você não me deixaria ir?
Se eu fosse mais inteligente… morasse em um bom lugar… tivesse bem emocionalmente…Você ficaria comigo?
Me dói tanto quando me gera essa sensação de desistência e abandono. Porque?
Eu cansei de tentar me levantar só, é muito doloroso.
Queria tanto viver um amor no qual alguém segurasse a minha mão, me fizesse companhia, comesse comigo, me motivando a viver, cantar e tocar músicas para mim, ser um sol que comece a iluminar e aquecer meus dias tão escuros e gélidos.
Eu queria tanto, mas, devo acordar e nunca mais sonhar.
Até o último dia do ano chorarei.
Chorarei tanto quanto uma criança perde seu brinquedo favorito.
Chorarei aos montes como um adolescente que tem seu coração partido pela primeira vez.
Me debulharia em lágrimas como um adulto que percebe o quão o mundo é injusto.
Soluçarei como um idoso que já teve que dar adeus a pessoas que amou.
Chorarei, até o fim pois, quem sente com tanta intensidade a alma já dói, grita.
Até quando minha extrema intensidade vai me afundar?
Será que um dia conseguirei ao menos chegar na superfície mas não ser superficial?
Eu quero subir, quero tirar minhas âncoras, porém, se elas se forem, o que sobrará de mim?
Existe uma linha tênue entre amar e se perder.
Se eu amo, amo pela forma que sou tratada ou pela forma na qual me desprendi de mim mesma para me entregar a esse amor?
Será que o amor que sentem por mim e pelo meu amor ou a falsa ilusão de quem posso ou não ser?
Amar é projeção, espelhamento.
Eu amo o que me vejo ou amo como me veem?
Em uma época, você foi o meu maior pilar, minha melhor amiga, a pessoa que sempre pude confiar de olhos fechados.
O que aconteceu entre nós? Sinto que, não sou mais sua princesa, não tenho mais espaço na sua vida e nem no seu coração.
Porque você me abandonou e como se fosse uma obrigação vem para bater ponto dar um abraço e dizer que ama.
Dói tanto a cada dia que passa eu me decepcionar e me machucar.
Você sempre foi assim mas nunca vi, nunca abri meus olhos?
Eu estou tão sozinha posso te abraçar mais uma vez e chorar? Ser chamada de filha, a filha que você sempre quis ter?
Você diz que por minha causa nunca pode realizar seu sonho de ser mãe, mas eu sempre sonhei em vir de você.
Eu só sonho que você não me machuque mais e que em outra vida, eu posso realizar seu sonho e você o meu. Só torço que não me machuque também.
Até outra vida, te esperarei com o coração de portas abertas.
UM POUCO DE MIM
Certa ocasião escrevi sobre a morte e reportei que a mesma era uma questão de opção. Na mesma senda, nossa vida também é repleta de oportunidades. Hoje, dia que para mim é como qualquer outro, apesar de estar encerrando mais um de tantos ciclos, reflito o que consegui conquistar e, sem qualquer sombra de dúvidas, primeiramente, a dignidade de estabelecer objetivos: escolares, familiares, fraternais, amorosos, de trabalho, projetos, enfim, aquilo que dependa de mim. Não me entendam como uma “mônada” isolada, que se julga capaz de conquistar o universo tateando sozinho na sua escuridão. Bem certo de que a solidão nos remete à reflexão, entretanto, as ações que mais nos permitem a evolução são aquelas que envolvem objetivos e ensinamentos coletivos. Apesar de ter o rótulo do filho mais folgado, nem sempre as coisas foram fáceis, ao que agradeço às orientações deixadas por meus pais, exemplos de superação, sonhos e realizações. Comparadas às provações que a vida lhes apresentou, deveria dizer que não tive sequer um grão de areia como obstáculo, em face do deserto pelo qual os mesmos tiveram que superar. Para tanto, família, trabalho, obstinação e amor, auxiliaram a matar a sede para a travessia. Aliás, quem caminha sedento e, a conta-gotas, com paciência e obstinação, vai buscando energias para chegar ao oásis, bem sabe que este é um caminho sem fim. Ao longo desse intervalo terreno, muitas situações inusitadas já passei. Várias “picadas” foram abertas nesse andar, muitas, deixando “grosseiras” provocadas por alguma aroeira no caminho. “Enxertos” desafiando as relações da própria natureza, como dar uma mãe (“Vaca Chaleira”) a um terneiro órfão (Takamanakira). Outro dia conto mais sobre isso, com detalhes. A tarefa diária, antes do “colégio”, não era lá das mais admiradas para um guri de parcos anos de idade – nem se fale nos dias de geada -, contudo, ao mesmo tempo, mostrava avanços inexplicáveis naquela relação que nasceu resistente, usando-se, inicialmente, a força de “acessórios” como cordas (sogas), maneias e palanques, até que um simples acompanhar daquele ritual mágico, se transformava em uma bela cena de total adaptação e, porque não dizer, evolução.
Afinal evolução de quem?
Nesse caminho vi nascer flores dos braços de minha mãe que, a malho, ferro e fogo, cortava e moldava arranjos que, mais tarde, eu via desfilar em bailes nas cabeças e vestidos de muitas “moçoilas” de minha geração. De alguma forma, eram “essas flores” que garantiam a minha presença em alguns desses eventos festivos. Muitas outras flores e projetos vi enfeitarem a vida dessa “jardineira”, o que daria um livro que não me atrevo a, sequer, principiar. O meu pai, por sua vez, altivo, nunca, jamais, me deixou sem amparo nos momentos mais difíceis que a adolescência insistia em “me aprontar”, mesmo acidentes que envolviam alguma “remontagem” material. Sabe-se lá se eu teria ou terei com meus filhos a mesma tolerância. Caso eu falhe, certamente, não estarei seguindo as diretrizes que me foram confiadas.
Seguimos lutando para vencer cada obstáculo!
Aos meus amados irmãos, agradeço a conjunção de esforços, de todas as formas: física, espiritual, material, emocional etc. Até mesmo às acaloradas brigas, onde sempre levava a pior, pois os “cascudos” vinham em cascata, dos maiores até o menor - no caso - eu mesmo! Aprendi muito e, como já ouvi dizer, vivi na “folga” em relação a muitos percalços ou carências que talvez tenham tido mais do que eu. De qualquer sorte, mais “liso” ou não, tenho a convicção de que fui “curtido” nessa santa troca de cumplicidade, desde as “pescarias” capitaneadas pelo pai, onde eram transformadas em “engenharias de aramados” que acabaram “tramando” homens de verdade! Obrigado a todos vocês: Pai, Mãe e meus Irmãos!
A lição disso tudo: “cultura”! Tanto a do cultivo da terra quanto do campo das letras; em ambas a arte da semeadura, da plantação, do cuidado, do controle das pragas e das rezas elevadas ao alto.
Graças aos exemplos que tive, sempre traduzo cultura como forma de comunicação, não só através de um modo eloquente e rebuscado, mas aquele em que se adapta ao meio onde estejamos, permitindo que haja entendimento: desde um diálogo com um heroico peão de estância, até o mais refinado desembargador em algum tribunal desse país.
Com essa “grande bagagem”, tive o alicerce seguro para sair de casa aos 14 anos, morar “sozinho” com meus irmãos, saindo dos braços de um lar, buscando um horizonte que dependesse somente de mim. Saído de uma escola onde a religiosidade era o mote central para a realidade de uma escola pública que, logo em seguida, emendei com o sonho de uma faculdade de direito, também pública.
Os amigos: onde teriam estado? Em tudo que me move! Os verdadeiros! Os de ocasião, nem os contaria!
Claro que nominá-los seria um desrespeito! Entretanto, a força motivadora desse laço extenso e infinito que se chama amizade é uma das insuperáveis demonstrações da presença de um Ente Supremo.
O mais incrível de tudo isso é que olho para as décadas que passaram e tenho a alegria de registrar que muitos amigos, de longa data, permanecem no meu convívio diário, que distância ou tempo nenhum separam. Outros tantos, agregaram-se nesse rol com uma intensidade que os coloca como partícipes das amizades que parecem transpor nossa própria existência terrena.
Até mesmo aqueles que partiram para o oriente eterno, tenho sempre vivas as lembranças boas e até passagens tragicômicas, que me fazem rir da vida quando ela nos apronta!
Acadêmicos, colegas de aula, colegas de especialização, de mestrado, colegas de trabalho etc. Nossos rastros ficaram vivos em cada lugar que passamos.
Aqueles que, eventualmente, não consegui agradar, tenham em mente que nunca tive como desiderato de vida fragilizar a vida dos outros, nem mesmo em pensamento.
Toda discussão que envolve rotular as pessoas procuro passar ao longe, pois sou adepto da discussão de ideias e não de preconceitos!
Porém, na lição de Confúcio, em os Anacletos, um aprendiz indagava ao mestre: uma injúria se paga com uma boa ação? Ao que o mestre respondeu: uma injúria se paga com retidão, afinal, com o que se pagaria, então, uma boa ação?
Nesse contexto, faço breve conexão sobre o perdão, que é algo salutar, em certa medida. Todavia, o perdão reiterado pode significar conivência, acabando por ceifar uma oportunidade daquele que necessita alguma evolução.
Aos meus filhos, não vou dedicar muito do que aqui escrevo, pois espero registrar a cada dia minha gratidão em gestos de amor e de carinho, que nos fortalecem para seguir empreendendo nessa aplicação Divina, cuja rentabilidade pode não dar inveja aos economistas mas me tornam uma pessoa repleta e muito rica: riquíssima!
Enfim, já plantei árvores, já escrevi livros e tenho meus amados filhos!
Com franqueza e escusas pelo lugar comum, minha maior ambição é a velha máxima popular de continuar agregando vida aos anos e não anos à vida!
Certa ocasião, em algum tempo dessas “décadas”, escrevi:
“Meu único amor
é amar ter muitos amores
este é o meu jeito de ser
‘eta’ jeitinho danado
me arrumou mais você”.
Clamo que não me entendam mal sobre o sentido de amor acima referido, pois deve ser entendido na plenitude que o amor merece.
Faz tempo que escutamos - e acreditamos - em “tempos modernos”, bem decifrados pelo poeta Lulu Santos. Contudo, se faz necessário impulsionar, na realidade, “um novo começo de era, de gente fina elegante e sincera, com habilidade pra dizer mais sim do que não...”.
Assim, com o “tempo voando e escorrendo pelas mãos”, vou encerrando esse pensar comigo mesmo, que ouso dividir com todos que me acompanham ao longo desses anos.
Espero, sinceramente, tenham servido para abrandar as arestas e imperfeições que tenho, nessa luta diuturna para tentar mitigá-las, para me tornar, cada vez mais, digno de conviver com pessoas tão especiais como vocês.
Obrigado a todos, TODOS MESMO, que me permitiram refletir para um sentido e para um sentimento, que ele seja: EVOLUÇÃO!
Alfredo Bochi Brum
As pessoas vivem uma vaidade falsa,
um orgulho ensaiado para plateia vazia.
Sorriso virou máscara, caráter virou figurino.
Até a ambição perdeu a direção — já não busca sentido,
busca aplauso. Quer subir, mas não sabe para onde,
nem por quê. Corre, tropeça, atropela, e chama isso de vitória.
O mundo não está apenas em crise, está em colapso moral.
Cambaleia no próprio lamento, afunda em promessas rasas
e segue em um abismo sem freios,
onde poucos pensam, muitos repetem
e quase ninguém assume responsabilidade.
A verdade incomoda porque exige postura.
É mais fácil fingir grandeza do que viver com dignidade.
Mas a conta chega: não há vaidade que sustente um vazio,
nem orgulho falso que salve um mundo que desistiu de ser honesto.
Abrir um verso entre as infinitas possibilidades...
é como cortar uma fruta ou abri-la com a mão
então, já com letras na boca saborear palavras narrando
um verso gostoso
entre outros maduro maduro que colho na ocasião...
o léxico da verso o ano todo, as margens da possibilidade com suas raízes profundas tem sempre contexto,
só cabe encontrar o jeito
de derrubar palavras sempre amadurecendo a imaginação...
Leonardo Mesquita
Uma certa primogênita
Ela é mulher
E também Maria
Maria de mãe
Maria de Célia
E de Maria Luiza
Naquela casa
De muitas Marias
Uma mãe Maria
Não existia
Então, Ana
Se fez de Maria
Maria de mãe
De Maria Luiza
De Célia Maria
E mais três homens
Que não eram Marias
Mas também precisavam
Da Ana Maria
Todos queriam
Uma mãe feito Ana
Que penteava os cabelos
E a comida fazia
E assim, a Ana Maria
Deixou para trás
Os sonhos mais belos
Que a tornaria
"Valorizada" mulher
Mas que não fosse
Somente Maria
Era filha e não era mãe
Era só a irmã
Das outras Marias
E dos outros irmãos.
(No mês em homenagem às mulheres, minha homenagem especial a todas que tiveram sua infância sacrificada: Ana Maria, Ruth Maria, Maria Helena, Maria Estela, Luzia Maria e tantas e tantas outras.)
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