Carta de Deus

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⁠A religião gosta de guardar e preservar o que Deus recusa; Marcos 7.7-9: E em vão me adoram, ensinando doutrinas que são preceitos de homens. Negligenciando o mandamento de Deus, GUARDAIS a tradição dos homens. E disse-lhes ainda: Jeitosamente rejeitais o preceito de Deus para GUARDARDES a vossa própria tradição.

⁠Deus não cabe em pacotes de filosofias, não cabe em dogmas humanos, não cabe em nenhuma sistematização teológica. Deus tem que ser experimentado. Somente se relacionando com o Eterno, se entregando em fé, que poderemos experimentar essa intimidade. Mas o que se tem visto no meio evangélico é “Deus como uma doutrina, um dogma”, e não como experiência e relação em amor. Os sistematizadores de Deus não conseguem apreender a verdade de modo existencial e relacional, mas apenas lógico e racional.

⁠Lucas 17.20-21: ...Não vem o reino de Deus com visível aparência. Nem dirão: Ei-lo aqui! Ou: Lá está! Porque o reino de Deus está dentro de vós. O Reino de Deus está dentro de nós, dentro das pessoas e não em dogmas ou estruturas de templos. Somos filhos do Abba chamados para manifestar o Reino de Deus.

⁠2ª Timóteo 2.15: Procura apresentar-te a Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da VERDADE. Manejar bem a palavra da VERDADE é não distorcer o texto para proveito próprio, é não violentar o texto para enganar o povo, é não interpretar o texto para manipular a fé do povo, é não fazer uma exegese demoníaca para tomar o dinheiro do povo, isso é manejar bem a palavra da VERDADE!

⁠Uma teoria pela qual Deus é considerado, necessariamente, o autor do pecado deve ser repudiada por todos os cristãos e, na verdade, por todos os homens, pois nenhum homem pensa que o ser a quem considera divino é mau- no entanto, segundo a teoria de Calvino e Beza, Deus é, necessariamente, considerado o autor do pecado- portanto, essa teoria deve ser repudiada.

⁠Deus já sabia pelo Seu pré-conhecimento que Faraó resistiria a Sua voz (Êxodo 3.19), mas mesmo assim deu oportunidade para Faraó libertar o povo, porém ele "escolheu" desobedecer à ordem que foi enviada através de Moisés (Êxodo 5.2)! Deus não interfere em nosso livre-arbítrio, mas age de acordo com Seu pré-conhecimento, pois o fato dEle saber o que vai acontecer em qualquer contingência humana mesmo antes de nascermos (Jeremias 1:5), não significa que Ele passa por cima da escolha humana ou que fomos predestinados para tal fim; vemos isso claramente em Gênesis 3.

A pior carência não é a de amor, mas a de Deus. É um abismo que cega e consome. A ironia é que, enquanto buscamos essa cura, esbarramos em religiões que se preocupam mais com o julgamento do que com o acolhimento. A verdadeira carência é espiritual, mas as estruturas religiosas frequentemente vendem ilusões que nos mantêm no fundo do poço, distantes da essência. Sem essa luz autêntica, a alma segue perdida, buscando no mundo um preenchimento que nenhum sistema humano pode dar.

Quando me pedem provas da existência de Deus minha resposta é: Para o coração blindado pela incredulidade, até os milagres mais retumbantes viram mera coincidência. Nenhuma prova convence a carne. Por outro lado, para alguém que foi vivificado pelo Evangelho, a busca por provas perde o sentido. Quem tem o testemunho do Espírito em si mesmo dispensa os silogismos dos homens.

Do gesto inaugural da criação ao desfecho último da história, a revelação de Deus se desdobra como vida em movimento: não fragmentada, mas contínua e orgânica. Nesse fluxo sagrado, a Escritura nos conduz por seus grandes eixos: a criação como expressão do desígnio soberano de Deus; a queda como ruptura que desordena o humano; a aliança como insistência graciosa de Deus em permanecer com o Seu povo; a redenção como ápice da entrega divina em Cristo; e a consumação como a convergência final entre justiça, misericórdia e esperança — quando tudo encontra seu sentido n’Ele.

A espiritualidade não aceita procuradores. O teu caminhar com Deus é uma trilha estritamente pessoal, onde ninguém pode respirar, discernir ou amar a Deus em teu lugar. A intimidade com Ele nasce na solitude do seu secreto, na constância diária da oração que rasga a alma e na leitura viva da Palavra. Não terceirize o teu encontro com Deus.

Deus está no controle de cada etapa da nossa jornada. Quando tentamos apressar o processo, nós o atrapalhamos. A mariposa e a semente nos lembram que há um tempo determinado para tudo. As lutas e o silêncio do casulo são exatamente o que você precisa para ganhar força, e esse crescimento só pode acontecer de dentro para fora, no tempo perfeito de Deus. Confie no propósito dEle para a sua vida!

Tomar decisões desalinhadas com a soberania de Deus para depois exigir d’Ele um milagre de reparação revela uma espiritualidade utilitarista. Essa tentativa de usar a oração como um amuleto para anular a nossa irresponsabilidade — seja na esfera pública, eclesial ou conjugal — expõe a grande ilusão do coração humano: a de que podemos contornar a sabedoria divina e ainda assim desfrutar de Sua graça protetora.

Se aquilo que te traz prazer não encontra o seu propósito último na exaltação de Deus, não é nada além de idolatria e mundanismo. Todo prazer legítimo deve ser, antes de tudo, um reflexo do caráter santo de Cristo; caso contrário, é apenas o coração humano curvando-se aos desejos da carne e aos padrões deste mundo caído.

Deus Se revelou em Cristo, tornando a Verdade acessível. Essa revelação nos concede o doce privilégio de conhecê-Lo e repousar na Sua verdade. Contudo, estar perto dEle nunca nos dá o direito de usar a verdade como uma arma. Em vez de nos tornarmos arrogantes, somos chamados a transbordar graça e a caminhar com o coração de Jesus, falando a verdade sempre envolvida em amor.

Acorde para o fato de que a sua respiração nesta manhã é pura Graça. Diante da justiça de Deus e da nossa própria condição, o rigor do juízo nos esmagaria. O que chamamos de "acordar" é, na verdade, o favor imerecido de Deus nos mantendo vivos, nos dando a oportunidade diária de recomeçar.

A cruz não é apenas o lugar onde Deus resolveu o problema do pecado; é o lugar onde Deus revelou, de forma definitiva, quem Ele sempre foi: amor que se entrega sem deixar de ser justiça. Em Jesus, Deus entrou na nossa dor, assumiu a nossa condição e carregou sobre Si tudo aquilo que nos afastava da vida. Na cruz, o perdão deixou de ser um discurso e tornou-se um acontecimento; a reconciliação deixou de ser uma esperança distante e passou a ser um convite presente. Quem crê em Cristo descobre que a cruz não anuncia condenação, mas graça; não celebra a culpa, mas a libertação; e aponta para a ressurreição como a vitória da vida sobre toda forma de morte.

As injúrias humanas não frustraram a missão de José, Neemias, Davi e Jesus. Deus converteu a traição em livramento, a oposição em edificação, a perseguição em preparação e a morte em redenção. Se o seu propósito não estiver enraizado na vocação que Deus lhe deu, as ofensas dos homens desviarão você da sua missão.

⁠Você acredita que Deus criou o homem e arbitrariamente, soberanamente – que a mesma coisa – criou esse homem sem nenhuma outra intenção a não ser a de condená-lo? O fez, e ainda, por nenhuma outra razão a não ser a de destruí-lo para sempre? Ora, se você pode crer nisso eu tenho pena de você, é tudo que posso dizer: Você é digno de pena, de você poder pensar tão mesquinhamente sobre Deus, cuja misericórdia dura para sempre.

⁠O Autor da santificação é Deus, o próprio Santo Pai, em seu Filho que é o Santo dos santos, através do Espírito de santidade. O instrumento externo é a Palavra de Deus, o interno é a rendição da fé a Palavra pregada. A Palavra não santificará, somente por ser pregada, a não ser que a fé lhe seja adicionada e assim através dela os corações dos homens sejam purificados.

A predestinação bíblica e ortodoxa fundamenta-se na escolha de uma ordem na qual, Deus pré-conhece, quais os agentes livres alcançam a salvação e outros não. Aqui não se trata da predestinação calvinista, onde Deus escolhe arbitrariamente uns para a salvação e outros para a condenação, mas, sim, da predestinação da ordem na qual é exercido o livre-arbítrio do agente. ⁠