Carta de Carinho
As vezes penso que as respostas virão. As vezes, não. Olha ao longe e o que vejo é o espelho do tempo, convicções implorando por adoção. O mundo mais raso me desagrada. E preciso buscar os recantos onde ainda existe profundidade que favoreça o mergulho. Eu não me adapto às estruturas da superfície. Seria o mesmo que ser mortal além da conta. Mas sou mortal. Não quero ser, mas sou.
Meu caro, há uma diferença fundamental entre a Filosofia e a Jardinagem que vale a pena ressaltar. A Filosofia é o lugar da complexidade. A Jardinagem é o lugar da simplicidade. São territórios muito distintos. A Filosofia é o campo das perguntas e respostas. O jardim é o campo onde a vida prevalece misteriosa, mas ao mesmo tempo totalmente revelada. Por mais instigante que seja o contexto da complexidade filosófica, vez em quando a gente se cansa dele. O jardim é o lugar da contemplação, e a contemplação não é outra coisa senão o descanso do pensamento.
Não há maior tristeza do que a de não ter tristeza. De viver sem a angústia que nos faz sentir a beleza. De ser um ser sem sentido, sem paixão e sem nobreza. Antes a dor que me inspira do que a alegria que me entorpece. É que o poeta só existe se tiver a alma em chamas, pois o fogo que o consome é o mesmo que o ilumina. Vejo a vida como um fardo, carrego-a com ironia, pois o inferno canta mais baixo em dia de agonia. Então, que me dê a força para escrever o que ninguém ousa dizer, que me dê a coragem para enfrentar o que ninguém quer ver. Que me dê a lucidez para saber que tudo é vão. Que me dê a ironia para rir da minha condição. Que me dê a amargura para temperar a minha poesia. Que me dê a tristeza para ser a minha alegria.
É curioso pensar em quantos lugares incríveis existem no mundo, aqueles cantinhos que a gente nunca vai ver nem mesmo ouvir falar. Lugares que estão ali, silenciosos, vivendo suas próprias histórias. Existem praias isoladas, templos antigos esquecidos, florestas que abrigam segredos que nem a ciência ainda compreende. Lugares que guardam histórias que nunca serão contadas, belezas que nunca serão vistas e detalhes que permanecerão eternamente desconhecidos. Às vezes penso nisso e me perco por alguns minutos
Vivemos sob a sombra de uma vida que nunca chega a começar, perseguindo um ainda não que se desloca infinitamente. A sensação de estar atrasado não é fruto da escassez de tempo, mas da impossibilidade de habitar o presente, sequestrado pelo fantasma das possibilidades não realizadas. A gente vive com a impressão de que está sempre correndo atrás de algo que sequer começou direito. Um atraso crônico para uma vida que nunca nos foi entregue por completo, apenas esboçada, nunca habitada. O sujeito contemporâneo não sofre por falta de liberdade, mas por seu excesso, uma liberdade que se transformou em obrigação de otimizar, experimentar, abraçar infinitos eus potenciais. O problema não é a quantidade de opções, mas a crença de que precisamos experimentar todas elas para ser felizes. Essa exigência nos fragmenta. Cada possibilidade que se abre exige um eu que se adapte, que performe, que justifique. Estamos esgotados não pela escassez, mas pela abundância. A ilusão da autonomia absoluta esconde uma verdade mais cruel: escolher não é sobre ganhar, mas sobre perder. Cada decisão é um luto pelas vidas alternativas que não serão vividas. Escolher não é decidir o que se quer, é aceitar o que se vai deixar para trás. É reconhecer que cada caminho traçado é um adeus silencioso às paisagens não percorridas. Mas estamos nos tornando incapazes de dizer esse adeus. Temos medo de fechar portas. Só que quem vive tentando manter tudo aberto, não entra de verdade em lugar nenhum. A multiplicidade de opções não nos liberta; nos paralisa. O menu infinito não amplia a existência, mas a esvazia. Por trás do fetiche pela experimentação total, há um pavor mudo ao compromisso, à irreversibilidade da escolha. Tem algo em nós que desejaria não decidir, como se a não-escolha nos protegesse da dor do arrependimento. Mas isso vai nos matando aos poucos, com uma overdose silenciosa de tudo. Porque, no fim, o excesso não nutre; entorpece. O neoliberalismo nos vendeu a ficção de que podemos (e devemos) ter tudo, mas a realidade é que a felicidade só emerge quando aceitamos os limites, quando nos permitimos ser finitos. Essa sociedade produz não vencedores, mas perdedores glorificados, indivíduos que interpretam a hesitação como sabedoria e a acumulação de possibilidades como libertação. Mas estamos criando, na verdade, uma geração de perdedores, de pessoas para quem a vida é uma porta fechada. Não por falta de chaves, mas por excesso de entradas possíveis. A overdose de opções é um sintoma da miséria espiritual de nossa época. O arroz com feijão do cotidiano, o ordinário, o repetitivo, nos apavora porque exige entrega, exige que paremos de correr atrás do próximo estímulo. Feche o outro cardápio. É só outra versão do mesmo prato, apresentado com verniz gourmet. No fundo, é a vida pedindo presença. Mas estamos ausentes, de nós, dos outros, do mundo. Quem insiste em manter todas as portas abertas condena-se a ser eterno espectador de si mesmo, um turista da própria existência. Uma vida cheia de possibilidades, mas sem entrega, acaba rasa. A verdadeira liberdade não está em ter infinitos caminhos, mas em caminhar por um deles, e pagar o preço. No fim, quem vence não é quem tem mais opções, mas quem consegue escolher... e bancar essa escolha.
A angústia existencial é perceber-se livre, autônomo e soberano, é ter que transformar infinitas possibilidades de vida em uma só. Se existem 100 possibilidades e você precisa escolher uma, a única certeza que você tem a priori é que desperdiçou 99 possibilidades que agora não serão vividas.
O que morreu em mim, não foi aquele amor que você conheceu, o que morreu foi a vontade, porque de certa forma, essa mesma vontade morreu também em você, ainda que achemos que não. Lentamente deixamos de nos olhar intensamente, deixamos de nos beijar, tornamos nossa relação uma maquina automática que foi aos poucos perdendo a razão, a velocidade e o encanto, até que enfim morremos um no outro. Não, não culpo você por isso, sei que fui colaborador desse fim, pois podia ter tentado um pouco mais, podia ter investido em sorrisos e optei por silêncios, podia ter lhe convidado por mais viagens, mesmo que dentro de nós, ou no vasto pequeno mundo que ainda possuíamos, então ainda assim quero lhe garantir todo o respeito que merece, deixando aberta a possibilidade de que a amizade permaneça, pois mesmo depois de alguma dor, algo de bom há de florir em nós....
O plástico descartado, poluirá por centenas de anos, queimado gerará fumaça tóxica. É um crime contra o futuro não conter o avanço do plástico... É urgente ação e conscientização de todos, para que cem por cento dos plásticos produzidos sejam reciclados. Os oceanos gemem, a terra quieta engole seus medos, o ar está ficando irrespirável... Até quando poluiremos??
Sei que sou falho, humano, pequeno e desejoso de tantas coisas, mas uma coisa que não me permito perder é a gratidão. Sou grato pelos amigos que tenho e deixo o reconhecimento da importância que cada um tem na minha vida, vida que segue. Que seja para o melhor, sempre, para todos nós. Um grande abraço e um beijo...
Sem entrar no mérito, nem julgar Alguém, acho que postagens do tipo ofensivas,( Politica) são desnecessárias pois incitam os dois lados a uma condição de enfrentamento através do ódio e não da inteligência. E todo aquele que age desprovido de inteligência pode ser facilmente manipulado. ( Estou falando dos dois lados) Acredito que o atual momento do Brasil é delicado, mas também acredito que há muitos interesses por trás dessa movimentação toda. Não preciso nem ser partidário desse ou daquele para não aceitar esse tipo de situação. Moro em território brasileiro e temo pelas pessoas que podem ter suas vidas destruídas por um enfrentamento que visa apenas o poder politico... Fui candidato a vereador em 1992 e ouvi de muitos possíveis eleitores na época, que não votariam em ninguém pois achavam que todo politico era ladrão. Agora parece que temos um Sassa /Mutema (Salvador da pátria, eu assisti essa novela, mais para torcer pelo romance da professora com o pião, do que pelo lado politico)....É preciso apurar os fatos e condenar quem de fato deve a justiça...Seja do petrolão ou do caso do helicóptero de um certo cidadão, sem no entanto usar o povo para incitar o ódio ou fazer frente numa possível revolução interna...
"" Não adianta, construir uma relação com base no encanto, na imagem. Todos nós temos defeitos, manias e limitações. Inventar que alguém é sublime, perfeito, isso é coisa da paixão. A realidade pode decepcionar. Assim quando conhecer alguém, tome cuidado, procure não estabelecer conceitos que gostaria e preste atenção. Muito sofrimento é fruto de expectativa errada, de esperar algo que nunca terá. Lembre-se amor é liberdade, posse é prisão...""
"" Toda sociedade deveria ser como um rio, que ao longo do caminho, soma sempre. Nunca se divide para diminuir. Talvez seja a força que precisa para um dia enfrentar o mar, mas mesmo que chegue, como um minusculo córrego,sua doçura é recebida com encanto pelo oceano e não brigam, simplesmente se fundem tornando o meio ainda maior...""
""" Supondo que existe um muro e que sempre tem alguém em cima do tal muro, ainda assim existem os dois lados e qualquer um que decida ficar em um lado, de certa forma ficará contra quem está do outro, porém quem está em cima do muro, muitas vezes só se limita a criticar os dois lados...""
"" E mesmo que eu quisesse, em nada mudaria minha forma de respeitar. Tudo que sei é receber apenas o que tenho, batalhar pelo que quero e no amor torcer para que alguém me ame da mesma forma que posso amar, sem raízes para obrigar a ficar, mas com uma intensidade que só aos temporais se comparará...""
"" Ninguém é melhor que ninguém. Ter mais dinheiro, mais instrução, não nos difere. Somos todos iguais, irmãos. Cada um com sua luta. Se a honestidade e a força de vontade estiverem presentes, os calos nas mãos serão motivos de vitórias e os resultados, fartas colheitas... ""
"" Deixando as questões do machismo ou feminismo de lado, pagar um jantar, ou deixar de dividir algumas despesas com alguém que é boa companhia é apenas um mimo para quem está compartilhando e desfrutando momentos únicos. Posses são apenas vestimentas de luxos que o lixo um dia se apropriará, mas as boas lembranças, essas serão eternas e nunca terão preço...
"" Você não acreditaria no céu que desenhei pra nós dois, eram tantas estrelas e um belo luar, que acabou por eternizar aquilo que mora em nossos corações e eu infinito em você, agora sonho com um novo amanhecer, onde o amor seja a nossa real morada, quando você voltar...""
"" As redes sociais em algumas situações, parecem como uma vila onde as pessoas estão todas nas janelas. Dali observam tudo, a moça que sai a noite, o bêbado que chega em casa, a menina que se casa, o carro novo do vizinho. Aqui do alto das nossas janelas temos a pseudo impressão de que além de livres, somos imunes, podemos até xingar e chamar de ladrão. Somos soberanos e poderosos, mesmo na soberba de uma janela velha e mal pintada. Nossos carros podem ser os das fotos que tiramos, a beleza muitas vezes vem de toneis de maquilagens. Existem muitas falsidades e engano próprio nessas janelas. Parece que o mundo não é mais o mesmo, agora digital vende sorrisos e felicidade fácil. Quando alguém no clamor de profunda tristeza grita por socorro, temos sempre uma palavra de conforto, como se disséssemos, ora vizinho qualquer coisa estou por aqui....A quilômetros de distância...""
Fico feliz quando vejo pessoas em atitudes positivas, norteadas por conceitos bons e opiniões verdadeiras, tomando posição em favor do todo, que sejamos um, cem, mil e finalmente milhões de lutadores incansáveis na busca de um Brasil melhor. A história precisa ser recontada a favor do povo brasileiro e está apenas começando...
"" Que a nossa fé seja suficiente para dar a vida o sentido e a força para vencer, que mesmo assim sejamos humildes e ainda que depois de muito trabalho, o sucesso nos alcance, que saibamos valorizar e agradecer aqueles que sempre nos apoiaram, estiveram e estão ao nosso lado...""
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