Carta a uma Senhora
Senhora mulher
Você que traz no ventre desde o imperador ditador cruel e homicida, o operário madrugador e simples, o empresário cego e doente por lucros e até mesmo o salvador dos homens.
Você mãe, irmã, avó, noiva, esposa e amante; daríamos – se nos fosse pedido- o próprio coração ao invés de uma mera costela para que fosses criada, por tamanha gratidão, devoção e amor por ti.
De ti nascemos e em ti morremos, porque vemos até mesmo na morte a figura de uma linda e frágil mulher, que com o toque de suas finas mãos, fecha nossos olhos o nos põe a dormir o sono sem fim, como mãe atenciosa que coloca com todo o cuidado e carinho o filho na cama depois que este, pegou no sono.
Você é quem governa o mundo. Assim, enquanto houver um coração feminino batendo vivo cheio de amor e singeleza, haverá esperança de vida para o mundo triste e perdido dos homens.
... A senhora me desculpe, mas no momento não tenho muita certeza (de quem eu sou). Quer dizer, eu sei quem eu era quando acordei hoje de manhã, mas já mudei uma porção de vezes desde que isso aconteceu. (...)
(Alice no país das Maravilhas/ Lewis Carroll)
Esse é um dos meus trechos preferidos da obra Alice no País das Maravilhas. Parei pra pensar que o verbo mudar é uma das prioridades na nossa vida. Mudamos sem querer, sem perceber. Quando nos damos conta, passamos de lagarta à borboleta. Já analisou o quanto a lagarta sofre até se transformar em borboleta? Por instinto, ela sabe que algo de muito grande acontecerá em seu organismo e que terá que sair do cômodo e seguro casulo para enfrentar o desconhecido.
Há algum tempo, a palavra mudar representava um fardo. Acredito que muito disso se devia ao fato de supor que havia vivenciado poucas mudanças na minha vida. Nunca mudei de endereço. Também nunca mudei de escola. Passei no vestibular e fiz uma única faculdade, numa cidade próxima a minha, e eu ia e voltava todos os dias para minha casa, ou como a lagarta, voltava todos os dias ao meu casulo. Sempre afirmei: “Sou frustrada porque não mudei quase nada em minha vida.”
Até que a ficha caiu. Como eu podia dizer que vivenciei poucas mudanças, se já não sou a mesma que era? Na minha rua, as casas ao meu redor mudaram, a minha casa internamente mudou, o portão foi camuflado de outras cores, assim como as paredes e janelas... Foi nela que aprendi a caminhar e vi minha filha caminhar. A escola mudou de tamanho, adaptou espaços, mudou até, pasmem, alguns pensamentos arcaicos, além de me fazer a questionadora que sou hoje em relação às regras impostas pelas religiões. A faculdade abriu um leque de possibilidades, discussões, amizades despretensiosas e me deu até um namorado. Como eu poderia dizer que não mudei? A verdade é que mudamos todos os dias.
Pegue uma foto de anos atrás. No meu caso, vejo as mais variadas cores de cabelo, time, estilos de roupa, festas, gosto musical. Quando reviro o baú agradeço ao senhor chamado tempo. Me sinto melhor agora do que há 4 anos. Agora, reflita sobre as mudanças de dentro pra fora, que possuem um impacto maior no que você é. Aquelas que por estarmos tão acomodados demoramos a reconhecer. Certamente você dirá: “Nossa, como estou diferente.” Todas as mudanças foram causadas por experiências ao longo de sua vida de lagarta.
Pensando bem, há algo gracioso em ser lagarta, porque ela representa o caminho que se percorre ao experimentar momentos diversos, mesmo que estes sejam sinuosos e carregados de sacrifício, dor e incertezas. E o bonito de viver não é isso? Poder mudar de ideia, de opinião, de profissão, de decisão. Até que um dia, sem perceber, você está alçando voos. Virou borboleta.
Karem Moraes
CHAMAMENTO (soneto)
Mãe Senhora, das boas obras benfeitora
Mãe Senhora, do manto de esperanças
De ti a ternura da graça as almas mansas
De ti o perdão nascido na manjedoura
Doce olhar, e no auxílio não descansas
Em toda a parte, és a virgem protetora
Em teu seio o meio à urgência vindoura
És frugal vereda das bem-aventuranças
A mim, pois, filho de escareado desatino
Que aflige o coração em ingrato engano
Olhai com sua piedade o meu vil destino
Assim, neste chamamento de filho insano
Advogue por este pecador, ao Pai Divino
Soberano, nas aperturas deste mundano
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
Julho de 2016
Cerrado goiano
Saudades
Quantas saudades tenho da senhora,
Meus pensamentos ecoam mundo afora,
Lindas lembranças de segundos minutos e horas,
E essa dor que surge agora?
Dor que nunca termina,
Ameniza e se esconde bem fundo,
Vou vivendo a minha sina,
Até findar esse meu mundo.
Mundo repleto de esperança,
De um dia reencontrar a senhora,
Deitarei em teu colo como criança,
E depois disso,jamais irei embora.
Mamãe, eu te amo tanto,
Fico quieto em meu canto,
Às vezes eu me inundo em meu pranto,
Ao lembrar do seu conselho santo.
Então chegará o dia,
Da minha carta de alforria,
E ao teu lado com alegria,
Viveremos eternamente com harmonia.
Que a senhora adore Deus,
És o melhor dos sonhos meus,
E o melhor a senhora nos deu,
Que foi o respeito para com os seus.
Te amo,
Não reclamo,
Sigo reto o grande plano.
Muitas saudades,
Alegrias e felicidades,
Das velhas lembranças da realidade,
De uma mulher fantástica e sem maldades.
Lourival Alves
Ingrid.
Primeiro te vi senhora
Em desfile de elegância e graça.
Depois ouvi teu riso,
Em teu rosto grato de vida.
E resolvi querer saber você
Aproximei-me meio desconfiado de tua leveza,
e...
Encantei-me com teu ser.
E no dia-a-dia
Envolvo-me em teu sorriso
E no brilho do teu olhar,
Navego e vôo leve em tua companhia.
E com delicadeza senti teu corpo ao abraçar
E por conseqüência teu calor.
E ainda me assombra o teu doce aroma
E percebi querer te ter
Na dimensão exata do que preciso
Sentimento construído com cuidado.
E sabes que a terei...
No silencio da cumplicidade,
No desenrolar do olhar
A mais especial amizade e amor que possa lhe dar.
E fazer merecer.
Na medida exata
Cuidar de você num abraço de vida
Zelar por tua alma e te fazer sorrir
E ser
e tê-la sempre comigo.
À senhora,
Quero pedir seu perdão...
não amei o tanto que podia,
não me dediquei um minuto a mais
da obrigação.
Gritei contigo, às vezes alto, outras calado...
não entendi sua vida.
Rasguei seu ventre mais de uma vez,
fiz sangrar outras tantas...
E não ouvi uma só maldição,
sempre encontrei sorrisos à tarde,
que derrubei todos ao chão.
Desejei outras casas, outros lares,
Ri-me da sua dificuldade,
do seu jeito humilhado...Joguei-te na face minha instrução.
Mas recebia elogios de orgulho por minhas conquistas
que na verdade, eram tuas, fruto de suas mãos.
Desejei-te ausente diversas vezes,
eras-me pedra e preocupação...
até que um dia, ainda satisfeita com teu produto,
foi-se e na última hora quase, pediu-me desculpas na solidão.
Durante muito tempo ainda, continuei sem entender e a odiar-te,
sem motivos claros, sem suspeitas de crime...
E então, como um caminho de pedras no meio da mata,
voltei em meus passos contra ti, cada ato, cada olhar...
fiz-me em tiras de sangue...
Tudo o que tu fez foi me amar, mais que tudo o mais,
eu não era digno desse amor:
Mãe, me perdoa, por favor !
SALVE, RAINHA
Salve, Rainha
Senhora Santíssima
De Deus, a Vinha
De Luz Castíssima.
Mãe da Concórdia
- Hóstia pia -
Misericórdia
pedimos, ó Maria.
Nossa Senhora,
Vida e Doçura,
Esperança e Aurora,
Libertai-nos da amargura.
Bradamos, vossos filhos,
no vale de tantos enganos,
socorro nos empecilhos
pelos nossos desenganos.
Gememos na poça
de lágrimas e abrolhos.
Eia, pois, advogada nossa,
Volvei a nós Vossos olhos.
Cansados do erro
longe da Vossa Luz,
Livrai-nos do desterro,
Mostrai-nos Jesus!
Ó Senhora Clemente,
Mostrai-nos Jesus,
O fruto do vosso ventre
Ressurrecto da cruz.
Ó Maria Majestosa,
Ó dulcíssima Virgem,
Ó Maria Piedosa,
Findai nossa vertigem.
De nosso desejo aflito
Libertai-nos desde agora!
Ó Sacrário Bendito,
Descerrai-nos outra aurora.
Fazei-nos, em Nosso Senhor,
dignos de Vossa Bondade
em Vossa promessa de amor,
de luz e de eternidade.
Salve, Rainha
Senhora Santíssima
De Deus, a Vinha
De Luz Castíssima.
Vossos olhos, Senhora, que competem
Com o Sol em beleza e claridade,
Enchem os meus de tal suavidade,
Que em lágrimas de vê-los se derretem.
Meus sentidos prostrados se submetem
Assim cegos a tanta majestade;
E da triste prisão, da escuridade,
Cheios de medo, por fugir remetem.
Porém se então me vedes por acerto,
Esse áspero desprezo com que olhais
Me torna a animar a alma enfraquecida.
Oh gentil cura! Oh estranho desconcerto!
Que dareis c' um favor que vós não dais,
Quando com um desprezo me dais vida?
A fórmula da juventude (vale a pena ler)
Dona Gertrudes, 92 anos, era uma senhora elegante e bem vestida. Estava de mudança para uma casa de repouso, pois o marido com quem vivera 70 anos havia falecido e ela ficou só. Depois de esperar pacientemente por uma hora na sala de visitas, ela ainda deu um lindo sorriso quando uma atendente veio dizer que seu quarto estava pronto.
A caminho do seu novo quarto, a atendente ia descrevendo os detalhes, inclusive as cortinas de tecido florido que enfeitavam a janela.
- Ah, eu adoro essas cortinas – disse ela com o entusiasmo de uma garotinha.
- Mas a senhora ainda nem viu seu quarto – disse a atendente.
- Nem preciso ver – respondeu ela – Felicidade é algo que você decide por princípio. E eu já decidi que vou adorar! É uma decisão que tomo todo dia quando acordo. Eu tenho duas escolhas: Posso passar o dia inteiro na cama reclamando das dificuldades que tenho em certas partes do meu corpo, ou posso levantar da cama agradecendo pelas outras partes que ainda me obedecem. Cada dia é um presente. E enquanto meus olhos abrirem, vou focalizá-los no novo dia e também nas boas lembranças que eu guardei para esta época da vida. A velhice é como uma conta bancária: você só retira dela aquilo que você guardou. Portanto, lhe aconselho depositar muita alegria na sua Conta de Lembranças E como você vê, eu continuo depositando.
- Dona Gertrudes, a senhora tem a alegria de uma jovem! Como consegue? – pergunta a atendente.
Com um sorriso, ela abre sua carteira e dela retira um pequeno papel e entrega à moça, dizendo:
- É simples! Eu conheço a Fórmula da Juventude. Eu mesmo a desenvolvi. Tome, fique com ela!
A atendente então lê o pequeno papel, que continha a seguinte mensagem:
A fórmula da juventude:
1 - Jogue fora todos os números não essenciais para sua sobrevivência. Isto inclui a idade, o peso e a altura. Deixe que os médicos se preocupem com isso.
2 - Continue aprendendo. Aprenda mais sobre computador, artesanato, jardinagem, qualquer coisa. Não deixe seu cérebro desocupado.
3 - Aprecie mais as pequenas coisas. Um dia saberá o quanto elas eram grandes.
4 - Ria sempre, muito e alto. Ria até doer a barriga. Ria até perder o fôlego.
5 - Lágrimas acontecem. Aguente firme e siga em frente. A única pessoa que acompanha você a vida toda é VOCÊ mesmo. Esteja VIVO, enquanto você viver.
6 - Esteja sempre rodeado daquilo que você gosta: família, amigos, animais, lembranças, música, plantas, um hobby, o que for.
7 - Aproveite sua saúde. Se for boa, preserve-a. Se está instável, faça o necessário para melhorá-la.
8 -Nunca se arrependa. Se foi bom, é maravilhoso. Se foi ruim, é experiência.
9 - Trate a todas as pessoas com humildade e bondade. Seja bom. Faça o bem.
10 - Diga a quem você ama, o quanto você realmente o ama, em todas as oportunidades.
Tia Luíza!
Agradeço-lhe por entrar na minha vida,
Agradeço-lhe pelas inúmeras vezes que a senhora me enxergou melhor do que eu sou,
Agradeço-lhe por ensinar-me o preço verdadeiro dos bens úteis à vida,
Agradeço-lhe por todas as coisas boas que vivemos,
Agradeço-lhe por seus carinhos, sua ternura e sua compreensão
Agradeço-lhe pela paciência, pela confiança e pela dedicação de seu tempo a mim,
Agradeço-lhe por todas as dificuldades que enfrentei; não fosse por elas, eu não teria saído do lugar,
Agradeço-lhe pela sua capacidade de me olhar devagar, acreditando que a pressa poderia atrapalhar a minha vida,
Agradeço-lhe por cada olhar carrancudo, por cada palavra má, por sempre me falar a verdade,
Agradeço-lhe por me ensinar com seu jeito coerente e otimista a enfrentar a vida,
E se por acaso faltou agradecimento, perdoe-me!
Oh meu Deus! Se eu tiver crédito com o Senhor ainda, por favor dê à tia Luíza, paz, saúde e alegria de viver!
Obrigado meu Deus!
Obrigado Tia Luíza!
Como forma de agradecimento a uma graça alcançada, publico esta oração e súplica à Nossa Senhora Desatadora dos Nós para todos aqueles que que desejam alcançar uma graça muito difícil.
Oração Súplica à Nossa Senhora Desatadora dos Nós
Virgem Maria, Mãe do belo amor, Mãe que jamais deixa de vir em socorro a um filho aflito,
Mãe cujas mãos não param nunca de servir seus amados filhos, pois são movidas pelo amor divino e a imensa misericórdia
que existem em teu coração, volta o teu olhar compassivo sobre mim e vê o emaranhado de nós que há em minha vida.
Tu bem conheces o meu desespero, a minha dor e o quanto estou amarrado por causa destes nós.
Maria, Mãe que Deus encarregou de desatar os nós da vida dos seus filhos, confio hoje a fita da minha vida em tuas mãos.
Ninguém, nem mesmo o maligno poderá tirá-la do teu precioso amparo.
Em tuas mãos não há nó que não poderá ser desfeito.
Mãe poderosa, por tua graça e teu poder intercessor junto a Teu Filho e Meu Libertador, Jesus,
recebe hoje em tuas mãos este nó.........
Peço-te que o desates para a glória de Deus, e por todo o sempre.
Vós sois a minha esperança.
Ó Senhora minha, sois a minha única consolação dada por Deus, a fortaleza das minhas débeis forças,
a riqueza das minhas misérias, a liberdade, com Cristo, das minhas cadeias.
Ouve minha súplica.
Guarda-me, guia-me, protege-me, ó seguro refúgio!
Maria, Desatadora dos Nós, roga por mim.
Olá, senhora morte!
As vezes eu penso tanto na senhora,penso,até chegar ao ponto de só querer tocar-te.
Querer sentir algo perigoso,algo em que talvez eu tenha tentado fugir antes, não por mim,sim por pessoas que eu não queira vê-las mais chorar pelas burradas que eu faço.
Venho te pedir perdão,pelas vezes em que te chamei,mas me arrependi e como uma pessoa covarde, fugiu de você. Perdão,pelo fato de buscar-te,chegar até à sua porta, e temer bater.
Perdão,por ser covarde e buscar a ti, senhora morte!
Ao invés de tentar me reencontrar...]
Senhora presidenta Dilma Roussef.
Nesta.
Venho através desta, informar-lhe que sua equação será impossível ( motivo pelo qual não acredito em matemática).
Como pesquisador, posso lhe garantir que jamais teremos uma sociedade igualitária, um país sem milionários e miseráveis.
Presidenta, necessitamos dos pobres para serem nossas copeiras, empregadas domésticas.
Para conviverem com o tráfico e milícia, assim nossos filhos podem comprar drogas sem bala perdida.
Quem assistirá e ligará para o BBB, e Raul Gil, nunca esquecendo SS, lararara Hú.
Quem votará nos ladrões e quem vai acreditar que não existe preconceito no Brasil, só eles.
Peço-lhe em nome do equilíbrio de nossa nação.
Faz o bolsa passarela do Samba e esquece isso....
OBS. AGORA CUIDADO, SE QUALIFICAR A EDUCAÇÃO, ELES PODEM TE TIRAR DO CARGO E FAZER DESSE PAÍS UMA NAÇÃO.
Para Minha Amada Mamãe...
Pensar na senhora faz parte do meu dia a dia, seria como arroz e feijão, mas com uma bela fatia de bife e 2 ovos, pra quem me conhece sabe do que eu mais gosto, que nesse dia 10|08|2025, desejo à senhora minha mãe um feliz aniversário, recheado de coisas boas, tipo, como pudim, bolo de chocolate, queijo com goiabada e aquela gelatina de uva com creme de leite, delicia. Mããããe, te amo muito, perdoe minha falta, a senhora me colocou nesse mundo e sou muito grato por isso, agora eu tenho que sobreviver e mostrar pra senhora que aquilo que desejou para mim esta se concretizando...
Feliz aniversário
Te amo!
Bjs!
Mulher! Simplesmente mulher...
Passa hoje pela rua na altivez de senhora
No olhar um brilho estranho, que me derruba na hora
Procura nem me olhar, um sonho que foi se embora
No ontem um olhar seu, chorava eu por penhora...
Meu coração se agita! Às vezes quer se ir embora
Meu olhar procura o teu, nas sombras de toda as horas
Nos segundos que se passam, desculpas arranjo agora
Qualquer desculpa me serve, se voc não for embora
Sei que talvez pense agora, que quero te magoar
Mas te amar como um louco, só trouxe a mim o penar
Trago na vida saudades de tempos de não o pensar
Que um dia nesta vida! Fosse eu te encontrar...
Você talvez se magoe por querer te esquecer!
Mas rainha como tu, um pobre não tem querer
Sou eu um pobre coitado que vive do amanhecer
Esperando que na noite em sonhos venha te ver...
Não venho por entre linhas pedir que tenha desculpas
Apenas tiro do peito escritas que me perturbam
Pois ficastes magoadas com um coração sem cura
Apenas quero de ti! Uma amizade segura...
Amar-te como eu a amo, verdade seja bendita
Um amor pra eternidade, queria a despedida
Poderia num relance mudar-me toda minha vida
A morte seria um premio! Se na morte, ali eu te esqueceria...
(Zildo de oliveira barros
Iansã,
Senhora dos ventos e das tempestades,
Iansã senhora do alvorecer, aquela que cavalga nos ventos, mostra sua luz!
Senhora das chuvas, das tempestades, aquela que me cobre com sua coragem, sua força sua luz!
Sou sua filha, sua neta, sua aprendiz! Sou filha de Iansã, em mim os ventos, as chuvas, raios e trovões moram, cavalgo no tempo e consigo transformar as situações, pois faço valer a força e me recarrego nos trovões, deixo a chuva brava ficar mansa e o céu azul na cor de anil, honro esta energia que flui!
Assim como Iansã, aprecio a leveza que vem depois das chuvas, contemplo o silêncio doce do amanhecer, com a alegria de um novo e lindo renascimento do meu Ser!
Esparrey minha Mãe!
Eparrey minha bela Oyá
Eparrey minha Iansã!
Ode à Poesia
(31 de Outubro — Dia Nacional da Poesia)
Óh, Poesia!
Senhora do meu âmago!
És a fonte do viver
desse meu Eu lírico,
o elo de sobrevivência
entre o meu sentir e o meu existir...
É em ti que respiro
os silêncios não ditos,
as dores não curadas,
os afetos perdidos...
Tu és o refúgio sagrado
onde repousa minh'alma,
o templo onde a emoção
se faz verbo e luz...
Sem ti, Poesia,
eu seria deserto,
árido de encantos,
vazio de sentidos,
mas contigo,
sou flor que floresce
em meio às ruínas,
sou canto que atravessa
as muralhas do tempo...
Óh, Poesia,
que habitas em mim
como uma prece antiga,
permanece eterna,
infindável,
como a chama
que dá voz
à minha própria essência...
Óh, Poesia!
Matéria viva do meu sangue,
alma incandescente
do meu caos interior...
És o grito que ecoa
quando o mundo me cala,
a seiva que impede
a minha alma de secar...
Não és escolha,
és instinto,
necessidade,
sopro vital...
És a vertigem que me salva,
a dor que me dá forma,
a ferida que floresce
em palavras e silêncio...
Em cada verso que nasce,
sinto o parto do infinito
rasgando o meu peito,
e é em ti que sobrevivo
entre o abismo e a luz...
Poesia...
És o meu fôlego,
meu vício,
meu exílio e minha redenção...
Óh, Poesia,
minha doce companheira,
tão antiga quanto os sonhos
que me habitam em silêncio...
Tu me acompanhas
nos instantes de ternura
e nas madrugadas de solidão,
quando o mundo adormece
e só a alma desperta...
Em teus braços repouso
meu cansaço e minha fé,
contigo, aprendi que o sentir
é também uma forma de cura...
És o murmúrio que acalma,
a brisa que sopra sentido
sobre as dores do tempo...
Poesia...
tu és o modo mais puro
de me reencontrar
e me reconhecer,
em cada palavra que floresce
dentro do meu próprio silêncio...
✍©️@MiriamDaCosta
🌬🌪⚡Ode à Iansã (2)
Senhora dos ventos que carregam histórias antigas,
dos trovões que chamam pelo nome o que deve despertar,
das tempestades que lavam a alma
como quem lava um altar profanado pelo tempo.
Óh Iansã!
Quando tu ergues teu braço,
a poeira se transforma em dança,
as folhas ganham voz,
os instintos se lembram de si mesmos.
És tu quem movimenta o que dorme,
quem assopra coragem
nos recantos mais frágeis do peito.
Óh Iansã!
Tua ventania não destrói:
revela.
Desnuda o que estava encoberto,
arranca máscaras,
afina verdades.
Rainha que conduz os espíritos
com a firmeza de quem conhece
os segredos da travessia,
leva contigo as sombras que colecionei,
os medos que herdei,
os silêncios que engoli.
Óh Iansã!
Devolve-me apenas o que é vivo,
o que é chama,
o que é livre.
E quando tua tempestade passar,
que eu me reconheça de novo
(limpa, inteira, acesa)
como folha que balança,
mas não quebra
e não cai.
Óh Iansã!
Tu és o instante entre o relâmpago e o silêncio,
o sopro que vira destino,
a dobra invisível onde o tempo se curva.
És o vermelho que dança na rotação do mundo,
a espada que corta o ar em espirais de fogo,
o búfalo que rompe as portas
do que ficou esquecido.
Óh Iansã!
No teu vento vivem vozes antigas,
ancestrais que conversam com as folhas,
mensagens que se escondem nos giros do ar.
Quando chegas,
os véus caem.
Quando falas,
as sombras se recolhem.
Quando danças,
o universo escuta.
Iansã, Rainha das passagens,
daquilo que se move entre mundos,
do que muda sem pedir desculpa:
abre o portal do novo em mim.
Que eu aprenda contigo
a ser vento quando necessário,
tempestade quando inevitável
e brisa quando o amor falar mais alto.
Eparrey Oyá!!!
✍©️@MiriamDaCosta
Ode à Iansã(1) 🌬🌪⚡
Senhora dos ventos,
das tempestades,
dos redemoinhos que levantam mundos
e desmancham véus.
Tua dança é furacão,
teu passo é trovão,
tua respiração
move as fronteiras do invisível.
Óh Iansã!
Que conduz os espíritos
e abre caminhos de fogo,
varre de nós o medo,
desgruda do peito o que estagna,
liberta o que precisa voar.
Tua vestimenta é raio,
teu olhar é faísca,
tua força é o vento quente
que vira destino pelo avesso.
Senhora dos raios,
das tempestades
e de todos os ventos
leva contigo o que já não me serve
e traz de volta o que nasceu
para permanecer em mim.
Óh Iansã!
Senhora dos ventos,
das tempestades
e dos redemoinhos
que anunciam mudança.
Tua força atravessa o céu,
tua dança desperta o fogo,
tua presença abre caminhos.
Óh Iansã!
Que conduz os espíritos
e desfaz o que já não tem vida,
leva contigo o que é ruim e não serve
e traz apenas o que é bom
para o meu crescimento.
Óh Iansã!
Senhora que rasga o céu
com lâminas de vento,
que arranca pelas raízes
o que insiste em doer,
que gira mundos
e vira a alma do avesso
sem pedir licença.
Tua fúria, Iansã, é purificação:
é chuva que açoita,
vento que esfolia,
trovoada que lembra
que viver é sempre um risco.
Abaixa tua mão de raio
sobre o que precisa morrer em mim.
Incendeia o que ainda pulsa.
Leva os escombros,
deixa o essencial.
Eu te ofereço o meu medo,
faz dele tempestade.
Eu te ofereço o meu silêncio,
faz dele vento que canta.
Óh Iansã!
Senhora dos ventos
que me desarrumam
para que eu me reencontre,
das tempestades que me limpam
por dentro,
da brisa que me devolve suavemente
ao meu próprio eixo.
Óh Iansã!
Quando tu passas,
as folhas levantam seus segredos,
meus pensamentos se iluminam,
meu coração aprende
a respirar de novo.
Leva, com teu vento,
as dores que pesam.
Fica, com tua presença,
no espaço onde renasço.
E que o teu sopro,
sempre atento,
me ensine a ser leve
sem perder a força.
Eparrey Oyá!!!
✍©️@MiriamDaCosta
BR MORTE 153
Na imensa e negra passarela
Desfila a senhora da escuridão
Escolhendo a cada cratera
Aqueles que ficam, aqueles que vão...
Aqueles que em seu corpo trafegam
Levam na alma o medo
Pois suas crateras revelam
Ceifas de vidas tão cedo...
Caminho frio da incerteza
Margens do descaso cruel
Onde paira a fúnebre tristeza
Derramando lágrimas de fel...
Imensa lâmina opaca
Unindo o sul e o norte
Espalhando corpos e sucatas
BR caminho da morte...
Gigantesca vergonha Nacional
BR da insensatez
Caminho torvo e mortal
BR morte 153.
