Carta a um Amigo Especial

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Vou contar um segredo que a Vida me contou: quanto mais certinho você tenta ser, mais infeliz será!
É que a Vida é malandra, gosta de uma gandaia, de um circo pegando fogo, de uns borogodós, uns fuzuê, uns lepo lepo, de uns segredinhos pra serem guardados...
Levar uma vida toda seguindo todas as regras é a maior burrice de um ser humano.
Um pecadinho de vez em quando salva a gente de muita coisa!

As pessoas procuram ser sempre
melhores umas que as outras...
Mas esse é um grande erro, porque
para conquistar um espaço e o
mundo, basta que elas sejam
simples e humildes...
Vejam as árvores da floresta,
por maior que sejam,
elas sempre começam do chão
e é no chão que estão as
suas raizes.

Um novo dia acabou de nascer.. Em alguns lugares do mundo o Sol já está alto e vestiu o seu melhor raio para iluminar a vida daqueles que precisam, em outras parte do mundo a chuva vai molhando a terra e mesmo se o céu esta encoberto, tem um novo dia nos esperando. O mundo é engraçado, e Deus é perfeito, porque de uma parte temos a privamera cheia de cores, perfumes e vida da outra temos o Outono com a sua paisagem amarela, o clima ameno, dias cincentos e nuvolosos. Independente do lugar que você esteja, agradeça a Deus pelo dom da vida, abrir os olhos
a cada amanhecer e contemplar o novo dia, é uma dádiva, é uma benção que Deus generosamente nos concede. Pois que esse dia seja abençoado na sua vida, na minha e de todos, que Deus abençoe e alcance os corações daqueles que nos, não podemos alcançar, que todo aquele que é filho d' Ele tenha o privilégio de chegar ao final do dia orgulhoso de ter vencido mais essa etapa. Que seja prospero, frutifero e regado a muito paz. Bom Dia Caro (a) Amigo (a) Feliz quarta-feira e "simbora" viver esse dia... Amém? Se você concorda que vai ser uma quarta feira abençoada nas nossas vidas, diga amém.

Cada um sabe o fardo que carrega nas costas.


O peso da ingenuidade.
O peso das escolhas mal feitas.


Os erros cometidos, o tempo perdido, a vida por um fio, os dias sombrios, a imaturidade.


Cada um tem a sua própria bagagem;


Talvez algumas cargas sejam carregadas pelo resto da vida.


Mas, convenhamos que, experiência de vida também é adquirida com os percalços da vida.

E se o destino, cansado de nossas quedas, resolvesse nos ofertar um novo começo — uma vida em outra terra, onde o vento não soubesse nossos pecados — virias comigo?
Ali, o tempo não pesaria sobre nós; o amor seria como a primeira luz da manhã, nascendo manso entre as ruínas do que fomos.
Eu te olharia como quem reencontra o sentido do existir, e em teus olhos repousaria a certeza de que, ainda que o mundo se desfizesse, bastaria o teu gesto para recriá-lo.
Porque amar-te, em qualquer vida, é o mais divino dos destinos.

O silêncio entre dois suspiros


A vida é um corredor estreito, mal iluminado, onde portas se abrem para quartos que nunca escolhemos entrar.
O primeiro passo nos é imposto e o último não nos pertence. Entre um e outro, arrastamo-nos sobre um chão que muda de forma e de temperatura, como se o mundo conspirasse para nos lembrar que o controle é ilusão.


Não há mapa, apenas o instinto de continuar andando, mesmo quando o ar pesa e o coração lateja como se tentasse escapar do corpo.
O tempo nos esculpe sem delicadeza, arranca partes de nós sem aviso e, em troca, deixa cicatrizes que aprendemos a chamar de experiência.


O amor, quando chega, é lâmina e é cura. Pode nos erguer acima de qualquer miséria ou afundar-nos mais do que qualquer abismo.
As pessoas que cruzam nosso caminho são sombras em movimento: algumas se misturam à nossa, outras nos arrancam pedaços, e raras são aquelas que permanecem.
E mesmo essas, um dia, serão levadas.


A vida não é justa nem cruel. Ela é indiferente.
Não se importa se estamos de joelhos ou em pé, se sorrimos ou choramos, se imploramos ou amaldiçoamos o céu.
Os dias seguem, um após o outro, como soldados obedientes a um comandante invisível.


Há momentos em que a luz fere mais do que o escuro, em que o silêncio grita mais do que qualquer multidão.
É nesses momentos que percebemos que não somos heróis da nossa própria história — apenas sobreviventes.
O destino não é escrito nas estrelas, mas na poeira que se acumula sobre nossos ombros.


Arrastamos conosco o peso dos erros que não podem ser desfeitos, o eco das palavras que não conseguimos dizer, o vazio deixado por tudo o que não tivemos força para segurar.
O tempo não perdoa, apenas apaga.
E um dia, quando o corpo já não responder, nem mesmo o medo importará.
Tudo se dissolverá na mesma escuridão de onde viemos.

Meus sentimentos já não são os mesmos.
Tudo aquilo que um dia existiu em mim por você simplesmente se perdeu no tempo e nas suas atitudes. O que eu sentia morreu aos poucos, até sobrar só indiferença. Não tenho mais a mesma entrega, não tenho mais o mesmo olhar, não tenho mais o mesmo coração voltado pra você.
Hoje eu vejo claro: o que restou não é amor, é apenas lembrança. E lembrança não sustenta nada.

Glaucia Araújo

Asfalto e Estrelas


Verso 1


O asfalto reflete o céu nublado, mais um dia igual.
A cidade pulsa, um ritmo acelerado, um ritual.
Procuro um mapa, uma bússola pra me guiar,
Nesse deserto de concreto, onde o tempo parece parar.


(Refrão)


E a vida segue, num eterno vai e vem,
Entre o que é real e o que a gente quer também.
Um grito abafado na multidão,
Engenheiros do Hawaii, na nossa canção.


Verso 2


As vitrines exibem sonhos já virados pó,
E a esperança se esconde em algum lugar só.
Coleciono momentos, fragmentos de um querer,
Enquanto a rotina insiste em me convencer.


Verso 3


A tela brilha, um universo virtual,
Onde a verdade se confunde com o superficial.
Promessas vazias em cada telejornal,
E a alma clama por algo mais real.


(Refrão)


E a vida segue, num eterno vai e vem,
Entre o que é real e o que a gente quer também.
Um grito abafado na multidão,
Engenheiros do Hawaii, na nossa canção.


Verso 4


Coleciono palavras, frases de efeito e canções,
Tentando decifrar os meus próprios corações.
Em cada esquina, uma nova estação,
Buscando um sentido pra essa imensa solidão.


Ponte


Será que o futuro já foi escrito em algum lugar?
Ou somos nós que traçamos o nosso caminhar?


(Refrão Final)


E a vida segue, num eterno vai e vem,
Entre o que é real e o que a gente quer também.
Um grito abafado na multidão,
Engenheiros do Hawaii, na nossa canção.


Daniel Vinicius de Moraes

SAUDADES


Quando eu era criança
Guardo na recordação
A casa que nós morava
Perto de um ribeirão
Dum lado tinha um pasto
E do outro um mangueirão
Na frente tinha um jardim
E no fundo a plantação


Perto da venda da estrada
Tinha um campinho de bola
E num banco de madeira
Os cantador de viola
Junto com meus companheiros
Como a gente era feliz
Sentado a sombra das árvores
Ouvindo modas raiz


Hoje só resta lembranças
Daquele tempo que foi
Não tem munjolo e pilão
E nem o carro de boi
Não tem toque de berrante
E nem nuvem de poeira
Quando passava a boiada
Na estrada boiadeira


O torrador de café
Também não existe mais
Hoje é o computador
A internet e Wi-Fi
E agora mais recente
Inteligência artificial
Vou vivendo de saudades
Até o momento final.


Francisco Garbosi

Boa noite!


Que o descanso de hoje seja um abraço de Deus na sua alma.
Que Ele acalme o que ficou agitado,
acolha o que ficou doendo
e guarde com carinho o que ainda é espera.


Porque, no silêncio da noite,
Ele continua cuidando…
e já está preparando o amanhã.


— Edna de Andrade
@coisasqueeusei.edna

Ter um coração sincero e leal é carregar um fardo invisível.
Permitir-se sentir é, muitas vezes, abrir portas para feridas profundas.
Acreditamos na bondade alheia, mas o mundo raramente retribui.
Hoje, encontrar alguém de caráter é como buscar estrelas em pleno dia:
não é impossível… mas é raro, e exige fé.

Compartilhando ideias...
Por: Patrícia Dias

Em teu olhar, um convite a arder,
Um fogo que me chama, me faz querer.
Teu corpo, um mapa de desejos sem fim,
Onde cada curva me leva para mim.


No toque da pele, um arrepio que inflama,
A paixão que nos toma, que nos chama.
Suspiros que ecoam, num doce clamor,
A união de almas, em puro ardor.


O amor que nos cerca, em chama que cresce,
E o tesão que nos guia, que nos aquece.
Em cada beijo, um universo a explorar,
Um elo profundo, que não vai findar.


Contigo, Sapekinha, a vida é um sentir,
Um êxtase intenso, um eterno existir.
Essa dança de corpos, de almas a vibrar,
É o nosso segredo, o nosso amar.

Há algo divino no olhar de uma criança —
um brilho que não busca entender, apenas sentir. Ela não vê o mundo como ele é, mas como ele pode ser quando o coração está aberto.


A criança não teme o novo, ela o transforma em descoberta. Não se prende ao ontem, vive o agora com o encanto de quem vê milagres nas pequenas coisas.


Com um olhar puro, ela encontra beleza onde muitos veem rotina: num raio de sol atravessando a janela, no perfume da chuva, no abraço que chega sem motivo.


Se pudéssemos olhar a vida sempre assim,
descobriríamos que a felicidade nunca foi distante —ela sempre esteve nos gestos simples, nas risadas sinceras, na gratidão silenciosa de apenas existir.


Olhar o mundo com os olhos de uma criança
é permitir que o amor seja uma fonte natural,
que o tempo desacelere, e que a vida — mesmo imperfeita — seja um lugar de encantamento.


E que o tempo é a gente que faz ♡
Feliz Dia das Crianças!

Não desanime.
Mesmo quando o caminho parece longo
e o cansaço pesa nos ombros,
há um Deus que te sustenta passo a passo.


Ele conhece suas dores,
ouve suas orações silenciosas
e prepara respostas no tempo certo.


Respire fundo, levante os olhos
e siga — o recomeço que você espera
pode estar bem perto de chegar.


— Edna de Andrade
@coisasqueeusei.edna

Sobre o texto: Eu o escrevi como um manifesto pessoal no dia 13/08/2025, com inspiração do texto"Um Dia Você Aprende",William Shakespeare.

É fácil defender quando se trata de uma inspiração



É fácil criar quando já se tem obras

É fácil dizer: Venha! Liberte-se. Quando já está fora da jaula

É simples dizer: é fase. Quando já se passou por ela

É simples dizer: não é “tão” intenso assim. Quando a dor não é na sua pele

É simples fazer amigos, difícil é criar verídico vínculo

Simples é seguir em frente, quando já está superado no presente

Entende que brincar é divertido, mas não quando o atinge ferindo-o

E até a dor fica linda numa poesia, mas não consegue esconder a dor vazia de uma alma sozinha

Entende que amar é como uma rosa com espinhos, cheia de beleza, mas sem cuidado, vira ferida acesa

Compreende que gostar é bonito, mas não o bastante para prolongar na vida, um sorriso

Um dia você aprende, que amar é como o mar, cheio de marés altas e baixas

Aprende que precisa de ritmo

Aprende que paixão vai embora, mas o amor fica

Fica com quem é paciente, derradeiro, satisfeito, conselheiro e amigo verdadeiro

É quase uma anistia, uma vida bonita, porém cheia de capacidades vazias, quando não se tem coragem de aprofundar e fugir da correria

Aprende que não há como viver, quando não se escolhe as oportunidades verdadeiras de um ser

Aprende que a dor é pequena comparada a algo vindeiro

Aprende que o amor é a vida, para alguém que se mostra inteiro

Aprende que a dor do amar não é nada, quando outrem se revela verdadeiro.

"Levi Hanyel".

📖 Prefácio do Livro


Eu nunca quis escrever um livro.
Essas páginas surgiram porque eu não tinha mais onde gritar.
Enquanto uns escrevem pra vender sonhos, eu escrevo pra não enlouquecer.
Cada crônica, cada verso, cada frase cuspida aqui, foi arrancada no tapa pela vida.


Não espere encontrar heróis nessas linhas.
Eu não sou um deles.
Sou só mais um filho da favela, que aprendeu cedo que abraços apertados escondem punhais,
e que o amor, quando não mata, vicia.


Esse livro não é pra quem quer se sentir bem.
É pra quem tem coragem de encarar a própria hipocrisia no espelho.
Se você chegou até aqui, bem-vindo ao caos.
Não prometo redenção, mas te garanto que a verdade aqui não tem maquiagem.


Assinado,
Valter Martins / Santo da Favela

RECOMEÇO

Uma visão, uma mão sobre o vidro da janela.
Um pensamento alheio, longe, vago, distante
Um destino a ser traçado, uma nova vida a ser definida
Olhos distantes buscam o vazio. Vidas não vividas.

É noite. A cidade acordara. O breu lá fora apavora
Às luzes ultrapassam as cortinas que através do vidro emolduram a sala
O medo ficou do lado de fora. É tempo de repensar, de ir além
O que estava guardado a sete chaves e o que estava oculto vieram à tona.

O Jazz toca na vitrola. A nostalgia se fez presente.
O passado trouxe lembranças de um tempo que desconhecemos
E que precisava ser vivido hoje. Resquícios de uma vaga lembrança. Um filme.
Nossa música, um vinho na taça, um brinde, uma dança.

Uma caneta esquecida no móvel da sala. Um pedaço de papel sobre a mesa
História para contar. Relatos que nem lembrávamos de que um dia fez parte
Da nossa história. Vem. Chegou a hora. Precisamos revirar as páginas
Recomeçar. Reescrever. Reinventar ou talvez deixar acontecer.

A madrugada se despede neste momento e eu preciso partir.
O que precisava terminar, o tempo se encarregou de levar
Um novo período irá começar. Uma nova porta irá se abrir.
Uma nova chave no chaveiro. Um novo tempo e uma nova escolha.

Comportar-se sempre como se fosse observado.

Um homem atento percebe que é ou será visto. Sabe que as paredes têm ouvidos e que o que é malfeito acaba por ser conhecido. Mesmo quando está só, comporta-se como estivesse à vista de todos, e sabe que tudo será conhecido. Considera agora como testemunhas aqueles que pela notícia o serão depois. Não se incomoda de ser observado até dentro e sua casa aquele que deseja que todos o notem.

Para tudo há uma ocasião, e um tempo para cada propósito debaixo do céu:
tempo de nascer e tempo de morrer, tempo de plantar e tempo de arrancar o que se plantou,
tempo de matar e tempo de curar, tempo de derrubar e tempo de construir,
tempo de chorar e tempo de rir, tempo de prantear e tempo de dançar,
tempo de espalhar pedras e tempo de ajuntá-las, tempo de abraçar e tempo de se conter

Eclesiastes 3:1-5

"*Desejo encontrar- te em breve, para a saudade matar"*.
Se a saudade além de um sentimento melancólico, é a ausência das experiências prazerosas vividas, seria então desnecessário matá- la. Não há como reviver os prazeres dantes vivido. As sensações não se repetem, são efêmeras e inevitáveis.

060126