Carta a um Amigo Especial
Calendário de Cinzas
Mais um ano se abre
como uma porta pesada de ferro,
rangendo nos nervos do mundo.
Não é o tempo que envelhece,
somos nós que ficamos sem ar
quando a história decide gritar.
Carrego nos ombros
o peso de amar demais:
a terra,
as pessoas,
o futuro que ainda não sabe
se quer nascer.
Sou feito de urgência,
de atenção que pula como faísca,
de um coração que não aprendeu
a ser morno.
E isso cansa.
Isso dói.
Há fogo onde antes havia vento.
Há sede onde o rio costumava cantar.
Há gelo endurecendo cidades inteiras,
como se o inverno tivesse esquecido
o caminho de volta.
O planeta pede silêncio,
mas os homens gritam.
Alguns brincam com o medo
como crianças cruéis
quebrando o próprio brinquedo
só para ouvir o estalo.
Enquanto isso,
alguém no sul vê a floresta arder
como uma carta nunca respondida.
Alguém no norte
aperta os braços contra o corpo
e espera que a luz volte.
Alguém em algum lugar
só queria viver.
Há guerras que rasgam mapas,
e há outras que rasgam dentro.
Explosões que não fazem barulho,
mas deixam tudo escuro
por muito tempo.
A sensação,
não dita,
não nomeada,
apenas presente
como um sol atrás de nuvens grossas.
Um amor que não coube no mundo,
mas insistiu em existir
no espaço exato entre
o que foi
e o que nunca pôde ser.
Talvez seja isso que ainda me mantém de pé,
saber que, em línguas diferentes,
em culturas distantes,
milhares sentem este mesmo nó,
essa vontade simples, quase infantil,
de acordar sem medo
e chamar a vida de casa.
Não há muita esperança hoje.
Mas há lucidez.
E há beleza nisso:
o despertar dói,
mas é sinal de que ainda estamos vivos.
Se o mundo arde,
que ao menos nossos olhos permaneçam abertos.
Se o futuro treme,
que nossos corações não aprendam a odiar.
Porque amar, agora,
é um ato de resistência.
Em um sistema hierárquico,
Dominado pelos ricos,
Ninguém parece aos pobres dar ouvidos.
Só tem dimensão de este grande poder,
Quem usa a educação para poder perceber,
Um mundo que a todo instante está a apodrecer.
Para que sussurros possam ser escutados,
Grandes gritos devem ser ecoados,
Sem esperança aos ouvidos dos majorados,
Soluções para povos calados.
São tantas imposições,
Com tantas punições,
Que em todos os instantes,
É despertado rejeições.
São pessoas desperançosas,
Que não querem mais lutar,
E por incrível que pareça,
Já estão cansadas de gritar.
Sem serem ouvidos...
Lembranças de um passado não muito longe,
Recordo momentos contagiantes.
A visão da natureza me faz lembrar,
Momentos que minha mente não quer apagar.
De momentos ruins ao mais que perfeito,
Foram guardados sem nenhum jeito.
De momentos em momentos eles voltam a aflorar,
Recordando passados que se pudesse iria apagar.
A uma demora em querer aprender,
Que o tempo não espera você,
Aprender a viver.
Com esta pandemia global pela qual acabamos de passar, nos causou um abalo emocional muito grande, nos fazendo refletir que a vida é um espetáculo único e digno de toda nossa admiração e nos levando a perceber a fragilidade do sistema a nossa volta.
Aprendemos a chorar nossas perdas ao mesmo tempo que acreditamos mais em nós, tirando forças da fé para jamais desistir da vida, mesmo que o mundo desabe sobre nós.
Podemos compreender que um simples vírus foi capaz de assolar sonhos e amores, nos fazendo compreender da pior forma possível que independentemente da classe social, sexualidade, da cultura, da cor da pele ou da religião que se professa, somos seres humanos frágeis e finitos, mas de toda a forma somos sensacionais e podemos fazer nosso melhor revertendo erros cometidos no passado e nos tornando seres humanos melhores de hoje em diante.
Com essa vivência aprendemos que devemos julgar menos e amar muito mais, onde no meio a quarentenas, dentro de nossos próprios lares nossos olhos se abriram para realidades explicitamente ensinadas na Bíblia a séculos, aumentando nosso cuidado com a higiene, consumindo alimentos mais saudáveis ao cozinharmos juntos à nossas famílias.
Para dar um sentido na vida e sair desse ciclo vicioso é necessário tomar uma decisão assertiva e mudar velhos hábitos, mudar sua rotina, quebrar aquela corrente que te arrasta para o mesmo lugar, criar uma rotina saudável, com pessoas motivadas, ler livros que abram sua mente, buscar recompensas reais e motivadoras, investir em autoconhecimento buscando alimentar seu cérebro com acontecimentos vivazes, evitar pessoas negativas, coisas negativas, começar a fazer planos e traçar metas, desenvolver sua capacidade de liderança e empreendedorismo, nos tornando responsáveis pelo futuro.
Do Livro "Muito Além do que Seus OLhos Veem"
Destruição, rancor, vidro despedaçado,
um fio de moeda que, ao vento da tristeza, se corrói.
Esse fio de metal, queimado pela fúria do fogo,
torna-se fragilidade, quase papel.
O papel vira cinza, e da cinza retorna à natureza.
A natureza, polissêmica, guarda o rancor de ter perdido,
lança-se aos ventos, e sob os ventos encontra o mar.
Mas o mar não é consolo, apenas abismo.
Ele toma tudo e faz afundar.
Tic tac, o tempo passou,
Tic tac, o tempo nasceu.
Bloom, algo aconteceu, um novo sorriso surgiu,
Conquistas e oportunidades, um ano floresceu.
Tic tac, desafios tornaram-se vilões,
Vilões tornaram-se heróis, e o mundo tornou-se ilusório.
Assim, o ânimo virou comédia, mas o relógio não para,
Segue fluindo na correnteza das decisões e emoções.
Tic tac, os modos reiniciaram, o ciclo mudou,
O ambiente e as pessoas passaram, a nostalgia virou decisão.
Bloom, o relógio quebrou, mas outro tomou o lugar,
Um velho ano findou, para outro começar.
Aglomerado de folhas unidas por um elo,
Papel áspero que, fontificado, as protege.
No início e no fim, se tais palavras descrevem,
Apresento à vista: um caderno.
Um caderno, ou melhor, um diário que, simples,
Traz à lembrança uma época branda,
Quando a riqueza era lenda
Ou, por que não dizer, a liberdade, uma dádiva,
E estudar, uma oportunidade.
Tudo mudou, e com isso, o significado.
Hoje, o caderno é um recurso cuja importância se perdeu.
A riqueza se foi, o significado do significado
Desconfigurou-se. Pois tudo se pode ter,
Mas o porquê de ter não existe;
O para quê se dissolveu.
O altruísmo e a resiliência de outrora
Tornaram-se as lendas de hoje.
Sonhos escaparam dos sonhos para uma realidade medonha,
Onde significar é apenas alinhar-se
A uma linha percebida, que leva ao nada.
Um pedaço dilacera da alma perdida,
como sonhos aprisionados que, sem abertura, sufocam
em meio aos nãos, entre paredes que trancafeiam multidões.
Um anseio pelo fracasso que não chega,
mas que convida a procrastinação,
um anseio de não chegar,
que chega sem falar.
Suspiro que nasce deste mundo,
é simples, é se calar,
seguir a este tormento, fazendo este eco soar,
para que o sim, tão detido e distraído,
se possa enfim chegar,
fazendo alusão ao sucesso que, a todos, de forma diferente,
anseiam, desta vez, transbordar.
Conectando o mundo, podemos pessoas ver.
Mas conectar... será mesmo?
Para ver, basta um passo, um chamado, uma troca.
Se conectar é mais do que enxergar,
é deixar que o mundo nos toque,
é atravessar os muros invisíveis entre nós.
E, no entanto, a verdadeira conexão nunca chega.
Não porque está longe, mas porque a deixamos desluir.
Ela se dissolve entre os rostos —
amigos ou estranhos, conhecidos ou esquecidos.
Tristonho, enfim, lhes digo:
esta poesia é de nada,
mas, talvez, seja de tudo.
Entre versos doces ou amargos,
há um eco do que perdemos.
Simples é conectar.
Difícil é perceber que, entre os delírios do tempo,
fomos nós que nos perdemos...
Um mundo irreal
cujo olhar é felicidade,
choro tristeza
se a ambiguidade é desprezo,
o mundo é irreal, afinal
a hipocrisia é ápice do final
que abres o início
de um ciclo vicioso,
onde a verdade se mascara
e o sorriso é duvidoso,
em corações que se calam
quando a alma dispara.
E se o tempo é um espelho
que distorce o essencial,
caminho entre sombras
de um querer tão irreal,
tateando o incerto
em busca do que é vital.
Mas se o mundo é ilusão,
que reste então a poesia,
como farol da contradição
e abrigo da utopia.
O mundo é perverso, mas encantador.
É triste perceber que o antes se passou,
mas um novo amanhecer nasce,
jogando fora o que passou.
Apesar de utopia e invisível ao olho nu,
ainda permanece o ontem enquanto o hoje se faz presente,
mas o futuro já passou e também é futuro agora.
Tudo está entrelaçado e sufocante,
como as amarras da jiboia na presa,
que vê a última imagem do fim.
Mas também é lindo,
pois foi uma experiência única.
Nada pode ser jogado fora.
O mundo é feito disso:
entre desastres de cataclismo e de criação.
E a lição que vem em meio a tudo é:
tudo vai passar
e será uma parte do que virá.
Mas os rostos, os sacrifícios,
as alegrias, os costumes... passaram.
E talvez o fim de tudo já tenha acontecido,
pois o mundo é cíclico.
Civilizações desapareceram
e você desaparecerá.
Então, seja o ser único que veio ao mundo
entre tantas possibilidades.
Traga a unificidade
que a presa, nas garras da jiboia,
viu ao encarar seu último dia.
Relembre, entre suas memórias,
o momento de euforia
que teve ao sobreviver
em um belo dia.
Em uma casinha de taipa, uma garota corre feliz,
E, rajado de som, o silêncio é interrompido em uma pausa feroz.
O céu celeste, em rosa, se transforma, e o som vem, cheio de sentido e coração.
A menina, que corre, é uma senhora em um campo no outono,
Sem uma casa, mas com uma lagoa entre pássaros.
O céu rosa é celeste, e o som, mais feroz, vem à tona.
Embora o correr da menina senhora sinta falta,
O bem te vi voa, voa, em um quintal entre risos
Viver em um mundo onde o ódio é o que mais existe é difícil. É difícil saber que nem todos aceitam a imperfeição e a felicidade das outras pessoas. Machuca. Mas, sabe, machuca principalmente aqueles que, em algum momento, não se curaram de algo causado em algum momento de sua vida, por outros ou por eles mesmos. E viver nessa infelicidade, onde não se agrada a ninguém, e o fato é que, se é vivido, é vivido pelos outros e não por si mesma, isso é o que mais machuca.
Ninguém está feliz, e, ao estar infeliz, a infelicidade deixa os outros infelizes.
Então, que vivemos, no fim, em um mundo onde nossa própria felicidade importe mais do que a dos outros, porque, no final mesmo, é sobre a gente, e, ao sermos felizes e nós mesmos, os outros passam a ser também.
Longínquo
Passando na calçada nesse clima chuvoso lembrei me de um Amor Longínquo. Nessa vida de andante observo os detalhes banais e lembro do meu Amor Longínquo. Para os outros sou persona,mas para ele eu consigo expressar um pouco do meu eu sem armaduras . Eu sou o inferno e ele procura o céu ,porque os anjos o chamam. Meus lábios pintados de vermelho querem seu beijo . Meu corpo quer suas caricias . Renascer eu como eu .
Quem dera o tempo não existisse, fosse apenas uma ilusão
E que a vida fosse somente um simples passar das horas.
O medo da noite eterna me persegue na aurora,
Os vaga-lumes brilham como estrelas na minha noite.
No quarto o monstro da madrugada flutua perfumado,
Sinto o aroma da fronha nos meus sonhos verdejantes,
Nunca disseste que a vida era dura com quem vive,
Nunca sorriste para mim com a ternura de um olhar infantil.
Todo poema necessariamente tem que ter poesia, porém nem toda poesia é um poema. Poema, sem poesia, não é poema é apenas um texto.
Posso encontrar a poesia numa crônica, numa carta, geralmente as cartas de amor carregam a poesia, as cartas de despedida também, mas nem todas cartas têm poesia.
Existe poesia em uma tela de pintura, numa construção arquitetônica.
Por fim, a poesia nos envolve como um plasma de uma física quântica , que por vezes percebemos existir, por vezes mesmo existindo nao percebemos.
Vivemos em uma era singular, muitas vezes rotulada como a “Geração Floco de Neve”. Testemunhamos uma revolução global atípica, onde a menor das contrariedades parece nos ferir profundamente, fragmentando nossa resiliência emocional. Lágrimas são derramadas por trivialidades, como um suflê que não cresceu como esperado. Além disso, as amizades que cultivamos tendem a ser cada vez mais digitais e efêmeras, levantando questionamentos sobre sua autenticidade. A incerteza se faz presente: esses laços virtuais representam conexões verdadeiras?
Inadvertidamente, caímos em armadilhas de autossabotagem, infligindo danos a nós mesmos. Experimentamos uma solidão palpável no mundo concreto, onde o calor humano dos abraços e a contemplação de um pôr do sol sublime se tornam experiências raras. Quando olhamos para trás, somos tomados pelo arrependimento de não ter valorizado cada momento ao lado daqueles que amamos.
Um homem, sentado em quietude, trava uma batalha interna. Seus pensamentos se entrelaçam,
ora em sofrimento, ora em fortaleza, buscando o caminho para te proteger.
Engano pensar que o silêncio é sinal de egoísmo. Muitas vezes, ele se revela como a mais
pura e genuína forma de amor. É nesse espaço de introspecção que o indivíduo se conecta
consigo mesmo, buscando a força e a sabedoria necessárias para oferecer o melhor aos que
ama.
Alma em Solidão
Na solidão, me refugio em um abraço macio,
Um vício reconfortante, mas vazio.
Almejo um sorriso que aqueça meu ser,
Um beijo de bom dia para florescer.
Um "eu te amo" sussurrado ao anoitecer,
Um ombro amigo para as lágrimas verter.
Compartilhar alegrias, tristezas e sonhos,
Com alguém que me complete, sem tronos.
Quem recusa esse amor, se priva de viver,
De sentir a chama do afeto arder.
Ignora o que é amar, sonhar e vibrar,
Em um dueto de almas que se vão encantar.
Solidão, adeus! Pois chegou a hora
De abrir meu coração para a aurora.
Buscar um amor que me faça transbordar,
E nesse encontro, a vida celebrar.
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