Carne
Amor Canibalesco
Irei me banquetear de seus ossos e carne, como uma mera refeição de um rei absoluto
De seu coração, comerei e desfrutarei do gosto amargo de seu sangue
Devorarei cada parte sua, como se fosse minha
E por fim, despejarei todo meu amor engolindo seus olhos, para você poder observar por dentro todos os seus sentimentos sendo absorvidos por mim.
A peste revela a fragilidade da carne, a guerra expõe a selvageria da alma, e a bolha econômica denuncia a vaidade do espírito — o colapso do mundo começa onde a sabedoria se ausenta.
Imundo escravo da carne, homem de pouca fé, repudio suas ações até o último dia de minha vida — mas como repudiar a mim mesmo?
Você rezou para a deusa. Não come carne bovina há décadas. Quantas vacas foram salvas por sua causa? Não vai morrer tão fácil. Confie em mim.
Aceita que você não é só carne, mas nós também somos carne, então é natural sentirmos as necessidades da carne...
Satisfazer os desejos da carne nós torna livres para foca no que é necessário com a devida tranquilidade.
No chão da desventura, caiu sem querer,
Herança de um rei, mas sem trono a deter.
Ferido na carne, porém forte em espírito,
Resiliente na dor, um exemplo infinito.
Na humildade achou sua grandeza,
Na fraqueza, Deus mostrou destreza.
Não era o poder que fazia seu ser,
Mas sim a nobreza em seu proceder.
O favor o alcançou sem esperar,
Graça imerecida o fez levantar.
À mesa do rei, um lugar garantido,
Pois até o pequeno é reconhecido.
E assim se prova, sem hesitar:
Até o menor tem seu lugar.
Incansavelmente sua alma toca a minha;
Elas se tocam todas as madrugadas;
Enquanto a carne grita de saudade;
As nossas almas trepam.
Espinhos na carne
Correntes na alma
Qual dói mais?
Qual mais tira sua calma?
Nunca ser tu próprio
Nunca viver
Nunca ter nascido
Mas nunca morrer
Qual o sentido
De respirar num corpo
Que a tu não pertence
É ser um morto
Quem ama prende?
Prender não é amor
Prender é medo
Quem prende não entende
Me manter uma folha em branco
Para ser dobrada e descartada
Atirados os pedaços ao vento
Eu tento
Mas quem devia apoiar destrói
O que devia edificar, corrói
O que devia alegrar, só dói
Não choro, não grito
Não digo, só sinto
Palavras não saem
Não entra-me o fôlego
Luzes caem
Não conto, só minto
Minto a mim mesmo quem sou
Trai sempre, não porque a carne é fraca, mas porque a confiança é forte. Confiança de que você sempre vai perdoar e aceitar de volta...
Eu te dei um coração de carne.
Você não tem mais um coração de pedra. Agora você pode me adora com seus lábios, pois eles falam do que há em seu coração:
O meu amor.
À matéria do inevitável, sua carne será dilapidada pelo infesto anjo
À matéria do escolher, sua alma será resgatada pelo soberano.
Ele sempre vence
Aquele que não se corrompe.
Venceu a carne.
O véu sanguinário se rompe.
Da alma mais sublime.
O tom colorido.
O sal a gosto que não ofende.
A água, a fonte de toda gente.
A luz que corta e faz sucumbi as trevas.
O puro azeite do Espírito.
O trigo abundante.
O amor genuíno do amanhã, hoje e antes.
A graça transbordante.
O autor do altar da fé.
Existimos, de certo porque.
A esperança que nos redime.
Pai, filho, Espírito Santo.
Trindade de fé, tripé.
Jesus, que justifica.
Ele que edifica.
Coloca todo coitado ferido.
Sarado, curado de pé.
Giovane Silva Santos
Permita-me ser de carne e osso, não sou diferente de você, posso sorrir, posso chorar e você não ver, permita-me ser, o que realmente sou, igual você, ser humano imperfeito, que não esconde seus defeitos, não se orgulha dos mesmos, mas os supera, com o poder de amar àqueles de quem nada espera.
Lição a ser assimilada, praticada, apregoada: Não confiar na carne, na força, no amparo, dos seus braços. É imprescindível, somente confiar, totalmente, em Deus.
O ser humano é só um pedaço de carne e osso. Ter dinheiro, riquezas e bens materiais, não me faz ser melhor que ninguém. A única coisa que essas coisas compram, é o nosso próprio ego.
Antoniel Carmo
