Carlos Drumond de Andrade Contagem do Tempo
Lembro-me do tempo em que quando criança, meus problemas se resumiam as brincadeiras no intervalo do colégio. Esse tempo passou, e junto com ele, inúmeros problemas começaram a fazer parte do meu cotidiano. Naquela época, a vontade de crescer era enorme, me tornar adulto e poder fazer tudo aquilo que não era permitido. Hoje, sinto saudades daquela época, e vejo que se tornar adulto, não são as mil maravilhas que plantam em nossa cabeça. Se pudesse, gostaria de ter vivido ao inverso, começasse minha vida como um velho e a terminasse como um bebê. A sabedoria da vida adulta me faria aproveitar muito mais minha infância e saber que, todos os problemas que temos quando jovens, não são nada perto daqueles que enfrentamos ao envelhecer.
"...Queria perguntar ao tempo
Se ele nunca volta atrás
Pois deixei meus melhores dias
Tempo que não volta mais..."
Queria não ser de lugar nenhum
E pertencer a todos os lugares,
Ser várias pessoas ao mesmo tempo, e todas com histórias diferentes, vivendo de maneiras diferentes
De repente, até o oposto...
Queria explodir de emoção, porque um só corpo não suportaria tanta confusão
Viver e morrer todas as manhãs, como faz o dia, todos os dias
Queria dizer mais do que falo e, ser compreendida, sem que ninguém me entendesse
Queria que os sonhos durassem mais, porque sempre no momento mais excitante o corpo resolver acordar, e nunca se sabe o que poderia ter acontecido...
Queria que quando algo incrível acontecesse, uma notícia ruim não viesse estragar tudo...
Queria que as palavras significassem mais, já que os sentimentos não aprenderam a falar...
Queria que o eu e você não fossem eu e você, mas nós e, que nós respeitássemos o eu e você...
Queria tanto...
E, quero ainda mais...
E mesmo que os obstáculos separassem, que a experiência de haver obstáculos fossem traduzidas em boas lembranças, ao invés de fugir de medo
Queria mais, quero tanto...
Então, deito e durmo para não lembrar
De esquecer que nem sempre podemos o que queremos ter...
Toda família tem um segredo. E quando há segredos, é só uma questão de tempo para a família perfeita se despedaçar.
Águia, Garça e Coruja.
Com o tempo aprendemos, que para alcançar nossos objetivos, temos que ter alguns requisitos, alguns primórdios.
Aprendermos a ser como uma águia, enxergar longe, ter foco, no objetivo, ter uma fé inabalável no que acreditamos ser possível.
Aprendemos a ser como uma garça, saber entrar numa lama e não se sujar, conviver com o outro, sem nos deixar manipular.
Aprendemos a ser como uma coruja, silenciar a nossa mente, a observar e ser perseverante, não criticar e fazer da nossa experiência e a experiência do outro um mapa de possibilidades.
Esses sonhos, sonhos doentios, ficam sempre gravados na memória por muito tempo e produzem uma forte impressão no organismo enfraquecido e alterado do homem.
(Crime e Castigo)
Acho engraçado como a poeira está no ar o tempo todo, mas a gente só a enxerga de verdade quando existe um feixe de luz.
Eles são todos estilosos ou bonitos ou legais ou tudo ao mesmo tempo. Mas você quer o outro, ele, aquele lá, mesmo ele ouvindo pagode, mesmo que te digam que ele não te merece e que não é bonito ou certo o bastante pra você. Mesmo que te desafiem com clichês pra você tentar se convencer do impossível. Você quer tanto que isso te consome, você sente a falta dele como num grito mudo, você lembra tanto dele que se esquece de você. Você sente falta de você mesma. Isso não é amor. Amor é outra coisa. Porque amor não dói, amor não mata, amor não aprisiona. Amor salva.
Eu sei que é muita coisa e que não adianta fazer força pra esquecer o que você tem decorado. Mas talvez se você parasse de se sabotar toda vez que dá um passo a frente. Se você enxergasse a si mesma, se você se visse fazendo as coisas que faz. Se você soubesse o quanto é linda e entendesse que todos esses caras podem ser caras iguais ou melhores que ele, e que eles estão loucos por uma primeira chance – quando você só consegue pensar em dar uma segunda pra alguém que não tem a menor ideia do que o amor significa. Talvez, se você se ajudasse, se você tentasse, se parasse de repetir o disco de novo, de novo, de novo, de novo. Se. Talvez você conseguisse ser feliz mais uma vez.
Observo pessoas indiferentes aos sofrimentos dos outros o tempo inteiro... Fingem que não enxergam, ignoram, são cegos por conveniência, por interesse próprio.
Quando o tempo fecha o melhor às vezes,
é sentar e esperar passar
Pois nada como levantar e ir a luta
Porque a vida é curta não posso bobear
(っ◔◡◔)っ ♥ ♥
"Houve um tempo em que andei tão carente que corri o risco até mesmo de me apaixonar por um poste."
Menu do dia:
Aproveitamento de tempo - economia de vida.
* Descrição do prato: Não manobre seu coração em ruazinhas esburacadas e banalmente remendadas, seu coração não tem seguro. Fuja de ruelas e becos, é foda, volta e meia, ter de dar meia volta.
Não desista da vida, mesmo que seus dias estejam muito difíceis, saiba que tudo vai passar e tempos bons hão de chegar. Espera!
Abre o olho.... porque faz tempo que tô querendo te pegar de jeito... e te dar um trato daqueles que vc nunca mais vai esquecer meu tato... meu cheiro... minha pegada... meus beijos..
E o homem quando sabe o que fazer... pega e faz... não perde saliva falando... ganha tempo agindo...
"só aquele que permanece inteiramente ele próprio pode, com o tempo, permanecer objeto do amor, porque só ele é capaz de simbolizar para o outro a vida, ser sentido como tal. Assim, nada há de mais inepto em amor do que se adaptar um ao outro, de se polir um contra o outro, e todo esse sistema interminável de concessões mútuas... e, quanto mais os seres chegam ao extremo do refinamento, tanto mais é funesto de se enxertar um sobre o outro, em nome do amor, de se transformar um em parasita do outro, quando cada um deles deve se enraizar robustamente em um solo particular, a fim de se tornar todo um mundo para o outro."
É preciso que a gente seja sempre, um para o outro, duas deliciosas surpresas fecundas. Aquele mundo da fábula de La Fontaine "Os dois pombos", que aconselha aos amantes: "Amantes, felizes amantes, vocês querem viajar? Que seja pelas margens próximas/Sejam um para o outro um mundo sempre belo, sempre diverso, sempre novo./ Sejam um todo um para o outro, contem por nada o resto".
"Pois, nos seio mesmo da paixão, nunca se deve tratar de "conhecer perfeitamente o outro": por mais que progridam neste conhecimento, a paixão restabelece constantemente entre os dois este contato fecundo que não pode se comparar a nenhuma relação de simpatia e os coloca de novo em sua relação original: a violência do espanto que cada um deles produz sobre o outro e que põe limites a toda tentativa de apreender objetivamente este parceiro. É terrível de dizer, mas , no fundo, o amante não está querendo saber "quem é" em realidade seu parceiro. Estouvado em seu egoísmo, ele se contenta de saber que o outro lhe faz um bem incompreensível... os amantes permanecem um para o outro, em última análise, um mistério."
Eu aprendi há muito tempo que a coisa mais sábia que posso fazer é estar no meu próprio lado, ser um advogado para mim e para outros como eu.
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