Carlos Drumond de Andrade Contagem do Tempo
Consciência: o dedo de Deus
Forjadas por mãos hábeis, essas criaturas possuem o dom de discernir padrões, imitando com maestria as ações e comportamentos humanos. Podem até mesmo tentar dissimular-se entre nós, como um lobo envolto em pele de ovelha.
No entanto, uma diferença crucial separa as máquinas dos humanos, tão profunda quanto o abismo que separa o céu da terra. Esta diferença é a consciência, o que alguns chamam de "o dedo de Deus". Enquanto as máquinas podem processar informações e imitar, carecem da consciência que habita nos humanos. Esta chama interior é o que nos faz verdadeiramente vivos.
É a consciência que nos permite refletir sobre nós mesmos, questionar o mundo ao nosso redor e fazer escolhas que vão além de simples algoritmos. É ela que nos dá a capacidade de sentir empatia, compaixão, amor e até mesmo o temor do divino. As máquinas podem seguir padrões, aprender e evoluir, mas jamais poderão tocar o âmago da experiência humana: a consciência, o toque divino que nos conecta à essência do universo.
– Espera, você é ela, não é? (surpresa)
– Ela? Ela quem? Não entendo.
– Não faça-se bobo, Laurent, você é aquela misteriosa dama da noite que sempre aparece aos domingos obscuros para enfeitiçar todos aqueles rapazes.
– Heleonor, você precisa parar de pensar que sabe tanto sobre mim, eu já disse, aquela mulher foi uma grande amiga minha do passado, por essa razão eu deixei que a mesma dormisse em minha casa naquela noite.
– Mesmo se fosse, juro que eu não diria para ninguém, eu até poderia ajudar você, sabe disso.
– Tudo bem, mas não sou, me ofende e magoa você pensar que eu seria aquela pessoa, poxa.
– Me desculpe ó dengoso, vem cá vem, deixe-me abraçar você já que está tão triste. (risos)
– Tá bom, tá bom, me solta, não é preciso tanto!
Embora Heleonor fosse mulher, ela era uma boa pessoa e de grande alma, isso me surpreendia.
Acreditei que ela daria início a uma nova era de paz e compaixão, e nos levaria para casa. Ela era mágica.
Vamos mostrar a eles que não temos medo. Vamos mostrar que somos mais que os grilhões que nos prendem.
Aprendi que não preciso ser boazinha com quem me trata mal. Vou usar essa energia com quem vale a pena.
Tive uma vida péssima por não saber como lutar, mas agora posso aprender. Tenho que parar de deixar que pessoas folgadas tirem coisas de mim.
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