Cara Chato
Eu sempre pensei em ser o cara dos seus sonhos.
Eu sempre pensei em ser o cara.
Eu sempre pensei em ser.
Eu sempre pensei.
Eu sempre.
Eu.
Não tenho medo de me expor. Não tenho medo de jogar na tua cara meus defeitos, nem muito mesmo minha dor. Não tô nem ai. Em mente só a necessidade de entender o ilógico como o mais acertado, afinal somos feitos de carne e osso e isso dói. Mas a dor já mora aqui há algum tempo. Não te quero, não quero tua voz, nem teus abraços, tua pele, teu cheiro, nem muito menos tua irritante mania de ser imperfeito, érr… nem esse teu lado irônico e cruel. Nunca quis. Sou simples, introspectiva, criança demais kk e o que quero com você eu já tenho, e o que eu sinto quando venho aqui e leio tuas coisas isso não se pode arrancar, só me pertence. Perdi o teu olhar mas não a tua essência.
ps: … e eu com essa péssima mania de achar que o mundo todo é plateia de um circo onde o palhaço sonhador e sem graça sou eu. Pelo ou menos eu faço rir.
É que tem dias que dá uma vontade imensa de colocar um saco preto na cara e mergulhar num abismo que parece ser muito mais coerente que esse mundo que a gente vive. Tem dias que viver dói pra caramba, e dá uma vontade de jogar tudo pro ar e mudar de planeta. Alguns dias eu fico sem fôlego porque não sei lidar com gente... eu gosto de plantas, de animais, mas seres humanos são frios, calculistas, ingratos...
E tem dias que você precisa se fazer de idiota pra que os outros se vangloriem. Tem dias que você precisa engolir quando quer cuspir na cara do outro. Deus é perfeito mesmo, porque esse lance de amor ao próximo forever and ever só poderia vir de um ser perfeito. Porque tem dias, que a gente coloca um nariz de palhaço e sai por aí fingindo que tá tudo bem, quando quer sair correndo e se esconder. Tem dias que você tem que se fazer de imbecil e ignorante pra ser aceito. Tem dias que eu não consigo esconder que eu almejo mais, que eu mereço mais... E ninguém me entende.
Lamentável! Tem dias que viver perde o sentido, eu sou falha demais pra aprender a lidar com injustiças e ingratidão... Eu não sei viver com isso. Eu não sei sorrir quando quero enfiar a mão na cara daquela pessoa que fala horrores pelas minhas costas e vem me abraçar. Me dá asco! E aí vem a vontade de ficar em silêncio, as pessoas me cutucam, esperam uma resposta, e só ganham meu silêncio. Porque é a única coisa que elas merecem de mim...
Não quer ser meu amigo? Tudo bem.Mas vais perder a oportunidade de ser amigo do cara que tem muitos amigos!
Eu nunca mais vou me envolver com alguém de novo. Cansei de quebrar a cara. Essa frase marca o início de um ciclo e o começo desse clichê que a gente repete na tentativa de se proteger na próxima vez. É mais ou menos como um mantra que já prepara o coração para o que vem: segura a surpresa, manda aquela alegria inicial de ter encontrado alguém bacana embora, dá uns tapas na expectativa e te faz prometer para si mesmo que dessa vez vai ser diferente: dessa vez você não vai se envolver.
Essa frieza é característica de quem já sofreu por amor ou por menos que isso. Mas frieza é uma palavra forte, então digamos que seja uma proteção. Essa proteção é a armadura impenetrável de quem foi convocado para a guerra, mas sofre de apatia. É o brigadeiro de panela quente para quem já queimou a língua. Essa proteção é a hesitação de quem não quer repetir um novo ciclo de descasos e esperanças. Ela funciona de forma radical e direta, porque descarta qualquer um antes mesmo dele chegar a algum lugar.
A formação de defesa de pessoas que optaram por “esconder os sentimentos” e viver na desconfiança é pesada. Os que não se declaram solitários por acidente, acabam pode depositar essa postura em outros. Isso porque sempre calha de aparecer alguém que finalmente “valha a pena” para você e essa pessoa vai ser o alvo de todas as suas inseguranças e negações passadas. A frustração de já ter se arrependido, faz com que você manipule as suas vontades e apare as atitudes. Vez ou outra, isso tudo te faz mais amargo, onde o sabor agridoce vai embora e você não percebe que está exagerando. Na sua cabeça, tudo funciona como um teste para o coitado (ou coitada) que tentar algo com você. É que eles estão vivendo a sua síndrome do “Dessa vez vai ser diferente. Eu não vou me envolver.”
Mas existe uma premissa certa nisso tudo: você vai quebrar a cara de novo. Independente da postura que se assuma, você vai passar por alguma frustração. Seja a frustração de estar sozinho, quando não é isso que se quer ou a frustração de finalmente se abrir de novo e se decepcionar. Parece um tanto quanto pessimista, mas é que você encara o “quebrar a cara” como algo negativo. Só que é uma experiência que faz parte de uma vivência maior. Quebrar a cara ensina, e muito, sobre nós mesmos. Ensina sobre padrões de comportamento que nós podemos cometer e erros que dizemos ser dos outros, mas na verdade nos pertencem. Ensina a aprender mais sobre as nossas expectativas e a forma com que lidamos com elas, além de mostrar que pessoas constituem a nossa vida de forma plena e quais podem ser descartadas quando há decepção. Aliás, isso ensina mesmo se foi decepção ou insistência, quando o problema da vez era com a gente. E ensina mais ainda que o ser humano, por mais burro e teimoso que possa ser, ainda possui a capacidade de amar de novo.
Você vai se encantar de novo e se perguntar se dessa vez vai ser diferente, por mais frio ou receoso que seja. Você vai engolir em seco e fingir que nada mudou, mas vai pensar em baixar a guarda. Essa esperança bonita que motiva e que também nos torna um pouco mais bobos e um pouco mais cegos é o que faz com que relacionamentos não sejam apenas relacionamentos. São situações que engrandecem e servem de auto-análise. E elas dizem muito sobre a gente e o nosso modo de ver o mundo. Revela vontades que a gente nem imaginava ter e devolve uma maturidade que vai sendo lapidada ao longo do jogo, com seus ganhos e perdas. E esfrega na nossa cara que a gente vai quebrar a cara de novo e que vai amar de novo. Por mais “evitáveis” que tenhamos nos tornado, ainda somos apaixonantes e apaixonáveis. E essas defesas que a gente cria, com um pouco de persistência e afeto, acabam caindo por terra. E isso pode ser bom ou pode ser ruim. Mas a gente só vai descobrir se der a cara à tapa. Mesmo que isso signifique quebrá-la depois e se apaixonar logo em seguida.
Não aguento mais essa sua mania de quebrar. Quebrar minha cara, quebrar meu coração. Enfim, estou em pedaços
Cara a cara e de coração para coração
Estamos tão perto e tão distantes
Eu fecho meus olhos, eu me afasto
Isso é só porque eu não estou bem
Mas eu permaneço firme, fico forte
Me perguntando se ainda pertencemos um ao outro
Será que algum dia vamos dizer as palavras que estamos sentindo?
No fundo, por baixo
Derrubam todas as paredes
Será que alguma vez teremos um final feliz?
Ou será que vamos sempre fingir?
Estaremos sempre fingindo
Quanto tempo eu fantasio
Faço de conta que ainda está vivo
Imagine que eu sou bom o suficiente
Se pudermos escolher aqueles que amamos
Mas eu permaneço firme, fico forte
Me perguntando se ainda pertencemos um ao outro
Será que sempre mantendo segredos seguros
Cada movimento que fazemos
Parece que ninguém está abrindo de mão
E é uma vergonha
Porque se você sente o mesmo
Como eu vou saber
Será que algum dia vamos dizer as palavras que estamos sentindo?
No fundo, por baixo
Derrubam todas as paredes
Será que alguma vez teremos um final feliz?
Ou será que vamos sempre fingir?
Será que iremos sempre fingir?
Acho engraçado quando algumas mulheres perguntam sobre um cara ''ele tem carro?.'' Elas preocupadas com o carro, e eu aqui torcendo pra ele ter no mínimo um coração.
Toda mulher precisa de um cara que seja homem o suficiente para prová-la que nem todos os homens são iguais!
Não aproveitei, mais fui leao, não abri minha boca pra passar coisas na tua cara, fui feliz, hoje sou mais ainda porque sei que voce não era o que eu pensava...
“Cara você é doido!” eu respondi com jubilo pelo elogio: “talvez sim, Obrigado!”, pois era assim que chamavam os grandes poetas.
