Eu acordei perdidamente apaixonada pela minha vida. Parei para pensar em quanta coisa boa eu tenho colecionado a medida que fui vivendo. Quantos lugares eu tive oportunidade de conhecer. Quantas pessoas eu pude abraçar, quantas luas eu pude admirar. Eu parei de reclamar das dores de cabeça, do frio que fazia lá fora, das minhas roupas que iam ficando apertadas. Eu passei a amar ser o que eu sou, eu passei a sorrir para a vida!
Oh! Deus não me deixe intoxicado! Não quero ser a fruta podre que envenena seus predadores. Mas por último ser-lo-ei, e a morte já experiente de fazer cobaias os meus inimigos levar-me-á cruelmente, mas já muito tarde.
Ainda acho ridículo que, em pleno século vinte e um, as pessoas achem que a felicidade está no sorriso. Me supreende que as pessoas se enganem, quando meus olhos parecem tão tristes.