Cansa de Mesmice
Sabe quando a gente cansa de tudo ? De tudo mesmo, cansa de comer, beber, falar, sorrir, dormir, ficar acordado(a), andar, ficar parado, pensar, chorar, guarda tudo pra si, fingir que nada aconteceu, fingir que tudo está bem, que tudo vai ficar bem, de imaginar um futuro melhor, de ter esperanças, de viver, ou melhor dizendo SOBREVIVER.
Pois é, eu tô cansada de tudo isso.
Cansei de fingir que nada aconteceu, cansei de pensar em um futuro melhor.. Eu cansei, simplesmente cansei .
Se eu mudei, não foi por nada, não foi do nada. Tem uma hora que a gente cansa e é preciso se livrar de tudo que não presta. É o que eu tô fazendo, me desfazendo das coisas que não tem serventia. Que ao invés de me fazer seguir em frente, me empurra pra trás. Que ao invés de me fazer bem, me faz mal. Ultimamente eu sou a única companhia que eu quero ter por perto, é uma fase, uma mudança de planos. Onde eu decido quem permanece em minha vida, porque eu cansei de levar bagagens.
Chega uma hora que você se cansa de cruzar oceanos por pessoas que sequer pulariam uma poça por você.
Amanhã será um novo dia!!!
Tem momentos em que a gente se sente cansada. A vida cansa, a rotina cansa, lutar cansa. Mas amanhã é um novo dia e a vida sempre recomeça. Aproveita a noite, descansa e deixa amanhã o sol brilhar e iluminar sua vida, sua nova vida que nasce a cada amanhecer!!!
Não te cansa, carregar o infinito em teus olhos?
Não te cansa, suportar as asas de um anjo?
Não te cansa, visitar em meus sonhos todas as noites?
Minha mente raramente se cansa,
não consigo manter o foco,
pelo menos, não por muito tempo,
assim, não é à toa que muitas vezes satisfaço a insônia,
costumo pensar em várias coisas
simultaneamente,
principalmente, quando estou em silêncio,
alguns pensamentosaté que se
conectam,
enquanto que outros não partilham nenhum nexo.
Nem dormindo alcanço uma trégua,
tendo em vista que meus sonhos
são confusos, realistas e fantasiosos.
Posso ser considerado um trapaceiro por contrariar a adversidade
ou o nervosismo com risos
até mesmo por causade piadas
sem graça por exemplo.
Deste jeito, adentro constantemente
o meu próprio mundo,
caótico, sincero e profundo,
o qual muitos não têm a chave de acesso, nem suportariam a gravidade de lá.
Ainda que este cenário particular pareça com uma prisão,
graças ao Senhor,
está mais para um refúgio,
também possui suas zonas de conforto
ou portais para outra dimensão,
onde as artes habitam,
músicas, versos, leituras, inspiração
entre outros tipos e outras comodidades, só fica quem eu permito, a propósito,
sejas bem vinda a este
ambiente simples, intenso e salutar
até certo ponto que está longe de ser perfeito,
sou suspeito pra falar
e devo alertar que, talvez,
eu esteja enganado,
mas é provável que eu tenha TDAH,
portanto, parabéns pela coragem
e pela paciência para lidar comigo,
também pretendo desbravar o teu mundo para termos assim um mútuo regozijo.
POEMA
A minha vida é o mar o abril a rua
O meu interior é uma atenção voltada para fora
O meu viver escuta
A frase que de coisa em coisa silabada
Grava no espaço e no tempo a sua escrita
Não trago Deus em mim mas no mundo o procuro
Sabendo que o real o mostrará
Não tenho explicações
Olho e confronto
E por método é nu meu pensamento
A terra o sol o vento o mar
São a minha biografia e são meu rosto
Por isso não me peçam cartão de identidade
Pois nenhum outro senão o mundo tenho
Não me peçam opiniões nem entrevistas
Não me perguntem datas nem moradas
De tudo quanto vejo me acrescento
E a hora da minha morte aflora lentamente
Cada dia preparada
O amor comeu até os dias ainda não anunciados nas folhinhas. Comeu os minutos de adiantamento de meu relógio, os anos que as linhas de minha mão asseguravam. Comeu o futuro grande atleta, o futuro grande poeta. Comeu as futuras viagens em volta da terra, as futuras estantes em volta da sala.
O amor comeu minha paz e minha guerra. Meu dia e minha noite. Meu inverno e meu verão. Comeu meu silêncio, minha dor de cabeça, meu medo da morte.
A arquitetura como construir portas,
de abrir; ou como construir o aberto;
construir, não como ilhar e prender,
nem construir como fechar secretos;
construir portas abertas, em portas;
casas exclusivamente portas e tecto.
O arquiteto: o que abre para o homem
(tudo se sanearia desde casas abertas)
portas por-onde, jamais portas-contra;
por onde, livres: ar luz razão certa.
Até que, tantos livres o amedrontando,
renegou dar a viver no claro e aberto.
Onde vãos de abrir, ele foi amurando
opacos de fechar; onde vidro, concreto;
até fechar o homem: na capela útero, com confortos de matriz, outra vez feto.
Por trás do que lembro,
ouvi de uma terra desertada,
vaziada, não vazia,
mais que seca, calcinada.
De onde tudo fugia,
onde só pedra é que ficava,
pedras e poucos homens
com raízes de pedra, ou de cabra.
Lá o céu perdia as nuvens,
derradeiras de suas aves;
as árvores, a sombra,
que nelas já não pousava.
Tudo o que não fugia,
gaviões, urubus, plantas bravas,
a terra devastada
ainda mais fundo devastava.
O Engenheiro
A luz, o sol, o ar livre
envolvem o sonho do engenheiro.
O engenheiro sonha coisas claras:
Superfícies, tênis, um copo de água.
O lápis, o esquadro, o papel;
o desenho, o projeto, o número:
o engenheiro pensa o mundo justo,
mundo que nenhum véu encobre.
(Em certas tardes nós subíamos
ao edifício. A cidade diária,
como um jornal que todos liam,
ganhava um pulmão de cimento e vidro).
A água, o vento, a claridade,
de um lado o rio, no alto as nuvens,
situavam na natureza o edifício
crescendo de suas forças simples.
Rasas na altura da água
começam a chegar as ilhas.
Muitas a maré cobre
e horas mais tarde ressuscita
(sempre depois que afloram
outra vez à luz do dia
voltam com chão mais duro
do que o que dantes havia).
Rasas na altura da água
vê-se brotar outras ilhas:
ilhas ainda sem nome,
ilhas ainda não de todo paridas.
Ilha Joana Bezerra,
do Leite, do Retiro, do Maruim:
o touro da maré
a estas já não precisa cobrir.
A um rio sempre espera
um mais vasto e ancho mar.
Para a agente que desce
é que nem sempre existe esse mar,
pois eles não encontram
na cidade que imaginavam mar
senão outro deserto
de pântanos perto do mar.
Por entre esta cidade
ainda mais lenta é minha pisada;
retardo enquanto posso
os últimos dias da jornada.
Não há talhas que ver,
muito menos o que tombar:
há apenas esta gente
e minha simpatia calada.
..."O Padrão é uma forma de se perpetuar a evolução sobre os auspícios da mesmice!" ... Ricardo Fischer
Gosto do avesso, não gosto do comum, a mesmice me cansa, não me procure conhecer por fora, sou mudança constante, o exterior não passa de uma embalagem, valorize o interior onde carregamos o melhor e o pior de nós.
"O espírito se cansa, porém não é depressão, é sobretudo o desânimo por conta da mesmice que ocorre geração após geração. Mudanças longas, vida curta."
A mesmice deprime, cansa, envelhece a mente, polui o coração. Procure sempre a inovação, seja díspar, seja distinto, não seja análogo aos cotidianos da vida. Fazer a diferença, é brotar vida, é despontar alegria, germinar o amor e eclodir as paixões, mude sua biografia constantemente e seja feliz!
