Caminho
Cristo é o Caminho, a Verdade e a Vida — a direção segura para o nosso viver, a alegria que preenche completamente o coração e o prazer eterno na presença do Pai.
Entre Caminhos e Ausências
As ruas se despedem com asfalto desgastado,
fendas que guardam sementes de ventos antigos,
que levaram meus passos além do que os olhos alcançavam —
ruas de calçada quebrada, onde o mato já vem tomando
espaço que outrora foi de gente, de voz, de mão estendida.
Cada beco é um suspiro congelado no tempo,
cada esquina um nó de memórias que não se desatam,
e eu caminho sobre elas como quem pisca em sonhos,
sentindo o eco de passos que não são mais meus,
mas que deixaram na terra um cheiro de café forte,
de panos estendidos no sol, de risos quebrados em gritos.
Mas as ruas acabam onde as estradas começam a correr,
longas como esperanças, retas como promessas não cumpridas,
cobrindo vales e planícies com seus braços de asfalto ou terra,
pulando rios com pontes que gemem ao passar o vento,
escalando colinas com curvas que desafiam o coração.
Elas vão até onde a vista se perde na linha do horizonte,
onde o verde se torna mais denso, onde o som do homem se esfuma,
onde só o bater das asas de aves solitárias
quebra o silêncio que pesa como manta de pedra.
Essas estradas não têm nomes em mapas velhos,
elas são feitas de vontade, de paciência, de dor,
de quem busca o que está além do que se pode tocar,
além do que se pode explicar com palavras comuns.
E o céu — ah, o céu é o mesmo em todo lugar,
mas aqui, longe de tudo, ele parece mais próximo,
mais vasto, mais cheio de segredos guardados nas nuvens.
Nuvens que se transformam em montanhas de vapor,
que correm atrás das montanhas de rocha e pedra,
que erguem seus cumes até tocar a borda do azul,
cubertos de neve branca como penas de cisne,
ou de musgo verde escuro como lágrimas secas.
Esses lugares de difícil acesso, onde os caminhos se perdem,
onde não há trilha marcada, nem som de porta batendo,
onde só a terra sabe o peso dos passos que lá passaram,
onde a quietude é tão profunda que se ouve o coração bater.
Lugares vazios de gente, mas cheios de vida selvagem,
de árvores que conversam com o vento toda noite,
de riachos que contam histórias de montanha para o mar.
Mas em meio a tanta vastidão, a saudade vem como uma onda,
me prendendo ao peito como um frio que não passa.
Queria sentir um abraço quente, aquele que aquece até os ossos,
queria olhar aquele sorriso lindo que faz o mundo parar,
que transforma qualquer deserto em jardim florido,
que faz até as montanhas baixarem a cabeça em reverência.
Essa distância é um rio que não tem ponte,
mas cada estrela no céu é um olhar que me vê,
cada vento que sopra é um beijo que chega até mim,
e eu guardo tudo isso como tesouro no peito,
até que um dia os caminhos nos levem de volta um ao outro.
Quando você escolhe a alegria e o sorriso, abre espaço para que as bênçãos encontrem o caminho até a sua vida.
Não existe outro caminho... ou você anda com amor e pelo amor ou na rigidez na insensatez do coração.
Adeus, meu ex-amor. Guardo as memórias boas, mas sigo em frente com a certeza de que nossos caminhos agora seguem direções diferentes.
Olho para as estrelas e questiono: onde está o meu amor, que ainda não cruzou o meu caminho para iluminar o meu céu
A ferida está aberta agora, mas é por ela que a luz finalmente vai entrar e me mostrar o caminho de volta para mim.
Existem caminhos que a gente escolhe, e existem destinos que escolhem a gente. Você é o meu destino mais bonito."
Caminho sobre os destroços de quem eu costumava ser, procurando um reflexo que já não reconheço mais.
Dizem que quem está perdido procura o caminho de casa. Engraçado... eu continuo sem mapa, mas pela primeira vez, não sinto mais pressa de ser encontrado por mais ninguém.
Não tenha medo do caminho, apenas feche os olhos e escute a voz do seu coração; ele já sabe que o meu lugar é ao seu lado.
Muitos buscam o caminho certo, mas eu me encontrei no 'erro' de te amar. Foi a falha mais perfeita que o destino já cometeu.
Muitos me julgaram de longe, mas ninguém caminhou comigo na dor. Reconheço que caí, mas me levantei limpo. Venci o vício sem máscaras e sem a falsa caridade de instituições vazias. Só Deus e a minha perseverança sabem o que passei para deixar de beber e fumar.
