Caminho
Louvado seja aquele que nos oportuniza novas trilhas, novos caminhos, neste novo amanhecer de possibilidades...Devemos acrescentar novos projetos àqueles que já existem, considerando a necessidade de potencializarmos a grande obra iniciada...Ontem preparamos o "arado" e a "sementeira", hoje precisamos regar a "planta" crescida, mas que ainda carece de cuidados, no que cabe a representação singela de cada um dos seus "cuidadores"... O "oxigênio" puro, meus amados, é um elemento da natureza, ofertado à todos, sem predileções, pois Deus é onipresente, e habita em todos os corações, na maestria do amor que lhe define...Somos uma energia coletiva, composta de milhões de energias individuais, cada uma à seu turno, construindo conforme os seus dons e os seus créditos. Saibamos diferenciar o que é mecânico, através das leis da física convencional, do que é intangível, e imperceptível para alguns...A Arte deve prevalecer, do espírito para o próprio espírito, em caminho e verdade, a qualquer tempo, templo, crença ou cidade....Que possamos, absorver dessas singelas palavras, meus amados, a nossa súplica: Não deixemos a beleza evadir-se de suas "cores", a musicalidade, perder-se na "sombra" de "notas" vazias, e a Arte, que aflora no berço do Espiritismo, definhe, como folha seca e solitária, sujeita ao vento intempestivo, das nossas frágeis "opiniões"...
Na longa estrada da vida, por vezes, sobre áridos caminhos, precisamos remover "pedras" e confrontar "espinhos"...Mas são das pedras brutas que extraímos as mais belas "jóias" do ser, e por trás de duras e pontiagudas "excrescências", é que descobrimos a razão representada, na real beleza que nos cerca... Deixemos então, que a construção aconteça, sob os olhos do amor e da nobreza, pois todos temos uma linda representação "acesa", no espetáculo da vida, que infinitamente reina...
Da vida não guardo segredos,
Sou tristeza que anda, alegria que convida...
Sou caminho, sou balança,
Encontro e despedida...
Sou lágrima que derrama,
Chuva que não exita...
Para uns sou afronte, para outros vida,
Para uns o nada, para outros o tudo que analisa...
Nem sempre sou flecha que acerta,
Água que inunda...
Sou pena leve que flutua,
Pedra que às vezes afunda...
Sou voz que cala, vento que murmura,
Sou do chão o pó, o mesmo pó que fagulha, sou o erro que tropeça,
A fé que no mundo mergulha...
A "vida" tarda para descobrir as razões do "tempo", mas os "caminhos" se renovam, num simples piscar de olhos, a todo momento...
O caminho é necessário, mas a jornada compete ao ser predestinado, sob a fluidez do solo das suas conquistas interiores.
"Nunca é o Fim"
Ainda me sobram palavras não ditas
e caminhos que não explorei...
Não sou a soma dos meus tropeços...
mas da fé que nunca abandonei.
Os dias me curaram com doçura,
mesmo quando doeram demais...
E entendi que o tempo não julga,
apenas espera que voltemos em paz.
Nada está perdido enquanto se sente,
nada se apaga se ainda há calor...
Nunca é o fim para quem entende
que a vida recomeça onde há amor.
Buscar a liberdade através da escravidão das drogas, além de paradoxal, não é um caminho inteligente.
“A Alquimia é o caminho, o caminhar e o próprio caminhador. Mas, só aquele que lhe escuta o chamado está apto a trilhar essa senda. Acredito ter ouvido algo...”
Confie no caminho que Deus traçou para você, mesmo quando não compreende; Salmos 37:5 - "Entrega o teu caminho ao Senhor; confia nele, e ele tudo fará."
A única presença que me sustenta em minha jornada é Jesus. Ele é o caminho que trilho, a verdade que sigo .Em sua direção, dedico todo o meu ser.
Tem caminhos que seguimos que não permitem olhar para trás, pois cada passo adiante exige a coragem de enfrentar o desconhecido sem hesitação. Como está escrito: 'Jesus respondeu: Ninguém que põe a mão no arado e olha para trás é apto para o Reino de Deus.'" - Lucas 9:62
A essência da vida espiritual: a entrega total a Deus como um caminho para encontrar propósito, paz e transformação. Quando nos conectamos profundamente com o divino, nossa vida ganha um novo sentido, e os frutos dessa comunhão se manifestam em todas as áreas – desde nossos relacionamentos até nossa capacidade de enfrentar desafios com resiliência e esperança.
A metáfora da videira e dos ramos, apresentada por Jesus em **João 15:5**, ecoa essa verdade:
*"Eu sou a videira; vós, os ramos. Quem permanece em mim, e eu nele, esse dá muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer."*
Esse versículo nos lembra que nossa força e capacidade de "dar frutos" – sejam eles ações de bondade, palavras de sabedoria ou perseverança em tempos difíceis – vêm exclusivamente de nossa conexão com Deus.
Assim como os ramos dependem da videira para sustentar a vida, nossa jornada espiritual prospera quando buscamos essa conexão diária com Deus. É nessa relação íntima que encontramos renovação e forças para enfrentar as incertezas e as adversidades. Além disso, ao entregarmos nosso coração a Ele, somos moldados para refletir Sua luz e amor no mundo, tornando-nos instrumentos de paz e esperança para os outros.
Portanto, este chamado à comunhão é mais do que um convite; é uma necessidade vital para uma vida plena e significativa. Que possamos, todos os dias, nutrir esse relacionamento com o Criador, permitindo que Seu amor nos transforme e nos torne luz em meio às trevas.
O MENINO DO CÉREBRO EXPOSTO
O menino do cérebro exposto nunca teve caminhos prontos.
Cada manhã era um recomeço.
Andava como quem não deixa pegadas no chão,
como quem sabe que o destino não pertence a ninguém.
Dentro de sua cabeça latejavam memórias indesejadas,
toques que não deveriam ter existido,
palavras que nunca deveriam ter sido ditas.
Era chuva demais para tão pouca infância.
E, ainda assim, ele sonhava com o sol.
Um corpo que pudesse brilhar,
uma mente que pudesse incendiar de luz —
mas a tempestade parecia não cessar.
Os primeiros erros, ele carregava como feridas.
Não eram seus, mas o peso recaía sobre ele.
Chovia e chovia,
e o menino aprendia a sorrir sem vontade,
a se calar quando tudo gritava por dentro.
No silêncio, nascia a resistência.
No papel, surgia um idioma secreto,
em traços e cores que buscavam curar o que o mundo insistia em ferir.
Hoje, já homem em travessia para a terceira idade,
ele olha para trás e percebe:
se pudesse ver seu passado inteiro,
talvez fizesse parar de chover.
Talvez resgatasse a infância roubada.
Mas é exatamente na chuva que floresceu.
Cada gota se fez semente.
Cada sombra, terreno fértil para a imaginação.
O menino do cérebro exposto não é só dor.
É coragem.
É poesia insurgente contra o silêncio.
É música que se recusa a calar,
mesmo quando o mundo só oferece tempestade.
Eis o recado:
o sol ainda vive nele.
A chuva o formou, mas não o venceu.
Agora, literatura e música se entrelaçam para dizer sua verdade:
a mente que foi ferida é a mesma que cria,
o coração que foi exposto é o mesmo que pulsa,
e o homem que nasce dessa travessia é, ao mesmo tempo,
chuva e sol.
A luz a brilhar em meu olhar é o reflexo da minha jornada a trilhar.
Nesse caminho árduo que passei, levo no peito a colheita que há anos plantei.
"Não importa quantas vezes você já tentou...Persista! A inércia nunca foi um caminho para o sucesso."
Foram tantas vidas...
Tantos sonhos...
Que deixei pra trás...
Perdidos no caminho das incertezas, dúvidas e medos.
Um pedaço de mim que o tempo apagou e que deixou um vasto vazio.
Vidas que morreram...
Sonhos que por deverás vivem...
Sonhos que vivem adormecidos na alma em profundas horas de sono.
E que de vez em quando é acordada por um pesadelo que insiste em dizer: Acorda! A uma pobre alma que jaz no esquecimento, e que só diz: deixe-me descansar! se possível por eternidade.
