Calar
VEM
Deita teus olhos em mim
Faz da dor pungente de calar, a lira
respeitosa espada que sangrando
Avista a derradeira morada
Deita teu corpo assim
Faz do teu grito errante
O delirar do amante
Deita tuas mãos espalmadas
Nas curvas quentes da lua
Olha de longe, eu sou tua!!!!
Estou amando alguém... não posso dizer quem é!
Muito menos a ele me declarar... vou me calar por ter medo de ele se assustar e de mim se afastar... e nunca mas aquele sorriso ver, aquele caráter admirar... ou aquela pele tocar, como quem não quer nada...
Vou me calar porque o amo, não o quero longe, e sim perto!
Não quero correr o risco e acabar saindo tudo dos trilhos, saindo tudo de uma forma que não quero que aconteça!
Vou ficar quietinha! Não ligo! Pode me chamar de medrosa!
Vou tentando e torcendo para que esse sentimento vá embora!
Amem sem hexitar, sem pensar, sem o coração calar...amem sem cessar, na angústia ou na dor, esteja sempre presente o Amor.
Eu vou me calar & me conter. E quantas vezes mais minha vontade for gritar meu sentimento, mais uma vez será necessário o silencio. Ninguem deveria amar a quem não quer ser amado, mas se isso acontece porque não temos controle, controlamos a incontrolavel ansia de por para fora tudo o que o coração não aguenta mais guardar sozinho .
Quando
Quando o mundo me calar a voz.
E me sufocar os sonhos.
Lembrarei de você.
Quando eu respirar confissões.
E viver minhas próprias ilusões.
E mancha minha vida em falhas.
De minhas próprias lagrimas.
Lembrarei de você.
Quando viver os riscos, e sei que viverei.
Quando não mais poder esconder.
E sei que não esconderei.
Gritarei aos quatro ventos da terra.
E confessarei sem nenhum medo.
Que te amo, e te amarei.
E que em quanto a vida me Ter.
Acharei graça em te ver.
E lembrarei de você.
Eu cada dia, mato um pouco de mim mesmo, com o objetivo de fazer calar minha voz interior, ou melhor, estou tentando me livrar das perturbações interiores desenvolvendo uma consciência depravada, fraca, viciada que me faça feliz no torpor da vida. Quero me aquietar diante dos homens e de Deus. Ou perder o respeito de mim mesmo. Ou ainda deixar de preocupar com o que os outros pensam de mim. Nesse suicídio a prestações, mareio meu brio.
Eu deveria me calar como a maioria das mulheres,
Eu não deveria dizer o que sinto,
Eu deveria me consolar com o que me dão ou com o que sobra,
Eu deveria me conformar com as desculpas que me dizem pela involução das coisas,
Eu não deveria expressar o que quero para mim...
Eu deveria me resignar como fazem muitas mulheres em troca de sustento, teto, paleativos, mas nem tenho isso e nem quero que seja assim,
Eu deveria sair à francesa como tantas fazem sem o outro perceber porém continuando no jogo do “estamos bem”.
Eu deveria subestimar minha capacidade de pensar e de interpretar que as situações, que os planos estão sempre no singular e não no plural...
Eu deveria fingir que não percebo que há muitas coisas antes e depois de mim,
E sempre vai haver,
Eu deveria acreditar que há uma um lugar só meu, uma hora só minha, um dia só meu, um tempo só pra mim,
Mas não há.
Os intervalos são cada vez maiores.
Todos os fins de semana em repleta solidão.
Não.
Não sei ser metade,
Porque sou um ser inteiro,
Também não me dou pela metade,
Talvez este seja o meu grande erro...
Nem tampouco sei fingir,
Sou uma Mulher, às vezes,“menina”, é verdade, ainda assim sou fiel aos meus princípios,
Não precisa mais achar meu nome na sua agenda,
Ele não é escrito nela há tempos,
E como dizia minha avó:
O que não tem plano, meta, solução cabível...
Respondido está!
Nós é que não queremos ver,
Ou a famosa frase: quando se quer acha-se sempre um meio,
Mas quando não se quer até a vírgula é desculpa (a vírgula, o sol, a distância),
Tenho a minha dignidade também.
Eu deveria agora só pensar em mim.
Eu devo.
Eu vou.
O futuro é incerto nestas terras arenosas, o povo oprimido é obrigado a se calar. O leão mostrou suas garras através da opressão armada a fim de sufocar a primavera. Mesmo assim, a Primavera Árabe tem demonstrado que existe exatamente como uma estação, a qual nenhum ser humano é capaz de impor o seu fim antes que seu ciclo se complete ao natural. O que há de indomável no Mundo Árabe, não são os jovens que se manifestam e nem as forças que silenciam estas vozes, é o pensamento e a vontade de conhecer a verdadeira liberdade.
Sinto muito,não dizer o que muito sinto;
Sinto ao me calar que minto
vou exterminando a verdade
e o meu instinto é que vai sendo extinto.
As palavras escorregam por entre os dedos, os elogios se curvam e até a inspiração prefere se calar, diante daquele que conhece nossas alegrias e permanece quando a dor é violenta - Eis o tesouro que nunca deixa de ser inédito: A Amizade.
Dedicado à um grande amigo: Marcelo
